sábado, 15 de fevereiro de 2025

1 Coríntios 3.16


1 Coríntios 3.16 “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? ”

 

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus”

Não sabeis é uma censura suave. Introduz uma pergunta sobre um assunto que devia ser do conhecimento geral. Paulo utiliza regularmente o recurso, muitas vezes, nesta carta. “Vós” nesta passagem se refere à assembleia local de crentes que têm comunhão “com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1.3).

Paulo lembra aos crentes coríntios que eles são “o templo de Deus”. O apóstolo não faz distinção entre “templo de Deus” e “templo do Espírito Santo”. As duas expressões são intercambiáveis: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus” (v.19)

O templo literal, segundo sabemos era lugar de santidade, reverência, adoração, consagração, contrição, arrependimento, altar, sacrifício, fogo contínuo, glória e presença de Deus. Assim deve ser a Igreja do Deus vivo.

O grego tem duas palavras para aludir a templo: “hieron”, que inclui o templo com todos os seus pátios e “naos", o santuário interno onde Deus manifestava sua presença. O corpo coríntio de crentes é “naos”, pois o Espírito de Deus habita neles (2 Coríntios 13.13).

 

“... e que o Espírito de Deus habita em vós? ”

Cada cristão é um templo vivo do Deus vivo. Deus habitou no Templo judaico, tomou posse dele, e residiu nele, através daquela nuvem gloriosa que era o sinal de sua presença com aquele povo. Assim, Cristo, pelo seu Espírito, habita em todos os crentes verdadeiros.

A habitação do Espírito é uma confirmação de que os crentes estão saturados da presença e do poder do agente que habita. Seja a habitação da fé (2 Timóteo 1:5), de Deus (2 Coríntios 6:16), do Espírito (Romanos 8:11), da Palavra (Colossenses 3:16) ou de Cristo (Colossenses 1:17), está implícito o sentido dessa influência difusa.

O Templo era devotado e consagrado a Deus, e separado de tudo que era comum para o serviço imediato de Deus. Assim, todos os cristãos são separados dos usos comuns e colocados à parte para Deus e seu serviço. Eles são consagrados para Ele - este é um ótimo argumento contra toda lascívia da carne e contra todas as doutrinas que lhe dão apoio.

Se somos templos de Deus, não devemos fazer nada para alienar-nos dele, ou corromper e macular a nós mesmos, e, com isso, desqualificar-nos para o seu uso. Devemos detestar sinceramente e evitar cuidadosamente o que pode manchar o templo de Deus e corromper o que deve ser sagrado para Ele.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=templo+de+Deus+

Romanos 3.23


Romanos 3.23 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. ”

 

“Porque todos pecaram “

Este versículo é um resumo de 1:18—3:20, uma sinopse da tragédia humana. Está carregado de significado. O apóstolo Paulo expõe com argumentos irresistíveis a culpabilidade dos gentios e também dos judeus. Não há diferença entre gentio ou judeu, pois todos pecaram. A misericórdia de Deus é para todos e independem de distinções ou privilégios.

No grego as palavras “todos pecaram” dão a ideia de que todos participaram da transgressão de Adão, e, como indivíduos, pecaram: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Romanos 5.12).

Stott diz que o apóstolo divide a raça humana em três grupos distintos: a sociedade gentílica depravada (1.18-32), os críticos moralistas, sejam judeus ou gentios (2.1-16), e os judeus instruídos e autoconfiantes (2.17—3.8). E então conclui acusando toda a raça humana (3.9-20). Em cada caso o seu argumento é o mesmo: que ninguém vive à altura do conhecimento que tem.

No grego, a palavra pecado é “hamartia”, que quer dizer: errar o alvo. Quando o texto diz literalmente que “ todos pecaram” entendemos que todos, pelo pecado, perderam a visão do alvo. Deus encerrou todos no pecado para usar de misericórdia para com todos. O pecado atingiu a todos sem exceção.

