TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)
Romanos 8.3 “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; “
“Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, “
A lei era incapaz de libertar Paulo da lei do pecado e da morte. Por quê? Porque estava “enferma pela carne”. Paulo não estava dizendo que a lei em si era fraca, pois ela fora dada por Deus. A matéria, porém, com a qual a lei tinha de operar — a carne — era fraca. A humanidade carnal, ou seja, as pessoas dependentes de seus próprios recursos não conseguiam guardar a lei com perfeição. Por causa dessa enfermidade, ou fraqueza, a lei era incapaz de libertar a humanidade.
Ou seja, a lei era limitada pela “carne”. Isto quer dizer que havia algo de errado com a lei? Não. Dave Miller questionou: “Você sai e dá um chute no seu carro porque ele não pode voar? Claro que não. Ele não foi projetado para voar. A lei de Moisés nunca foi projetada para remover pecados. Ela foi projetada para revelar o pecado”.
“Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; “
O que era impossível à lei, isso fez Deus. Era impossível à lei libertar as pessoas por causa da carne; Deus libertou as pessoas usando a carne enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”. Deus “obteve a vitória sobre o pecado no próprio domínio em que ela parecia imperar sem contestação: ‘na carne’.
Aqui há uma referência à encarnação de Cristo: Deus mandou “o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa” (v. 3b). A palavra traduzida por “semelhança” (homoioma) vem de “igual” ou “mesmo” (homo).
Deus
não enviou meramente o Seu Filho ao mundo; Ele enviou-O “no tocante ao pecado”,
ou
seja, “como oferta pelo pecado”. A expressão “oferta pelo pecado” evoca os animais
mortos em sacrifício na época do Antigo Testamento. “A morte do animal
sacrificado simbolizava
a seriedade do pecado, assim como indicava a disposição de Deus em repassar o
castigo pela transgressão da lei a outro.
O que Deus simbolizou com um animal inocente, Ele cumpriu com o sangue inocente do Seu Filho”. Era “impossível que o sangue de touros e de bodes removesse pecados” (Hebreus 10:4); mas o que era impossível a sangue de animais fazer, o sacrifício de Cristo que valeu por todas as vezes fez (Hebreus 10:10).
Charles Spurgeon alegrava-se com isto: “Deus encontrou um meio de condenar o pecado sem me condenar! ”. Essa é a “provisão divina”. Como é maravilhoso que Deus “não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou” (Romanos 8:32)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_06.pdf
BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.
Dave Miller, sermão apresentado no programa televisivo Truth in Love, Fort Worth, Texas, 2 de fevereiro de 2002.Romanos 1.3 “Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, ”
“Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, ”
Esse versículo (v.3) e o 4 incluem uma das principais declarações das Escrituras a respeito de Cristo. Primeiramente, Paulo disse aos romanos que Jesus, “segundo a carne, veio da descendência de Davi”.
No que se refere ao lado humano de Cristo, Ele era um descendente do rei Davi (Mateus 1:1), tendo nascido de Maria, uma descendente direta de Davi (Lucas 1:27). Jesus, portanto, era completamente humano. Ao mesmo tempo, Ele era completamente Deus. Ele “foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos” (v. 4a). O contraste dos versículos 3 e 4 é óbvio: no que tange à carne, Jesus era descendente de Davi; mas no que tange ao Seu espírito, Ele era o Filho de Deus.
Usa-se "carne" para designar descendência ou relação humana natural que Cristo é descendente de Davi "segundo a carne". Em 4:1 Abraão é chamado "nosso pai segundo a carne" (i. e., antepassado dos que são judeus de nascimento), enquanto que espiritualmente é o pai de todos os que crêem (Romanos 4:11, 16). Seus descendentes por reprodução física são "filhos da carne", em contraste com "os filhos da promessa" (Romanos 9:8). Os judeus de nascimento são "compatriotas" de Paulo "segundo a carne" (Romanos 9:3), ou simplesmente sua "carne" (Romanos 11:14).
