domingo, 21 de julho de 2024

Texto Áureo Lição 4 - O encontro de Rute com Boaz. Rute 2.12

Lição 04: O Encontro de Rute com Boaz – 3º Trimestre de 2024.


TEXTO ÁUREO
 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ” (Rute 2.12)

 

“O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, ”

A fama de Rute chegou na sua frente no campo de Boaz. Suas virtudes precederam sua chegada a Belém. Elas são destacadas pelos trabalhadores de Boaz (2.7) e depois por ele próprio (2.11).

Boaz sabia que ele não poderia recompensar Rute adequadamente por sua lealdade. Por isso, orou para que Rute fosse abundantemente recompensada pelo Senhor.

A devoção cristã sempre teve a devida cautela de não fazer o bem "por amor a uma recompensa". Mas as palavras que Boaz usa aqui são "retribuição" e "recompensa". Essa oração de Boaz pedindo a Deus um "pagamento" para Rute por seu devotado serviço deve ser entendida no contexto de sua fé no Senhor da aliança.

Talvez seja conveniente fazer aqui uma distinção entre o que se costuma chamar de recompen­sas "arbitrárias" e aquelas que são "verdadeiras" recompensas. As recompensas arbitrárias não têm qualquer relação direta com o comportamento que as causou. Não há necessariamente nada de errado em se ser recompensado arbitrariamente (como receber di­nheiro por uma pintura a óleo que você criou).

As "verdadeiras" recompensas, pelo contrário, são consequências diretas e integralmente relacionadas com o comportamento (como a satisfação de ser capaz de pintar depois de muita prática). Assim, a verdadeira recompensa de se dar esmolas, orar e jejuar é o relacio­namento com Deus, o que essas atividades pretendem expressar.

Quando Jesus insiste em que as boas obras deveriam ser feitas sem interesse em recompensa, ele também dá a entender que a "verdadeira" recompensa pela bondade deve ser deixada com Deus. Um precioso relacionamento com Deus é a "devida recom­pensa" da obediência amorosa em resposta à sua iniciativa de graça e amor: A Abrão Deus disse: "Não temas ... eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão" (Génesis 15:1).

 

“Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. ”

A oração de Boaz termina com esta frase, que de diversas maneiras focaliza o tema de todo o livro. Ela inclui este gracioso quadro de Deus como uma águia que estende as asas sobre os seus filhotes: “Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas” (Deuteronômio 32.11)

Embora Rute se visse como uma “estrangeira”, Boaz a enxerga como um membro da família de Javé, sob cujas asas ela “veio buscar refúgio”:

 

Rute, antes de chegar a Israel, creu no Deus de Israel; antes de entrar nos campos de Belém, a Casa do Pão, já havia saciado sua fome naquele que é o Pão da Vida. Todo aquele que busca abrigo sob as asas do Onipotente encontra refúgio seguro. Deus jamais desampara aqueles que nEle esperam.

Não há mérito em nós, mas todos aqueles que buscam refúgio sob as asas do Onipotente encontram salvação. A mensagem central do evangelho mostra que todos os que se humilham e buscam refúgio encontram ampla provisão, forte proteção e rica comunhão sob as asas do Onipotente. Como uma galinha ajunta seus pintinhos sob as asas para protegê-los do mal, assim Deus protege aqueles que O buscam (Mateus 23.37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

sábado, 20 de julho de 2024

Jó 14.7

 

Jó 14.7 “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.”

 

“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará,”

Todo homem moribundo certamente refletirá sobre a morte, pois a enfermidade propositalmente o lembrará dela. Aqui Jó fala o que pensa sobre ela, pois está nessa condição. Enquanto meditava Jó observou a árvore. É possível uma árvore cortada, se renovar e tornar a brotar rebentos do seu tronco. Há esperança para ela.

A palavra esperança significa, entre outras coisas, a expectativa de se auferir algum bem ou benefício futuro. No âmbito das Sagradas Escrituras, é a certeza do cumprimento das promessas que nos foram feitas por Deus: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós  (2 Coríntios 1.20).

