LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
17 DE JULHO DE 2026
O TRONO DA GRAÇA ESTÁ ABERTO PARA O CRENTE
Hebreus 4.16 “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para
que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos
ajudados em tempo oportuno.”
“Cheguemos, pois,”
Compreendendo
bem o papel do Sumo Sacerdote, podemos nos aproximar do Pai através
dEle com regularidade, zelo e intrepidez. A palavra grega traduzida por
“cheguemos” ou “acheguemo-nos” (proserchomai) está associada aos
sacerdotes que tinham permissão para se aproximar de Deus num culto de
adoração. Esse privilégio estende-se agora a todos os cristãos.
Só
o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos do templo. Os
sacerdotes não contaminados podiam entrar no Santo Lugar. Homens judeus
devotos e purificados tinham permissão para entrar nos pátios externos.
Fora do Pátio dos Judeus ficava o Pátio dos Gentios e um pouco além, o
Pátio das Mulheres. Jesus removeu todos esses muros.
Temos permissão para “nos achegar” ao Pai, até o Seu altar: “E
tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com
verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações
purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hebreus 10:22). Entramos na presença de Deus, achegando-nos ao próprio Deus em oração. Ele é acessível a nós a qualquer hora.
Quando
um israelita era tentado, ele não podia correr até o sumo sacerdote em
busca de ajuda; e, com certeza, não podia entrar no Santo dos Santos
para buscar a ajuda de Deus. Os crentes em Jesus Cristo, porém, podem
recorrer ao Sumo Sacerdote a qualquer hora, em qualquer circunstância e
encontrar a ajuda de que precisam.
“com confiança ao trono da graça,”
Além
disso, não temos que nos aproximar de Deus do modo como os pagãos se
aproximavam de suas divindades, com medo e tremendo. Nem mesmo os judeus
ousavam orar: “Pai nosso que está no céu” (Mateus 6:9). Não havia essa
relação com o supremo Deus no Antigo Testamento. Hoje, como cristãos,
podemos nos aproximar dEle “confiadamente”, sabendo que o Filho entende e
provê acesso ao trono da graça, onde Ele está à direita de Seu Pai e
tem a atenção dEle. Evidentemente, se nos apresentássemos a Deus por
nossos próprios méritos, não seríamos ouvidos.
O
“trono da graça” era outra expressão judaica para “o trono de Deus”.
Era típico dos judeus evitarem pronunciar o nome de Deus, visando não
mencioná-lo em vão. “Trono” aqui é um eufemismo para o próprio Deus. Ele
é chamado de “Deus de toda a graça” (1 Pedro 5:10). Este é um título apropriado para Ele porque a essência de Sua natureza é misericórdia.
O
trono da graça foi transformado de tribunal, em trono de misericórdia,
porque o sangue de Jesus foi nele "aspergido". O simbolismo foi extraído
da arca da aliança no Tabernáculo e do Dia da Expiação (Lv. 16).
Chegar-se ao trono de Deus e à sua presença real “seria aterrorizante se
sua característica principal não fosse a graça, isto é, o lugar onde o
favor gratuito de Deus é distribuído.
Que
consolo esta verdade tremenda nos traz! O trono de Deus é o lugar onde
se procura e se acha auxílio. Quando nos aproximamos do trono, como fez
nosso Salvador em tantas ocasiões, participamos um pouco de Sua glória.
“... para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”
Em
Sua presença encontramos socorro em tempos de necessidade. Saber da
natureza misericordiosa de Deus nos permite aproximar dEle com
intrepidez em oração, falando abertamente com nosso Pai celestial.
Porque Cristo, nosso sumo sacerdote, que se encontra junto ao trono de
Deus, supre todas as nossas necessidades.
No
trono recebemos uma ajuda tripla em nossa hora de tribulação ou
tentação: “misericórdia”, “graça” e “ajuda” oportuna de Deus. A
“misericórdia” se relaciona ao perdão e ao amor de Deus que se tornaram
possíveis pelo sacrifício de seu Filho; a “graça” envolve um desejo e
poder dados por Deus ao nosso ser interior, nos capacitando para sermos
vitoriosos sobre a tentação e nas tribulações da vida; e a graça de
Deus, disponível para “nos ajudar em nosso tempo de necessidade”, é um a
ajuda apropriada e oportuna.
Esse tempo oportuno se refere ao tempo de nossa vocação: “Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno” (Salmos 104.27). Segundo a passagem de Isaías 49.8, Paulo aplica à pregação do evangelho: “Porque
diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis
aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6.2).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2024
FONTES:
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201404_02.pdf
Warren
W. Wiersbe, Comentário Bíblico Wiersbe. Estudo Expositivo da Epístola
aos Hebreus. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
Calvin’s
Commentaries: Commentary on the epistle of Paul the apostle to the
Hebrews by John Calvin. Edição baseada na tradução inglesa de James
Anderson, publicada por Baker Book House, Grand Rapids, MI, uSA, 1998.
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