sábado, 16 de novembro de 2024

João 14.27

  

João 14.27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. ” 

 

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; ”

Quando Cristo estava prestes a deixar o mundo, Ele fez seu testamento. Apesar Dele não possuir nem ouro e nem prata, deixou algo aos seus discípulos que era infinitamente melhor, a sua paz.

No Antigo Testamento, encontramos a palavra “shalom” para “paz”, que tem o sentido de segurança, bem-estar, saúde, prosperidade, paz (Números 6.26); representando tudo o que há de melhor para a vida. No Novo Testamento, em grego, a palavra “paz” é “eirene”, com significado semelhante, contudo, enfatizando a ideia de quietude e repouso (Filipenses 4.6). No dicionário, a palavra “paz” tem os seguintes sinônimos: “tranquilidade”, “repouso”, “silêncio”, “sossego”.

Todavia a paz de Cristo é muito além a essas humildes definições. Ela é uma paz diferente do conhecido até então, ela excede o conhecimento humano: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4.7).

A paz que Jesus nos deixou se refere ao que Paulo chamou “justificação” e “reconciliação”: Quer dizer que por causa da obra de Jesus, as pessoas estão numa nova relação com Deus. Pois a partir daí ela uma nova posição diante de Deus por causa da obra de Jesus: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). O Espírito Santo traz esta paz ao crente dando testemunho dessa obra: "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Romanos 8.16).

A paz de Jesus não garante a ausência de dificuldades - porque o próprio Senhor Jesus enfrentou lutas espirituais, físicas e emocionais torturantes nas horas que se seguiram. Em vez disso, a paz de Jesus provê força e conforto para que suportemos as cargas a que somos chamados para carregar.

 

“... não vo-la dou como o mundo a dá. ”

A paz que Cristo nos dá é diferente da paz que o mundo pode oferecer. Cristo não estava os saudando como eles eram saudados no mundo quando diziam: “Paz seja convosco”. Não, isto não é uma mera formalidade, mas uma bênção verdadeira”.

A paz que Cristo dá é de tal natureza, que os sorrisos do mundo não podem dá-la, nem as censuras do mundo, removê-la. Ela é permanente. Os presentes que Cristo nos dá não são como os que o mundo dá aos seus filhos. O mundo nos dá vaidades mentirosas e aquilo que irá nos enganar. Cristo nos dá bênçãos substanciais, que nunca falharão conosco. O mundo dá e toma. Cristo dá uma boa parte que nunca será tomada.

A paz que Cristo dá é infinitamente mais valiosa do que aquela que o mundo dá. É uma paz que nenhuma dor, perigo ou sofrimento pode diminuir. É uma paz independente das circunstâncias exteriores.

 

“Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. ”

Jesus aqui repete as palavras do verso 1: “Não se turbe o vosso coração”. Talvez pela aparente  fisionomia dos discípulos: “os discípulos olhavam uns para os outros” (João 13.22), com ansiedade e preocupação.

Eles não deviam se (turbar) perturbar a ponto de ficarem confusos e agitados, como o mar agitado quando não pode repousar. Ele nos diz: “Não se confundam nem se descomponham, não se abatam nem se perturbem” (Salmos 42.5).

Depois de ressuscitado Jesus veio aos seus discípulos outra vez para lhes lembrar de que possuíam sua paz. Eles estavam já escondidos e atemorizados: Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco” (João 20.19).

A paz que excede todo o entendimento nos acalma diante das inquietações da vida (Filipenses 4.6). Essa paz acalmará o nosso coração, nos fortalecerá para resistir às intempéries diante de nós, assim como aconteceu com o apóstolo Pedro que, mesmo preso numa cadeia típica do primeiro século, dormia um sono profundo e sereno (Atos 12.5-7). 

Por qualquer mal, passado ou presente ou futuro não devemos nos atemorizar. Pois aqueles que estão em Cristo têm o direito à paz que ele oferece, não devemos rendermos a tristezas e temores esmagadores. O que ele chamou de minha paz era algo mais profundo e duradouro, paz no coração que expulsa ansiedade e medo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. Tradução: Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

BARCLAY, William. The Gospel of John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Matthew Henry Volume 5 - Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Isaías 9.6

Isaías 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. ”

 

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, ”

Este versículo é um dos grandes pronunciamentos messiânicos, e as tentativas de fazê-lo ajustar-se à época de Isaias por teólogos liberais fracassam miseravelmente. Estamos acostumados a usar os títulos de Cristo nele descritos por causa de nosso condicionamento cristão. Para os judeus, entretanto, essas eram declarações extraordinárias e quase impronunciáveis. Jesus foi condenado exatamente por isso: as reivindicações que fez sobre Si mesmo pareciam grandes demais. Por isso, julgou-se que Ele blasfemava de Deus, tomando para Si mesmo mais do que um homem poderia tomar.

