LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
06 DE FEVEREIRO DE 2026
O FILHO UNIGÊNITO REVELOU O PAI
João 1.18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
“Deus nunca foi visto por alguém.”
Quando João disse que ninguém jamais viu a Deus, ele não contestou a possibilidade de pessoas terem testemunhada várias revelações de Deus, como suas aparições a Moisés (Números 12:8) e Isaías (Isaías 6:1–13). A palavra “Deus” é usada sem o artigo, dando ênfase à natureza ou essência de Deus e não só à sua pessoa. Segue-se, então, que ninguém jamais viu a essência de Deus. Deus, sendo Espírito puro, é invisível à visão física.
Nem Abraão, o “amigo de Deus” (Tiago 2.23), nem Moisés, “com quem o Senhor tratava face a face” (Deuteronômio 34.10), puderam ver a glória divina em sua plenitude. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, este lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Exodo 33.20). Em vez disto, foi-lhe dito que ficasse em uma fenda da rocha do Sinai enquanto a glória de Deus passava, e ali, Deus disse, “com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Exodo 33.22).
“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
A glória, que nem Moisés pôde ver, agora foi apresentada a homens e mulheres através de Jesus: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Alguns textos gregos trazem “Filho unigênito”, enquanto outros têm “Deus unigênito”. Conforme indicado na RA, a evidência textual favorece a tradução “Deus unigênito”, isto é, o único que ocupa um relacionamento especial com o Pai.
A afirmação de que o unigénito está no seio do Pai pode nos lembrar de Lázaro no seio de Abraão, em Lucas 16.22, ou do discípulo amado em sua proximidade a Jesus na última ceia, em João 13.23. Nestas duas passagens a expressão denota um lugar de favor especial, ao lado da pessoa mais importante em um banquete: aqui o significado pode ser o mesmo, mas há também uma indicação do amor e compreensão mútuos a Pai e Filho e da dependência do Filho em relação ao Pai.
Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
4/1/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

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