quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

OS 8 TIPOS DE INTELIGÊNCIA


Dons Naturais

            Em sua infinita bondade, Deus “...é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (Atos 17.25). Além da vida humana, infundida no ato da criação, e na geração de cada novo ser vivo, Deus concede, através da natureza, o ar, a água, o sol, a chuva, a germinação das plantas, os frutos, os alimentos e tudo o que é necessário à sobrevivência no planeta. São “dons” ou dádivas naturais. E fruto da graça de Deus.

        Para o naturalista, tudo isso é resultado de um processo ecológico, fruto do acaso cego. E a suprema ignorância sobre a verdadeira origem da Terra e do universo em geral. 

            Mas os cristãos verdadeiros, que conhecem a Palavra de Deus, como revelação divina, sabem que todo o funcionamento dos ecossistemas são fruto da criação de Deus e de sua bondade para com o homem, face o seu plano glorioso para o planeta Terra, que é propriedade de Deus (SaImo 24.1).

            De modo geral, cada pessoa tem algum tipo de habilidade para realizar determinadas coisas. A psicometria, que usa o Quociente de Inteligência (QI) como parâmetro, indica que há pessoas com nível de inteligência maior ou menor que outra. Numa outra linha de entendimento, o psicólogo Howard Gardner (1980) entende que existem 7 tipos de inteligência.

Os 8 tipos de inteligência

1) Inteligência linguística. As pessoas que possuem este tipo de inteligência tem grande facilidade de se expressar tanto oralmente quanto na forma escrita. Elas além de terem uma grande expressividade, também têm um alto grau de atenção e uma alta sensibilidade para entender pontos de vista alheios. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado esquerdo do cérebro é uma das inteligências mais comuns.

2) Inteligência lógica: Pessoas com esse perfil de inteligência têm uma alta capacidade de memória e um grande talento para lidar com matemática e lógica em geral. Elas têm facilidade para encontrar solução de problemas complexos, tendo a capacidade de dividir estes problemas em problemas menores e ir resolvendo até chegar à resposta final. São pessoas organizadas e disciplinadas. E uma inteligência fortemente relacionada ao lado direito do cérebro.

3) Inteligência Motora: Talento para os esportes e para a dança. Pessoas com este tipo de inteligência possuem um grande talento em expressão corporal e tem uma noção espantosa de espaço, distância e profundidade. Tem um controle sobre o corpo maior que o normal, sendo capazes de realizar movimentos complexos, graciosos ou então fortes com enorme precisão e facilidade. E uma inteligência relacionada ao cerebelo que é a porção do cérebro que controla os movimentos voluntários do corpo. Presente em esportistas olímpicos e de alta performance. E um dos tipos de inteligência diretamente relacionado à coordenação e à capacidade motora.

4) Inteligência Espacial. Pessoas com este perfil de inteligência têm uma enorme facilidade para criar, imaginar e desenhar imagens 2D e 3D. Elas tem uma grande capacidade de criação em geral, mas principalmente tem um enorme talento para a arte gráfica. Pessoas com este perfil de inteligência têm como principais características a criatividade e a sensibilidade, sendo capazes de imaginar, criar e enxergar coisas que quem não tem este tipo de inteligência desenvolvido, em geral, não consegue dominar esses assuntos.

5) Inteligência Musical: É um dos tipos raros de inteligência. Pessoas com este perfil têm uma grande facilidade para escutar músicas ou sons em geral e identificar diferentes padrões e notas musicais. Eles conseguem ouvir e processar sons além do que a maioria das pessoas consegue, sendo capazes também de criar novas músicas e harmonias inéditas. Pessoas com este perfil é como se conseguissem “enxergar” através dos sons. Algumas pessoas têm esta inteligência tão evoluída que são capazes de aprender a tocar instrumentos musicais sozinhas. Assim como a inteligência espacial, este é um dos tipos de inteligência fortemente relacionados à criatividade. 

6) Inteligência Interpessoal: E um tipo de inteligência ligada à capacidade natural de liderança. Pessoas com este perfil de inteligência são extremamente ativas e em geral causam uma grande admiração nas outras pessoas. São os líderes práticos, aqueles que chamam a responsabilidade para si. Eles são calmos, diretos e tem uma enorme capacidade para convencer as pessoas a fazer tudo o que ele achar conveniente. São capazes também de identificar as qualidades das pessoas e extrair o melhor delas organizando equipes e coordenando trabalho em conjunto. 

7) Inteligência Intrapessoal: Liderança indireta para influenciar as pessoas. E um tipo raro de inteligência, também relacionado à liderança. Quem desenvolve a inteligência intrapessoal tem uma enorme facilidade em entender o que as pessoas pensam, sentem e desejam. Ao contrário dos líderes interpessoais que são ativos, os líderes intrapessoais são mais reservados, exercendo a liderança de um modo mais indireto, através do carisma e influenciando as pessoas através de ideias e não de ações. Entre os tipos de inteligência, este é considerado o mais raro. 