 

“... e destituídos estão da glória de Deus. ”

A glória de Deus foi perdida pelo homem quando pecou, por isso que todos estão destituídos e "carecem da glória de Deus”. A expressão diz respeito à necessidade de recuperação do primeiro estado de glória do homem antes da queda. Em Isaías 43.7 está escrito: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz” (Isaías 43:7). O homem perdeu o ideal de Deus para sua vida e precisa voltar ao primeiro estado espiritual de comunhão com Deus.

O sentido de glória aqui nada tem a ver com ostentação, realeza. Mas tem um sentido moral e espiritual. Essa glória de Deus não é apenas para ser vista por aqueles que creem (João 11:40), mas é para fazer parte da vida daqueles que creem: “Para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1 Tessalonicenses 2:12).

E é através do evangelho (2 Tessalonicenses 2:14) que a cada dia recuperamos essa glória perdida: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Coríntios 3:18). Os homens estão sempre carecendo da glória de Deus pois a prática contínua do pecado nega tudo o que a glória de Deus significa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/2/25

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200811_01.pdf

2 Coríntios 3.17


2 Coríntios 3.17 “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. “ 

 

“Ora, o Senhor é o Espírito; “

Por Senhor devemos entender que Paulo se refere a Jesus Cristo. E isso é quase universal nas suas epístolas (2 Coríntios 5:6, 8, 11; 8:5; 10:8; 12:1, 8). Dizendo que “o Senhor é Espírito”, Paulo identifica o Espírito com Cristo. Isso seria equivalente a João 4.24: “Deus é espírito”. Afinal, Cristo e o Espírito têm a mesma essência, conforme Ele e o Pai (João 10:30).

Todavia o principal interesse de Paulo nesta passagem é salientar a glória superior da nova aliança do Espírito (vs. 3, 6, 8, 18), que ele contrasta com a glória inferior da antiga aliança da lei. Os judeus relacionavam-se com Deus mediante a lei, mas os crentes relacionam-se com Deus mediante o Espírito que é dado através de Cristo (João 16.7).

A lei escrita para Paulo não está apenas morta, mas causa a morte. Ele a chama de ministério da morte (ministério da condenação), gravado com letras em pedras. Ele agora chama Cristo de seu espírito, significando que a lei só se fará viva se for inspirada por Cristo, pois ele é o espírito vivificante: “O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante” (1 Coríntios 15.45). Cristo, ao regenerar-nos, dá vida à lei e se revela como a fonte da vida, assim como a alma é a fonte da qual emanam todas as funções vitais do homem. Desta maneira a lei estará escrita “não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração” (v.3). Concluindo, Cristo é o Espírito da Lei.

 

“... e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.”

Paulo diz que onde estiver o Espírito há liberdade. Quer dizer que enquanto nossa obediência a Deus esteja dominada e condicionada por um livro ou um código de leis, estamos na posição de um servo involuntário e um escravo que não possuem liberdade. Pois as exigências da lei não podem ser cumpridas e, por isso, tais pessoas permanecem sob a condenação da lei.

Mas quando provém da obra do Espírito em nossos corações o centro de nosso ser não tem outro desejo que o de servir e obedecer a Deus devido ao fato de que o amor o obriga e não a lei. Entretanto, sob a aliança do Espírito, há liberdade. Pois, já não há memória de pecados (Romanos 4:6-8), e nenhuma condenação (Romanos 8:1). O Espírito mesmo dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Romanos 8:15-16), e mediante o andar no Espírito, as exigências justas da lei são satisfeitas em nós (Romanos 8:3-4).

Uma liberdade assim dá ensejo à ousadia, pelo que nos versículos 12-13 Paulo diz que tem “muita ousadia” (no trato com os coríntios), diferentemente de Moisés, a quem faltava tal ousadia (no trato com os israelitas).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/2/25

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BARCLAY, William. I e II Coríntios. - Tradução: Carlos Biagini.

 KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE FEVEREIRO DE 2025 (1 Timóteo 3.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE FEVEREIRO DE 2025
AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA EM JESUS

1 Timóteo 3.16 “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória. “

 

Temos aqui um fragmento de um dos hinos da Igreja primitiva. É uma maneira de expressar em poesia e em música a fé dos homens de Cristo. É um hino em que os homens cantavam seu credo. Que é um hino, notamos pelo paralelismo cuidadoso entre as estrofes, pela dicção rítmica, e a assonância deliberada (muito marcante no Grego).

