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Leitura bíblica diária Cpad - 12 de junho de 2023 - Isaías 7.14
“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. (Isaías 7:14)
“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal:”O contexto imediato do texto está descrevendo a ameaça dos Reis da Síria (Rezim) e do Rei de ISrael (Peca) contra o reino de Judá (Acaz).
O Senhor diz a Isaías e seu filho (Sear-Jasube) saí ao encontro de Acaz (7.3-4) “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes” (Isaías 7:4); “Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Isaías 7:7).
Após transmitir essa mensagem a Acaz o Senhor acrescenta: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas” (Isaías 7:11). Acaz se nega a exigir um sinal de Deus, diferentemente dos fariseus e seguidores da época de Jesus: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Como nessa passagem o Senhor transmite o sinal para as gerações futuras. Isaías, então, profetiza aos descendentes de Davi (Judá).
“...eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,”Eis a profecia do nascimento virginal do nosso Senhor. Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18).
Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).
Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)
“...e será o seu nome Emanuel”. Todavia o noivo de Maria que sabia que não havia ainda consumado seu casamento duvidou quando Maria descreveu essa fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho e confirma o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). Quem nos narra esse fato é Mateus, e ele associa o avento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:22,23)
Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).
Essa atitude de Jesus demonstra o imenso amor de Deus para com a humanidade perdida, que de outra forma jamais entenderia esse amor. Ele se tornou como um de nós e nos amou para que nós o amassemos e fôssemos definitivamente dEle.
Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.
Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).
Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”.
Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3)
DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2023
FONTES:
CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.
domingo, 11 de junho de 2023
LIÇÃO 12 - Criando Filhos Saudáveis – 2 Trimestre de 2023.

TEXTO ÁUREO “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens. “ (Lucas 2:52)
Os textos canônicos, mesmo sendo
breves em seus relatos, revelam muito sobre o lado humano de Jesus. Jesus
nasceu e cresceu como qualquer outro menino da sua idade da Palestina dos seus
dias. Os teólogos e educadores Eulálio Figueira e Sérgio Junqueira ao
descreverem a educação no antigo Israel no tempo de Jesus, fizeram uma
excelente exposição sobre essa dimensão humana de Jesus. Eles observam que
Jesus era semelhante a nós em tudo, menos no pecado (Hebreus 4.15), e que viveu
o mesmo processo de crescimento comum a todos os homens. Como todos os homens
ele cresceu nas dimensões bio-psico-social.
“E crescia Jesus em sabedoria, “ Crescer em sabedoria é assimilar
os conhecimentos da experiência humana diária, acumulada ao longo dos séculos
nas tradições e costumes do povo. Isso se aprende convivendo na comunidade do
povoado. Cada ser humano que nasce neste mundo, pertence a um determinado
lugar, a uma determinada família e a um determinado povo. Nasce, portanto,
sujeito a condicionamentos. Com Jesus também foi assim. Não há como negar que
fatores culturais, tais como o ambiente familiar, a língua e o lugar onde
nascemos marcam a vida de cada um de nós de forma profunda. Um gigante pode ser
mentalmente retardado. Mas o Senhor crescia em conhecimento. Melhor ainda, na
capacidade de aplicar este conhecimento - esta é a sabedoria. O homem natural cresce
em sabedoria mediante a correção de erros e falhas. Jesus, porém, teve
crescimento perfeito, livre de todas as limitações da natureza pecaminosa. Nessa
narrativa, Lucas, com excelente capacidade literária e inspirado pelo Espírito
Santo, destacou “a sabedoria” antes da “estatura”, porque na mente do autor a
sabedoria era mais importante para assinalar as suas relações com o Pai celestial.
Jesus, sendo Deus, reteve sua natureza divina, mediante o seu esvaziamento: “Mas
esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens” (Filipenses 2.7), e limitou-se a desenvolver qualidades humanas
durante sua vida física, sem perder sua divindade.
“...e em estatura, “ A estatura de Jesus era mediana como a de
qualquer judeu. Ele não cresceu em “estatura” descomunal, mas essa passagem das
Escrituras refere-se ao crescimento físico do menino Jesus, porque quando o
texto foi citado Jesus tinha apenas 12 anos de idade. Na vida cotidiana em sua
casa em Nazaré, cuidava dos pais com amor e carinho. Ele era o primogênito de
Maria, e desenvolveu seu porte físico trabalhando com o pai, o qual lhe ensinou
a arte da carpintaria: ” Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão
de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?
E escandalizavam-se nele” (Marcos 6.3). Por vezes, representam-no os
pintores pálido e doentio. É certo, porém, que o trabalho braçal na carpintaria
e o tempo passado ao ar livre tenham-lhe dotado de corpo forte e saudável “...homem
de dores, e experimentado nos trabalhos...” (Isaías 53:3). Um corpo forte e
saudável é de grande ajuda ao serviço cristão. A palavra “estatura” pode ter,
também, um sentido figurado de “altura e grandeza moral e espiritual”. Porém o
contexto dessa passagem bíblica indica o seu desenvolvimento físico. Até os 30
anos, Jesus viveu em Nazaré com sua mãe e seus irmãos, visto que José já havia
morrido.
“...e em graça para com Deus e os homens. “ A graça que tinha para
com Deus, o Pai, tinha a ver com a consciência que Jesus tinha de quem era e
porque, sendo Deus, se fez carne (João 1.1,14). A consciência que Ele tinha do
seu papel como Filho de Deus é revelada no episódio quando seus pais o acharam
no Templo discutindo com os doutores da Lei. Ele gentilmente respondeu a José e
Maria: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos
negócios de meu Pai? ” (Lucas 2.49). Ora, cuidar dos “negócios do Pai e
fazer a sua vontade” eram mais importantes que comer e beber, e mais
importante até mesmo que o aconchego da sua família. “A graça para com os
homens” dizia respeito à simpatia que Ele irradiava para com as pessoas,
especialmente as mais carentes, e ao poder que Jesus tinha para atrair para si
a esperança dos pecadores de serem salvos. Sua personalidade era cativante e
seu carisma era manifestado quando abria a boca para falar do Reino de Deus.
DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
05/6/2023
FONTES:
CABRAL, Elienai. Relacionamentos em
Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio
de Janeiro: CPAD, 2023.
FIGUEIRA, Eulálio & JUNQUEIRA,
Sérgio. Teologia e Educação - educar para a caridade e a solidariedade. São
Paulo: Editora Paulinas, 2012.
GONÇALVES, José. Lucas – O
evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
PEARLMAN, Myer. Lucas, ó Evangelho
do Homem Perfeito. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
1995.