Se o corpo da árvore for cortado, e somente o tronco ou toco for deixado no solo, ainda que possa parecer morto e seco, brotará, e surgirão novos renovos, como se tivessem sido recém plantados. Mas o homem não tem esta esperança de retorno à vida. O que ele deseja dizer é que o homem é inferior à árvore, que é cortada e revive, enquanto o homem não.

Isso não nega uma vida futura, mas um retorno à condição atual da vida. Jó claramente espera por um estado futuro. Ainda assim, é apenas uma esperança vaga e trêmula, não uma garantia; pois Jó não possuía uma revelação da vida futura como temos hoje em Cristo: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Timóteo 1:10).

Exceto o único vislumbre brilhante em Jó 19.25-26 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus”.

 

“... e não cessarão os seus renovos.”

Swindoll escreveu: Quando você limpa um campo, o lenhador experiente irá aconselhá-lo a remover os tocos. Não os deixe no solo. Se deixar um toco, ele logo brota quando a chuva cai. A árvore vai voltar; até o arbusto crestado volta a ficar verde. As plantas e as árvores são assim. A umidade da terra e a chuva do céu são de certa forma, percebidas pelo toco de uma árvore, e têm uma influência para revivê-lo: “Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14.9).

Elas se renovarão abundantemente como foi renovada a vara seca de Arão: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas” (Números 17.8).

No sonho de Nabucodonosor, quando o fato de ser privado do uso de sua razão foi representado pelo corte de uma árvore, o seu retorno à razão foi representado pelo deixar do tronco na terra, com cadeias de ferro e de bronze, para ser molhado pelo orvalho do céu: “Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra (Daniel 4.15).

Todos os que meditam de dia e de noite na Palavra de Deus serão como árvores renovadas: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Salmo 1.3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no livro de Jó – uma interpretação do sofrimento humano. Rio de Janeiro: Juerp, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202102_04.pdf

SWINDOLL, Charles R. Jó: Um homem de tolerância heroica - São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JULHO DE 2024 (Lucas 24.10)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JULHO DE 2024
AS MULHERES COMO TESTEMUNHAS NO MINISTÉRIO DE JESUS

Lucas 24.10 “E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

 

E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago,

A feliz descoberta da ressurreição de Jesus foi feita por um grupo de mulheres o que seguiam. Elas haviam ido ao sepulcro a fim de embalsamá-lo. Pois elas levaram as especiarias que tinham preparado.

O embalsamamento era o costume judaico de colocar especiarias aromáticas nas ataduras em que envolviam o corpo. O propósito da visita ao túmulo indica que não esperavam um Cristo ressurreto. E possível, também, segundo o costume da época, que tenham ido lamentar por Ele.

Segundo Mateus, “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana”; segundo João: “No primeiro dia da semana... de madrugada, sendo ainda escuro”. Conclusão: as mulheres visitaram o túmulo bem cedo, na manhã do domingo, antes do nascer do sol e pouco tempo após a ressurreição. As mulheres que foram ao sepulcro segundo o Evangelista Lucas se chamavam:

Maria Madalena provavelmente tinha esse nome segundo a cidade de Magdala na Galiléia. Uma cidade mencionada somente uma vez no NT, em Mateus 15.39. Ela é mencionada em Lucas 8.2 como tendo sido liberta de sete demônios. Depois de sua conversão, a sua devoção a Cristo se tornou evidente, e pode ser vista em alguns episódios, como por exemplo, quando ela aparece durante o seu ministério e também em sua paixão (Lucas 8.1-3; Marcos 15.40,41; João 19.25). Ela foi a primeira a ver o Senhor ressuscitado (João 20.11-18).

Joana era a esposa de Cuza, oficial de Herodes Antipas: “E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens (Lucas 8:3) e uma das mulheres que serviam a Jesus com suas fazendas. Acompanhou as outras mulheres da Galiléia até o túmulo de Jesus (Lucas 23.55-24.10).