O qual, segundo a carne, veio ("nasceu", RV) da descendência de Davi (da "semente" de Davi). É evidente que a descendência davídica de Jesus fazia parte do conteúdo da pregação e da confissão dos cristãos primitivos. Jesus não parece ter insistido muito nisso, mas não recusou a designação de "Filho de Davi" quando Lhe foi aplicada, por exemplo, pelo cego Bartimeu (Marcos 10:47).
Barclay escreveu: Paulo fala de um Jesus que era real e verdadeiramente homem. Um dos maiores pensadores da Igreja primitiva o resumiu quando disse de Jesus: "Ele se fez o que nós somos, para nos fazer o que Ele é." Paulo pregava a respeito de alguém que não era uma figura legendária de uma história imaginária, que não era um semideus, metade Deus e metade homem. Ele pregava de alguém que era real e verdadeiramente um com os homens que veio para salvar.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_02.pdf
barclay
BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.
BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”
O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.
A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).
“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “
“E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.
Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.
A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.
“... cheio de graça e de verdade. ”
A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).
A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.
Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).
Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.
DEIVY
FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
2 Coríntios 13.13 “A graça do Senhor Jesus
Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “
Paulo
conclui sua segunda epístola aos coríntios com uma benção trinitária. Essa
benção se tornou padrão na maioria das igrejas pentecostais. Embora Paulo
expresse em outras passagens a obra da redenção sob uma perspectiva trina (Romanos
5 .1 -8; 1 Coríntios 1 2.4- 6; Efésios 1 .3 -1 4; 4 .3 -6), somente aqui encontramos
esta perspectiva em uma bênção.
Este
versículo concorda notavelmente e condensa o entendimento que Paulo tem da
salvação de Deus em Cristo. Gordon Fee o chama de "o momento teológico
mais profundo no corpo Paulino”.
“A graça do Senhor Jesus Cristo, “
A
"graça do Senhor Jesus Cristo" expressa o favor imerecido de
Deus por nós e é visto na morte de Cristo, que remove a inimizade entre nós e
Deus por causa do pecado, nos reconcilia com Ele, e nos concede o direito de
estarmos em sua presença (Romanos 5.9-11; 2 Coríntios 5.16-6.1). Foi através da
morte de Cristo que a “graça” alcançou a humanidade.
Em 2
Coríntios 8:9, Paulo escreveu: “conheceis a graça de nosso Senhor Jesus
Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua
pobreza vos tomásseis ricos”. Esta é a natureza da graça de nosso Senhor Jesus
Cristo que Paulo invoca sobre seus leitores, graça totalmente imerecida e, no
entanto, maravilhosamente generosa e espantosamente voltada para o bem-estar de
seres humanos pecadores.
“... e o amor de Deus, ”
O
amor de Deus, ou seja, Seu amor pelas pessoas, é a constante da vida. O amor de
Deus abre o caminho para todas as bênçãos espirituais. Ele é o tema de maior
importância na teologia de Paulo. Esse amor ficou superlativamente demonstrado
quando Deus providenciou a grande reconciliação efetuada por Cristo, e nela se
envolveu, de tal modo que os seres humanos pudessem viver em paz com Ele (Romanos
5:6-8; 2 Coríntios 5:18-21), para que nós que cremos não pereçamos, mas
tenhamos a vida eterna (João 3-16; Romanos 5.1,7,8). Esta é a natureza do amor
de Deus, que Paulo invoca sobre os seus leitores.
Convém
que a graça seja associada ao nome de Cristo e o amor ao nome de Deus, mas Paulo
provavelmente não fazia distinção entre esses dois elementos. Ele não hesitou
em falar do amor de Cristo (Romanos 8:35) ou do amor de Deus. Em certo sentido,
tanto a graça quanto o amor fluem igualmente de Deus Filho e de Deus Pai.
“... e a comunhão do Espírito Santo seja
com todos vós. “
A “comunhão
do Espírito Santo”. A palavra comunhão é tradução de koinõnia, que
significa essencialmente “participação”. A expressão comunhão do Espírito Santo
pode ser interpretada como sendo nossa participação do Espírito Santo; nesse
caso, Espírito Santo é a Pessoa da qual os cristãos participam da comunhão com
o Pai e com o Filho.
