sexta-feira, 10 de abril de 2026

Hebreus 11.6

Hebreus 11.6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe;”

Esse verso explica por que a fé de Enoque, descrita no versículo 5, levou-o a um estado de comunhão com Deus a ponto de ser transportado para o céu. Ninguém jamais agradou a Deus sem crer nEle. Enoque agradou muito a Deus porque a fé dele foi além de mero consentimento mental, para uma obediência total e confiante. Este é o elemento essencial implícito na “fé” encontrado em Hebreus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Isso não significa que é difícil agradar a Deus sem fé, mas que não é possível.

A palavra grega para “fé” (pistis) é traduzível tanto por “fé” como por “crença”. Essas duas palavras da língua portuguesa são sintetizadas numa única palavra grega. Este versículo afirma explicitamente que “sem fé” não se pode agradar a Deus, pois é “preciso crer”. Quem crê tem fé. “Crentes” no Novo Testamento são os mesmos que têm “fé”.

A fé é a condição essencial para agradar a Deus ou ter com unhão com Ele. O homem que se aproxima de Deus como adorador terá de “crer” (isto é, ter fé) que Deus existe e exerce o governo moral do Universo.

 

“... porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A Bíblia não faz um esforço sistemático para provar que Deus existe. Com todas as alegações da atuação divina encontradas nestes versículos nenhum argumento é oferecido para convencer um cético da existência divina. As Escrituras simplesmente afirmam que “o insensato” nega que há Deus (Salmos 14:1).

Deus por fim desiste dos que obstinada e persistentemente O rejeitam (Romanos 1:18–24). A Bíblia começa sem nenhuma incerteza da existência de Deus, mas com a certeza de que Ele existe e de que tudo vem dEle (Gênesis 1:1–3; João 1:1–3). O conceito de Deus não é designado para devaneios filosóficos da mente. Ele é a grande realidade do mundo. Sequer chegamos perto dEle sem crer que Ele existe.

Quando uma pessoa é convidada a aceitar a Cristo pela fé, pelo arrependimento, pela confissão e pelo batismo (João 1:11, 12) e ela faz isso, não está dando um passo para a escuridão, mas para a luz. A fé não é cega, nem é uma aberração psicológica aceita por mentes ignorantes. Negar a existência de Deus “é tão imoral quanto irracional”.

 

“... e que é galardoador dos que o buscam.”

Esta segunda idéia deve incluir uma crença na bondade essencial de Deus, a qual é questionada por muitos céticos ou incrédulos. Só “buscamos” a Deus se cremos numa recompensa final. A palavra “buscar” (ekzeteo) significa “procurar com cuidado, diligentemente”. A recompensa certamente não está na aquisição de automóveis, casas e outros bens. Nossa recompensa por encontrarmos a Deus só será totalmente alcançada na eternidade. Até lá, nesta vida, podemos contar com a perfeita providência de Deus (Romanos 8:28). Isto é prometido àquele que O busca persistentemente, pois esse é o tipo de pessoa que O encontrará.

Barclay conclui: Devemos crer não só que Deus existe, mas também que Ele se importa com o mundo, e está envolto na situação humana. E para o cristão isto é fácil, porque em Jesus Cristo Deus veio ao mundo para nos dizer quanto nós lhe importamos: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf

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