Joachim Jeremias, em seu livro: A Promessa de Jesus às Nações argumentou que esse hino cristológico é essencialmente uma declaração missionária, anunciando a inclusão das nações em consequência da morte e ressurreição de Jesus. Não podemos buscar numa poesia ou num hino a precisão que buscamos num credo; mas devemos tentar ver o que cada linha deste hino nos está dizendo.

 

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: ”

“O advérbio traduzido aqui como “sem dúvida alguma” ou “evidentemente” (homólogoumenòs) significa “por consentimento comum,” e expressa a convicção unânime dos cristãos. Essa revelação divina que promove a piedade é “inquestionavelmente grande” ou “inegavelmente grande”.

A fórmula “grande é o mistério”, conforme tem sido indicado, tem uma semelhança estranha com o grito: “Grande é Diana dos Efésios” (Atos 19:28, 34). Um “mistério”, é um conjunto de verdades que agora se tomaram conhecidas apenas porque Deus quis revelá-las.

O original de piedade (eusebeia) significa nossa religião, antes Paulo a havia chamado de “mistério da fé” (v. 9), e isso por estimular a fé e ser também o objeto da fé. E é o mistério da piedade, por sua vez, porque estimula a nossa adoração, a nossa humildade e a nossa reverência diante de Deus, como o faz toda verdade.

Começando aqui e no restante do versículo, as linhas estão dentro de um padrão regular, tal como deve uma poesia ou hino. Serviu bem aos propósitos de Paulo de ligar seus pensamentos a algo bem conhecido e atual, uma vez que a mensagem então seria melhor lembrada. Muitas das referências a cânticos no N.T. estão em conexão com Paulo (Efésios 5:19; Colossenses. 3:16; Atos 16:25; 1 Coríntios. 14:15).

 

“Deus se manifestou em carne,”

Aqui é ressaltada a encarnação de Cristo. Cristo foi manifestado em carne, isto é, apareceu na terra como um homem real (Romanos 1:3). Carne representa a humanidade do Deus-homem. Sua encarnação em harmonia com a doutrina do Nascimento Virginal: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

 

“... foi justificado no Espírito, ”

A segunda estrofe, justificado em espírito, é mais difícil. Visto que “vindicado” (edikaiòthê) literalmente significa justificado ou “declarado justo”. Ficaremos então com duas alternativas.

Embora o Salvador aparecesse na terra como um homem verdadeiro, foi justificado, isto é, declarado justo e demonstrado como sendo realmente o Filho de Deus, no que diz respeito à Sua natureza espiritual, sendo subentendido uma referência à ressurreição. Pela presença do Espírito no ministério de Cristo Ele foi vindicado e comprovado ser verdadeiro em todas as Suas declarações (Romanos. 1.4)

Outros, dando a em um sentido instrumental e entendendo que espírito denota o Espírito Santo, preferem a tradução: “Foi declarado justo através de, ou por meio de, o Espírito Santo.” O significado será então que, embora Cristo fosse crucificado como malfeitor, Deus O vindicou e O declarou justo quando, através do Espírito Santo (Romanos 8:11), ressuscitou-o dentre os mortos.

 

“... visto dos anjos, ”

O que está sendo ressaltado aqui é a adoração prestada pelos poderes angelicais ao Cristo assunto e glorificado. Sua exaltação é representada como um triunfo sobre o mundo dos espíritos, que elicita sua adoração: "E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem" (Hebreus 1:6).

Sua posição elevada sobre eles é explicita também em 1 Pedro 3. 22 “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências”.

 

“... pregado aos gentios, “

Aqui nos encontramos com a grande verdade de que Jesus não era possessão exclusiva de uma raça ou de uma nação. Ele seria pregado entre as nações (Gentios).

Tiago, irmão do Senhor, lembrando das palavras do profeta Amós que disse: “Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antigüidade; Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo meu nome, diz o Senhor, que faz essas coisas” (Amós 9:11-12). Entendeu que através do Cristo davídico, os gentios serão incluídos em sua nova comunidade. A inclusão dos gentios não era uma idéia posterior de Deus, mas algo predito pelos profetas. 

