sábado, 17 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE MAIO DE 2025 (Apocalipse 20.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE MAIO DE 2025
OS ÍMPIOS RECEBERÃO UM CORPO INGLÓRIO PARA A CONDENAÇÃO ETERNA

Apocalipse 20.12 “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus,”

Depois do Milênio (v.2-6) vem a ressurreição dos injustos e o juízo final (Trono Branco). No juízo do grande trono branco comparecerão diante todos que não tiveram parte na primeira ressurreição: ”Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (v.5). Diante do trono, acham-se todos os mortos; os perdidos de todas as épocas da história. Presentes ainda, os que morreram durante o Milênio.

Os mortos são compostos de grandes e pequenos sem quaisquer distinções. Pequenos e grandes aí, tem a ver com importância, posição, prestígio, e não com tamanho ou idade, à luz do original.

Os servos de Deus do Antigo Testamento, a Igreja, bem como os mártires da Grande Tribulação, não se encontram aqui incluídos, pois estão ao lado de Cristo. Eles estarão vivos para sempre, com corpos novos e imortais (1 Coríntios 15.52-54).

Esses ímpios starão ali ressuscitados, com o mesmo corpo que tinham quando morreram. Isto é mais uma prova de que a morte não é o fim de tudo. É apenas o fim da vida do corpo aqui na terra, mas a vida continua no Hades, onde estavam estes mortos.

Os ímpios também receberão algum tipo de corpo na segunda ressurreição para o julgamento, vergonha e desprezo eterno: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.29).

 

“... e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.”

Aqui se mencionam dois tipos de livros. Primeiro vem o livro que contém as ações dos homens. Esta é uma ideia que aparece várias vezes nas Escrituras (Daniel 7:10;  Esdras 6:20).

A concepção é bem simples. Há no céu um livro onde se registram todas as ações dos homens. Deus é aquele que se ocupa de levar esse livro. O simbolismo significa que no curso de nossa vida estamos escrevendo a história de nosso triunfo ou fracasso aos olhos de Deus, a história de nosso destino, uma espécie de prontuário e inquérito que nos provocará honra ou vergonha o dia do Juízo. Não é tanto Deus quem nos julga e sim nós mesmos, pela maneira em que tenhamos escolhido viver nossas vidas.

O segundo livro é o Livro da Vida. O Livro da Vida também aparece nas Escrituras. Nele estão escritos os nomes dos justos. Veja-se Êxodo 32:32; Salmo 69:28; Isaías 4:3; Filipenses 4:3 e em Apocalipse 3:5 e 13:8. Todo governante, na antiguidade, tinha um livro onde escrevia os nomes de todos os cidadãos fiéis de seu reino. O nome era apagado, é obvio, quando a pessoa morria. Os que têm seus nomes escritos no Livro da Vida são os cidadãos ativos e fiéis do Reino de Deus.

O livro da vida é aberto como testemunho contra eles, pois nenhuns dos nomes ali serão encontrados. Os que não têm o nome escrito no Livro da Vida são lançados dentro do lago do fogo, a segunda morte.

 

“E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

Os livros serão abertos e todos serão julgados segundo o que está escrito nos livros. Todos serão julgados individualmente pelas suas obras de acordo com o princípio do Evangelho: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Romanos 2.16), e levando-se em consideração os seus motivos: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1 Coríntios 31.3).

O juízo final será diferente dos tribunais da terra: Lá terá um juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Haverá diferença na sentença e na punição, mas não na duração da pena (Lucas 12.47,48). O fogo que arderá no lago de fogo é por natureza inextinguível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

BARCLAY, John William. The Revelation of John. Traduzido por Carlos Biagini [O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay]. Trinity College: Glasgow, Escócia, 1958.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE MAIO DE 2025 (1 Tessalonicenses 4:16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE MAIO DE 2025
OS QUE MORRERAM EM CRISTO RECEBERÃO UM CORPO GLORIOSO

1 Tessalonicenses 4:16 "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.


"Porque o mesmo Senhor descerá do céu"

A afirmação sobre o mesmo Senhor nos lembra a promessa particular a igreja primeva pelos anjos: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:10,11). O mesmo Senhor que nos salvou e nos guardou na peregrinação da vida. O mesmo Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa redenção e justificação. O mesmo Filho que subiu ao Céu para interceder por nós.  


"... com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro."

