sábado, 26 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE OUTUBRO DE 2024 (Romanos 14.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE OUTUBRO DE 2024
O REINO TÊM A VER COM JUSTIÇA, PAZ E ALEGRIA NO ESPÍRITO

Romanos 14.17 “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.”

 

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, ”

Paulo agora nos ensina que nossa abstinência não nos leva a nenhuma perda de nossa liberdade, uma vez que o reino de Deus não consiste dessas coisas.

O judaísmo consistia muito em comidas e bebidas (Hebreus 9.10), abstendo-se religiosamente de alguns tipos de comida (Levítico 11.2), comendo outros religiosamente, como em vários sacrifícios, parte dos quais devia ser comida diante do Senhor. Mas todas essas prescrições para Paulo estão agora abolidas não sendo mais necessárias (Colossenses 2.21,22). A questão está resolvida.

Paulo considerava todas as espécies de comida como kosher ("certas", "lícitas") “Toda criatura de Deus é boa” (1 Timóteo 4.4), mas se o seu exemplo, ao comer certas espécies de comida, ia prejudicar alguém, ele as evitaria. Os homens devem lembrar que a liberdade cristã e a caridade cristã devem ir de mãos dadas.

Se por causa do amor podemos abster-nos do uso de alimentos sem trazer qualquer desonra ao nome de Deus, sem prejudicar o reino de Cristo, ou sem escandalizar a consciência dos piedosos, não podemos tolerar os que trazem conturbação à Igreja por causa de comida.

Ele usa argumentos similares em sua Primeira Epístola aos Coríntios: “Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos se não comermos, e nada ganharemos se comermos” [1 Coríntios 8.8]. Ele desejava mostrar-nos com isso que a comida e a bebida são de mui pouco valor para serem causa de empecilho no avanço do evangelho.

Não é de comida e bebida que o reino de Deus se ocupa, mas de justiça, paz e alegria no Espírito. A ênfase do cristianismo não deve ser colocada sobre essas coisas, nem elas são essenciais para a fé cristã.

 

“..., mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. ”

O Reino dos céus, não consiste em comer ou beber. Consiste em três grandes coisas, todas as quais são essencialmente alheias ao egoísmo.

Primeiro: Justiça (Dikaiosune), e a justiça consiste em dar aos homens e a Deus o que lhes corresponde. Então, o primeiro que devemos oferecer a um semelhante na vida cristã é simpatia e consideração; no momento em que nos transformamos em cristãos, os sentimentos de outros se tornam mais importantes que os nossos próprios; o cristianismo significa colocar primeiro a outros e depois o eu. Não podemos dar a outro o que corresponde e, ao mesmo tempo, fazer o que queremos.

Logo vem a Paz (Eirene). No Novo Testamento, a paz não significa somente ausência de problemas; a paz não é algo negativo, é intensamente positiva; significa tudo aquilo que tende ao bem supremo do homem. Os próprios judeus frequentemente pensavam que a paz significava um estado de corretas relações entre homem e homem. Se insistirmos em que a liberdade cristã significa fazer tudo o que queiramos, isto é precisamente um estado de coisas que nunca poderemos alcançar. O cristianismo consiste inteiramente em relações pessoais com os homens e com Deus. A ilimitada liberdade cristã está condicionada pela obrigação cristã de viver em boas relações, em paz, com nossos semelhantes.

Por último a Alegria (Chara). No cristianismo, a alegria nunca pode ser egoísta. A alegria cristã não consiste em que sejamos felizes, consiste em fazer os outros felizes. Uma mau chamada felicidade que angústia e ofende a outros, não é uma felicidade cristã. Se em sua própria busca da felicidade alguém machuca o coração ou fere a consciência de outro, o fim último de sua busca não será alegria, mas tristeza. A alegria cristã não é individualista; é algo interdependente. A liberdade cristã não é liberdade para pisar os sentimentos de outros. O cristão se alegra só quando dá alegria a um semelhante, embora seja à custa de limitações pessoais para ele.

No Espírito Santo. Para o apóstolo, "o reino de Deus" é a futura herança do povo de Deus, mas "no Espírito Santo" as bênçãos da herança futura já podem ser desfrutadas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22).