O Messias viria a nós como um menino. Mas Ele viria em primeiro lugar ao remanescente de Israel: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11). “Um filho” refere-se a profecia de Isaías 7.14, Emanuel, “Deus conosco”. Essa profecia aponta para o nascimento virginal de Cristo, a sua encarnação, uma das grandes doutrinas cristãs. A encarnação foi a rota escolhida por Deus para Sua manifestação (Semente da mulher). Da mesma sorte que Ele compartilhou nossa natureza humana, também um dia haveremos de compartilhar Sua divindade, nossa mais elevada doutrina cristã: “Pelas quais nos são dadas grandíssimas e preciosas promessas, para que por meio delas sejais participantes da natureza divina” (2 Pedro 1.4).

 

“... e o principado está sobre os seus ombros, ”

A realeza era simbolizada por um cetro sobre o ombro do rei. O governo estando “sobre os seus ombros” significa que Ele será rei. Diz aqui o hebraico, literalmente: "a carga da autoridade" (governo), ou seja, a chave estaria em Seus ombros: “E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá” (Isaias 22.22).

Isso confirma a autoridade de Cristo vislumbrada pelo apóstolo João a igreja de Filadélfia: “Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha e ninguém abre” (Apocalipse 3.7). Nesse contexto, Ele é descrito como um governante da família de Davi.

 

“... e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, ”

A expressão “o seu nome será” é de grande significância. Nomes bíblicos indicam “o caráter,
a essência ou natureza de uma pessoa...”Isto certamente é verdadeiro quanto aos nomes

aplicados ao Messias. Analisemos os nomes aplicados a Ele nesta passagem.

Champlin diz que é melhor entender as duas palavras como um único título. Terry Briley observou que: “o título poderia ser traduzido literalmente por ‘Maravilha de Conselheiro’”. Todavia, Maravilhoso” e “Conselheiro” não são colocados juntos por eruditos hebreus antigos.

Maravilhoso é a prova clara de que o Messias iria transcender os limites da compreensão e existência humanas comuns: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? ” (Êxodo 15.11 NVI). Por exemplo, os milagres que os Evangelhos relatam acerca de Jesus, o Messias, deixaram claro que Ele era extraordinário, ou seja, não é comum aos seres humanos caminharem sobre as águas ou ordenar aos mortos para que voltem à vida (João 11.1-46). E o que dizer da sua morte e ressurreição?

A característica de Conselheiro é indispensável aos reis, especialmente quando se trata do Rei dos reis e Senhor dos senhores, que governará eternamente. Desde o Antigo Testamento ao Novo Testamento, observamos que Deus sempre deixou claro que o Messias seria amante da sabedoria (Provérbios 8; Isaías 11.2). Essa sabedoria é notável ao percebermos que, até mesmo quando criança, antes de dar início ao seu ministério, Jesus já se sentava para gastar tempo com os doutores, ouvindo-os e interrogando-os (Lucas 2.41-52). Jesus insinua que Ele é o “Conselheiro” quando chama o Espírito Santo de “outro” Conselheiro (João 14 .16).

 

Deus Forte,

Conselho e força precisam andar juntos; se faltar um, o outro qualificativo perde sua importância. Contrapondo a fraqueza dos governantes que oprimiram os fracos e desvalidos, mas também se sobrepondo aos países que oprimiram Israel, como Assíria e Babilônia, agora o Deus Forte assume o controle. Ele tem todo o poder e pode governar (Isaías 10.1,2).

Deus é infinitamente mais forte que todos os inimigos e vai dar descanso ao seu povo. Além disso, é na força de Deus que o Messias, também sendo Deus, imporá a justiça e o direito, ninguém mais oprimirá seu próximo, pois a equidade é estabelecida. Ele é forte o suficiente para estabelecer a tão esperada paz. Jesus na sua ressurreição afirmou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).

 

Pai da Eternidade,

Pai da Eternidade poderia ser traduzido “Autor da Eternidade [ou, “do Universo”]. Isto se ajusta com João 1.3, onde o Verbo vivo é aquele por intermédio de quem Deus fez tudo o que foi feito. Isto também fala de seu cuidado fiel e amoroso, que é perpétuo.

Ele contrapõe a efemeridade de tudo que é humano, “e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1.17). Exatamente por Ele ser eterno, sem começo nem fim, é que é o Deus Forte que controla e mantém todas as coisas em seu devido lugar, com todas as leis da natureza por Ele criadas e sustentadas. Antes que houvessem sido criados céus e terra Ele já existia (João 1.1), pois Ele criou a própria eternidade. Além disso, Ele existirá para todo o sempre, numa perpetuidade de poder, glória e majestade: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22.13).

 

Príncipe da Paz. ”

Ele também é o “Príncipe da Paz”, aquele que traz a verdadeira paz — a qual inclui salvação, bênção, integridade, harmonia, e bem-estar — uma paz que Jesus dá agora (João 14.27).

Em hebraico paz é mais do que estado de tranquilidade, mas também sugere prosperidade, espaço, riqueza, saúde, bem-estar, felicidade e contentamento. Contrapondo o ambiente de guerra, desolação, violência e injustiça, o Messias traria uma paz perpétua que nenhum poder ou inconveniente poderia tirar. A paz do Príncipe seria muito mais do que ausência de guerras e violência, mas também de provisão inesgotável de salvação e bênçãos para o povo de Deus, pois somente onde há completa libertação e abundância da bondade de Deus é que se estabelece a paz.

O mundo inteiro anseia por paz. Hoje existem mais conflitos do que jamais houve na terra, não somente bélicos, mas também na sociedade violenta e nas famílias disfuncionais. Mas o Príncipe da Paz estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra, conforme diz o salmista em Salmos 72.12-14: “Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele”.

E notável e inexplicável que este tão augusto versículo não tenha sido citado uma vez sequer em todo o Novo Testamento. Por outro lado, ele tem feito parte da cristologia desde o princípio.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

POMMERENING, Claiton Ivan. Isaías –Eis-me aqui, envia-me a mim. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201006_02.pdf

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Filipenses 4.7

  

Filipenses 4.7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

 

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,

A paz de Deus é dom que procede dEle para aqueles que o servem. Essa paz é algo poderoso para aquietar o coração inquieto e ansioso, porque sobrepuja tudo e todo o entendimento. É algo que a psicologia não pode explicar, porque é experiência divina. E aquela paz inexplicável, que está acima do natural. É algo sobrenatural que se manifesta na nossa vida natural, porque é sentida e vivida por aqueles que a experimentam.

Não se trata de uma simples paz, mas de uma paz que vem de Deus. Os discípulos de Jesus experimentaram essa paz especial quando Ele disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14.27).

O termo significa basicamente “acima de toda mente” ou “acima de todo pensamento” e poderia se referir ao fato de que a mente humana é incapaz de produzir a paz que só Deus
pode dar. Parece haver a intenção de um significado mais simples: a paz de Deus é tão maravilhosa, tão estupenda, que não existe como ela ser compreendida por mentes finitas: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2.9).

 

“... guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

Guardar, é um termo militar que significa "montar guarda ou defender". Com uma metáfora extraordinária Paulo aqui descreve a paz de Deus como uma sentinela montando guarda à cidadela da vida interior do homem. Imagine uma cidade murada e fortemente protegida. Agora, imagine um cidadão dentro dela cuidando de seus negócios, despreocupado porque sabe que está seguro. Essa é a imagem evocada pelo significado da palavra “guardará”.

Vejamos, porém, o que é guardado: “Coração” e “mente” descreve todo o ser interior de um cristão. (Quando citados juntos numa sentença, “coração” enfatiza as emoções, enquanto “mente” enfatiza os pensamentos.) É o homem interior que é guardado, não o exterior.

Essa é uma das barreiras à paz que muitos não entendem. Muitos querem que Deus guarde o homem exterior. Gostaríamos sempre de estar sempre cercados de circunstâncias pacíficas. O Senhor nunca prometeu que o Seu povo estaria cercado por um escudo à prova de tempestade, doenças e aborrecimentos. Ele prometeu que guardará o nosso coração e a nossa mente (homem interior) aconteça o que acontecer com nossos corpos. Assim, Paulo podia ter paz mesmo que seu “homem exterior” estivesse “corrompido “porque seu “homem interior” se “renovava de dia em dia” (2 Coríntios 4:16)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_08.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE NOVEMBRO DE 2024 (Provérbios 17.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE NOVEMBRO DE 2024
O CORAÇÃO ALEGRE É REMÉDIO DA ALMA

Provérbios 17.22 “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”.

 

“O coração alegre é como o bom remédio,

Este provérbio afirma que há relação entre comportamento e saúde. O provérbio afirma que o bem-estar emocional de uma pessoa tem efeitos físicos. Ao invés de bom remédio a versão revidada da KJ traduz “causa boa cura”. O papel da postura e dos sentimentos na saúde e no bem-estar físicos só tem sido levado em conta há pouco tempo pelos médicos ocidentais. Os psicólogos orientam que a gente ria pelo menos uma vez por dia.

Mas os recentes estudos médicos confirmam este fato que foi ensinado por Salomão há 3000 anos! Aqueles que riem e apreciam a vida poderão viver mais tempo. Temos toda uma categoria de doenças e enfermidades do corpo chamado de doenças psicossomáticas (psico = mente; somático = corpo), nas quais a mente pode causar problemas físicos para o seu corpo.