Somente os fiéis, mortos e vivos, ouvirão os sonidos divinos de chamada, vindos do céu, e serão arrebatados pelo poder de Deus ao encontro do Senhor nos ares. O brado de Jesus pode ter significado limitado aos que morreram: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” (João 5:25). A ressurreição dos crentes falecidos é chamada Primeira Ressurreição: “ressuscitarão primeiro, faz distinção a segunda ressurreição que acontecerá após no juízo final: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:29) 

A voz do arcanjo deve estar relacionada também com Israel:E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo...” (Daniel 12:1).  

Enquanto que a trombeta pode se referir a igreja: “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apocalipse 4:1)  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Fontes: 

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

SILVA, Antônio Gilberto da. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE MAIO DE 2025 (João 11:24)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE MAIO DE 2025
UMA EVIDÊNCIA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO DO CORPO

João 11:24 “Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.”

 

“Disse-lhe Marta: “

Marta junto com sua irmã Maria havia pedido a Jesus para ir à aldeia de Betânia para curar seu irmão Lázaro. A resposta de Jesus, ao receber a notícia da enfermidade de Lázaro, fora: “Esta enfermidade não é para morte, mas para a glória de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Jesus então demorou a se deslocar a Betânia e quando enfim chegou, Lazaro estava morto e havia sido sepultado há 4 dias.

Marta apresentou a Jesus seu lamento dizendo que se ele tivesse vindo antes seu irmão não teria morrido. Jesus se voltou a ela e respondeu que ele havia de ressuscitar. Marta que há quatro dias estava sendo consolada por amigos e vizinhos possivelmente já ouvira aquelas palavras e com isso respondeu:

 

“Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.”

A ressurreição no último dia foi mencionada repetidas vezes por Jesus nos primeiros discursos neste evangelho, com este acréscimo: Ele mesmo é quem ressuscitará os mortos no último dia, porque recebera autorização do Pai para tanto (João 5.21,25-29, 6.39).

A crença na ressurreição dos mortos era comum entre os judeus, apesar de ser negada pelos saduceus (João 5:28, 29; Mateus 22:23; Atos23:8). Jesus partilhava essa mesma crença dos fariseus, como ficou evidente em sua controvérsia com os saduceus no templo (Marcos 12:18–27).

A declaração de Marta comprova que ela tinha a mesma crença e que entendeu que Jesus se referia a essa ressurreição. Por outro lado, Jesus estava prometendo a ressurreição subseqüente de Lázaro. A idéia da ressurreição imediata do irmão não ocorreu a Marta, mas ela logo testemunharia esse milagre A ressurreição de Lázaro prefigurou o que Jesus fará, no último dia, por todos aqueles que nele crêem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_02.pdf

quarta-feira, 14 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE MAIO DE 2025 (João 11.43)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO, IRMÃO DE MARTA E MARIA

João 11.43 “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.”

 

“E, tendo dito isto,”

Depois de orar com essas palavras: “Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste” (João 11.41-42). Esta não era um a petição, e sim ação de graças pela petição respondida. Jesus, na sua inabalável certeza, já agradece o milagre, como se este já tivesse sido operado: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5.14).

 

“... clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.”

Jesus chamou para fora o homem morto. Clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” A expressão “clamou” indica que ele gritou em alta voz. A alta voz era desnecessária para que Lázaro ouvisse; mas beneficiava a multidão. Morris disse: “Provavelmente, pelo menos em parte, o intuito era que a multidão soubesse que aquilo não era um truque de magia, mas o poder do próprio Deus. Os mágicos ou ilusionistas recitavam seus encantamentos e feitiços: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? “ (Isaías 8:19). Não era assim que agia o Filho de Deus”.

Dizem que a voz de Jesus tamanha autoridade teve nessa hora que, se ele não tivesse especificado que era para Lázaro sair, todos os que estavam nas sepulturas teriam ressurgido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_02.pdf

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Texto Áureo Lição 07: Eu sou a ressurreição e a vida. João 11.25

TEXTO ÁUREO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ” (João 11.25)

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE MAIO DE 2025 (Marcos 5.41)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DA FILHA DE JAIRO, UM CHEFE DA SINAGOGA

Marcos 5.41 “E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.”

 

“E, tomando a mão da menina,”

Quando Jesus entrou na casa de Jairo, Ele fez todos saírem e levou consigo somente Pedro, Tiago, João, a mãe e o pai para dentro do quarto. A mãe e o pai estavam de coração partido, mas Jesus caminhou até a beira da cama da menina, inclinou-se, pegou-a pela mão demonstrando confiança e ajuda.

Os outros dois evangelhos sinópticos também mencionam o fato de que Jesus a tomou pela mão: “Mas ele, pondo-os todos fora, e pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina” (Lucas 8:54); “E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se” (Mateus 9:25).