        Numa análise teológica, podemos dizer que esse ou aquele tipo de inteligência ou habilidade humana é dom natural de Deus, manifestado através de talentos, virtudes, capacidades inatas, ou vocações para determinadas tarefas. Porém podemos acrescentar mais um tipo de inteligencia baseado na Palavra de Deus.

8) Inteligência Espiritual. O apóstolo Paulo, em sua visão ampla acerca da vida espiritual, incluiu, em seus ensinos o conceito de “Inteligência Espiritual” (Colossenses 1.9). Sem dúvida alguma, é a inteligência concedida por Deus para os crentes compreenderem, discernirem e praticarem a vontade de Deus, em todas as áreas e situações de sua vida. A inteligência espiritual transcende os dons naturais e situa-se na esfera da ação do Espírito Santo na vida do crente. Certamente, podemos dizer que também é um dom de Deus.

Fonte:

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espiruais e Ministeriais. Rio de Janeiro: CPAD, 2014

Lição 02 - A Inspiração Divina da Bíblia - 1 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” (II Timóteo 3.16)

“Toda a Escritura divinamente inspirada” Essa é a declaração mais forte da própria Bíblia sobre si mesma. É uma passagem que destaca o valor da Palavra de Deus. O termo “Escritura” no Novo Testamento é usado exclusivamente para a “escritura sagrada”. “Toda”, pode significar também “cada”. Há quem faça distinção entre esses dois significados, afirmando que “toda a Escritura” pode ser a Bíblia como um todo, e “toda Escritura” pode especificar suas partes individuais. “Inspirada por Deus” traduz (theopneustos), formado de (Theos, “Deus”) e (pneō, “inspirar”); literalmente, “soprada por Deus”. Alguns comentaristas acreditam que essa imagem venha da criação do homem, quando Deus “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Deus “soprou” a Palavra e esta passou a ser “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12). Outros preferem a simples imagem de expirar. Dale Hartman falou da Bíblia como “o sopro de Deus impresso”. Independentemente da imagem pretendida, a frase expressa a atividade criadora de Deus, declarando em termos inequívocos que as Escrituras são de origem divina. O agente divino da inspiração foi o Espírito Santo. Quando se citava uma declaração de Davi, observava-se que ele estava “no Espírito Santo” quando a proferiu (Marcos 12:36). Jesus disse a Seus discípulos que enviaria o Espírito Santo para guiá-los “a toda a verdade” (João 16:13; veja 14:26). Pedro afirmou que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20, 21). As Escrituras não são inspiradas porque um conselho da igreja decretou que elas são inspiradas. Elas são inspiradas porque Deus as fez assim. Nenhum outro texto se enquadra na categoria “inspirado por Deus”. J. W. Roberts escreveu: Os Apócrifos Judaicos e os Pseudoepígrafos, bem como os escritos tradicionais dos primeiros pais da igreja... não pertencem à categoria das Escrituras Sagradas. Além disso, não há lugar no ensino das Escrituras para “profetas dos últimos dias” e revelações. A única predição de futuras revelações, Escrituras e “Chaves” das Escrituras é o aparecimento de falsos profetas e mestres enganadores. A maneira mais natural de se ler o versículo 16 é que “toda a Escritura é [em sua totalidade] inspirada por Deus”. Conforme observado anteriormente, a frase “sagradas letras” no versículo 15 inclui apenas os Escritos do Antigo Testamento, uma vez que esses eram os únicos escritos inspirados disponíveis quando Timóteo era criança. Também é verdade que quando os primeiros cristãos liam o termo “Escritura” (3:16), eles provavelmente pensavam primeiramente nos escritos do Antigo Testamento. Isso não significa, no entanto, que a passagem se aplique apenas ao Antigo Testamento. Em 2 Pedro 3:15 e 16, Pedro falou dos escritos de Paulo e os colocou ao lado das “demais Escrituras”. Em 1 Timóteo 5:18, Paulo falou de uma citação de Moisés e de uma citação de Lucas como “Escritura”48. Assim como no Antigo Testamento, “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), no Novo Testamento homens guiados pelo Espírito também falaram e escreveram a verdade do céu (João 14:26; 16:13). Quando dizemos que “toda a Escritura” “é em sua totalidade inspirada por Deus”, temos em mente tanto o Antigo como o Novo Testamento. Nada afeta mais a compreensão da Bíblia do que a atitude em relação a ela. Devemos crer de todo o coração que a Bíblia é inspirada por Deus e que é tão relevante hoje como era nos dias de Paulo.

Sobre a utilidade da Palavra de Deus: “Ela é proveitosa” para:

1) “Ensinar”, ou seja, transmitir ensinos espirituais, com base na Palavra de Deus, que são úteis e necessários para um a boa formação cristã; sem ensino, nenhum a igreja se mantém de pé; é necessário que as pessoas escutem a Palavra do Senhor Jesus e as ponham em prática, para poderem ficar firmes. Do contrário, serão destruídas pelas intempéries espirituais (cf. Mateus 7,24-27; 2.25; Tito 2.12).