Essa expressão “pregado aos gentios” é um resumo de toda a presente era de trabalho missionário: “Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé” (Romanos 16.26).

 

“... crido no mundo, “

Esta é uma verdade quase milagrosa afirmada com total simplicidade. Depois que Jesus morreu ressuscitou e subiu a sua glória, o número de seus seguidores era de cento e vinte (Atos 1.15). Tudo o que seus seguidores tinham para oferecer era a história de um carpinteiro galileu, crucificado numa colina na Palestina como um criminoso.

E, entretanto, antes que passassem setenta anos, essa história tinha chegado aos limites da Terra, e homens de todas as nações aceitavam a esse Jesus crucificado como seu Salvador e Senhor: “Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade” (Colossenses. 1:6).

Nesta frase simples encontramos toda a maravilha da expansão divina da Igreja, uma expansão que seria impossível sem a aprovação divina. Conforme o pensamento de Gamaliel se a obra é de homens se desfará: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” (Atos 5.38-39).

 

“... recebido acima na glória.”

Refere-se particularmente à Ascensão, mas inclui toda a subsequente exibição de sua glória: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória” (Salmos 24.9-10).  Isto fica sugerido pelo progresso histórico e lógico do poema: o todo da obra messiânica de Cristo ficou nEle resumido.

A história de Jesus começa no céu e termina no céu. Viveu como um servo; foi assinalado como um criminoso; foi crucificado; ressuscitou com as marcas dos pregos ainda visíveis; mas o final é a glória.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy Tradução: Carlos Biagini

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE FEVEREIRO DE 2025 (Colossenses 2.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE FEVEREIRO DE 2025
AS DUAS NATUREZAS DE CRISTO CONTINUAM PARA TODA A ETERNIDADE

Colossenses 2.9 “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

 

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

Enquanto os hereges (gnósticos) criam que a divindade se apresentava através de “emanações", dos aeons, Paulo ministrava aos colossenses que, em Cristo, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Paulo demonstra quão errônea é esta ideia, mediante sua insistência que toda a essência divindade, ou seja, todas as características divinas residem na Pessoa de Jesus Cristo.

Ele não é inferior nem superior ao Pai e ao Espírito Santo; Ele tem a semelhança exata de tudo que está incluso e é expresso pela palavra “Deus”. Esta ideia também é apresentada em Hebreus 1:3a: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”.

Quando veio ao mundo, Jesus despiu-Se do Seu corpo celestial para assumir um corpo carnal; porém Seu ser, a Pessoa que Ele é, continuou sendo a Divindade imutável. Paulo disse: “Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Filipenses 2:6, 7).

Assumindo a carne humana durante a Sua habitação na terra, Jesus tornou-Se a Divindade na carne. Diz o apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele já não era a Divindade em Seu corpo celestial, mas era a Divindade num corpo terreno. Em nenhum momento Ele foi menos do que a Divindade, seja em Seu corpo celestial, seja em Seu corpo terreno.

Pois, “tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” (Romanos 1.20), tendo em vista a sua preeminência (Primogênitura) sobre todos os seres, visíveis e invisíveis, anjos ou demônios, homens ou animais.

E, como nEle habita toda a plenitude da divindade, Paulo fez ver aos colossenses que não necessitavam de qualquer outra fonte da revelação de Deus. Uma vez que conheceram a Cristo, conheceram toda a fonte da revelação divina, toda a fonte do poder que emana de Deus.

Se Ele é a Divindade, então tudo que Ele ensinou é verdadeiro e autorizado. Deus não pode mentir (Hebreus 6:18), por isso Seu ensino é verdadeiro. Qualquer ensino que não esteja em harmonia com a verdade revelada de Jesus é falso (1 João 2:21) e não tem o apoio da autoridade de Jesus.