Maria, a mãe de Tiago, foi mencionada por Mateus (27:56) e Marcos (15:40). Somadas as informações descobrimos que é identificada também como Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e que acompanharam Jesus na Galiléia e o serviram. Ela é mencionada em conexão com todos os eventos que cercam a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, porém pouco mais pode ser dito com segurança a seu respeito.

 

“... e as outras que com elas estavam,”

Isso indica que as mulheres citadas não eram as únicas. Então provavelmente dois grupos de mulheres visitaram o túmulo. Isto explica as diferenças entre as narrativas. Não era intenção dos quatro evangelistas fazer um relatório minucioso das circunstâncias que envolveram aquela Páscoa; preocuparam-se simplesmente em narrar de forma breve o fato da ressurreição de Jesus.

Cada escritor o apresenta de um ponto de vista, mencionando apenas os detalhes necessários ao seu propósito. Este fato explica as diferenças de detalhes, tais como o número de mulheres, a posição dos anjos e o número deles.

 

“... as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

Aparentemente, os apóstolos não estavam reunidos, em um só corpo; eles estavam espalhados, cada um na sua cidade, talvez dois ou três juntos no mesmo alojamento, mas um contava a outros, e estes contavam a outros, de modo que, dentro de pouco tempo, naquela manhã, todos eles souberam disto. Mas nós lemos (v. 11) como a notícia foi recebida: “As suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”.

Os apóstolos e os outros discípulos aguardavam a ressurreição, mas na realidade, era a última coisa que esperavam. A prisão e a crucificação do Mestre paralisara por um tempo a sua fé, de modo que não podiam crer no testemunho das mulheres. Descrença indesculpável, porque as mulheres viram o túmulo vazio, ouviram a mensagem dos anjos, e viram, tocaram e ouviram o próprio Jesus (Mateus 28.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

sexta-feira, 19 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JULHO DE 2024 (Tito 2.3)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JULHO DE 2024
O PAPEL DAS MULHERES MAIS VELHAS NA ORIENTAÇÃO DAS MAIS NOVAS

Tito 2.3 “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;”

 

As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas,”

No verso 2, Paulo instruiu aos homens idosos quanto a conduta exemplar que se esperam deles. Neste verso, Paulo dá ensinamento sobre as mulheres de mais idade por isso ele usa a palavra semelhantemente.

Mulheres idosas, com mais de 60 anos, são pessoas que têm vivência e experiências de grande valor para serem exemplo para as gerações mais novas.

A santidade que se requer de todos os crentes impõe que sejam “sérias no viver”. Devem ser mulheres santas, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja ou fora dela.

 

“... não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;”

A palavra grega usada para descrever “caluniadoras” é diabolos. O diabo é o patrono das pessoas que se entregam à calúnia, à fofoca e à maledicência. William MacDonald diz que a palavra grega diabolos é um termo apropriado, uma vez que a maledicência é diabólica em sua fonte e caráter. As mulheres idosas nao devem falar mal pelas costas nem ser boateiras. Nada é mais pernicioso para a vida da igreja do que o pecado da língua. Tiago diz que a língua é fogo e veneno. A língua fere, destrói e mata (Tiago 3.1-11). Salomão diz que “a morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18.21).

As mulheres mais velhas não devem ser “dadas a muito vinho”. O vinho tinha um uso medicinal e também era consumido normalmente no mundo do primeiro século (1 Timóteo 5:23). Hoje em dia, deve-se considerar a influência que o cristão exerce sobre os outros ao consumir qualquer bebida alcoólica (Romanos 14:21). Lopes diz que a embriaguez é um vício degradante em todas as pessoas, mas quando mulheres que deveriam ser exemplo de conduta capitulam-se à embriaguez,isso se constitui num terrível escândalo.

O que mais chama a atenção quanto ao comportamento a ser vivido pelas mulheres cristãs idosas é que devem ser “mestras do bem”. Sim, elas devem ser “mestras” para as mulheres mais novas. Estas devem ter comportamento exemplar, à altura de quem é nova criatura, e vive em conformidade com os princípios cristãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom; doutrina e vida, um binômio inseparável. São Paulo: Hagnos, 2009.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JULHO DE 2024 (Tito 2.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JULHO DE 2024
O PAPEL DAS MULHERES MAIS VELHAS NA ORIENTAÇÃO DAS MAIS NOVAS

Tito 2.4 “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,”


“Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes,”

Embora as mulheres devam se submeter aos homens em situações de ensino, as mulheres mais velhas podem ser uma grande bênção para as jovens estudando e partilhando com elas a verdade. Mulheres como Ana (Lucas 2:36–38) e Lóide (2 Timóteo 1:5) e Priscila (Atos 18:24–26) foram extremamente úteis no amadurecimento de almas para o Salvador.

Mulheres piedosas, o Senhor sabia, ajudariam a espalhar o reino como o fermento na massa: “É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou” (Lucas 13:21).

Elas devem ensinar as mais jovens a serem prudentes. A palavra grega para “prudente” descreve uma pessoa que tem domínio próprio, autocontrole, bem como a idéia de controlar os desejos e impulsos. É a pessoa que domina suas paixões em vez de ser dominada por elas. É a pessoa que está com o leme da vida em suas mãos e não alguém desgovernado nos mares revoltos da vida. 


“... a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,”

As mulheres jovens devem “amar” seus maridos e filhos. Na antigüidade, entre os pagãos e os judeus igualmente, estas virtudes-gêmeas eram consideradas á glória do caráter das mulheres jovens, e freqüentemente são mencionadas nas inscrições funerárias. Conforme. o epitáfio, freqüentemente citado, dos tempos de Adriano, numa lápide achada em Pérgamo, na Mísia: “Julius Bassus. . . à sua dulcíssima esposa, dedicada ao seu marido e dedicada aos seus filhos.”

Uma esposa e mãe também deve ser uma amiga. Ela deve se deleitar genuinamente em passar momentos com o marido e os filhos. A família é abençoada quando as ações feitas para o marido e os filhos são feitas com prazer.

Paulo deu várias instruções para o marido amar a esposa da mesma forma que Cristo ama a igreja (Efésios 5.25-33; Colossenses 3.19). Em todas as ocasiões, a palavra grega usada é ágape, o amor incondicional, sacrificial. Porém, quando a Bíblia fala que a mulher deve amar o marido e os filhos, usa o amor philéo.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom; doutrina e vida, um binômio inseparável. São Paulo: Hagnos, 2009.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_07.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JULHO DE 2024 (Tito 2.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JULHO DE 2024
O PAPEL DAS MULHERES MAIS VELHAS NA ORIENTAÇÃO DAS MAIS NOVAS

Tito 2.5 “A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.”

 

A serem moderadas, castas, boas donas de casa,”

Paulo prossegue demonstrando as qualidades elevadas a serem cultivadas pelas mulheres cristãs. Elas devem ser moderadas — um a mulher exagerada, exibida, excêntrica, que “gosta de aparecer”, não condiz com a modéstia cristã: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos (1 Timóteo 2.9).

Devem ser castas, ou seja, puras, que demonstrem comportamento cristão sério, e não carnal ou impuro — qualidade de grande valor para um a esposa cristã, que deve saber administrar bem o seu lar (Provérbios 14.1). Num momento em que várias moças do Ocidente se casam grávidas, e milhares de abortos ocorrem anualmente, é imperativo que mulheres piedosas e mais velhas aconselhem as jovens contra essas práticas carnais.

Elas precisam ajudar a imprimir nas mentes das jovens como se pratica a pureza. Passagens como Provérbios 5:1– 23; 1 Timóteo 5:5–15; 1 Tessalonicenses 4:3–7 e Apocalipse 2:20–23 precisam ser estudadas com cuidado e partilhadas com as mulheres jovens de hoje, antes que elas se casem.

As mulheres jovens devem ser “boas donas de casa”. Isso implica tanto fazer o trabalho como cuidar para que ele seja feito. Algumas mulheres perderam o senso de cuidado com o lar por se preocuparem demasiadamente com a carreira profissional. Embora Provérbios 31:10–31 deixe evidente que as mulheres de Deus podem se envolver com questões fora do lar, é importante que elas se lembrem do papel atribuído a elas dentro do lar.