2) “Para redarguir” ou seja, “retrucar, responder, replicar”, ou argumentar com segurança; e também, como em outras traduções, “para repreender”; o ensino fundamentado na Palavra de Deus capacita o cristão para argumentar com segurança acerca de sua fé (cf. 1 Pedro 3.15).

3) “Para corrigir”. O ensino bíblico bem fundamentado é como um prumo, que mostra o que está fora do lugar na construção de uma casa. Na vida cristã, se não houver o cuidado indispensável com as instruções e orientações do Senhor, muita coisa fica “torta” ou em desacordo com a vontade de Deus. O ensino é que conduz o homem à santidade e à santificação (SaImo 119.105; Romanos 15.4; 1 Coríntios 4.17).

4) “Para instruir em justiça ”. O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. O salmista disse: “Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (SaImo 23.3).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_05.pdf>. Acesso em 03 jan.2022.

HARTMAN, Dale. “Prophecy of Scripture,” sermão pregado na igreja de Cristo Eastside, Midwest City, Oklahoma. 45

ROBERTS, J. W. Letters to Timothy, The Living Word. Austin, Tex.: R. B. Sweet Co., 1964, pp. 91–93.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Lição 01 – A autoridade da Bíblia – 1 Trimestre de 2022.


(Texto Áureo) ”Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. ” (Salmo 119.1)

O Salmo 119. Esse é um salmo por si mesmo, distinto de todos os outros; ele supera todos os outros e destaca-se por seu brilho nessa constelação. A composição dele é singular e muito precisa. Ele é dividido em vinte e duas partes, de acordo com o número de letras do alfabeto hebraico, e cada parte consiste de oito versículos, todos os versículos da primeira parte começam com álefe; todos os versículos do segundo, com bete e assim por diante, sem nenhuma falha em todo o salmo.

”bem-aventurados...” O salmista começa com uma descrição do caminho para a verdadeira bem-aventurança, como Cristo começou o seu sermão do Monte, e como todo o livro dos salmos é iniciado, em outra passagem. A bem-aventurança é aquilo que todos almejamos, mas somos ignorantes ou negligentes sobre o caminho que conduz a ela, por isto o santo salmista deseja, antes de mais nada, nos corrigir quanto à verdadeira noção de um homem bem-aventurado.  As Escrituras falam da bem-aventurança de duas maneiras: casualmente, em referência àquilo que é a causa pela qual nós obtemos o direito a este estado bem-aventurado; e, neste sentido, ela é atribuída à fé em Cristo, ao perdão dos pecados, e a justificação de vida que obtemos em Cristo. Outras vezes, as Escrituras falam formalmente da bem-aventurança, com o propósito da sua execução; e assim diz que são bem-aventurados aqueles que são perfeitos no seu caminho; pois é uma bem-aventurança realmente executada, e nos convém ter a execução e consumação da bem-aventurança iniciada em nós; assim, são bem-aventurados aqueles que suportam pacientemente os sofrimentos, os que são pobres de espírito,  etc. Se eu falo sobre um homem doente, e digo que ele é feliz, pois conheceu um bom médico, aqui eu o declaro bem-aventurado, porque encontrou alguém que lhe irá restaurar a saúde. Sendo o fim de todas as coisas o bem pessoal, e sendo a prosperidade de todas as coisas o seu objetivo - alcançar, até certo ponto, esta perfeição de ação deve necessariamente tornar um homem verdadeiramente bem-aventurado. Assim, a bem-aventurança é atribuída a andar no caminho de Deus. Se não temos o hábito de fazer alguma coisa, nós a fazemos com dificuldade, e estamos prontos a deixar de fazê-la; como um cavalo não irá seguir o ritmo ao qual não estiver perfeitamente acostumado. É por isto que os santos consideram infeliz a sua situação, até que formem o hábito que os faz andar com Deus com facilidade e constância; não havendo infelicidade maior do que nos vermos realizando bons deveres sem alegria, tão logo as iniciamos, já desistimos delas. Ao contrário, entre todas as coisas, eles consideram a mais bem-aventurada o fato de ter alcançado algum grau de hábito permanente na santidade. A bem-aventurança que é aqui descrita é a execução daquela bem-aventurança que nos vem pela fé em Cristo.

