João 16.14 “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”
“Ele me glorificará,”
O Espírito Santo enviado pelo Pai em nome de Jesus. Identificado também como o Espírito da Verdade, ensinaria aos discípulos todas as coisas, e traria à memória deles tudo quanto Jesus dissera (João 14.26). Ele também testificaria ao mundo a respeito de Jesus, e capacitaria os crentes a fazê-lo de igual modo (João 15.26,27; ilustrado em Atos 5.32). Como Consolador Ele também convenceria o mundo sobre o pecado, mostraria os acontecimentos futuros (relacionados com a vinda de Cristo e com a consumação dos séculos), e glorificaria a Jesus, ao receber as palavras de Cristo (que são de Deus) e transmiti-las aos seus discípulos (João 16.13-15).
O propósito do Espírito não seria chamar a atenção para Si mesmo, mas glorificar o Filho. Assim como o Filho glorificou o Pai com seu trabalho na terra: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (João 17.4), o Espírito glorificará o Filho com sua vinda.
Pai, Filho e Espírito Santo — glorificam-se mutuamente, vivendo em um relacionamento eterno de amor, honra e comunhão. Essa glorificação mútua é uma expressão da unidade divina, onde cada pessoa, embora distinta, compartilha a mesma essência e poder.
O Pai glorifica o Filho: O Pai glorifica o Filho ao dar testemunho dele (como no batismo e na transfiguração) e ao exaltá-lo após a obra de redenção. Jesus, em João 17:1-5, pede ao Pai que o glorifique para que Ele, por sua vez, glorifique o Pai. O Filho glorifica o Pai: Jesus glorificou o Pai na terra ao cumprir Sua vontade e realizar a obra da salvação, revelando o nome e o caráter do Pai aos homens. O Espírito Santo glorifica o Filho: O papel do Espírito é glorificar a Cristo, tomando do que é de Jesus e revelando-o, além de convencer o mundo do pecado e da justiça (João 16:14).
As três pessoas trabalham juntas, glorificando-se umas às outras em amor e dependência mútua. Essa dinâmica de mútua glorificação mostra que não há disputa de poder ou glória dentro da Divindade, mas uma harmonia perfeita de amor, onde o louvor a uma pessoa glorifica a Trindade inteira.
“...porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”
Poderíamos ampliar esta declaração fazendo referência ao ensino sobre o Espírito em outras passagens do Novo Testamento (em especial as cartas de Paulo), mas no presente contexto o Espírito glorifica o Filho desvendando claramente o significado da sua pessoa e obra.
O que é meu inclui seu ensino e sua atividade em geral. Como já foi enfatizado que Jesus proferiu todas as suas palavras e fez todas as suas obras por autoridade do Pai (de modo que as palavras e obras também eram as do Pai), o que ê meu nos lábios de Jesus significa “tudo o que o Pai me deu". E como o Pai lhe deu "todas as coisas” (João 13.3), o que o Espírito revela aos discípulos é tudo quanto o Pai tem. Ao tornar conhecido o Filho, o Espírito ao mesmo tempo torna conhecido o Pai que é revelado no Filho.
A missão instrutiva do Espírito seria em primeiro lugar de receber o depósito da verdade cristocêntrica, depois mostrá-las aos crentes. Isso significa que um ministério orientado pelo Espírito, deve sempre magnificar a Cristo e não a si mesmo: “Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça” (João 7.18).
DEIVY FERREIRA PANIAGO
JUNIOR
9/2/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
HORTON, Stanley. O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.
Nenhum comentário:
Postar um comentário