Pode-se
também entender que essa expressão significa comunhão criada pelo Espírito
Santo que abrange a comunhão uns com os outros e também todas as bênçãos do
Espírito (1 João 1.3,7). É igualmente experienciada pelos dons do Espírito
expressados no amor mútuo (1 Coríntios 13).
Paulo
queria ver essa comunhão restaurada entre os crentes coríntios. Este
relacionamento maravilhoso, ainda é acessível a todos os crentes, um
relacionamento com o nosso Deus Trino e entre uns com os outros.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas
heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e
suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São
Paulo: Vida Nova, 1984.
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário
Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_03.pdf
Efésios 4.6 “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. “
“Um só Deus e Pai de todos,”
A primeira pessoa da Trindade é apresentada aqui sem a preocupação de colocá-la dentro de uma ordem. Pois já havia sido citado e Espírito (v.4) e o Filho como Senhor (v.5). Deus Pai revela-se uma unidade composta de Pai, Filho e Espírito Santo.
Mas esta afirmação de que há "um só Deus", existe um absolutismo divino. Deus é absoluto, isto é, Ele é e não permite que outro seja: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45.22). Deus é único conforme o Shemá Israel (Deuteronômio 6:4), e por meio de Cristo Ele tornou-se o Pai dos cristãos porque todos que estão em Cristo são Seus filhos (Romanos 8:16, 17; Gálatas 3:26, 27).
Ele é Pai, tanto por geração quanto por regeneração (Efésios 2.10; Tiago 1.17,18; 1 João 5.7). No sentido espiritual, Deus é Pai apenas dos que fazem a sua vontade e se tornaram filhos por adoção através de Jesus Cristo. Uma vez gerados fisicamente, todos somos criaturas de Deus, porém como filhos de Deus somente o são os regenerados (2 Coríntios 5.17).
“... o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. “
A continuação do texto expressa à soberania tríplice do único Deus, a quem servimos.
Ele está “sobre todos”, Ele é o El-Elyon (Deus Altissímo). Isso indica a sua transcendência e a sua soberania sobre a sua criação. Ele está acima de tudo e de todos, tem domínio sobre todas as criaturas e especialmente sobre a sua igreja. Jesus havia dito: “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos” (João 3:31).
Ele é “por todos”, sugere Seu envolvimento providencial nas vidas das pessoas sustentando e governando-os, protegendo-os e provendo-os nas suas necessidades: “Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” (Mateus 6.30).
Finalmente ele está “em todos”, essa expressão que fala da habitação do Espírito Santo dentro dos crentes como seu santo templo, pelo seu Espírito e graça especial. Indica que Ele está presente entre o Seu povo e jamais Se ausentará: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28.20).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
http://www.biblecourses.com/(X(1)S(kljxmxq42qhhao45w3qqusv5))/portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf
1 Coríntios 12.4 “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. “
“Ora, há diversidade de dons, “
A unidade dos crentes era uma preocupação de Paulo desde a abertura dessa carta aos coríntios: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).
Os irmãos da igreja de Corinto não haviam perguntado sobre unidade; mas sobre dons espirituais, como deveriam exercê-los e qual a importância deles. Paulo entendeu que essas perguntas eram uma oportunidade para ele esclarecer acerca da unidade do corpo de Cristo. Pois o orgulho humano estava transformando essas dádivas espirituais numa comprovação da posição pessoal.
Então Paulo esclarece que havia diversidade de dons distribuídos pelo Espírito. Era importante os coríntios saberem que nem todo cristão tinha recebido dons do Espírito, pois o Espírito reparte “particularmente a cada um como quer” (v.11). A obra do mesmo Espírito se manifestava de várias maneiras entre os crentes e cada cristão precisava aprender a respeitar os dons dos outros e encontrar alegria naquilo que proporcionava fé e edificação para o corpo.
A palavra grega mais comum para “dom” é (dōron); mas Paulo selecionou cuidadosamente charismata como sua palavra para “dons”. Ao usar essa terminologia, Paulo estava sugerindo que os dons a que se referia eram conferidos por Deus como extensões da graça e da alegria que acompanham a confissão de que Cristo é Senhor.
