sábado, 28 de setembro de 2024

Genesis 9.11

  

Genesis 9.11 “E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.”

 

“E eu convosco estabeleço a minha aliança,”

Após Deus permitir a Noé e sua família sair da Arca após baixar as águas do dilúvio. Deus abençoou Noé e seus filhos dizendo: “Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra (v.1). Deus então os orienta acerca do governo humanos que iniciará a partir desta família, dando-lhes orientações sobre comida, abstenção do sangue e juízo que exerciam a partir dali.

Com eles Deus estabelece sua Aliança. Essa aliança havia sido prometida antes do dilúvio: “Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo” (Genesis 6.18).

Deus anunciou que Ele estava para Estabelecer ou “confirmar” sua aliança com eles e sua descendência. Poderia significar que Deus “firmaria” uma nova relação (aliança) com os habitantes da arca ou, mais provável neste contexto, Ele implementaria, cumpriria ou executaria o que estava implícito na promessa original que Ele fez a Noé em 6:18.

 

“... que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.”

Noé havia obedecido ao Senhor fazendo a arca para salvação da sua família e dos animais, agora Deus que os havia preservados dentro da arca faz promessas.

A promessa de Deus era que não seria mais destruída toda carne nem a terra por águas de dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.

A aliança que Deus fez com o homem após o dilúvio geralmente é chamada “aliança noeciana”, mas ela não foi apenas uma aliança feita com Noé e sua família. Ela foi feita com toda a “descendência” (9:9) deles e “as gerações perpétuas” no futuro (9:12). Não foi também uma aliança que parou ali; ela incluiu “todos os seres viventes” de cada espécie (9:10, 12, 15). Seres humanos, aves, animais e todos os seres rastejantes foram beneficiados com a promessa de Deus.

Aos sobreviventes do dilúvio, Deus fez uma promessa incondicional que se estenderia até o fim dos tempos: ele jamais mandaria outro dilúvio destruir tudo que vive na terra. Isso deveria evitar que o homem se desesperasse toda vez nuvens anunciando tempestades surgissem no horizonte.

Esta é uma aliança unilateral, o que significa que a obrigação de guardá-la reside inteiramente no Senhor. Independentemente de quão pecaminoso o homem se torne no futuro: “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Genesis 8:21), Deus jamais mandará outro dilúvio para destruir a terra completamente. Num sentido, então, a aliança era incondicional; independentemente do que o homem fizesse, a promessa jamais seria abolida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201508_07.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201508_08.pdf

Êxodo 19.5

  

Êxodo 19.5 “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha”.

 

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança,”

No terceiro mês da saída dos filhos de Israel do Egito eles chegaram enfim ao deserto de Sinai. Ali eles permaneceram acampados enquanto Moises subiu a Deus e ouviu o sua voz do monte (v.3). Deus ordenou a Moisés que falasse as sua palavras aos filhos de Israel.

A responsabilidade de Israel era ouvirdes à voz de Deus e guardardes Sua aliança – duas maneiras de dizer a mesma coisa: “Se diligentemente lhe ouvires a voz” As bênçãos divinas são condicionadas à fé e obediência. Essa aliança é condicional no que tange ao seu usufruto. Esta regra não é arbitrária, mas essencial, porque apenas a obediência serve como expressão desse novo relacionamento de dependência em Deus, que garante o Seu desígnio de bênção para nós.

No início do processo de estabelecimento da aliança, Deus anunciou a base da aliança. Ele não estava fazendo uma aliança com Israel porque os israelitas eram justos. Na verdade, desde que Israel saiu do Egito, o povo provou, com freqüência através de murmurações e ingratidões. Mas pela  sua graça, Deus escolheu Israel por causa das promessas feitas aos patriarcas, especialmente as promessas feitas a Abraão.

A aliança era baseada na graça de Deus em favor de Israel – no que Deus tinha feito por Israel, não no que Israel tinha feito ou prometido fazer para Deus (Deuteronômio 7:6–8; 9:4–6).

 

“... então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha”.

Por sua vez, Deus abençoaria Israel, tornando-o Sua própria propriedade peculiar dentre todos os povos do mundo. Essa passagem afirma que, independente do que possa ser dito sobre os israelitas, eles eram o povo especial de Deus no Antigo Testamento. Deus tinha o direito de escolher Israel por que toda a terra pertence a Ele.

A expressão “Minha propriedade peculiar” também é traduzida como “um tesouro peculiar para mim” (KJV), “um tesouro especial para mim” (NKJV),  “minha propriedade exclusiva” (NJB, Bíblia Nova Jerusalém). A frase aparece em outros textos que também descrevem o relacionamento de Israel com Deus (Deuteronômio 7:6; 14:2; 26:18; Salmos 135:4).

O termo em si é associado a tesouros pessoais como prata e ouro (1 Crônicas 29:3; Eclesiastes 2:8). Neste contexto, a linguagem refere-se a uma propriedade conquistada mais valiosa do que todas as outras. Portanto, o privilégio de ser “o povo” de Deus implica bênçãos especiais, pois Deus cuida daqueles que lhe pertencem e os abençoa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201608_07.pdf

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

Jeremias 1.12

  

Jeremias 1.12 “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

 

“E disse-me o Senhor:”

Na primeira visão Deus pergunta ao profeta: “Que vês tu, Jeremias? (v.11)”, após o profeta responder. Deus novamente fala com Jeremias, fazendo um jogo de palavras muito freqüente na língua hebraica. Amendoeira (v.11) é shaqed e velo é shoqed. A menção de shaqed traz à mente shoqed, que tem o mesmo som.

A visão de Jeremias sobre a árvore desperta faz-nos lembrar de que Deus estava desperto e vigiando a Sua palavra, para que ela se cumprisse.

 

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

Assim como os primeiros botões da amendoeira anunciavam a primavera, a palavra pronunciada apontava para seu rápido cumprimento. O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para cumpri-las: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

Deus explicou o significado da visão: “Estou vigiando [atento] para que a minha palavra se cumpra”. A amendoeira estava bem à frente de todas as outras árvores ao “acordar” na primavera. Deus estava dizendo a Jeremias por meio dessa visão: “Estou bem desperto, vigiando a minha palavra para ver se ela será prontamente executada”. Claramente, Judá estava agindo como se Deus estivesse dormindo e não soubesse acerca do seu pecado.

O propósito da visão é assegurar Jeremias de que Deus está bem alerta quanto à situação e que está vigiando persistentemente, certificando-se de que sua palavra seja cumprida. A visão também fala de que Deus toma todo cuidado para que seus planos sejam executados. Ele está “atentamente determinado” para que seus juízos sejam efetuados na terra. Os homens sempre trabalham com a certeza de que Deus está vigiando atentamente para ver se seus planos estão sendo executados, quer sejam obras de juízo ou de misericórdia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

Genesis 15.6

  

Genesis 15.6 “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça.”

 

“E creu ele no Senhor,”

Em resposta a esta ampla promessa: "Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência" (v.5), Abraão creu no senhor. Esta é a primeira vez que o verbo “crer” aparece na Bíblia, embora não seja a primeira vez que Abraão creu em Deus. Sua peregrinação de fé havia começado anos antes, em Ur, quando Deus o chamou pela primeira vez (Atos 7:2) e foi renovada pelo chamado em Harã (Genesis 11:31—12:5).

Todavia, esta afirmação de que Abraão “creu no Senhor” sugere uma fé mais decisiva. Nessa altura da vida, Abraão evidentemente não só cria na promessa do Senhor, como também no Senhor pessoalmente; e ele fez uma entrega a Deus mais profunda do que jamais fizera.

 

“... e imputou-lhe isto por justiça.”

A resposta divina à fé de Abraão foi que Deus lhe imputou isto para justiça. O termo “imputado” no hebraico significa “contar, considerar” ou “creditar” algo na conta de alguém. Uma ilustração desta prática encontra-se em Números 18:26–30: o povo de Israel deveria dar um dízimo do que produziam aos levitas, que, por sua vez, deveriam dar ao Senhor um dízimo dos dízimos que recebiam. Deus, então, “imputava” (contava) o dízimo dos levitas como se fosse proveniente do que eles produziam.

