segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Mateus 6.3

Mateus 6.3 “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; “


“Mas, quando tu deres esmola, “

Novamente a esmola é tratada como norma. Por isso Ele não diz: ‘Se deres’, mas: ‘Quando deres’. Os cristãos nunca devem se afastar desse dever social. Dorcas foi lembrada por suas esmolas: “E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia” (Atos 9:36).

Até mesmo os gentios piedosos valorizavam as esmolas e as mesmas são lembradas por Deus: “E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana, Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus” (Atos 10:1-4).

Honre e sirva a Deus com seus bens através das Esmolas.

 

“... não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; “

Dar esmolas com a mão direita também pode sugerir presteza e resolução; faça de modo direito, não de forma desajeitada, nem com uma intenção sinistra. A mão direita pode ser usada para ajudar os pobres, erguendo-os, escrevendo para eles, tratando de seus ferimentos, e outras maneiras além de lhes dar esmolas.

Mas, não deixe que a tua mão esquerda saiba de qualquer bem que a tua mão direita fizer aos pobres: esconda o quanto for possível; diligentemente mantenha isso em segredo.

As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, visto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom.

Às vezes, uma pessoa, banco ou uma instituição, propõe-se a ajudar pessoas, mas quer que se faça uma placa dizendo que é aquele banco ou instituição que está ajudando. E aí, coloca-se uma placa: “Quem mantém esse asilo é a instituição tal”. A recompensa dela já está ali na publicidade.

As boas obras não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

Mateus 6.2

Mateus 6.2 “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. “

 

“Quando, pois, deres esmola, ”

Dar esmolas é um dever cristão que está caindo em desuso neste século. Através das esmolas honramos e servimos aos Senhor com nossos bens. Devemos exercer essa generosidade com abundância: “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” (2 Coríntios 9:9,10).

Por isso Ele não diz: ‘Se, pois, deres’, mas: ‘Quando, pois, deres’. Ele fala de esmolas como norma dos judeus. Este dever está prescrito na lei da natureza e na lei de Moisés, e os profetas dão grande ênfase a ele.

 

“... não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. “

A admoestação de Cristo aqui é contra dar aos pobres pelos motivos errados. Como faziam os fariseus. Jesus chama ‘hipócritas’ (hypocrites) os que dão pelos motivos errados. O termo hypocrites era originalmente usado para descrever atores apropriado aqui, visto que o doador ostentoso está desempenhando para uma audiência”.

Fazer tocar trombeta é uma expressão figurativa que significa “chamar a atenção para alguém”, pois não há evidência de que os fariseus jamais tenham subido em ‘palcos’ públicos sob o clangor de trombetas. Ao fazerem esmola eles buscavam a própria glorificação das pessoas, em vez de dar aos pobres como ato de agradecimento voltado à glória de Deus.

 

“Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. “

A razão que Jesus apresenta para fazer caridade sem ser visto, é que a generosidade ostentosa não resulta em recompensa ‘do vosso Pai, que está nos céus’.

‘Já receberam’ tem um sentido contábil, indicando que foi feito pagamento total e um recibo foi dado. O contrato foi cumprido; eles receberam pelo que negociaram — uma audiência iludida. “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gálatas 6:3)

Porém, Deus não é iludido “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). O objetivo do afeto para o verdadeiro esmoleiro é principalmente Deus. A justiça que excede a dos fariseus (Mateus 5.20) busca proeminentemente agradar a Deus”.

O galardão dos hipócritas é a condenação. À primeira vista, isso parece uma promessa. Se eles têm o seu galardão, eles já têm o suficiente, mas se meditarmos acerca notaremos que é um galardão, mas é um galardão de homens. Cujo a porção está nessa vida: “Levanta-te, Senhor, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, com a tua espada; dos homens com a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto” (Salmos 17:13,14) e não o galardão de Deus “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra“ (Apocalipse 22:12). Isso fica ainda mais claro se considerarmos que Deus é o nosso galardão (Genesis 15.1) e eles não tem parte nisso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

Mateus 6.1

Mateus 6.1 “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. “

 

Tendo Cristo, no capítulo anterior, preparado os seus discípulos contra as doutrinas corruptas dos escribas e fariseus, vem neste capítulo adverti-los contra as práticas corruptas deles. No capítulo 6 somos advertidos a não ser como os hipócritas quando: dermos esmolas, orarmos e jejuarmos.