 “...os que trilham caminhos retos. ” No salmo 1, o texto era, “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios”, mas quem poderia pensar em andar naquele caminho, sem sujar seus pés? “Andará alguém sobre as brasas, sem que se queimem os seus pés?” Aqui, no entanto, a advertência é, tomar cuidado para não adquirir nenhuma sujeira ou corrupção “no caminho” -n o caminho do Senhor. Oh, que discernimento isto nos dá, das armadilhas e ciladas que nos importunam pelo caminho, e das pragas e dos males dos nossos próprios corações, que fazem com que até mesmo em meio a coisas santas, algo sujo, ou manchado, ou enrugado, venha aderir a nós! Aquele cuja vida é reta, no sentido do Evangelho, é bem-aventurado, porque jamais poderia ter alcançado este ponto se não lhe tivessem sido concedidas milhares de bênçãos. Por natureza, nós somos corruptos e estamos fora do caminho, e por isto devemos ser lavados no sangue expiatório, para remover a corrupção, e devemos ser convertidos pelo poder do Espírito Santo, ou jamais teremos nos voltado para o caminho da paz, nem estaremos andando retamente nele. E isto não é tudo, pois o poder contínuo da graça é necessário para conservar um crente no caminho correto, e preservá-lo da contaminação. Todas as bênçãos do concerto foram, até certo ponto, derramadas sobre aqueles que, diariamente, foram capacitados à perfeita santidade no temor do Senhor. O seu caminho é a evidência de que são os bem-aventurados do Senhor.

“E andam na lei do Senhor. “ Neles se encontra a santidade habitual. O seu andar, a sua vida diária é de obediência ao Senhor. Eles vivem seguindo os mandamentos do Senhor Deus. Quer comam ou bebam, ou façam qualquer outra coisa, tudo fazem em nome do seu grande Mestre e Exemplo. Para eles, a religião não é um obstáculo, é o seu andar diário: ela molda seus atos comuns, assim como suas devoções especiais. Isto assegura a bem-aventurança. Aquele que anda na lei de Deus, anda na companhia de Deus, e é abençoado; ele tem o sorriso de Deus, a força de Deus, o segredo de Deus consigo, e como poderia deixar de ser bem-aventurado? A vida santa é um caminhar, um progresso firme, um avanço tranquilo, uma continuidade permanente. Enoque andava com Deus. Os homens de bem sempre desejam ser melhores, e por isto, avançam. Os homens de bem jamais estão ociosos, e por isto não descansam nem se demoram, mas andam, em direção ao seu fim desejado. Eles não se apressam, nem se preocupam, nem se perturbam, mas mantêm a mesma tendência no seu caminho, caminhando determinadamente rumo ao céu; e eles não se confundem, quanto à maneira como se conduzir, pois têm uma lei perfeita, à qual se alegram em obedecer. A lei do Senhor não é maçante para eles; os seus mandamentos não são dolorosos, e as suas restrições não escravizam, aos seus olhos. Ela não lhes parece ser uma lei impraticável, admirável em teoria, mas absurda na prática; eles andam nela e por ela. Eles não a consultam ocasionalmente, como um tipo de retificação de suas peregrinações, mas a usam como um mapa para o seu navegar diário, um mapa da estrada da sua jornada de vida. Eles não se lamentam por ter entrado no caminho da obediência, caso contrário o deixariam, e sem dificuldades, pois milhares de tentações lhes oferecem esta oportunidade; o seu andar contínuo na lei do Senhor é o seu melhor testemunho da bem-aventurança de tal condição de vida. 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/12/2021

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SPURGEON, Charles. Os tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Eram três reis e magos? Teólogos apontam para os mitos inseridos às narrativas bíblicas (6 de Janeiro de 2022)





Representação dos “três reis magos”. (Foto: Kalhh/ Pixabay)

“Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mateus 2.1-2)

O que quer dizer “mago” no contexto bíblico

Mago vem da palavra grega que significa “astrólogo” conforme o arqueólogo e teólogo Dr. Rodrigo Silva. Ele explica que um astrólogo, naquele tempo, era um adorador de corpos celestes, que previa o futuro através da leitura das estrelas e também analisava a influência dos astros sobre a vida das pessoas.

Para o arqueólogo, a estrela que os magos viram não era uma previsão do nascimento de Jesus, mas um sinal de que Ele havia chegado e a indicação do local onde Ele estava. “Uma manifestação celestial que ‘parecia’ uma estrela”, explicou.

E, até o dia de hoje, Deus revela sinais no sol, na lua e nas estrelas como indicação da volta de Cristo. Voltando ao termo “mago”, vale lembrar também que alguns homens de Deus receberam esse título por se destacarem entre os sábios. Veja por exemplo, o que disseram de Daniel:

“Existe um homem em teu reino que possui o espírito dos santos deuses. Na época do teu predecessor verificou-se que ele tinha percepção, inteligência e sabedoria como a dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu predecessor, sim, teu predecessor, o rei, o nomeou chefe dos magos, dos encantadores, dos astrólogos e dos adivinhos.”

“Verificou-se que esse homem, Daniel, a quem o rei dera o nome de Beltessazar, tinha inteligência extraordinária e também a capacidade de interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios.” (Daniel 5.12)

Perceba que nem sempre a Bíblia se refere aos magos como feiticeiros, mas como homens sábios e de inteligência extraordinária. Quando a liderança pagã nomeava um homem de Deus como sábio, adivinho ou mago, era por causa de sua capacidade de profetizar sobre a vida das pessoas. A diferença é que a profecia e as previsões de futuro vinham de um único Deus, o Criador de todas as coisas.

