
TEXTO ÁUREO
“Escolhei, pois,
irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)
A
igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente.
No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias
conseqüências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve
uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram
desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).
A
igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles
dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade
moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram
negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.
“Escolhei, pois,
irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria,
Os
apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os
deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja:
“E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável
que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).
Não
há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social
inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas
uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária.
Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos,
pois ele agradou a toda a comunidade “E este parecer contentou a toda a
multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe,
e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e
os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).
a)
Boa
reputação
Significa
que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade
(especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas
reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a
tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se
sua vida não é como deveria ser
Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).
b)
Cheios do
Espírito Santo
Eles
têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou
gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo
Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes. Quer dizer, eles devem ter o poder
de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia
prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)
Essa
qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual
e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas.
c)
Cheios de
sabedoria,
Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.
Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)
”[...] aos quais constituamos sobre este
importante negócio.”
Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.
O
trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”.
Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para
exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser
visto como prioridade.
Havendo incumbido os diáconos
de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível
exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão
que desce do céu como o pão que brota da terra.
Que
exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes,
vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).
Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
03/01/2024
FONTES:
GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e
Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.
PEARLAM,
Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.
STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até
aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.
STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD
https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf