Gênesis 12:17 “Feriu, porém, o Senhor a
Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”
“Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua
casa, com grandes pragas,”
Deus
interveio e puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas porque ele levara Sara,
mulher de Abrão. Deus feriu a Faraó, e desta maneira evitou o progresso do seu
pecado. Observe que são ferimentos felizes aqueles que nos impedem de seguir um
caminho de pecado, e que efetivamente nos trazem ao nosso dever, em particular,
ao dever de restaurar aquilo que tomamos e detivemos erradamente. Observe que não
somente Faraó, mas a sua casa, foram vítimas de pragas, provavelmente
especialmente aqueles príncipes que tinham recomendado Sarai a Faraó. Observe
que os parceiros no pecado se tornam, com razão, parceiros na punição. Aqueles
que servem a luxúria de outros devem esperar compartilhar das suas pragas.
A
Bíblia não indica a natureza das pragas que o Senhor mandou contra a casa do
Faraó. O termo hebraico (nega) geralmente se refere a doenças que uma pessoa
pode ter contraído de outra, como doenças de pele ou lepra (Levítico 13 e 14).
Todavia, às vezes pragas aconteciam como resultado direto de uma punição
divina, como no caso do Egito nos dias de Moisés (Êxodo 11:1) e a lepra que
Deus infligiu ao rei Uzias (2 Reis 15:5). Seja como for, as pragas aqui
mencionadas fazem-nos lembrar o que sobreveio ao Egito tempos mais tarde, por
causa da presença do povo de Israel naquela terra. Tais calamidades tinham por
fim levar Faraó a liberar Sarai e a expulsar do Egito Abrão e sua gente.
“... por causa de Sarai, mulher de Abrão.”
Nós
não sabemos quais foram estas pragas. Mas sem dúvida havia algo nas pragas
propriamente ditas, ou alguma explicação acrescentada a elas, suficiente para
convencê-los de que foi por causa de Sarai que estas pragas lhes sobrevieram. Sarai
havia sido levada para a casa de Faraó (v.15). A residência real era o local
onde ele mantinha o seu harém. Uma mulher que tivesse de ser incluída em um
harém real passava por um período de purificações cerimoniais, como uma
preparação para incorporar esse harém. Foi
durante esse período que houve a intervenção divina.
O
Faraó evidentemente creu que as pragas provinham de um deus que o amaldiçoava
porque ele tomara a mulher de Abrão. Considerando que o Faraó acreditava ser
ele mesmo um deus, ele só teria reagido com respeito diante de Abrão e Sarai,
se estivesse mesmo convencido de que um deus poderoso o estava castigando por
causa do casal. Nisto ele estava certo, pois Deus prometeu a Abraão: “amaldiçoarei
os que te amaldiçoarem” (12:3). Pelo menos neste contexto, o Faraó não agiu
corretamente com Abraão ao tomar sua mulher. Por isso ele sofreu maldições
(pragas).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno –
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a
Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado
versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf
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