terça-feira, 1 de abril de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE MARÇO DE 2025 (Genesis 3.15)
domingo, 30 de março de 2025
Lição 1: O Verbo que se tornou carne - 2 Trimestre de 2025
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”
O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.
A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).
“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “
“E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.
Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.
A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.
“... cheio de graça e de verdade. ”
A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).
A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.
Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).
Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
sábado, 29 de março de 2025
Filipenses 2:6
Filipenses 2:6 "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,"
"Que, sendo em forma de Deus,"
O texto destaca a palavra “forma”, sugerindo ser aquilo que tem uma configuração, uma semelhança. Porém, em relação a Deus, o seu significado, de fato, refere-se à forma essencial da divindade. A forma de Deus em Jesus é inalterável, porque a sua essência pertence à divindade e é imutável.
A forma verbal da palavra “sendo” aparece em outras versões como subsistir, ou existir, ser por natureza ou pela própria constituição: “subsistia em forma de Deus”. Paulo estava se referindo ao estado de Cristo antes de vir a este mundo e assumir sua humanidade. Vários textos bíblicos comprovam a pré-existência de Cristo (João 1.1-3; 3.13; 17.5; 2 Coríntios 8.9; Colossenses 1.15-17; Hebreus 1.1-3).
Esta “forma de Deus” pressupõe sua deidade, existindo ou subsistindo, original e eternamente como Deus. Ele subsiste eternamente em forma de Deus e, temporariamente, assumiu a “forma de servo” (Filipenses 2.7).
"... não teve por usurpação ser igual a Deus,"
Quando Jesus estava na terra, não se apegou às prerrogativas da divindade para vencer o Diabo, mas fez-se semelhante aos homens. Como homem, tinha certa limitação em tempo e espaço e, portanto, submisso ao Pai. Eis a razão de Ele ter dito em João 14.28: ‘O Pai é maior do que eu” (p. 49).
Em sua encarnação, Jesus conservou todos os seus atributos. Ele não abandonou seu direito de divindade, mas não usou completamente seus atributos de divindade enquanto “filho do homem”. Cristo era, e ainda é, igual a Deus, o Pai, não no sentido de ser a mesma pessoa, mas o de ter a mesma natureza e a mesma glória (João 17.5).
O texto diz que “ele não julgou como usurpação ser igual a Deus”. Significa que Ele não considerou a sua igualdade divina com o Pai como algo que quisesse reter para si. Ele não agiu egoisticamente, pensando apenas em si mesmo. Ele preferiu esvaziar-se de sua glória divina para assumir a natureza humana a fim de salvar a todos.
Os religiosos radicais de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele se identificou como “sendo igual a Deus”. Ao seu discípulo Filipe, Jesus afirmou a sua igualdade ao Pai (João 14.9-11). Jesus é chamado Deus em vários textos, como: João 1.1; 20.28; Hebreus 1.8; Tito 2.13; Apocalipse 21.7.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/4/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
Filipenses 2:5
Filipenses 2:5 "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,"
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE MARÇO DE 2025 (2 Pedro 1.21)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD29 DE MARÇO DE 2025A BÍBLIA SAGRADA FOI PRODUZIDA POR HOMENS MOVIDOS PELO ESPÍRITO SANTO
2 Pedro 1.21 “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. ”
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum,
Neste ponto, Pedro tinha em mente o Antigo Testamento quando diz “profecia”, mas podemos fazer a mesma aplicação ao Novo (2 Pedro 1.19). A mensagem dos profetas não se resume a uma retórica baseada em imaginação humana, nem é algo artificialmente construído. Nenhuma parte dessa revelação “é de particular interpretação” (v.20). As experiências dos profetas, como as do próprio Pedro no monte da transfiguração, provam a iniciativa divina em comunicar seus oráculos à humanidade.
A Palavra de Deus tem sua origem no céu, e não na terra. Ela procede de Deus, e não do homem. John Wesley disse que a Bíblia só poderia ter três origens: anjos e homens bons; demônios e homens maus; ou Deus. Não poderia ser escrita por anjos e homens bons, pois repetidamente se registra: Assim diz o Senhor. Não poderia ter sido escrita por demônios e homens maus, porque seu conteúdo exalta a santidade e reprova o pecado. Só nos resta uma opção: a Bíblia foi ideia de Deus.
“... mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. ”
Podemos acreditar realmente na Palavra de Deus, pois nenhuma profecia jamais foi entregue porque alguns homens decidiram produzi-la por si mesmos. A Bíblia nunca registrou nenhuma interpretação ou ideias pessoais de quem quer que seja como regra de fé e conduta, mas homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo, ou falaram da parte de Deus, sendo sustentados pelo Espírito Santo.
Os escritores não eram a fonte da mensagem, mas seus portadores. As Escrituras não são palavras de homens, mas a Palavra de Deus enviada por intermédio de homens santos. O Espírito Santo não usava instrumentos; usava homens. O modo de Deus sempre é o da verdade através da personalidade, conforme foi perfeitamente demonstrado na encarnação. Chamamos isso de inspiração dinâmica. Além disto, não fez uso de quaisquer homens, mas, sim, de homens santos, os que estavam dedicados ao Seu serviço e plenamente comprometidos.
Os papéis relativos desempenhados pelos autores humanos e divino não são mencionados, mas, sim, apenas o fato da sua cooperação. Existe implícita nesse verso uma metáfora marítima. Os profetas içaram suas velas, por assim dizer (eram obedientes e receptivos), e o Espírito Santo as enfunou e levou seu barco na direção por Ele desejada. Os homens falavam: Deus falava. Qualquer doutrina correta da Escritura não negligenciará qualquer parte desta verdade.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/2/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.
GREEN, Michael. II Pedro e Judas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013sexta-feira, 28 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE MARÇO DE 2025 (1 Pedro 1.25)
"E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf
ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.