Este conceito é o mesmo que Davi expressou, embora de um modo negativo, a respeito do pecado: “Bem- aventurado o homem a quem o Senhor não atribui [ ‘conta’ ou ‘imputado’] iniquidade...” A razão do pecado não ser levado em conta era que Deus já havia “perdoado” e “coberto” o seu pecado (Salmos 32:1, 2).

Por ter crido no Senhor  “isso [a fé] lhe foi imputado [por Deus] para justiça” . Esta grandiosa declaração é citada duas vezes por Paulo (Romanos 4:3; Gálatas 3:6) e uma vez por Tiago (Tiago 2:23). Paulo em Romanos, aponta para as duas únicas maneiras de se obter justiça: ou 1) um homem alcança justiça por fazer boas obras suficientes para merecer essa posição, ou 2) a justiça é recebida como um dom [dádiva] da graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (Romanos 4:1–5).

Se fosse possível realizar boas obras o suficiente para merecermos ou adquirirmos a posição de “justiça” aos olhos de Deus, então poderíamos nos vangloriar, dizendo: “Veja o que eu fiz!” Isto, porém, é impossível! Tudo que podemos dizer é: “Veja o que Deus fez por mim, sendo eu indigno, mediante meu Salvador Jesus”.

No entanto a salvação não decorre de realizações humanas; ela é dada pela expiação de Jesus, o qual morreu pelos pecados do mundo para que os seres humanos recebam “o dom de justiça” pela graça (Romanos 3:20–22; 5:17). O Senhor concede justiça a nós – como fez a Abraão – pela fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_04.pdf

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

Jeremias 1.11

  

Jeremias 1.11 “Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo; Que vês tu, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.

 

“Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo; Que vês tu, Jeremias?”

Depois de comissionar o profeta, Deus confirmou sua palavra para Jeremias por meio de duas visões, uma de ordem (a vara de amendoeira) e uma de promessa (a panela ao fogo). O que Jeremias viu tem sido chamado de “visões inaugurais” por alguns estudiosos; no entanto, não podemos estar certos de que elas tenham seguido imediatamente após o seu chamado.

Se as visões não vieram logo após o seu chamado, foram dadas muito cedo no ministério profético de Jeremias, porque Deus parece usá-las para assegurá-lo do seu chamado profético.

Aqui se inicia a visão da amendoeira com a pergunta de Deus: “Que vês tu, Jeremias?”

 

“E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.

Jeremias responde dizendo o que vê “uma vara de amendoeira”. Em outros trechos, a vara simboliza o julgamento divino (Números 17.11; Ezequiel 7.10; Zacarias 11.7,10,14). Isso pode significar que o sentido básico da parábola é que o julgamento divino contra Judá era iminente, e que o cativeiro babilônico era esse julgamento.

A amendoeira é a árvore que desperta mais cedo na primavera, isso era uma lição tanto para o profeta como para o povo a quem estava sendo enviado. A palavra na sua composição na língua hebraica significa despertar. Isso tanto pode significar o despertar do profeta, como da nação.

Portanto, a amendoeira era a “árvore acordada”, por ser a primeira da Palestina a florescer e produzir frutos.  Essa árvore explodia em uma inflorescência gloriosa no fim do mês de janeiro, muito antes de outras árvores o fazerem. O galho seco que Arão escolheu para Deus revelar suas vontade foi uma vara de amendoeira: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas” (Números 17.8)

Yahweh cuidaria para ver suas palavras florescer em Jeremias, ou seja, outra maneira de dizer que Seu poder soberano se cumpriria em Jeremias. “A amendoeira era o vigia, a árvore que se apressava em despertar, antes que todas as outras árvores, de seu sono de inverno. Isso expressava a pressa divina, que não permitiria adiamentos no cumprimento da graciosa promessa de Deus, mas, antes, por assim dizer, faria a árvore rebentar em folhas, florescer e produzir frutos”.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE SETEMBRO DE 2024 (Gênesis 2.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS CHAMA HOMENS E MULHERES PARA SEREM RELEVANTES NO MUNDO

Gênesis 2.18 “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.” 


