Salmo 119.89 “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.”
“Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.”
O salmista reconhece a imutabilidade da palavra de Deus e de todos seus conselhos. Uma palavra é um pensamento revelado. As Escrituras são exatamente isto: os pensamentos e os propósitos de Deus, tornados inteligíveis para os homens. Pela palavra de Deus os céus foram feitos e permanecem ali obedientes a ela: "Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo apareceu" (Salmo 33:9).
A permanência da palavra de Deus no céu é o oposto das mudanças e revoluções que ocorrem aqui na terra: “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8 ARA). Ela permanece no céu, ou seja, no conselho secreto de Deus, que está escondido nele mesmo e muito distante da nossa vista, e é firme como montes de metal.
Está implícito que, da mesma maneira como Deus é eterno, também a sua palavra o é, e ela tem uma representação apropriada, tanto no céu como na terra: no céu, assim como a sua palavra permanece firme no céu, também a sua fidelidade na terra. Se permanecer no céu, os homens na terra jamais poderão tirá-la de lá. O ímpio não poderá alimentar uma esperança futura derivada de qualquer nova dispensação além do sepulcro, pois a palavra presente de Deus para nós não pode ser alterada.
Sendo assim, o piedoso pode confiar em suas palavras. Ainda que nossos corações vacilem em relação a uma promessa, pela descrença, e ainda que a nossa descrença nos faça crer que a promessa freqüentemente é abalada, ainda assim a palavra de Deus permanece não em nossos corações, mas “no céu”; sim, e ali, “para sempre”, tão firme como o próprio céu; sim, ainda mais; pois “é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas 16.17).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
12/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jô a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
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