Todas as religiões que não pregam a Cristo como centro de seus ensinos e da verdadeira adoração estão incorrendo em grave erro, e desviando seus adeptos do verdadeiro caminho para Deus. NEle, a divindade é infinita e absoluta. Não sobra nada para qualquer outro ser que pretenda usurpar-lhe o direito à adoração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201310_05.pdf

 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE FEVEREIRO DE 2025 (Atos 20.28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE FEVEREIRO DE 2025
JESUS, O DEUS-HOMEM QUE NOS COMPROU COM O SEU SANGUE

Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. ”

 

 “Olhai, pois, por vós...”

Paulo chega à segunda parte do seu discurso em Mileto aos anciões das igrejas de Éfeso. Na primeira parte exortou os seus ouvintes no sentido de seu exemplo pessoal visar ser um padrão para eles, mas agora volta-se à exortação direta, dizendo como devem agir quando ele já não mais estiver com eles.

Eles devem prestar atenção à sua própria condição espiritual: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pois eles não podem dar um cuidado adequado aos outros se negligenciam o cuidado e a instrução de suas próprias almas e da sua própria família: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3:4,5) ”.

 

“...e por todo o rebanho...”

Eles devem "pastorear" a igreja de Deus; pastorear em termos gerais, significa "cuidar" de um rebanho e, em específico, "levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo". Essa é a primeira tarefa dos pastores. "Não apascentarão os pastores as ovelhas?  (Ezequiel 34.2). No salmo 23 Davi descreve essa função do pastor: “Deitar-me faz em verdes pastos...” (Salmos 23:2).

No período que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe (Rute 1:1). Os pastores devem se dedicar a alimentar as ovelhas, com pastos verdejantes e pão de qualidade para que essas não procurem alimentos em outros rebanhos.

Olhar por todo o rebanho também nos exortar a zelarmos por todas as faixas etárias da igreja. Deus nos comissionou para pregar a toda a criatura. Devemos olhar para os jovens, para os anciões, para as crianças e nos preocuparmos com o alimento adequado para todos, pois, seria um grande pecado negligenciar o povo de Deus, comprado a tão alto preço.

 

“...sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes...”.

O Termo grego “episkopos” transmite a ideia de supervisão espiritual e de cuidados pastorais. Tais pessoas devem a sua nomeação à escolha que Deus delas fez mediante o Espírito. As pessoas que aqui se descrevem como sendo “bispos” são as mesmas que são chamadas “presbíteros” no v. 17, e em 14:23 lemos como Paulo os nomeava nalgumas das suas igrejas com oração e jejum, isto é, em dependência da orientação do Espírito. Sua tarefa era pastorear a igreja, isto é, agir como pastores; refere-se de todos os cuidados que devem ser exercidos com relação ao rebanho.

 

“...a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”

A igreja aqui é chamada a igreja de Deus. A expressão “igreja de Deus” significa que a Igreja pertence a Deus. Pelo sangue de seu Filho Jesus ele comprou a igreja: “Aquele que nem mesmo poupou a seu próprio Filho, antes, o entregou por todos nós” (Romanos 8.32).

Todavia aqui a afirmação é que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue, derramado na cruz para expiar os pecados. Isso só faz sentido com as palavras de Jesus ao Judeus: Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Uma vez que tanto pai quanto Filho representam uma só divindade. Deus resgatou a igreja com seu próprio sangue.

O grande preço que Deus pagou para adquirir a Igreja deveria motivar os anciãos a fazer os sacrifícios necessários para o bem-estar dela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1982.

STOTT, John. A Mensagem de Atos – Até aos confins da Terra. São Paulo: ABU s/c, 1994

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE FEVEREIRO DE 2025 (João 10.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE FEVEREIRO DE 2025
SENDO HOMEM, JESUS AFIRMA SER DEUS, AS DUAS NATUREZAS EM UMA SÓ PESSOA

João 10.33 “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

 

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, ”

No inverno, durante a festa da dedicação Jesus passou pelo alpendre de Salomão e foi rodeado por judeus que estavam o forçando a disser se ele era o Cristo. Todavia eles o forçavam não para nele crer, mas para o acusarem. Jesus então disse que as suas obras eram a resposta a eles, pois elas testificavam se ele o era.