 

“... disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido,”

Essas palavras “Talita Cumi” de modo algum constituem uma fórmula mágica ou encantamento. Marcos sente que a riqueza das palavras de Jesus não caberiam numa tradução, então ele as cita no original aramaico antes de indicar seu significado.

O aramaico era a língua usada no dia-a-dia pelos judeus do Novo Testamento. Os evangelhos foram escritos em grego, mas essas palavras foram conservadas em virtude do grande efeito que causaram.

 

“ Menina, a ti te digo, levanta-te.”

Marcos adiciona uma tradução grega para os leitores que não falavam aramaico. “Menina, a ti te digo: levanta-te!” Ele usa o diminutivo “pequena menina”, “menininha” ou : “criança” levanta-te!.

Segundo o Dr. Lightfoot, era costume dos judeus, quando ministravam remédios para alguém que estava enfermo, dizerem: Levante-se desta doença, querendo dizer: “Nós desejamos que você consiga se levantar” . Mas para alguém que estava morto, Jesus Cristo disse: Levante-se dos mortos; assim, o Senhor estava dizendo: Eu ordeno que você se levante. Mas não é só isso, pois os mortos não têm o poder de ressuscitar; portanto, o poder acompanha a palavra proferida pelo nosso Salvador para torná-la efetiva.

Jesus opera enquanto ordena, e opera através de suas ordens. Por isso que Ele pode ordenar o que desejar, até mesmo que os mortos ressuscitem! Assim é o chamado do Evangelho àqueles que, por natureza, estão “mortos em ofensas e pecados”, e não podem ressuscitar daquela morte pelas suas próprias forças, como essa menina. E esta ordem: “Desperta... levanta-te dentre os mortos”, não é nem presunçosa, nem inútil, quando seguida da expressão: “Cristo te esclarecerá” (Efésios 5.14). E pela palavra de Jesus Cristo que a vida espiritual é dada: “Disse-te:... vive” (Ezequiel 16.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE MAIO DE 2025 (Lucas 7.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM

Lucas 7.14 “E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.”

 

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam),”

Quando se aproximava Jesus da entrada da cidade de Naim, um cortejo fúnebre veio em sua direção. Era a procissão para um enterro de um jovem, filho único de sua mãe, que era viúva. O defunto do jovem era trazido sobre um esquife.

O “esquife”, não era um caixão fechado, como conhecemos, mas uma tábua com um pequeno beiral, ou, às vezes, um tipo de cesto de vime. Era carregado por amigos que se revezavam a intervalos. Atrás do esquife vinham os pranteadores principais e os seus amigos seguidos por uma grande multidão. Movido de intima compaixão pela viúva que agora tinha perdido o seu filho único. Jesus tocou o esquife.

O ato de Jesus em tocá-lo importava em poluição de acordo com as leis cerimoniais, mas onde a necessidade humana estava em jogo nunca se preocupava com detalhes cerimoniais. Quando tocou o esquife, pararam os que o conduziam. Nenhuma palavra lhes foi dirigida, mas claramente viam que alguma coisa incomum estava acontecendo.

 

“... e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te.”

Segue-se então a palavra de autoridade. Jesus falava em seu próprio nome: “Mancebo, a ti te digo: Levanta-te”. O Príncipe da Vida possuía autoridade para ordenar ao jovem o retorno à vida. O toque de Jesus simbolizava o seu poder em impedir o triunfo da morte. A vida encontrara-se com a morte; a procissão fúnebre tinha de parar.

Outros agentes de Deus não tiveram a mesma facilidade para efetuar o mesmo milagre. Certo pregador francês falou de Elias: “E claro que ele está invocando um poder fora de si mesmo; que está chamando da morte uma alma sobre a qual não tem autoridade. Ele mesmo não tem domínio sobre a vida e a morte. Jesus Cristo ressuscita os mortos sem esforço, como num ato corriqueiro. Ele é o Senhor dos que dormem o sono final. Sua soberania sobre vivos e mortos é percebida na grande calma ao operar os mais poderosos milagres”.

 

“E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.”

No sono, há certa desconexão entre o corpo e a alma, mas a voz humana pode restabelecer contato. A morte é a separação total entre o corpo e a alma, porém a voz do Senhor pode restabelecer a conexão: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono” (João 11:11). Cristo pode despertar alguém do esquife tão facilmente como outra pessoa pode despertar alguém da cama.