Mago no contexto atual

O significado de mago, em nossa sociedade, é alguém que faz magia ou ainda que se envolve com “forças das trevas”. Se levarmos o nosso conhecimento atual para a interpretação de um texto bíblico, a nossa compreensão pode realmente ficar muito confusa.

O teólogo Yago Martins do canal “Dois Dedos de Teologia” também acredita que o termo mais adequado para os magos, seria “astrólogos do Oriente”, descrevendo pessoas envolvidas não só com astrologia, mas também astronomia. Antigamente, a ciência unificava estas duas especialidades.

Representação da estrela de Belém. (Foto: Briam Cute/ Pixabay)

A estrela como um sinal

Nos manuscritos disponíveis, naquela época, havia uma profecia sobre a vinda de Jesus, que falava sobre uma estrela:

“Eu o vejo, mas não agora; eu o avisto, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel.” (Números 24.17)

A citação da estrela indica o sinal da vinda do Messias e a profecia revela a localidade de seu nascimento.

Gaspar, Beltazar e Belchior

Parece que estamos diante de mais um mito, pois a Bíblia não diz os nomes dos magos e nem que eram três. A única indicação numérica do texto é o fato de que Jesus recebeu três presentes: ouro, incenso e mirra. Mas isso não significa que havia exatamente três pessoas do Oriente indo visitar Jesus.

Yago Martins observa que duas pessoas poderiam entregar três presentes. Quem sabe uma quantidade maior de pessoas? Cinco, dez, vinte... O teólogo lembra que, na tradição siríaca, os magos geralmente são contados como sendo doze.

Outro detalhe é que os tipos de presentes que Jesus recebeu eram excessivamente caros para a sociedade daquela época, logo, faz sentido que um grupo de pessoas se empenhasse em adquiri-los para presentear o Salvador.

Ouro, incenso e mirra. (Foto: Canva)

Simbologias, tipos e figuras

Ouro — símbolo que representa a perfeição divina e dignidade real. 

Incenso — perfume usado nas cerimônias do tabernáculo e indica a fragrância da humanidade sem pecado de Jesus Cristo, que era percebida por todos. Por onde ele passava ficava seu aroma.

“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. “ (2 Coríntios 2.14-15)

Mirra — erva amarga que simboliza os sofrimentos e as amarguras que Jesus iria sofrer. É por isso que no livro de Isaías cita apenas o ouro e o incenso. Veja: 

“Virão todos os de Sabá carregando ouro e incenso e proclamando o louvor do Senhor.” (Isaías 60.6)

O profeta está falando da segunda vinda de Cristo, que será em poder e glória, e não em sofrimento como foi da primeira vez. 

Então, o ouro, o incenso e a mirra eram uma declaração dos magos, dizendo que Jesus era Deus e Rei, mas que estava destinado ao sofrimento — a sua morte de cruz para salvar a humanidade. 

Os magos eram reis?

Durante a leitura do texto bíblico, é normal que as pessoas associem a riqueza à monarquia. Mas não é porque os presentes eram caros que os presenteadores deveriam ser reis. 

E aqui nesse ponto, Yago faz outra observação: “Visitando o rei Herodes, seria comum que os reis fossem conhecidos dele, mas tudo indica que não eram. Eles deveriam ser apresentados de forma ‘pomposa’, mas eles aparecem de forma muito humilde no Evangelho”.

Conclusão

Nem três, nem reis e nem estritamente magos no sentido moderno. A narrativa tão conhecida e contada através dos presépios populares carrega em si um pouco de lenda e crendice popular. Conhecer a Bíblia, no entanto, pode derrubar esses mitos e nos guiar para mais perto da verdade. 

E esse foi o estudo desta semana. Espero que tenha tirado a sua dúvida e também colaborado para o seu crescimento espiritual. Beijo no coração e até a próxima, se Deus quiser!

Por Cris Beloni: jornalista cristã, pesquisadora e escritora.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Lição 13 - A Gloriosa Esperança do Apóstolo - 4 Trimestre De 2021


 (Texto Áureo) “Mas nos, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor e tendo por capacete a esperança da salvação. (1 Tessalonicenses 5.8)

“Mas nos, que somos do dia, sejamos sóbrios, ” Paulo identifica os cristãos gentios como a expressão “nós, que somos do dia” afinal outrora éramos trevas como os demais que não tem esperança, mas Deus nos resgatou desta posição de escuridão: “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor ” (Colossenses 1:12,13). Sendo assim, agora somos do dia e não podemos, mas nos relacionarmos com as obras das trevas: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as” (Efésios 5:11). Pois somos agora como uma carta aberta que pode ser lida e conhecida por todos (2 Coríntios 3:2), afinal, as obras que praticamos na luz glorificam o Deus que nos resgatou: “Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus “ (João 3:21). Devemos ser sóbrios, temperantes, possuirmos domínio próprio, exercitarmos o autocontrole. Devemos resistir as seduções do mundo. E elevar nossos pensamentos às coisas do alto (Colossenses 3:1,2) e procurar priorizar o serviço ao reino de Deus (Mateus 6.33).