Dar esmolas é um dever cristãos que está caindo em desuso neste século. Através das esmolas honramos e servimos aos Senhor com nossos bens. Devemos exercer essa generosidade com abundância: “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” (2 Coríntios 9:9,10).

 

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; “

Apesar de dar esmolas ser considerado necessário e excelente, pode ser utilizada pelos hipócritas para servir ao seu orgulho. É um pecado sutil; a vanglória se introduz no que fazemos antes que possamos estar cientes. Por isso Paulo nos adverte: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Filipenses 2:3)

Somos advertidos a não ser como os hipócritas: “Guardai-vos”. O fato de sermos solicitados a nos guardar da vanglória indica que isso é pecado. A Vangloria gera Hipocrisia se ela reinar em você, pode destruí-lo: “Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia” (Eclesiastes 10:1).

Nós não devemos deixar que os outros saibam o que fazemos; não, nem mesmo os que estão muito perto de nós. Em vez de aproximar-se deles com isso, esconda deles a ação, se for possível; no entanto, aparente ter o desejo de ocultar estas ações deles, como por educação. Mesmo que observem, eles podem fazer parecer que não perceberam nada, e assim guardarão o fato que testemunharam para si mesmos, sem divulgá-lo.

As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, visto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom. As boas obras não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.

 

“... aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. “

Se você der uma esmola para ser visto pelos homens não terá galardão no futuro vindouro. O seu galardão será a sua própria promoção diante dos homens: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão“ (Mateus 6.2). Deus não reconhecerá essa obra, pois a qualidade dela não passará de madeira, palha e feno e será queimada pelo fogo.

Não podemos esquecer que o nosso Senhor será o galardão (Genesis 15.1), nosso grandíssimo galardão. E que Ele é o Galardoador daqueles que o buscam (Hebreus 11.6), Que Diz “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

1 Timóteo 3.1

1 Timóteo 3.1 “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. “

 

“Esta é uma palavra fiel:

Paulo inicia mencionando, pela segunda vez, a expressão “Esta é uma palavra fiel”, a primeira, com o mesmo sentido, ocorreu em 1.15 “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, ou seja, faz uso de um provérbio popular que agora ele endossa como sendo algo confiável.

Não está de todo claro se a afirmação em questão se refere ao que precede ou ao que se segue. Como as demais afirmações relacionam-se de algum modo com a doutrina da salvação, alguns comentaristas sugerem que esta (em 3.1a) relaciona-se com a anterior em 2.15 que é uma “afirmação cristã bem conhecida sobre o efeito que a Encarnação produz nas mulheres”. João Crisóstomo foi um deles.

Mas praticamente a maioria das traduções e também a maioria dos comentaristas relacionam essa afirmação ao que se segue, isto é: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função (v. 1). Segundo Calvino, Paulo, usa essa expressão à guisa de prefácio a uma afirmação importante, e o tema anterior não carece de expressão tão forte. O que o apóstolo está para declarar agora é muito mais sério, portanto tomemos a frase como um prefácio destinado a indicar a importância do assunto a seguir, porquanto o apóstolo está agora começando uma nova abordagem acerca da designação de pastores e que forma de governo seria estabelecida para a Igreja.

 

“... se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. “

A expressão “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” não contém um juízo de valor sobre o desejo. O adjetivo está na obra, chamada de excelente. Mas não há censura para quem aspira ser um obreiro, desde que a motivação seja pura e correta. Tal atitude combinada com as qualificações que vêm a seguir resultarão sempre num grande trabalhador para Deus.

Isso porque ter uma função de liderança na obra do Senhor não é para qualquer um. O “candidato” ao episcopado pode desejá-lo, e isso não é nada estranho. Mas, para assumi-lo, é necessário, antes de qualquer requisito, ter a “chamada específica” da parte de Deus.

O episcopado não deve ser fruto de acordos e arranjos ministeriais, por amizade, família ou condição social ou financeira. Deve ser resultado de um relacionamento sério com Deus, o dono da obra. Paulo foi chamado desde o ventre (Gálatas 1.15). Nem todos são chamados assim. Mas quem é chamado, não só tem a convicção da chamada, mas apresenta um perfil que agrada a Deus.

