domingo, 9 de julho de 2023

Lição 3 - O Perigo do Ensino Progressista – 3 Trimestre de 2023.

TEXTO ÁUREO “ Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. ” (2 Timóteo 3.1)

“ Sabe, porém, isto: “ O Apóstolo Paulo está preso numa masmorra conhecida como prisão Marmetina, na sala de espera do seu próprio martírio. Entendemos pelas epístolas que depois de deixar Tito em Creta, Paulo navega rumo ao norte com a intenção de ir a Nicópolis passando por Trôade e Macedônia. (Tito 3:12) Trófimo, o seu companheiro, adoeceu durante a viagem e ficou em Mileto. (2 Timóteo 4:20) Navegando para Trôade, o apóstolo permaneceu na casa de um homem chamado Carpo. Onde foi preso pela segunda vez, dessa vez como líder dos Cristãos que haviam sido acusados falsamente pelo imperador Nero de incendiar a cidade de Roma. Ou seja, a fornalha da perseguição contra a igreja está acesa. Paulo então escreve dessa prisão para dar suas últimas recomendações a Timóteo, um pastor jovem, doente e tímido, sobre como enfrentar vitoriosamente o tempo do fim.  

“...que nos últimos dias...” Os últimos dias, segundo a opinião de John N. D. Kelly, denotam o período pouco antes da vinda em glória do Senhor e do fim da era presente. Outros entendem que é uma referência a todo o período compreendido entre a primeira e a segunda vindas de Cristo. O termo pode se referir a qualquer época a partir do momento em que Deus nos falou pelo Seu Filho: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1) — desde o dia de Pentecostes, quando a igreja começou: “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne” (Atos 2:17) até os últimos dias da apostasia (1 Timóteo 4:1–3), quando virão os escarnecedores (2 Pedro 3:3–7) e o Dia do Juízo (João 12:48).

 “...sobrevirão tempos trabalhosos. ” Para descrever esses dias duros, trabalhosos, difíceis, furiosos e violentos. Paulo emprega um termo grego usado para descrever os endemoninhados gadarenos que estavam furiosos (Mateus 8.28). Isso indica que a violência dos últimos dias será incitada pelos demônios (1 Timóteo 4.1).  Será uma época de terrível florescimento do mal, em que todos os alicerces morais são sacudidos. É como se o mundo se tornasse ainda mais mundano. (2 Timóteo 3:2-4) “…porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, ”. Sempre houve tempos difíceis ou trabalhosos para a igreja cristã. Ela nasceu debaixo da perseguição dos judeus; experimentou a perseguição dos imperadores de Roma, que intentavam eliminar o cristianismo da face da terra; na Idade Média, sofreu a perseguição dos reis, dos imperadores, e da Igreja Católica Romana, que tudo fizeram para silenciar a voz dos protestantes, que confrontavam os desmandos do clero corrupto que se aproveitava da ignorância do povo. Depois, veio, na História, a perseguição diabólica, por meio do materialismo ateu e anticristão. Os comunistas entenderam (e ainda entendem) que o cristianismo é um empecilho aos seus objetivos declarados ou velados de dominação do mundo. Os comunistas foram derrotados e alijados em seu próprio berço, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Esse regime de tirania e injustiças eliminou muitos cristãos, matando-os nas prisões, na Sibéria, deixando-os morrer de inanição e frio insuportável. Mas o comunismo foi destruído na Europa Oriental. No entanto, o cristianismo continuou e continua em sua marcha vitoriosa em busca do encontro com Cristo, na eternidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia Livro por Livro. São Paulo: Editora Vida, 1999

RENOVATO, Elinaldo. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

HORTON, Stanley M. Nosso Destino, 1a ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1998.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_01.pdf

domingo, 2 de julho de 2023

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2023 - CPAD

Lição 2 - A Deturpação da Doutrina Bíblica do Pecado - 3 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO "Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ” (Romanos 3.20)

"Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, “ Paulo conclui, ninguém será declarado justo diante Deus baseando-se na obediência à lei, literalmente "por obras da lei" (ARA). Mas o que ele quer dizer com "obras da lei"? Até mesmo entre os mais experientes eruditos há alguma dúvida sobre o que signifique a expressão as obras da lei. Enquanto que alguns as incluem à observância de toda a lei, outros as restringem exclusivamente às cerimônias.  Temos, contudo, muitas razões para crer que Paulo está falando, aqui, de toda a lei. Somos fortemente corroborados pelo fio de raciocínio que temos seguido até aqui, ao qual continuaremos a seguir. Há muitas outras passagens que não nos permitem pensar de outra forma. Portanto, é uma memorável verdade de primeira grandeza, a saber, que ninguém é capaz de alcançar a justiça pela observação da lei. Paulo apresentou sua razão para isso, e no presente texto ele o reiterará, ou, seja: todos os homens, sem exceção, são culpados de transgressão, e estão todos condenados pela lei como injustos. Estas duas proposições – ser justificado pelas obras e ser culpado de transgressão – são opostas entre si.  O termo carne, se não for particularmente especificado, significa simplesmente homens, embora pareça comunicar um sentido um tanto mais geral, assim como é mais expressivo dizer todos os mortais, do que dizer todos os homens. O ser humano pode se vangloriar de suas obras perante as demais pessoas, mas perante Deus não encontrará justificativa, pois nem mesmo Abraão alcançou por méritos (Romanos 4.1-3). Se houvesse um só ponto ou característica de ser humano que o pudesse justificar, existiriam outros caminhos para se alcançar a justificação além do caminho da morte e cruz apresentado por Jesus, e, certamente, os seres humanos escolheriam o caminho mais simples.

 “...porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ” Uma vez que ele evidencia que a lei era insuficiente para salvar, qual era então a função da lei? O apóstolo deixa mais evidente a função quando escreve a epístola aos gálatas (G1 3.23-25), na qual afirma que a lei serviu como aio para se chegar a Cristo. A palavra grega “aio” significa uma pessoa que conduz uma criança”, tutores responsáveis por proteger os filhos de seus senhores, educá-los, bem como corrigi-los. Portanto, o aio tinha uma função transitória, e não definitiva, pois, quando o filho chegava à sua maturidade, não tinha mais função a desenvolver. Dessa forma, a função da lei era dar consciência tanto a judeus como gentios de sua culpabilidade e conduzi-los a Cristo, a solução para o pecado da humanidade. A lei em si era insuficiente para a salvação, mas tinha sua função, que era a de conscientizar o ser humano de sua miserabilidade e a necessidade de alternativa para se salvar. Dessa forma, abre-se o caminho para apresentar a grande revelação da justiça de Deus para a humanidade, que é apresentada na carta, as boas novas da salvação para uma humanidade em pecado e que não têm como pagar sua dívida. Paulo está preparando o leitor para receber a doutrina da justificação pela fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

NEVES, Natalino das. Justiça e Graça: Um Estudo da Doutrina da Salvação na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

CALVINO, João, (1509-1564). Romanos [tradução de Valter Graciano Martins]. São José dos Campos, SP: Fiel, 2014.