No grande dia, não será perguntado: “Quem comeu carne e quem comeu legumes? ” Ou “Quem guardou os dias santos e quem não guardou? ” Mas será indagado: “Quem temeu a Deus e praticou a justiça e quem não o fez? ”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200905_05.pdf

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

CALVINO, João, (1509-1564). Romanos [tradução de Valter Graciano Martins]. São José dos Campos, SP: Fiel, 2014.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 04 - Promessas e Obediência. João 14.15

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE OUTUBRO DE 2024 (João 14.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE OUTUBRO DE 2024
JESUS REQUER DE NÓS A OBEDIÊNCIA NO NOVO CONCERTO

João 14.15 “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.” 

 

“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”

Até aqui Jesus falou do seu amor pelos discípulos e da obrigação deles de se amarem uns aos outros; agora, pela primeira vez neste evangelho, ele fala do amor deles por ele. O vínculo vital entre este amor é a obediência deles: “Jesus respondeu, e disse-lhe: se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14.23).

Esse é um tema que aparece diversas vezes nos escritos joaninos. “Este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos” (1 João 5.3), e o principal destes mandamentos é que os seguidores de Jesus devem se amar uns aos outros; na verdade, “nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos” (1 João 5.2). Amar o Pai implica em amar seus filhos; amar o Filho implica em amar seus seguidores; entre estes, o amor mútuo implica em amar o Pai e o Filho. Neste amor, a obediência aos mandamentos divinos alcança sua perfeição. E neste contexto de amor é feita a primeira promessa sobre o Parácleto.

Alguns pensam que essa linguagem é contrária ao amor. Jesus, porém, nunca viu a obediência e o amor como atos diferentes um do outro. Pelo contrário, Ele disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama, e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14.21). O amor a Deus é expresso na obediência a Ele.

Para Jesus, obedecer significou morrer na cruz (João 14:31). Após a longa e tentadora noite registrada nos capítulos 13 a 19, Jesus foi preso. No dia seguinte, Ele foi pregado numa cruz pelos pecados do mundo. Ao fazer isso, Ele ensinou a Seus discípulos à importância da obediência não só por palavras, mas também pelo exemplo: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3.18). Obedecer é a maneira de expressarmos nosso amor a Deus.

C. K. Barrett  comenta: "João nunca permitiu que o amor se convertesse em um sentimento ou uma emoção. Sua expressão sempre é moral e se revela na obediência." Sabemos muito bem que sempre há pessoas que juram seu amor com palavras e empregam as ações exteriores do amor, mas que, ao mesmo tempo, infligem dor e destroçam o coração daquelas pessoas a quem dizem amar. Há meninos e jovens que afirmariam com toda certeza que amam a seus pais, mas que, apesar disso, causam-lhes dor e ansiedade. Há maridos que asseguram amar a suas esposas e esposas que dizem amar a seus maridos, mas que, mediante sua falta de consideração e sua irritabilidade fazem sofrer ao casal.

Para Jesus, o amor autêntico não é algo fácil. O verdadeiro amor só se mostra na obediência real. E, como resultado disso, o que os homens denominam amor não o é, pois o amor genuíno é assim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200408_01.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

BARCLAY, William. The Gospel of John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE OUTUBRO DE 2024 (1 Timóteo 2.5)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE OUTUBRO DE 2024
JESUS, O MEDIADOR DO NOVO CONCERTO

1 Timóteo 2.5 “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. ”

 

“Porque há um só Deus,”

Uma das razões de orarmos por todos os homens é que há um só Deus. Não vivemos num mundo como o produzido pelos gnósticos quando inventavam suas teorias a respeito dos dois deuses, hostis entre si. Não vivemos num mundo como aquele que produziam os pagãos quando inventavam uma horda de deuses, muitas vezes em competição e guerra entre si.

Missionários relatam que um dos alívios maiores que o cristianismo brinda aos pagãos é a convicção de que há um só Deus. Quando descobrem que existe um só Deus cujo nome é Pai e cuja natureza é o amor, eles se sentem libertados e emancipados.