Jesus não é somente o Senhor da vida; é também o Senhor da morte que triunfou Ele próprio sobre ela e que prometeu que, porque Ele vive, nós também viveremos (João 14:19).

Lucas acrescenta que o que estivera morto passou a falar, evidência palpável dá sua volta à vida. Não se registra nada que ele disse, conforme ocorreu nos outros dois casos de uma ressurreição. A solicitude de Jesus para com a viúva revela-se no detalhe de que restituiu o jovem à sua mãe (v.15) conforme fizera Elias numa situação semelhante: “E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu à sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive” (1 Reis 17:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

domingo, 11 de maio de 2025

Lição 07: Eu sou a ressurreição e a vida - 2 Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ” (João 11.25)

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; “

Após a lastima de Marta, sobre a demora de Jesus. Ele disse que seu irmão iria ressuscitar. Marta entendeu que se Jesus se referia ressurreição do último dia, Marta considerou que essa declaração era apenas uma declaração formal de consolo, porém Jesus não se referia a essa futura ressurreição, mas a algo que operaria ali naquele momento. Então disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida“.

O Senhor Jesus Cristo, em virtude da sua natureza divina, diz: “Eu sou”. Ou seja, não era tarde demais para ressuscitar Lázaro, nem é cedo demais para o dia da ressurreição; hoje mesmo, Ele poderia como fizera ressuscita-lo. Observe que "a ressurreição e a vida” representam causa e o efeito: Jesus é a ressurreição porque é a vida: “Nele estava a vida” (João 1.4). É a vida que produz a ressurreição.

Nesse mesmo evangelho ele havia testificado: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5:25,26). A Ressurreição de Lázaro apenas dependia dele, por isso ele a deu essa resposta: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5:21).

 

“... quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ”

Os que morrem no Senhor continuam a viver, a despeito da desintegração do corpo, e passarão a ter um corpo espiritual (Filipenses 1.23; 1 Tessalonicenses 4.13,14). Jesus é a vida; segue-se, portanto, que “todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Os crentes em Cristo nunca morrem no sentido com um do conceito da morte; para eles, a morte não é o fim; é o passar de um estado de vida para um estado mais sublime.

Não há nenhum instante de interrupção da sua vida de fé e de comunhão com Deus; o crente adormece no que diz respeito a esta vida e, neste mesmo instante, já está despertado na vida eterna, além do túmulo. “Os que estão “em Cristo” (1 Tessalonicenses 4.14-17) não podem ser separados dEle, nem pela vida, nem pela morte (Romanos 8.38).

Isto é mais do que um anúncio da ressurreição geral do último dia; é uma previsão da ressurreição do próprio Jesus e a certeza de que os que nele crêem, estando unidos a ele pela fé, participarão da sua vida ressurreta mesmo experimentando a morte do corpo: “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). E mais do que isto, no que se refere a esta participação na sua vida ressurreta e à posse da vida eterna, tal vida não conhece a morte. Jesus já tinha dito: “Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente“ (João 8.51). A vida mortal chegará ao fim; a vida verdadeira dura para sempre. Temos aqui uma antecipação da promessa que será feita no cenáculo: “Porque eu vivo, vós também vivereis" (João 14.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

sábado, 10 de maio de 2025

João 5.30

João 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou. “

 

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. ”

Jesus havia dito que “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5:22,23). Jesus julga a partir das deliberações eternas do Pai. Ele repetiu aqui a afirmação que havia feito em João 5:19: “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente”, dizendo que nada podia fazer de si mesmo, ou seja, de sua própria vontade, mencionando, a seguir, sua obra de juízo como ilustração.

 

“Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, ”

Assim conforme ele o ouve o Pai ele julga. Ou seja, todos os atos de autoridade de Cristo, tanto legislativos como judiciários, estão exatamente de acordo com as regras da justiça: “São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida” (Provérbios 8.8).

Não podem existir exceções contra quaisquer das determinações do Redentor, e, portanto, assim como não haverá nenhuma revogação de quaisquer de suas leis, da mesma forma não haverá revogação de quaisquer de suas sentenças. Seus julgamentos são seguramente justos, pois eles são conduzidos pela sabedoria do Pai.

Dessa maneira, Ele nos ensina a não fazermos nada por nós mesmos, mas julgar as coisas e agir de acordo com a Palavra de Deus.

 

“...porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou. “

Jesus também enfatizou sua submissão ao Pai; ele procurava fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi a comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34). Já que este é o princípio imutável que serve de base para suas ações, ele pode deixar com confiança sua defesa nas mãos do Pai.

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía, como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte. Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai,

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_06.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.