Os “dons” (charismata) da graça divina incluem tudo o que Deus faz pelo Seu povo, até e incluindo a vida eterna (Romanos 6:23); mas o contexto de 1 Coríntios 12 a 14 impõe limites a essa palavra, afinal, Paulo estava respondendo dúvidas sobre “dons espirituais”: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”. (1 Coríntios 12:1).
“... mas o Espírito é o mesmo.”
Apesar da diversidade dos dons espirituais “o Espírito é o mesmo”. No verso 11 Paulo reafirma essas palavras: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas”. Aos efésios Paulo escreveu: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Efésios 4:4-6).
“O mesmo Espírito” unia todos os coríntios num só corpo, independentemente da natureza dos dons individuais. Paulo estava admoestando os que possuíam dons espirituais. Esses cristãos especialmente capacitados pareciam estar entusiasmados com seus dons. Paulo julgou necessário pôr um freio na competição relativa a quem possuía os melhores dons.
O Espírito Santo sempre quer honrar a Jesus. Ele tem a função de glorificar a Cristo: (João 16.14). Ele faz isso não somente chamando-o de Senhor, mas distribuindo uma “diversidade” de dons espirituais para que nós também o glorifiquemos na sua obra. No entanto, as disputas em Corinto por causa dos dons estavam minando “a unidade do Espírito” e só era possível glorificar Cristo restaurando o “ vínculo da paz” (Efésios 4:3).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/(X(1)S(kljxmxq42qhhao45w3qqusv5))/portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf
HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Filipenses 3.5 “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; “
“Circuncidado ao oitavo dia, “
Paulo fala aqui de sua vida como judeu e enumera suas qualificações. Começou com este detalhe: “Circuncidado ao oitavo dia ”. Com isto ele estava dizendo: “Vocês querem falar sobre circuncisão? Eu fui circuncidado ao oitavo dia conforme a Lei ordena! ”.
A circuncisão era um sinal da aliança entre Deus e os descendentes de Abrão. A Lei dizia que os meninos judeus deveriam ser circuncidados ao oitavo dia de vida (Gênesis 17:12; Levítico 12:3). Paulo começa, então, afirmando que ele nasceu judeu não um prosélito que abraçara o judaísmo mais tarde na vida.
“... da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; “
A seguir, ele afirmou que era “da linhagem de Israel”. “Israel” foi o nome dado a Jacó depois de lutar uma noite inteira com um anjo (Gênesis 32:28). Esse nome tornou-se a designação sagrada dos judeus, indicando a relação especial que tinham com o Senhor. Paulo expressou assim o orgulho que ele tinha de fazer parte da raça judaica.
Paulo até sabia à qual das doze tribos de Israel ele pertencia. Na época de Paulo, a identidade das tribos havia se perdido para a maioria dos judeus, mas o apóstolo sabia que ele era “da tribo de Benjamim”. A tribo de Benjamim não era grande (Salmos 68:27), mas ela havia se destacado das demais tribos no desenrolar da história judaica. O primeiro rei de Israel era da tribo de Benjamim, o rei chamado Saul (1 Samuel 9:1), por isso Saulo recebeu esse mesmo nome. Para nós com variação na tradução do grego. Quando o reino de Israel se dividiu, a tribo de Benjamim permaneceu fiel à casa de Davi (1 Reis 12:21).
Paulo resumiu dizendo que ele era “hebreu de hebreus”. Essa terminologia diz várias coisas sobre Paulo. Indica que ele nasceu de pais hebreus—e diz mais. Por exemplo, a língua hebraica era falada na casa dele (Atos 21.40). Todavia, as palavras de Paulo dizem algo mais: elas declaram que sua família havia permanecido fiel aos costumes e práticas hebraicas, mesmo estando longe de Jerusalém (Atos 21:39; 22:3). Muitos judeus que viviam fora da Palestina adotaram os costumes e práticas gentílicas, mas os pais de Paulo não.
Essas afirmações de Paulo provavam que ele era “um judeu autêntico”. O apóstolo tinha pureza ritual (“circuncidado ao oitavo dia”), pureza racial (“da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim”) e pureza cultural (“hebreu de hebreus”).
“... segundo a lei, fui fariseu; “
Paulo
havia escolhido ser membro da “seita mais severa” da religião judaica (Atos 26:5).