Há um só Deus e esse Deus tem uma boa vontade por toda a humanidade. Esse único Deus quer que todos os homens se salvem; Ele não deseja a morte e destruição de ninguém: “Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho (Ezequiel 33.11), mas o bem-estar e salvação de todos.

Ele quer que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade, para serem salvos da forma como Ele estabeleceu, e não de outra forma. Cabe a nós obter o conhecimento da verdade, porque essa é a maneira de ser salvo: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3).

A divindade de nosso “Deus único” tem de ser reconhecida para que haja unidade entre a humanidade. Jeová não é só o Deus dos judeus, é dos gentios também (Romanos 3.29-30).

 

“... e um só Mediador entre Deus e os homens,”

Um mediador é aquele que faz a mediação, ou seja, aquele que age como um intermediário para trabalhar com lados opostos a fim de trazer uma solução.

Deus tem uma disputa conosco por causa do pecado,pois o pecado é descrito como transgressão da lei de Deus (1 João 3: 4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). O pecado se interpõe entre nós e Ele. "Não há justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). Todos os seres humanos são pecadores devido ao pecado que herdamos de Adão e devido ao pecado que cometemos em uma base diária. A penalidade justa por esse pecado é a morte (Romanos 6:23), não apenas morte física, mas a morte eterna (Apocalipse 20: 11-15).

Nada que pudéssemos fazer por nossa conta seria suficiente para mediar entre nós e Deus. Nenhuma quantidade de boas obras ou observância da lei nos torna justos o bastante para estarmos diante de um Deus santo (Isaías 64:6; Romanos 3:20; Gálatas 2:16). Sem um mediador, estamos destinados a passar a eternidade no inferno, pois por nós mesmos a salvação do nosso pecado é impossível. No entanto há um Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

 

“Jesus Cristo homem.”

A igreja de Roma mantém até hoje uma pluralidade de mediadores e até mesmo os judeus acreditam que há muitos mediadores entre Deus e os homens. Para judeus,  anjos são mediadores. O Testamento de Dan (6:2) diz: "Lembra-te a Deus, e ao anjo que intercede por ti, porque ele é o mediador entre Deus e o homem." Mas a Bíblia afirma que há apenas um mediador entre a humanidade e Deus, e esse é Jesus Cristo Homem.

Jesus, que é Deus e homem ao mesmo tempo representa todos aqueles que colocaram a sua confiança nEle diante do trono da graça de Deus. Ele é o único mediador porque se deu a si mesmo em preço de redenção e medeia por nós, tanto quanto um advogado de defesa medeia pelo seu cliente.

Vemos mais uma prova dessa verdade reconfortante em Hebreus 9:15: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados."

É por causa do grande Mediador que somos capazes de estar diante de Deus vestidos com a justiça de Cristo. Na cruz, Jesus trocou o nosso pecado pela sua justiça (2 Coríntios 5:21). A sua mediação é o único meio de salvação.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy - Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-mediador.html

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE OUTUBRO DE 2024 (Jeremias 31.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE OUTUBRO DE 2024
O ADVENTO DE UM NOVO CONCERTO

Jeremias 31.33 “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”

 

“Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias,”

O conceito de uma nova aliança é a mais importante contribuição de Jeremias ao pensamento bíblico. O V. T, menciona com freqüência a aliança que Deus estabeleceu com Israel (Êxodo 19:3-8; 24:3-8; Deuteronômio 29:1-29), aliança essa que foi o fundamento da vida nacional e religiosa dos israelitas.

Deus torna claro, através de Jeremias, que Israel fracassou no cumprimento dessa aliança: “Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem. Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. ” (Jeremias 7:23-24) e prediz que Ele fará uma nova aliança com o Seu povo no futuro: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá” (v.31).

 

“... diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; ”

A nova aliança não será uma nova lei (a velha lei continuava boa), mas produzirá um novo "coração" – isto é, dará uma nova motivação na obediência à lei de Deus. A velha aliança foi escrita em pedras (Êxodo 31:18).

James Smith disse: Aqui está uma nova dimensão espiritual. Até aqui as leis de Deus haviam sido escritas em tábuas de pedra; agora seriam escritas no coração. Debaixo da nova aliança os homens responderiam à vontade divina por motivação interna e não por compulsão externa.