Sabendo o que tinham no coração Jesus respondeu que eles não eram suas ovelhas, pois elas o ouviriam. Que lhes daria a vida eterna, pois “ele e o Pai eram um” (v.30). Quando Jesus disse isso os judeus novamente pegaram em pedras para o apedrejarem. A ocasião anterior em que seus inimigos tentaram apedrejá-lo nos recintos do templo foi aquela em que ele declarou que “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).

Jesus então os questionou perguntando: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? (v.32). Afinal suas ações davam testemunho da sua missão divina (João 5.36); e suas palavras estavam em harmonia perfeita com seus atos. Os judeus então se justificaram dizendo que não estavam apedrejando-o por nenhuma das suas obras.

 

“... mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

Os judeus disseram: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia. Eles basicamente disseram: “Não é por suas obras, mas por suas palavras”. Essa foi a primeira vez que Jesus foi acusado de “blasfêmia”. A acusação de blasfêmia se fundamentava no fato de Jesus, “sendo... homem”, se fazer Deus a si mesmo. Pois Jesus se dizia ser um com o Pai, colocando-se do outro lado do abismo que separa Deus das pessoas - o Criador e a criatura.

Na opinião deles, a afirmação “Eu e o Pai somos um“ merecia a pena prescrita na Lei para aqueles que blasfemavam contra o nome divino. E essa ofensa a Deus envolvia toda a comunidade em culpa séria, a não ser que o transgressor fosse tirado do meio do povo, “cortado de Israel”. Por isso as pedras.

Os judeus já perseguiam Jesus por causa do Sábado, pois Jesus havia mandado no sábado um aleijado carregar sua cama e um cego lavar a argila nos olhos, transgredindo tecnicamente a lei do sábado, mas eles consideraram muito piores os argumentos com que ele justificou estes atos: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (5.17).

A tentativa de tirar-lhe a vida depois do incidente no tanque de Betesda foi causada pelo fato de que ele “não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (5.18).

Todavia, Jesus não estava se fazendo passar por Deus, visto que era o Verbo que estava com Deus e que era o próprio Deus (João 1:1). Jesus, o Filho unigênito de Deus (João 3:16), desceu do céu para fazer a vontade do Pai que o enviou, e não a sua própria vontade (João 6:38). Tudo o que Jesus disse e fez foi coerente com a missão para a qual ele veio à terra. Suas palavras foram as palavras de Deus; suas obras foram as obras de Deus. Ele estava mostrando que era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai para a redenção da humanidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_01.pdf

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE FEVEREIRO DE 2025 (Filipenses 2.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE FEVEREIRO DE 2025
O SENHOR JESUS POSSUI AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA EM SUA PESSOA

Filipenses 2.7 “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; “

 

“Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,  

Na sua encarnação aconteceu a maior demonstração de humildade de Cristo. Ele “esvaziou-se a si mesmo”. A palavra grega kenou que em algumas versões é traduzida por “aniquilar” significa “esvaziar, ficar vazio”.

Cristo renunciou ao Seu ambiente de glória. Ele pôs de lado Sua majestade e glória (João 17.5), mas permaneceu Deus. Ele jamais deixou de ser possuidor da natureza divina. Mesmo em Seu estado de humilhação, jamais se despojou de Sua divindade.

F.F. Bruce diz que, em vez de explorar a Sua igualdade com Deus, e dela auferir vantagens, Jesus despojou a si próprio, não de Sua natureza divina, visto que isso seria impossível, mas das glórias e das prerrogativas da divindade para assumir 100% as prerrogativas humanas.

Cristo esvaziou-se assumindo a forma de servo. Forma, aqui, indica a veracidade de sua posição de servo. Ao contrário do primeiro Adão, que fez uma tentativa frenética de alcançar posição de igualdade com Deus (Genesis. 3:5), Jesus, o último Adão (1 Coríntios 15:47), humilhou-se e obedientemente aceitou o papel de Servo Sofredor.

 

“...fazendo-se semelhante aos homens; “

Quando lemos a frase do texto que Ele fez-se “semelhante aos homens” precisamos, à luz do contexto da Cristologia, entender que a palavra semelhança em relação a Cristo não significa “um faz de conta”, ou que tenha sido apenas uma semelhança de humanidade, e não humanidade real.