“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;” 

Eis aqui um exemplo do cuidado do Criador pelo homem, e a sua preocupação paternal pelo seu conforto. Embora Deus lhe tivesse dado a conhecer que ele era um súdito, dando-lhe um mandamento (w. 16,17), aqui o Senhor também o faz saber, para seu encorajamento na sua obediência, que ele era um amigo, um favorito, e alguém por cuja satisfação o Senhor sentia ternura. Embora houvesse um mundo superior de anjos, e um mundo inferior de animais, e o homem estivesse entre eles, ainda assim, não havendo ninguém da mesma natureza e nível de existência, ninguém com quem ele pudesse conviver familiarmente, ele podia ser verdadeiramente considerado só. Pois o homem é uma criatura sociável. É um prazer, para ele, trocar conhecimentos e afetos com aqueles semelhantes a ele, informar e ser informado, amar e ser amado. Aquilo que Deus diz aqui, sobre o primeiro homem, Salomão diz, sobre todos os homens (Eclesiastes 4.9): Melhor é serem dois do que um, mas ai do que estiver só.  Se houvesse somente um homem no mundo, que homem melancólico ele deveria ter sido! A solidão perfeita transforma um paraíso em um deserto, e um palácio em uma masmorra. Portanto, são tolos aqueles que são egoístas e desejariam estar sozinhos na terra. Mesmo na nossa melhor condição neste mundo, temos necessidade da ajuda uns dos outros. Pois somos membros uns dos outros, e assim o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti, I Coríntios 12.21. Nós devemos, portanto, ficar satisfeitos de receber ajuda de outros, e dar ajuda a outros, se houver oportunidade.  Somente Deus conhece perfeitamente as nossas necessidades, e é perfeitamente capaz de suprir todas elas, Filipenses 4.19. Somente nele está a nossa ajuda, e dele são todos aqueles que nos ajudam.


“... far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.”

Alguns entendem que a palavra “auxiliadora” é um termo degradante que retrata a mulher como sendo inferior ao homem. Para eles, a palavra soa como se ela pudesse ser comparada a uma serva que ajuda sua ama com várias tarefas domésticas.  O uso bíblico do termo “adjudora ou auxiliadora” é muito diferente dessas idéias. Basicamente, denota qualquer um que presta assistência a outra pessoa, grupo ou nação fazendo algo que este não poderia fazer sozinho. Carrega a ideia de “ação comum ou cooperação de [sujeito] e [objeto] quando a força de um é insuficiente”. Geralmente, o auxiliador é superior a quem está sendo auxiliado, como na ocasião em que uma nação fraca como Judá pediu ajuda ao Egito para lutar contra os babilônios (Isaías 31:1–3). A superioridade do auxiliador sobre quem é auxiliado é evidente em cerca de quarenta ocorrências no Antigo Testamento, em que Deus é retratado como o “auxiliador” de Seu povo (veja Êxodo 18:4; Deuteronômio 33:26). De modo algum Deus poderia ser considerado inferior ao homem porque Ele Se inclinou para ajudar, libertar e salvar os que confiam nEle e O invocam na hora da necessidade. A mulher, a auxiliadora do homem, nem é superior nem é inferior a ele; antes, ela deve ser sua companheira e compartilhar igualmente com ele de uma vida em comum. Um homem e uma mulher possuem temperamentos diferentes e trazem para o casamento dons e qualidades diferentes. Cada um tem um papel a desempenhar à medida que os dois edificam uma vida juntos; mas seus diferentes papéis se complementam (se preenchem e se completam), suprindo o que falta na outra pessoa e fortalecendo áreas que podem estar fracas. O resultado é que cada um se torna uma pessoa melhor ao ser suprido com atributos e habilidades trazidos pelo outro para o casamento. Evidentemente, o autor de Gênesis só estava descrevendo a criação da mulher, a qual deveria ser uma auxiliadora do homem, mas o princípio se aplica a todo relacionamento marido/mulher (Mateus 19:3–6; Efésios 5:25–33; 1 Pedro 3:1–7). Além de ser uma auxiliadora do homem, a posição da mulher é ainda mais definida por ser ela “idônea” para ele, ou literalmente “diante” ele. O termo carrega em si a conotação de “proeminência” ou “ser evidente”; mas em 2:18 e20, sugere que ela “corresponde a” o homem. O hebraico contém uma expressão composta preposicionada que significa literalmente que a mulher é “como o oposto dele”. Em outras palavras, ele não precisa de alguém exatamente como ele, mas como ele em alguns aspectos e diferente dele em outros aspectos. O homem precisa de mais do que apenas alguém que o auxilie em sua rotina diária de trabalho ou criação de filhos. Embora esses papeis possam estar incluídos, ele também precisa de apoio espiritual, psicológico e físico mútuos do sexo oposto que só o companheirismo íntimo com uma esposa proporciona. Não bastou ter Deus criado um ambiente perfeito em que o homem habitasse ou ter Deus criado o homem para ter comunhão com seu Criador; o Senhor também fez o homem como um ser social para ter relacionamentos com outros seres humanos, especialmente com uma esposa. Quando Deus observou que a solidão do homem não era boa, Ele estava dizendo essencialmente que o homem só pode ter realmente “vida quando amar, dar de si mesmo... a outro ser no seu mesmo nível”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/08/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE SETEMBRO DE 2024 (Gênesis 2.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS CHAMA HOMENS E MULHERES PARA SEREM RELEVANTES NO MUNDO