Essa doutrina, conforme aparece no livro de Jeremias, aproxima-se da regeneração ensinada no Novo Testamento. Jesus, quando instituía a Ceia do Senhor, declarou: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue" (I Coríntios 11:25; Lucas 22:20). A epístola aos hebreus ensina que Cristo estabeleceu a nova aliança através do Seu sacrifício perfeito e final pelo pecado (Hebreus 7:22; 8:7-13; 10:15-22; cons. 2 Coríntios 3:5-14).

Isso aponta ainda para o derramamento do Espírito sobre a casa de Israel que terá cumprimento no Armagedon: “E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR” (Exequiel 37.14).

 

“... e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. ”

Esse relacionamento será o âmago mesmo do novo pacto: “Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jeremias 24:7; 30:22; 32:38). Só a nova aliança, escrita sobre o coração, podia realizar isso:  E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.  E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus” (Ezequiel 36:25-27).

Esta repetida expressão identifica duas verdades: Deus quer que seja assim, e nós precisamos dEle porque não podemos dirigir nossos próprios passos (Jeremias 10:23; Provérbios 14:12).  Pois, sem Ele, nada podemos fazer (João 5:19, 30; 9:33; 15:5; Isaías 40:17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201110_08.pdf

terça-feira, 22 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE OUTUBRO DE 2024 (Deuteronômio 29.1)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE OUTUBRO DE 2024
O CONCERTO NAS CAMPINAS DE MOABE PARA UMA NOVA GERAÇÃO

Deuteronômio 29.1 “Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe.”

 

“Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe,”

As primeiras palavras deste capítulo mostram o conteúdo que seguirá. Javé ordenou a Moisés fizesse (a aliança) com os filhos de Israel. O concerto feito anteriormente é aqui renovado, e Moisés, como foi antes, ainda é o mediador do concerto: “O Senhor ordenou a Moisés... que fizesse”.

Essa passagem fala de um concerto especial com os filhos de Israel, na terra Moabe. A aliança na terra de Moabe é contrastada com a aliança feita em Horebe. A julgar pelo conteúdo de Deuteronômio 5 a 26 e pelo de Êxodo 19 a 24, as duas eram intimamente relacionadas, embora a aliança de Deuteronômio contenha muitas estipulações novas.

Embora o concerto fosse o mesmo, era, no entanto, uma nova promulgação e ratificação dele. E provável que alguns que agora estavam vivos, embora não com idade para se alistar, tivessem idade para consentir com o concerto feito em Horebe, que aqui é renovado.

Observe que aqueles que têm um concerto solene com Deus devem aproveitar todas as oportunidades para renová-lo, como aqueles que gostam tanto da sua escolha, que jamais desejarão alterá-la. Mas a maior parte era uma nova geração, e por isto o concerto devia ser renovado com eles, pois é adequado que o concerto seja renovado com os filhos do concerto.

 

“... além da aliança que fizera com eles em Horebe.”

Está escrito que este era um concerto “além da aliança que fizera com eles em Horebe”. Israel não podia entrar na terra com base no concerto do Sinai ou Horebe, visto que havia falhado completamente fazendo um bezerro de ouro. Perderam todo o direito à terra e só foram salvos de repentina destruição pela soberana misericórdia exercida a favor deles por mediação e fervorosa intercessão de Moisés.

É igualmente claro que não entraram na terra em virtude do pacto de graça feito com Abraão, porque se tivesse sido assim, não teriam sido expulsos dela. Nem a extensão nem a duração da posse dela correspondem aos termos do concerto feito com seus pais.

Foi segundo os termos do concerto de Moabe que eles entraram na posse parcial e temporária da terra de Canaã; e visto que falharam de um modo tão notado sob o concerto de Moabe como sob o de Horebe —falharam debaixo do governo tão completamente como sob a lei - foram expulsos do país e espalhados sobre a face da terra sob os atos do governo de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de Deuteronômio. 2.ed. português. São Paulo: Associação Religiosa Impresa da Fé, 2003. 2V.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.