“...vestindo-nos da couraça da fé e do amor. ” O apóstolo então oferece um projeto para esses exercícios de autocontrole: os tessalonicenses são encorajados a desenvolver as três virtudes cardeais que são a fé, o amor e a esperança (1 Tessalonicenses 1.3). Lembrando-nos de sua descrição mais extensiva da armadura de Deus em Efésios 6.13-18, o apóstolo descreve estas três virtudes em termos de duas partes da armadura com que os cristãos precisam estar equipados. A Couraça diz respeito a proteção ao coração:  “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida “ (Provérbios 4:23). Jesus disse que onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração (Lucas 12:34). 1. Devemos viver pela fé, e isso nos manterá vigilantes e sóbrios. Se cremos que os olhos de Deus (que é um Espírito) estão sempre sobre nós, que temos inimigos espirituais com os quais devemos lutar, que existe um mundo de espíritos que devemos enfrentar, veremos motivos para vigiar e estar sóbrios. A fé será nossa melhor defesa contra os assaltos dos nossos inimigos. 2. Devemos ter um coração inflamado de amor; e essa também será a nossa defesa. Um amor verdadeiro e fervoroso por Deus e pelas coisas de Deus nos manterá vigilantes e sóbrios e impedirá a nossa apostasia em tempos de dificuldades e tentações.

“...e tendo por capacete a esperança da salvação. ” Capacete fala de proteção a nossa cabeça “Tomai também o capacete da salvação...” (Efésios 6:17), o cristão deve ter convicção quanto a sua fé em Deus e a certeza da sua salvação, pois, “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus “ (Romanos 8:16). Possuindo essa certeza temos esperança real em Cristo. Tanto no Antigo como no Novo Testamento Deus é a esperança dos justos, porque suas promessas garantem tudo quanto tem prometido. A esperança cristã inclui a fé em Deus e no ato salvífico de Cristo no calvário e percebe-se também que a esperança tem um caráter escatológico. Em meio ao sofrimento, o crente precisa apegar-se à esperança das promessas das Escrituras. A esperança é a fonte da força presente para os fiéis que creem no que Deus realizou em Cristo, e a garantia dessa esperança está no fato de que o Espírito Santo fortalece a nossa fé e que, se morrermos, temos uma herança eterna com Deus em sua glória. Quando foi para Roma, ele sabia que enfrentaria o espectro da morte, mas não se deixou esmorecer pela certeza íntima de algo superior na eternidade.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/12/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Lição 12 - A Coragem do Apóstolo Paulo diante da Morte - 4° Trimestre De 2021


 (Texto Áureo) “E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal. ” (II Coríntios 4.11)

“E assim nós, que vivemos, ” O apóstolo Paulo usa essa expressão para se referir aos cristãos gentios “ nós, que vivemos”. Por que em noutro tempo eles andavam segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência (Efésios 2:2), ou seja, no passado estávamos mortos em nossas ofensas e pecados. Porém, Deus que é riquíssimo em misericórdia nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; (Efésios 2:5,6). Afinal Cristo disse: eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância (João 10:10). O Apóstolo do amor acrescenta ainda: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada” (1 João 1:2)

“...estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, ” Essa deve ser a condição de todo o cristão que vive nesse mundo. Ser entregue a morte significa renunciar a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 João 2:16), ou seja, renunciar a si mesmo, as próprias vontades e desejos segundo a carne, pois, fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida (Romanos 6:4). Olhando para o lado pessoal de Paulo, ele queria dizer que o mesmo tipo de sofrimento que provocou a morte de Jesus estava presente em seu corpo. Então, pelo fato de Jesus ter morrido por ele, Paulo estava constantemente disposto a arriscar a vida por Jesus e pelo que Ele morreu — a salvação das almas perdidas. Os açoites e apedrejamentos deixaram cicatrizes, de forma que Paulo podia dizer: “Trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6.17).

“...para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal. ” O testemunho que Paulo deu a juízes, governadores e reis mostrou a vida de Cristo presente em sua carne — seus corpos mortais (sujeitos à morte). Mais tarde, Paulo escreveu aos romanos: “Como está escrito [Salmos 44.22}: Por amor de ti [de Deus] som os entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8.36,37). Ainda que a morte estivesse trabalhando dessa forma em Paulo por causa das dificuldades e perseguições que enfrentava, ao mesmo tempo ele era encorajado, porque por ele o Espírito ministrava vida aos que aceitavam a mensagem do Evangelho. “Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos “ (2 Coríntios 4:10)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas das igrejas e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Os Cristãos devem celebrar o Natal?


O que a Bíblia diz sobre o Natal?