Gênesis 2.15 “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 


“E tomou o Senhor Deus o homem, “ Depois de Deus ter criado o universo, foi observado que “não havia homem para lavrar a terra(Gênesis 2:8). Deus então criou um jardim: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8). Nesse tempo, a ecologia era perfeita. Deus plantou um jardim para colocar o homem nele. Isso só ocorreu depois que o ambiente natural já estava pronto para ser habitado: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Muitas foram as árvores que brotaram, inclusive “a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Genesis 2.9). A natureza é um presente de Deus ao ser humano, pois é Ele “quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.25). Por meio dela, Deus nos garante o ar, a água, o sol, a chuva, a germinação das plantas, o fruto e os alimentos necessários à nossa subsistência. Sem a natureza, não haveria vida. Tudo isso são dádivas naturais, fruto da graça de Deus, conforme nos revela o Evangelho: “porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5.45). Após a disposição dos ecossistemas, o Criador entregou ao homem a sua primeira grande missão:


“...e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 

É importante notar que este compromisso do homem com o trabalho assemelha-se a sua criação; e esta, por sua vez, está diretamente relacionada com a necessidade do trabalho. Não só o homem é necessário para completar a criação, mas o trabalho do homem também é necessário. Seu trabalho é tão reflexivo e derivado do trabalho de Deus quanto e seu ser e, por esta razão, é tão importante e digno. Visto que o trabalho é um elemento integral da constituição de Deus do homem como o administrador de sua criação, o trabalho é o resultado da criação e não do pecado. Desse modo, as duas primeiras atividades envolvendo o trabalho de Adão na terra foram “lavrar” e “guardar” o que Deus criara. O primeiro homem foi o primeiro lavrador e guardador que o mundo conheceu. Logo, na criação do homem, no 6º dia, Deus concluiu que não seria bom o homem viver só, então Jeová criou uma “adjutora” para estar ao seu lado, diante da missão a ele confiada. O livro de Gênesis apresenta uma verdade surpreendente – o trabalho fazia parte do paraíso. Um teólogo resumiu tal fato desta maneira: “É perfeitamente claro que o excelente plano de Deus compreendia os seres humanos sempre trabalhando, ou, mais especificamente, vivendo no constante ciclo de trabalho e descanso. O contraste com outras religiões e culturas não poderia ser mais nítido. O trabalho não apareceu após um período dourado de lazer. Ele fazia parte do design perfeito para a vida humana, pois fomos criados à imagem de Deus, e parte de sua glória e felicidade é que ele trabalha, assim como o Filho de Deus, que afirmou: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVARO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE SETEMBRO DE 2024 (Gênesis 1:27)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS CHAMA HOMENS E MULHERES PARA SEREM RELEVANTES NO MUNDO

Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. “


 “E criou Deus o homem à sua imagem; “ 

Durante a criação do mundo, Deus já tinha feito obras maravilhosas apenas com a sua Palavra; Ele disse “haja luz”, “que a terra produza”, “haja luzes no céu” e tudo ocorreu conforme o seu poder (Genesis 1.3,11,14). Porém, quando formou as pessoas, não houve ordens, como anteriormente. O Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo), em perfeita unidade, decidiu: “Agora vamos fazer os seres humanos” (Genesis 1.26a). Assim, Ele nos formou como a coroa da criação.

