domingo, 12 de abril de 2026

Josué 23:14

Josué 23:14 “E eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma, que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o Senhor vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou.”

 

“E eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra;”

Josué era junto com Calebe uns dos homens mais velhos de Israel. Josué viveu até a idade de cento e dez anos. Ele sobreviveu à geração que presenciou as maravilhas feitas no Egito e junto no mar Vermelho. Quando Deus deu repouso a Israel Josué inicia a sua fala ao povo relembrando-os que já estava “velho e entrado em dias” (Josué 23.2); e que cedo ou tarde, Israel não poderia mais contar com a sua presença. E agora já no fim deste discurso ele diz vai pelo caminho de toda a terra, isto é caminho de todos nós. Com toda razão reconheceu Sócrates: “Todos os homens são mortais".

Josué, apanhado na armadilha da mortalidade, procurou reforçar o seu apelo ao assegurar a Israel que pouco tempo lhe restava de vida. É como se ele tivesse dito: “Ouçam as palavras deste homem que está morrendo”. As palavras de um homem moribundo eram consideradas dotadas de um discernimento especial, pois seriam inspiradas pela mente de Deus e deveriam ser ouvidas com cuidado: “Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (1 Reis 2:2). Sejam quais fossem os desafios que o povo deveria enfrentar dali em diante, eles deveriam enfrentá-los sozinhos, não mais com Josué, mas como Josué.

 

“... e vós bem sabeis, com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma, que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o Senhor vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou.”

Josué também apelou para o passado, pois Israel havia experimentado a fidelidade de Deus às promessas que fez e sabia disso de todo o seu coração e de toda a sua alma. Essas palavras se parecem com o mandamento para amar a Deus de todo o coração e alma (Deuteronômio 6.5), o qual Jesus nos Evangelhos chama de o maior de todos os mandamento.

Todos eles tinham sido testemunhas oculares e participantes de tudo quanto havia sido feito por Yahweh, por ocasião da invasão da terra, de sua possessão e da distribuição de territórios. Deus tinha prometido vitória, descanso, abundância, etc. Coisa alguma falhou dentro das promessas de Deus, cada uma das suas palavras se concretizaram (e Ele falou-lhes muitas): “Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor falou à casa de Israel; tudo se cumpriu” (Josué 21:45)

Ele pretende disser: “Deus foi dessa forma fiel a vocês? Não sejam infiéis a Ele”. Esse é o argumento do escritor aos Hebreus para incentivar à perseverança: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hebreus 10.23).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HESS, Richard. Josué – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

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