sábado, 21 de março de 2026

Gênesis 12:17

Gênesis 12:17 “Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

 

“Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas,”

Deus interveio e puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas porque ele levara Sara, mulher de Abrão. Deus feriu a Faraó, e desta maneira evitou o progresso do seu pecado. Observe que são ferimentos felizes aqueles que nos impedem de seguir um caminho de pecado, e que efetivamente nos trazem ao nosso dever, em particular, ao dever de restaurar aquilo que tomamos e detivemos erradamente. Observe que não somente Faraó, mas a sua casa, foram vítimas de pragas, provavelmente especialmente aqueles príncipes que tinham recomendado Sarai a Faraó. Observe que os parceiros no pecado se tornam, com razão, parceiros na punição. Aqueles que servem a luxúria de outros devem esperar compartilhar das suas pragas.

A Bíblia não indica a natureza das pragas que o Senhor mandou contra a casa do Faraó. O termo hebraico (nega) geralmente se refere a doenças que uma pessoa pode ter contraído de outra, como doenças de pele ou lepra (Levítico 13 e 14). Todavia, às vezes pragas aconteciam como resultado direto de uma punição divina, como no caso do Egito nos dias de Moisés (Êxodo 11:1) e a lepra que Deus infligiu ao rei Uzias (2 Reis 15:5). Seja como for, as pragas aqui mencionadas fazem-nos lembrar o que sobreveio ao Egito tempos mais tarde, por causa da presença do povo de Israel naquela terra. Tais calamidades tinham por fim levar Faraó a liberar Sarai e a expulsar do Egito Abrão e sua gente.

 

“... por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

Nós não sabemos quais foram estas pragas. Mas sem dúvida havia algo nas pragas propriamente ditas, ou alguma explicação acrescentada a elas, suficiente para convencê-los de que foi por causa de Sarai que estas pragas lhes sobrevieram. Sarai havia sido levada para a casa de Faraó (v.15). A residência real era o local onde ele mantinha o seu harém. Uma mulher que tivesse de ser incluída em um harém real passava por um período de purificações cerimoniais, como uma preparação para incorporar esse harém.  Foi durante esse período que houve a intervenção divina.

O Faraó evidentemente creu que as pragas provinham de um deus que o amaldiçoava porque ele tomara a mulher de Abrão. Considerando que o Faraó acreditava ser ele mesmo um deus, ele só teria reagido com respeito diante de Abrão e Sarai, se estivesse mesmo convencido de que um deus poderoso o estava castigando por causa do casal. Nisto ele estava certo, pois Deus prometeu a Abraão: “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (12:3). Pelo menos neste contexto, o Faraó não agiu corretamente com Abraão ao tomar sua mulher. Por isso ele sofreu maldições (pragas).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf


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