A palavra para “homem” nesta passagem é (‘adam), que é o uso genérico do vocábulo hebraico que significa “humanidade” e tornou-se, mais tarde, o nome próprio “Adão” (2:20; 3:17, 21).

O homem foi feito a imagem de Deus (tselem). Tselem, geralmente refere ídolos. Imagens desse tipo eram estritamente proibidas na lei do Senhor (Números 33:51, 52). Gênesis 5:3 usa tselem (“imagem”) em outro sentido de semelhança física, e também inclui o termo demuth (“semelhança”) que ocorre em 1:26. Ao expor as gerações de Adão, o escritor disse: “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” (Genesis 5:3). O significado mais natural é que havia uma semelhança espantosa na aparência física do pai e do filho. Ambos os termos, tselem e demuth (semelhança), são usados para exprimir a ideia de que o filho parecia com o pai. Mas em que sentido somos parecidos com Deus?


“...à imagem de Deus o criou; “ 

O homem não é igual a Deus noaspecto físico, mas entre a criação divina, ele compartilha de maneira única dos atributos espirituais,intelectuais e morais de Deus. A compreensão que precisamos ter é que a ‘imagem de Deus’ impressa no homem não é uma característica física. Ou seja, os elementos presentes na existência da humanidade que aludem à imagem de Deus são espirituais, psíquicos e morais. Antes do pecado, o ser humano era plenamente santo e justo, como um reflexo no espelho do seu Criador. Após a queda do homem em pecado (Genesis 3.6,7), essas características foram desfiguradas e só podem ser restauradas por meio da salvação em Cristo.

A imagem de Deus no ser humano também se expressa na autoridade recebida sobre a Criação. No início era assim: não importava quão ferozes e fortes ou sagazes os animais fossem, Adão e Eva teriam domínio sobre eles. Hoje, a humanidade continua tendo autoridade sobre o planeta, a fauna e a flora. Entretanto, é preciso que se compreenda que o Senhor delegou autoridade para uma gestão responsável, visando a preservação da vida (Genesis 1.28,29).


“...homem e mulher os criou. “ 

A natureza espiritual de Deus contrasta com anatureza física do homem. A afirmação “criou Deuso homem à Sua imagem” refere à natureza espiritual de Deus (replicada no homem), enquanto homem e mulher os criou enfatiza a natureza físicado homem.

Visto que o homem e a mulher diferem um do outro física e sexualmente, a imagem de Deus em cada sexo (‘adam, “humanidade”) deve referir outra coisa que não a natureza ou forma física. Nenhuma pessoa pode ser considerada mais semelhante ao Criador que outra. Todos, homem e mulher, tem o mesmo valor diante de Deus. Todos os seres humanos (…) são criados a imagem de Deus.

Se os homens e as mulheres compartilham verdadeiramente da imagem e semelhança de Deus, cada um deles deve ter uma importância e um valor que independem do sexo, raça ou da condição social. Quando o homem compreender verdadeiramente que cada ser humano compartilha comigo da imagem e semelhança de Deus, começarão a deixar de lado os preconceitos que orientam o comportamento humano. Aprenderemos a ver as mulheres como pessoas, e a apreciar tudo o que elas tiverem para oferecer como contribuições na família, no local de trabalho e na igreja.

Que nos tornemos daltônicos, e deixemos de lado categorias como preto e branco, rico e pobre, e começamos a tratar todas as pessoas que eu encontrar com respeito e afeição. Quando isso acontecer, teremos enfim aprendido esse ensinamento e começado a compreender quão preciosos os outros são para o Deus que os criou, e que me criou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RICHARDS, L. O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MARTINS, Thaís de Paula. A História da Salvação – (Adolescentes) 1° Trimestre. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE SETEMBRO DE 2024 (1 Coríntios 10.31)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE SETEMBRO DE 2024
TUDO O QUE FIZERMOS DEVE SER FEITO PARA A GLÓRIA DE DEUS

1 Coríntios 10.31 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”

 

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa,”

Portanto introduz o princípio que resume todo o discurso. O apóstolo resumiu suas admoestações sobre “coisas sacrificadas a ídolos” iniciadas em 8:1 com dois imperativos (comais e bebais).