Muitos cristãos não celebram o Natal baseando-se nos seguintes argumentos:

  1. A Bíblia não ordena que cristãos celebrem o Natal ou proíbe mesmo;
  2. Não existe indicação de que os primeiros cristãos celebravam o Natal;
  3. Jesus não nasceu em dezembro;
  4. Atualmente o Natal é uma celebração do materialismo;
  5. A celebração popular do Natal tem origem em festas pagãs, assim como elementos associados, como a árvore de Natal;
  6. Árvores de Natal são proibidas nas Escrituras, em passagens como Jeremias 10:2-4, Isaías 44:14-15 e Jeremias 3:13;
  7. Papai Noel é um mito que tira o foco de Jesus.

Abaixo o Pastor Ciro Sanches Zibordi apresenta dez razões para celebrar o Natal:

Natal: celebre-o com alegria!

1. O glorioso Natal do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?

2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pelo romanismo. Este apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16).

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.8). Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego koiné). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a pax romana. Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).

8. A obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Cristo, em público, por sua obra completa.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. A mensagem do Menino Jesus é tão importante, que no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) ela é mencionada: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino, aqui, alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

Sab, 16/12/2017 por Ciro Sanches Zibordi

Então, crente deve ou não deve celebrar o Natal?

Para os cristãos há liberdade para comemorar o Natal e para não comemorar o Natal, e é uma questão de consciência. A Bíblia diz em Romanos 14:5 que: "Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente ".

O apóstolo Paulo conclui o pensamento dizendo em Romanos 14:22: "Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova ".

Você celebra o Natal no dia 25? Faça isso para a glória de Deus. Você prefere não celebrar nesse dia? Glorifique a Deus nisso.

Qualquer que seja a sua convicção, o importante é abençoar as pessoas não só nesta época mas durante o ano todo. Dar as boas notícias de que Jesus veio, nasceu, morreu e ressuscitou para nos salvar tem que ser sempre e não só em dezembro!

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/11/2021

Fontes:

http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apolog%C3%83%C2%A9tica-crist%C3%83%C2%A3/220/natal:-celebre-o-com-alegria!.html

https://www.respostas.com.br/cristaos-devem-celebrar-o-natal/

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

HISTÓRIA DO DIA DA BÍBLIA



Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI.

Thomas Cranmer foi o Arcebispo de Cantuária (Canterbury), Sé Principal da Igreja da Inglaterra, durante os reinados de Henrique VIII de Inglaterra e Eduardo VII de Inglaterra. A ele é creditada a autoria dos dois primeiros volumes do Livro de Oração Comum (1549 e 1552), o qual estabeleceu a estrutura básica da liturgia Anglicana por séculos e influenciou a língua inglesa. Foi uma importante figura da Reforma Protestante na Inglaterra. Foi um dos primeiros mártires anglicanos; queimado em 1556 a mando da Rainha Maria I, em nome da Igreja Católica Apostólica Romana.

O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e dos EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

Graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela SBB, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, por meio da Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.


https://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/03/thomas-cranmer-biografia-e-enfases-teologicas-reforma-500/

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Estátua em praça da ONU chama atenção por ter semelhança com a ‘besta’ descrita na Bíblia


Uma estátua de madeira feita por artesãos mexicanos, e que foi instalada na praça das Nações Unidas em Nova York, tem chamado a atenção das pessoas, principalmente evangélicos, pelo fato do monumento “Guardião da Paz e Segurança Internacional” ter semelhança a um trecho de Apocalipse, em que descreve a “besta”.

O monumento, que é um alebrije (uma escultura de arte folclórica e um guia espiritual), foi instalado na praça das Nações Unidas no início de novembro e tornou-se o símbolo guardião da paz e segurança internacional para os anos de 2021 e 2022 no Conselho de Segurança da ONU. Ele foi feito por artesãos da cidade de Oaxaca, no México.

Na época, a estátua foi apresentada ao público pelo embaixador mexicano Juan Ramón de La Fuente, Representante Permanente do México junto às Nações Unidas. Segundo La Fuente, o monumento foi enviado pelo Governador de Oaxaca para fortalecer a presidência do México durante o mês de novembro no Conselho de Segurança da ONU.


SEMELHANÇA COM A BESTA

No entanto, o assunto tomou conta das redes sociais nesta semana sobre a semelhança do monumento com uma descrição da Bíblia. Isso porque, a estátua é semelhante a um leopardo, os pés como os de urso e boca como de leão.

Essas mesmas descrição se encontram no livro de Apocalipse 13:2, que descreve a “besta” profetizada nos últimos dias.

“A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade”, diz o trecho bíblico.

A imagem foi publicada nesta semana pela Missão do Brasil junto à ONU, para parabenizar a Missão do México pela presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas em novembro. Logo, seguidores reconheceram a semelhança da estátua com o texto bíblico. “Faz parte desse grande complô para implementar a nova ordem, chegada do anti-Messias”, comentou um seguidor na postagem.