Os Doutores da Alegria que visitam hospitais principalmente em suas alas infantis. Fazem de conta que são médicos e divertem crianças que passam por maus bocados em sua curta jornada de vida até ali. O intuito deles não é apenas distrair as crianças, mas fazer daquele encontro um momento de diversão e cumplicidade que gere, além de bom humor, promoção de saúde.

A experiência médica já comprova que pacientes felizes têm recuperação mais rápida e melhor resposta aos tratamentos. Se a doença física tem o poder de abater o espírito, o espírito também tem o poder de interagir com a saúde das pessoas e ajudá-las a enfrentar as doenças.

 

“..., mas o espírito abatido seca até os ossos”.

Infelizmente, o contrário é também é verdadeiro: “o espírito abatido seca até os ossos”. Basta ver como pessoas que assumem uma postura depressiva passam a exibir efeitos psicossomáticos até o ponto de sua saúde entrar em colapso. É claro que não é qualquer tristeza que tem o poder de prostrar alguém, pelo que Paulo diz que “a tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso” (2 Coríntios 7.9a).

Porém, quando a esperança em Deus e o relacionamento com Cristo estão quebrados, o quadro muda, pelo que Paulo completa: “Mas a tristeza segundo o mundo produz morte” (2Co 7.9b). Portanto, o bom relacionamento com Deus por meio da fé em Cristo é realmente abrangente: gera disposição no presente e vida eterna no futuro.

Um coração alegre ou um espírito abatido é uma escolha! Eles não são resultados da fatalidade, temperamento, genética ou saúde. E eles não são resultados de circunstâncias, pois uma pessoa feliz pode escolher ser feliz mesmo em situações horríveis, e uma pessoa irritada pode arruinar um evento maravilhoso. Sua vida pode ser uma festa contínua, se você tiver um coração feliz; mas uma pessoa que tem uma atitude negativa encontra algo errado todos os dias: “"Todos os dias são difíceis para os que estão aflitos, mas a vida é sempre agradável para as pessoas que têm coração alegre" (Provérbios 15:15).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2013/04/proverbios-17-significado-explicacao.html

https://igrejaredencao.org.br/ibr/index.php?option=com_content&view=article&id=1564:reflexao-de-2-de-agosto&catid=54:devocionais-em-proverbios&Itemid=167

https://letgodbetrue.com/proverbios/index/capitulo-17/proverbios-17-22/

 

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE NOVEMBRO DE 2024 (Jeremias 20.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE NOVEMBRO DE 2024
DEUS VÊ O CORAÇÃO DO SER HUMANO

Jeremias 20.12 “Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos, que provas o justo, e vês os rins e o coração, permite que eu veja a tua vingança contra eles; pois já te revelei a minha causa”.

 

“Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos, que provas o justo, e vês os rins e o coração, ”

O justo (Jeremias) fora verdadeiramente “provado” (Jeremias 10:24; 11:20; 12:3; 15:15; 17:10). Vez após vez, vimos como Deus trabalhou com Seu profeta. É vital a todos que buscam a Deus reconhecer que, com amor e compreensão, Ele castiga e prova Seus filhos: “Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho” (Hebreus 12:6).

Nos códigos dos sacrifícios, no Pentateuco, os rins dos animais eram considerados uma das sedes da vida, o que também valia para os rins nos seres humanos. Creditava-se a eles também emoções como alegria: “E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas” (Provérbios 23.16) e tristeza: ”Assim o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins” (SaImos 73: 21).

Na Bíblia, raramente, a palavra “coração” é usada como referência ao órgão físico. Em toda a Bíblia é apresentado como o centro da vida física, espiritual e mental; emotiva e volitiva do homem), mas a ênfase especial nos pensamentos significa o “homem interior” (Mateus 22.37; 2 Coríntios 9.7; Romanos 2.5). Deus, além das emoções enxerga nossas intenções.

 

“... permite que eu veja a tua vingança contra eles; pois já te revelei a minha causa”.

Por conta disso, Jeremias obteve a confiança de que seria aprovado por Deus. E pode prever, Deus Se vingando dos malfeitores, porque Ele julgou a sua causa. A causa de Jeremias era a causa divina, na qual a divina vindicação finalmente era algo inevitável. “O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos” (Salmos 59.10).

Moisés teve essa mesma convicção diante do mar vermelho: “Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver” (Êxodo 14.13).

Champlin comenta que o ensino de Jesus, para orarmos por nossos inimigos, estava acima do ensino de Jeremias, e certamente está acima de nós: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mateus 5.44). Isso se observa pelas palavras: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. “Eu, porém, vos digo”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201109_11.pdf

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.