Podemos comer e beber de tudo que nos é oferecido: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.25); “E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.27).

Fazendo assim Deus será glorificado: O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus” (Romanos 14.6). Afinal tudo foi feito por Deus para proveito nosso: “Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude” (1 Coríntios 10.26).

A única exceção seria a informação: “por causa da consciência”. Se o cristãos soubesse que o que lhe oferecesse era oferecido também aos ídolos deveriam se abster. Naturalmente quem servia a ídolos se ofenderia com a recusa do cristão de comer ou beber em seus templos.

Nem sempre é possível evitar ofensas, mas os cristãos precisam tentar evitar criar barreiras entre eles mesmos e os incrédulos. Para Martinho Lutero, a interpretação das Escrituras se resumia na idéia de “tudo o que comunica ou divulga Cristo”. O sentido é semelhante ao desejo de Paulo de que os crentes “fizessem tudo para a glória de Deus”.

 

“... fazei tudo para glória de Deus.”

A glória de Deus é o alvo principal. O que quer que você beba, coma ou faça, faça “tudo para a glória de Deus”. Nossa adoração a Deus, nossa glorificação a Ele, não deve ser limitada pelo que fazermos nos cultos da igreja. Tudo deve ser feito em espírito de adoração a nosso Senhor, com o desejo de exaltá-lo.

Não devemos considerar tanto o nosso próprio prazer e interesse quanto o avanço do Reino de Deus entre os homens. Note que um cristão deve ser um homem devotado a Deus e de espírito público.

O propósito de glorificar a Deus era incompatível com comer e beber a mesa dedicada a demônios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:20,21).

Deus já declarou que a sua glória Ele não a dá a outrem (Isaías 42.8; 48.11). Como estamos glorificando a Deus no nosso serviço para Ele? Ele é o único "Rei da Glória" (SaImo 24.7-10).

Nada deve ser feito contra a glória de Deus e contra o bem de nosso próximo, nada deve ser feito por nós para ofender a ninguém, “nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (v. 32). Pois, isso não glorificaria a Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201703_04.pdf

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 10.3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE SETEMBRO DE 2024
MARDOQUEU É ENGRANDECIDO COMO O SEGUNDO MAIOR DO REINO

Ester 10.3 “Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência.”


“Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos,”

O Livro de Ester conclui com um breve capítulo (10) contando as realizações do “judeu Mardoqueu”. O texto serve como uma espécie de fim, fornecendo alguns últimos detalhes e explicações. Ele provê um “final feliz” – ou pelo menos um “final feliz enquanto Mardoqueu continuou no poder” – para uma narrativa em que todos os judeus enfrentaram o perigo de serem aniquilados.

Nesse versículo o autor elogia o judeu Mardoqueu dando detalhes de seus feitos. Primeiro no Império Persa, ele foi o segundo depois do rei Assuero. Quem teria esperado que os exilados judeus tivessem um representante em posição de tanta influência? Segundo ele entre os judeus, ele foi grande e popular (estimado pela multidão de seus irmãos). A NVI diz que ele “era homem importante entre os judeus e foi muito amado por todos os judeus”

 

“... procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência.”

Mardoqueu trabalhou arduamente em favor dos judeus de todas as províncias, procurando o bem-estar deles e representando-os nas suas interações com o governo do reino. O seu interesse não era promover a sua vantagem própria, mas o bem estar: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Filipenses 2.4).

“Prosperidade” vem do hebraico (shalom), e significa prosperidade de todos os tipos, saúde, segurança, abundância material e bons relacionamentos. Ao lutar pela shalom do seu povo, Mordecai também contribuiu para a shalom do império.

Através da derrota das más intenções de Hamã, todo o império entrara em uma era de paz e bem-estar, abençoado através dos descendentes de Abraão (Genesis 12:3), embora bênçãos ainda mais profundas fizessem parte do propósito dessa profecia, que tem longo alcance.

A maioria dos tradutores entende que a palavra hebraica traduzida como descendentes  se trata do povo de Mordecai – a nação judaica – e não dos descendentes consangüíneos do próprio Mardoqueu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR


25/09/2024

FONTES:

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_11.pdf