“Que loucura, porém não é coincidência! E está acontecendo agora, na frente de seus olhos. O anticristo já tem uma cadeira dentro da ONU. Já já ele se manifesta oferecendo PAZ ao mundo! Se não acredita, aguarde! E aí, ainda duvida que Cristo está às portas?”, questionou o missionário Chileno Vergara, e continuou: “Tudo o que a ONU apoia, questione! Seja em questões de saúde, social ou no que for! Se eles apoiam, saiba que não é em favor de você, seguidor de Cristo”, afirmou ele.


ANTICRISTO

O Pastor evangélico Antônio Júnior, um dos mais conhecidos líderes religiosos do Brasil, comentou nesta sexta-feira (03/12), a respeito do monumento “Guardião da Paz e Segurança Internacional”. Antônio também enfatizou a semelhança com o texto bíblico de Apocalipse e deu instruções aos seus seguidores.

“Quando disserem paz e segurança, eis que sobreviverá à grande destruição, mas se você conhece a palavra de Deus e está com seus olhos fixos em Jesus, não há o que temer, porque Jesus cuidará de você e te protegerá. Eu sei que muitas pessoas têm medo do livro de Apocalipse, porque elas leem fora de contexto e sem entender que boa parte dos relatos de João são simbólicos”, introduziu ele.

“Ou seja, não haverá monstros com várias cabeças e chifres cuspindo fogo em todo mundo e sim figuras humanas que receberam poderes do diabo para dominar o mundo e fazer mal à humanidade. Que nós sabemos que o anticristo pode se revelar ao mundo a qualquer momento, mas nós que amamos ao Senhor e servimos a Ele de todo o coração, não temos que ver os acontecimentos dos últimos dias como algo trágico ou assustador, mas sim como o tempo em que Jesus voltará e derrotará o inimigo de uma vez por todas”, finalizou ele.


por Thalis Silva/Portal do Trono

foto: Missão da ONU no México

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Lição 11 - O Zelo do Apóstolo Paulo pela Sã Doutrina - 4 Trimestre De 2021



“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. ” (I Timóteo 4.16)

“Tem cuidado de ti mesmo...” A preocupação com a vida pessoal envolve aspectos relevantes. O obreiro precisa ter cuidado com a sua integridade moral e espiritual: deve ser íntegro. Essa palavra quer dizer: inteiro, completo; perfeito, exato; reto, imparcial, inatacável (Dicionário Aurélio). Integro é o líder que faz o que diz e diz o que faz; é o que dá testemunho dentro e fora de casa; dentro e fora da igreja; na presença ou na ausência dos liderados (cf. Mateus 5.37; Tiago 2.12). Nesse cuidado consigo mesmo, o obreiro precisa ter cuidado com sua saúde. O apóstolo João, escrevendo a seu amigo Gaio, desejou-lhe saúde (3 João 2). No que cabe a si, o líder deve obedecer aos princípios bíblicos e científicos no cuidado com a saúde: oração, boa alimentação, repouso, exercício, atitude mental correta, evitar o estresse, a tensão emocional. Pesquisas mostram que os pastores são submetidos a tensões fora do com um, e são acometidos de doenças cardiovasculares, nervosas ou psicossomáticas. O zelo por si mesmo, pela sua mente e pelo seu corpo contribui para que o obreiro tenha melhores condições emocionais e físicas no desenvolvimento de sua missão.

“...e da doutrina; “ Cuidar da doutrina diz respeito a zelar pela ortodoxia, que se refere à manutenção das “sãs palavras” (2 Timóteo 1.13) o prefixo orthos e significa “aquilo que é direito, reto, certo”. Já a falsa doutrina é heterodoxa, porque ensina “doutrina diferente, falsa que nada tem com a genuína doutrina de Cristo”. Heterodoxia é um termo grego que dá o sentido de “opinião diferente; oposição aos padrões. Paulo apela ao bom senso pastoral de Timóteo para que ele enfrente com autoridade os falsos mestres e mantenha o modelo de tudo quanto foi ensinado acerca da genuína doutrina cristã. Em todas as cartas paulinas, há um cuidado em manter a sã doutrina ensinada por Jesus aos seus apóstolos, que passaram a ensinar a igreja do primeiro século.

“...persevera nestas coisas; “ Perseverar nestas coisas nos indica que o zelo por nós mesmos e o da doutrina deve ser constante: Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça (Eclesiastes 9:8); Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. (2 João 1:9)

“...porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. ” Paulo motiva Timóteo lembrando-o as consequências do trabalho episcopal “Salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”, porém, isso não quer dizer que a salvação é mediante o mérito do trabalho desempenhado, mas que a doutrina pregada dentro da ortodoxia: “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15), produz a fé que é necessária para a salvação. Pregar a sã doutrina também é reafirmar sua própria fé e contribui para que essa mesma fé brote nos ouvintes, mas é necessário perseverar para o cumprimento glorioso dessa salvação: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido ” (2 Timóteo 3:14). Aguardando a redenção do nosso corpo: E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo “(Romanos 8:23).

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/12/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.