No final do primeiro século da Era Cristã, surgiu uma doutrina herética denominada docetismo, da palavra dokesis, que significa “semelhança”. Essa doutrina herética visava destruir os alicerces da doutrina de Paulo sobre Cristo, para negar que “Jesus veio em carne”. Paulo combateu com todas as suas forças essa heresia ensinando que Jesus era verdadeiramente homem, “nascido de mulher” (G1 4.4),

A expressão “fazendo-se” indica o fato de ter sido 100% homem, como todos os demais homens. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas 4.4 que “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”, indicando que Jesus, em sua humanidade, é consubstanciai com o homem e pertence à ordem das coisas assim como Adão foi criado. A diferença de Jesus como homem e os demais homens está no fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Por isso, Ele é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus”.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

LOPES, Hernandes dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. São Paulo, SP: Hagnos 2007.

 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE FEVEREIRO DE 2025 (Mateus 1.23)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE FEVEREIRO DE 2025
AS DUAS NATUREZAS DE JESUS REVELADAS NA EXPRESSÃO "EMANUEL"

 
Mateus 1.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ” 


“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, “ 

Essa passagem é o cumprimento da profecia do nascimento virginal do nosso Senhor profetizada pelo profeta Isaías (Isaías 7.14). Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18). Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? ” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).  Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)


“E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ”

José, o noivo de Maria, sabia que não havia ainda consumado seu casamento e duvidou quando Maria descreveu esse fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho confirmando o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;  E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). É o evangelista Mateus, que associa esse evento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz” (Mateus 1:22). Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.  Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”. Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3) 

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. 

 

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016. 

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Lição 7: As Naturezas Humana e Divina de Jesus – 1 Trimestre de 2025.


 TEXTO ÁUREO

"Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!" (Romanos 9.5)

 

“Dos quais são os pais, dos quais é Cristo segundo a carne”

Após se referir aos seus “irmãos”, seus “compatriotas, segundo a carne”, Paulo fez um resumo das bênçãos concedidas por Deus à nação judaica (Romanos 9.3-5). O versículo 5 começa com a oitava bênção da nação de Israel: “deles são os pais (os patriarcas). Os patriarcas originais eram Abraão, Isaque e Jacó; mas os judeus incluíram outras figuras ilustres do Antigo Testamento nessa categoria, como Moisés e Davi. Os judeus tinham, com razão, orgulho de seus ancestrais.

O Cristo é a nona e última (e mais importante) vantagem de Israel “deles descende o Cristo [Messias] segundo a carne...” O propósito principal de Deus ao separar uma nação foi preparar um povo através do qual traria o Messias (Cristo) à terra. Essa foi a marca mais distintiva de Israel; nenhuma outra nação foi honrada dessa maneira. Paulo usou a expressão “segundo a carne” porque o lado carnal (humano) de Jesus era de ascendência judaica (Romanos 1:2–4; Mateus 1:1–25). No entanto também é citado no versículo a sua divindade através do nome “Cristo” o Ungido, que é o “ Verbo divino que se fez carne” (Jo 1.1.14) e “ habitou entre nós".

 

“... o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.”

À medida que contemplava as bênçãos divinas sobre os israelitas e especialmente a bênção de Jesus, Paulo ficou tomado de emoção e fez uma pausa para louvar o Senhor: “o Cristo..., o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!”.

Essa doxologia (palavra de louvor) reconhece primeiramente que Cristo “é sobre todos”. Pouco antes de partir da terra, Jesus disse aos discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Após a ascensão, Jesus sentou-Se à direita de Deus (Marcos 16:19), onde está reinando atualmente (1 Coríntios 15:25).

A doxologia contém as palavras: “Deus bendito para todo o sempre”, que basicamente significam: “o Deus eternamente abençoado”. Na maioria das versões em português faz uso da vírgula após “sobre todos” indica que o “Deus bendito para todo o sempre” refere-se a Jesus. Walter W. Wessel classificou Romanos 9:5 como “uma das declarações mais inequívocas de todo o NT a respeito de divindade de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_01.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.