Episcopado é o conjunto de funções ou atividades dos bispos ou presbíteros. Do grego episkopos, significa supervisor, “literalmente, ‘inspetor’ (formado de epi, ‘por cima de’, e skopeo, ‘olhar ou vigiar’) ”. É a figura do pastor da igreja local. Alguém que tenha maturidade e discernimento espiritual necessários para cuidar do rebanho; apascentar as ovelhas. O próprio sentido da palavra, portanto, é suficiente para entendermos que somente pode exercer essa missão quem reunia altas qualificações espirituais e morais.

Imaginemos o que significava ser um líder da comunidade cristã, nos primeiros séculos de sua história. Tudo era novo, desafiador, relevante e às vezes impactante. Numa sociedade em que havia pouquíssimas classes sociais, ser líder de um a comunidade era posição por demais honrosa e de grande responsabilidade e significância. Por isso, não houve exagero nas palavras de Paulo em considerar o episcopado uma excelente aspiração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

DE LIMA, Elinaldo Renovato. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

http://biblecourses.com/portuguese/po_lessons/PO_200311_06.pdf

Calvin’s Commentaries: The Second Epistle of Paul the Apostle to the Corinthians and the Epistles to Timothy, Titus and Philemon Edição baseada na tradução inglesa de T. A. Smail, publicada por Wm. B. Eerdmans Publishing Com-pany, Grand Rapids, MI, USA, 1964, e confrontada com a tradução de John Pringle, Baker Book Hou-se, Grand Rapids, MI, USA, 1998.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

Texto Áureo Lição 7 - O ministério da Igreja - Efésios 4.11

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2024 - CPAD

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Lição 07: O Ministério da Igreja – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.” (Efésios 4.11)


“E ele mesmo deu” 

Ministérios são serviços ou funções exercidas na igreja local, como parte do Corpo de Cristo, que é a sua Igreja. No âmbito cristão, ministérios são serviços que devem ser exercidos por pessoas que tenham a mentalidade de servas de Cristo. Quem não pode ser servo não pode ser ministro na Igreja de Cristo. Ele disse que não veio para ser servido, mas para ser servo (Mateus 20.28). Nesse texto possuímos a lista mais abrangente contida na Bíblia desses dons, apesar de não ser completa, ficando excluídos os dons de caráter local, presbíteros e diáconos. Não tem como não considerar que quando Cristo afirma que não nos deixaria órfãos referia-se também indiretamente aos dons ministeriais, pois, o outro Consolador o Espírito Santo opera através deles. 


O dom de apóstolo (4.11). 

Jesus tinha muitos discípulos, mas apenas doze apóstolos. Um discípulo é um seguidor, um apóstolo é um comissionado. Os apóstolos tinham de ter três qualificações: 1) conhecer pessoalmente a Cristo (l Coríntios 9.1,2); 2) ser testemunha titular da sua ressurreição (Atos 1.21-23); 3) ter o ministério autenticado com milagres especiais (II Coríntios 12.12). Nesse sentido, não temos mais apóstolos hoje. Num sentido geral, todos nós fomos chamados para ser enviados (João 20.21). O verbo grego apostello quer dizer “enviar”, e todos os cristãos são enviados ao mundo como embaixadores e testemunhas de Cristo para participar da missão apostólica de toda a igreja. Uma igreja apostólica é aquela que segue a doutrina dos apóstolos, e não aqueles que dão a seus líderes o título de apóstolos.  


O dom de profeta (4.11). 