Tudo o que Deus planejou, incluindo o lar e o lugar da mulher dentro dele, são para o nosso bem e nossa felicidade. As mulheres, mais velhas ou jovens, precisam crer nisso e respeitar isso. Não existe outra maneira de as mulheres encontrarem a vida abundante que Jesus veio possibilitar a nós.

 

“... sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.”

As mulheres jovens devem ser “sujeitas” aos seus maridos. Paulo escreveu em Efésios 5:22–24: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja… Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido

Paulo acrescentou uma advertência. Se o ensino, o treinamento e a prática dessas mulheres não fossem de acordo com a orientação divina, a Palavra de Deus poderia ser “blasfemada”.

Hoje em dia, algumas mulheres estão declarando que tais princípios estão ultrapassados ou que Paulo era “antimulheres”. Podem estar falando de modo a serem repreensíveis à luz da Palavra de Deus, sem reconhecerem isto.

Blasfemar contra a Palavra de Deus não é uma questão irrelevante! Além disso, quando mulheres abandonam essas instruções inspiradas, podem pagar o preço das brigas familiares, da violência doméstica e de corações feridos no lar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_07.pdf

quinta-feira, 18 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JULHO DE 2024 (1 Timóteo 6.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JULHO DE 2024
A SITUAÇÃO DO RICO DIANTE DO PRINCIPIO DA PALAVRA DE DEUS

1 Timóteo 6.17 “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

 

Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos,”

As palavras iniciais sublinham a verdade de que a riqueza material somente é riqueza “no que diz respeito ao presente mundo.” O pensamento relembra a advertência acerca do homem que amontoa riquezas para si mesmo, e não é rico para Deus (Lucas 12:21).

A atitude que Paulo revela aqui para com as riquezas é moderada, e não as condena em si mesmas, mas, sim, limita-se a indicar as tentações às quais os ricos estão expostos.

Então ele ordena aos ricos que não sejam altivos. O Antigo Testamento alerta-nos com clareza nesse sentido. A riqueza com freqüência gera a vaidade. Ela faz as pessoas sentirem-se importantes e assim acabam “desprezando os outros”. É comum os ricos gabarem-se de tudo que possuem como casa, mobília, carro, iate e de outros bens.

 

 “... nem ponham a esperança na incerteza das riquezas,”

Além de não serem altivos Paulo orienta aos ricos para não colocarem suas esperanças nas riquezas. Pois a riqueza faz muitos se sentirem auto-suficientes, orgulhosos, arrogantes e confiantes no seu poder econômico e financeiro.

Agir desse modo segundo o apóstolo é ser insensato e imprevidente porque a riqueza é uma incerteza. Jesus nos alertou sobre os prejuízos causados pela traça, pela ferrugem e pelos ladrões: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6.19).

Nós poderíamos ainda acrescentar prejuízos causados pelo incêndio e pela inflação, como perigos adicionais. Muitos são os que foram dormir ricos e acordaram pobres. Lembram-se de Jó! Que perdeu todos os seus bens num só dia.

 

“... mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

O objeto da nossa confiança não devem ser coisas, mas sim uma Pessoa. A advertência, com sua sugestão positiva que os ricos seriam melhor aconselhados em fundamentarem suas esperanças em Deus, relembra notavelmente as palavras do Salmista: “Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza, antes confiava na abundância dos seus próprios bens” (SaImos 52:7).

No entanto o pensamento é um lugar comum no A.T. A confiança deve ser colocada em Deus, e não nas riquezas, precisamente porque Ele nos dá todas as coisas para delas gozarmos.