Ele fora educado pelo maior professor dos fariseus, “Gamaliel” (Atos
22:3; 5:34). Paulo se
dedicara a observar “as tradições de seus pais” (Gálatas 1:14). Os fariseus
eram altamente respeitados entre os judeus. Esse grupo de elite acreditava no
que a Lei dizia sobre assuntos como espíritos, anjos e ressurreição (Atos 23:8),
como nós.
Defendiam severa obediência aos princípios da Lei: “dizimavam até do cominho” (Mateus 23:23). Quando Paulo disse que era fariseu, estava dizendo que era “judeu de judeus”.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_04.pdf
Gálatas 1.8 “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. “
“Mas, ainda que nós mesmos “
Depois de falar da apostasia das igrejas da Galácia e da ação nociva dos falsos mestres, Paulo reafirma a singularidade do evangelho, evocando a maldição divina para todos aqueles que pervertem o evangelho e perturbam a igreja com falsas doutrinas.
Paulo estava tão convencido de que não havia outro evangelho, que invocou a maldição de Deus sobre a própria vida, num caso hipotético de vir a pregar um evangelho que fosse além daquele que já havia anunciado aos gálatas.
O pronome plural “nós” inclui também Barnabé, seu cooperador e companheiro no início da missão à Galácia e os demais Apóstolos. O evangelho é maior do que os apóstolos, e a mensagem maior do que o mensageiro.
Warren Wiersbe diz que a prova do ministério de uma pessoa não deve ser sua popularidade (Mateus 24.11), nem os sinais e prodígios miraculosos que ela realiza (Mateus 24.23,24), mas sim sua fidelidade à Palavra de Deus (Isaías 8.20; 1 Timóteo 4.1-5).
“... ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, “
Depois de afirmar que o evangelho é maior do que os apóstolos, Paulo afirma que ele é maior do que os próprios anjos. A referência de Paulo a “um anjo vindo do céu” deve ser um caso de hipérbole, assim como “as línguas de... anjos”, em 1 Coríntios 13:1. O apóstolo afirmou que até mesmo um mensageiro desse tipo estaria se desviando do propósito divino, se proclamasse um evangelho diferente!
Sobre isso João Calvino escreveu: Com o fim de fulminar os falsos apóstolos ainda mais violentamente, Paulo invoca os próprios anjos. Também não diz simplesmente que não deveriam ser ouvidos caso anunciassem algo diferente, mas declara que devem ser tidos como seres execráveis. Se os anjos
Jamais o céu enviaria um mensageiro com um segundo evangelho. Tudo entre o céu e a terra depende de que seja preservado o evangelho único. Do contrário, Deus não seria Deus, pois sua última palavra seria degradada a uma palavra penúltima. Afinal, Deus não pode mentir.
“... seja anátema. “
O versículo termina com a frase “seja anátema”. A palavra grega anathema traduz o termo hebraico herem, e designa o ato de separação de Deus (2 Macabeus 2.13). Partindo desse ponto de vista, anátema torna-se uma fórmula concreta para expulsão da sinagoga, como pode ser visto em Atos 23.14.9 O evangelho não tolera falsificação alguma; aquele que tentar mudá-lo alcançará a maldição de Paulo, o qual está disposto a lançá-la, eventualmente, sobre um anjo.
Esse não era um mero desejo de Paulo. Uma vez que o apóstolo era um embaixador nomeado pelo próprio Senhor (1:1), a maldição continha a força de um pronunciamento emitido pelo próprio Deus.
Essa ameaça de condenação reforça o imenso valor do evangelho da salvação, o mistério oculto no coração de Deus desde o princípio dos tempos (Efésios 3:9). Essa mensagem é o plano divino predeterminado de salvar os perdidos, o propósito primordial de Deus na criação que veio a se realizar em Seu Filho. O evangelho é a auto revelação de amor, graça e misericórdia de Deus. Não se deve manipular nem deturpar essas “palavras de vida eterna”, que se encontram exclusivamente em Cristo Jesus (João 6:68)!
O apóstolo João terminou o livro de Apocalipse evocando o anátema: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22.18-19).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201804_03.pdf
LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011.
WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo,
CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Paracletos, 1998,