Genesis 26.12 “E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.”
“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas,”
Visando garantir que nenhum dos filisteus maltratasse Isaque ou molestasse Rebeca, Abimeleque, rei de Gerar disse a todo o seu povo: “Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá” (Gênesis 26:11). Abimeleque poderia ter ordenado que Isaque e Rebeca saíssem de sua terra, como fez Faraó com Abraão e Sara, décadas atrás (Genesis 12:19, 20). Em vez disso, o rei permitiu que eles permanecessem em seu território.
Além de criar ovelhas e bois, Isaque começara a plantar e colher. Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um. Cento por um. Uma linguagem figurada que parece indicar a colheita máxima que alguém poderia esperar na Palestina (Mateus 13.8), ainda que, noutros lugares, houvesse colheitas mais produtivas ainda.
Aqui parece haver ênfase sobre a época: foi naquele mesmo ano em que havia fome na terra. Enquanto outros colhiam escassamente, ele colheu com abundância. Isaías 65.13: “Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis”; Salmos 37.19: “Nos dias de fome se fartarão”.
Desde a antiguidade, beduínos plantavam e colhiam nessa parte semi-árida do mundo; porém, cultivar em solo árido era difícil naqueles dias e certamente não costumava produzir cem medidas para cada uma cultivada. Isaque é o único patriarca descrito especificamente como um agricultor.
“... porque o Senhor o abençoava.”
Essa colheita abundante confirma que o senhor o abençoava ali. Pois, Isaque obedeceu a Deus E não desceu ao Egito, conforme lhe fora ordenado. Ele cumpriu a sua parte semeando, mas Deus é que lhe estava dando sucesso e prosperidade extraordinária. Isso porque Deus havia prometido a Isaque que estaria com ele: “Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei...” (Gênesis 26:3).
Isaque enfrentava a fome, mas não desceu para o afluente e rico Egito. Todavia, em meio à necessidade, o plano divino continuava a operar, e, finalmente, Isaque prosperou acima de todas as expectativas. Por trás dele estava a mão invisível de Deus; invisível, mas real.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_01.pdf
Nenhum comentário:
Postar um comentário