Esse é um acréscimo importante. Não devemos trocar materialismo por ascetismo. Pelo contrário, Deus é um Criador generoso, que quer que apreciemos e desfrutemos as boas dádivas da criação. Sua bondade paternal é uma mensagem clara aos sectários que seu ascetismo excessivo é contrário à intenção divina.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JULHO DE 2024 (1 Timóteo 6.18)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JULHO DE 2024
A SITUAÇÃO DO RICO DIANTE DO PRINCIPIO DA PALAVRA DE DEUS

1 Timóteo 6.18 “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;”


“Que façam bem, enriqueçam em boas obras,”

Paulo não apenas preveniu os ricos quanto aos perigos que enfrentam, mas também os alerta sobre os deveres que têm. Eles devem fazer o bem. “Fazer o bem” no crente não é o resultado de uma boa formação acadêmica ou de uma família funcional. É o resultado do fruto do Espírito chamado de “benignidade”.

Benignidade significa índole boa, bom caráter; benevolência, humanidade e bondade, é a qualidade de quem faz o bem. Não conseguimos ser bondosos pelo nosso próprio esforço. A bondade vem de Deus, pois Ele é a fonte de toda benevolência e amor (1 João 4.8). “Deus é amor”, logo, a benignidade é uma das características do crente.

O evangelista Billy Graham disse que é muito fácil ser indelicado e impaciente com os que erram e falham. É fácil ser bondoso e gentil com quem nos trata bem, mas precisamos ser benignos com aqueles que erram, tropeçam e ainda nos tratam mal.

As boas obras não salvam ninguém (Efésios 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão; fazem parte da vida cristã, assim todo salvo deve enriquecer “em boas obras”.


“... repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;”


Eles devem ser generosos para com os menos favorecidos. Isso fala de altruísmo, ou seja, a preocupação com os outros, em oposição ao egoísmo, que leva o homem a pensar primeiro em si próprio.

Como Deus é tão generoso em tudo o que dá, o rico deve ser generoso também, pois riqueza é um dom de Deus aos ricos. Muitos empreendimentos cristãos ficam em dificuldades por falta de fundos.

Sabendo desses males os ricos devem usar a sua riqueza para aliviar as necessidades dos mais carentes e para promover boas causas. Fazendo isso, estarão imitando a Deus, pois ele é rico, contudo de tudo o que possui suprirá todas as necessidades que tivermos.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JULHO DE 2024 (1 Timóteo 6.19)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JULHO DE 2024
A SITUAÇÃO DO RICO DIANTE DO PRINCIPIO DA PALAVRA DE DEUS

1 Timóteo 6.19 “Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.”

 

Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro,”

Entesourar “bom fundamento” significa a prática de bom testemunho. O versículo 18 falou sobre repartir, ou seja, dar esmolas. Nosso Senhor pessoalmente indicara que o homem somente poderia amontoar tesouro nos céus por meio de dar esmolas (Lucas 12:33;  18:22; Mateus 6:20), e não é improvável que o Apóstolo tenha em mente estes ditos de Jesus.

Os ricos devem pautar suas vidas segundo esse princípio, entendendo isso como sua missão, pois agindo assim,não estarão se tomando mais pobres, mas, pelo contrário, estarão acumulando para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro.

Talvez o melhor comentário sobre esse ensino seja a parábola de Jesus “do administrador infiel” ou “do administrador astuto”. Ele usou a sua influência no presente para garantir o seu futuro, e Jesus o elogiou por sua prudência, embora não o tenha elogiado por sua desonestidade. E uma questão de perspectiva e de proporção. O que tem maior valor? E ser rico nesta era (v. 17) ou na era que há de vir (v. 19)? E acumular tesouros na terra ou no céu? E ganhar muito dinheiro no tempo presente ou “alcançar a verdadeira vida”?

 

“... para que possam se apoderar da vida eterna.”

Paulo havia desafiado Timóteo a tomar posse da “vida eterna” (6:12); agora encorajava os ricos a se apossarem da “verdadeira vida”. “A verdadeira vida” é a “vida eterna”. Muitos estão certos de que ser rico é “viver realmente”, mas a “verdadeira vida” procede de um relacionamento com o Senhor. Jesus disse que veio para que “tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Esse relacionamento só é possível quando obedecemos nosso Senhor: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15.14).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_02.pdf