Os Profetas do NT foram autênticos Instrumentos nas mãos Deus para nos proporcionar a conclusão do cânon. O Comentário Bíblico Pentecostal destaca que os profetas “eram aqueles indivíduos especialmente dotados de receber e mediar diretamente a revelação recebida de Deus”. O apóstolo Paulo argumenta que o mistério da inclusão dos gentios na Igreja esteve oculto no passado: "o qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens, como, agora, tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas" (Efésios 3.5). Ora, essa declaração deixou de fora os profetas do Antigo Testamento, pois a expressão "agora, tem sido revelado" mostra tratar-se de uma revelação recente. Mais adiante Pedro chama as epístolas paulinas de Escrituras: "como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 3.15, 16). Ao dizer "igualmente as outras Escrituras" está reconhecendo a sua autoridade divina. João define sua obra em apocalipse como: "palavras desta profecia [...] profecia deste livro [...] "; "palavras da profecia deste livro [...] palavras do livro desta profecia" (1.3; 22.7, 18, 19). Pois estamos edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sobre a mensagem da fé que uma vez foi dada aos santos. Como o leitor pode observar muitos dos apóstolos eram também profetas, mas nem todos os profetas eram apóstolos, como podemos observar no NT. 


O dom de evangelista (4.11). 

É um dom de Deus, concedido através da capacitação espiritual e ministerial para a propagação do evangelho de Cristo a todas as pessoas que estiverem ao alcance da mensagem do obreiro que tem a chamada para cuidar da evangelização, como prioridade em sua missão. Todos os ministros devem fazer a obra do evangelista (II Timóteo 4.5). Cada membro da igreja deve ser uma testemunha de Cristo (Atos 2.41-47; 8.4; 11.19-21), mas há pessoas a quem Jesus dá o dom especial de ser um evangelista. Podemos presumir que o trabalho deles era uma obra itinerante de pregação orientada pelos apóstolos, e parece ser justo chamá-los de “a milícia missionária da igreja. 


O dom de pastor (4.11).

O ministério pastoral inclui outros títulos que representam a mesma função de pastor, tais como ancião, presbítero e bispo. Todos esses nomes têm o mesmo significado em relação ao ministério pastoral. É o ministério mais desejado na atualidade, e isto se dá mais pela função atual de um pastor na igreja, que é o de exercer liderança sobre um povo em local fixo. Entretanto, o real significado de pastor, no grego, é "guardador de ovelhas". O exemplo mais claro desse significado está na identificação que Jesus fez acerca de si mesmo como "o bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 1.11). Em outros textos do Novo Testamento, como Hebreus 13.20 e 1 Pedro 2.25; 5.4, os escritores identificam Cristo como o exemplo do verdadeiro pastor. 


O dom de doutor (4.11). 

Até certo ponto, o pastor tem um ministério acompanhado do ensino. Ele pode exercer as duas funções. Entretanto, a função de "doutor" é específica no ministério cristão, que é ensinar a Palavra de Deus de forma lógica. Pelo fato de ser um ministério dado por Jesus, o Espírito Santo atua de maneira poderosa no sentido de aclarar as verdades divinas ensinadas aos crentes. O mestre podia ser ministro itinerante pelas igrejas. Seu trabalho era junto às almas ganhas pelos evangelistas e apóstolos. O Novo Testamento destaca Apolo como exímio ensinador; ele andava pelas igrejas ministrando a Palavra de Deus (Atos 18.27; 1 Coríntios 16.12; Tito 3.13). É um ministério de extremo valor, mas pouco reconhecido, ou, então, prejudicado pelo sistema de governo de nossas igrejas, que, por não reconhecerem a importância de tal ministério, obrigam o "mestre" a pastorear. Igrejas sem mestres são igrejas fracas espiritualmente. Por isso, deve-se reconhecer a importância e a necessidade do ministério do ensino. E através do ensino sadio e racional, inspirado pelo Espírito Santo, que a igreja se justifica contra as falsas doutrinas e se fortifica contra os ataques espirituais de Satanás. Embora todo pastor deva ser um mestre, nem todo mestre é um pastor. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
08/05/2021 

FONTES: 

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. 

LOPES, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009. 

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

SOARES, Esequias. O ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Lição 06 – Igreja: Organismo e Organização– 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)

 

A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias conseqüências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).

A igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.

 

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,

Os apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).

Não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária. Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos, pois ele agradou a toda a comunidade E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).

 

a)      Boa reputação

Significa que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade (especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se sua vida não é como deveria ser

Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).

 

b)      Cheios do Espírito Santo

Eles têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes.  Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)

Essa qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas.

 

c)       Cheios de sabedoria,

Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.

Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)

 

”[...] aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”. Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser visto como prioridade.

Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra.

Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).

Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf