terça-feira, 16 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE DEZEMBRO DE 2025 (2 Coríntios 7.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE DEZEMBRO DE 2025
RECEBENDO REFRIGÉRIO NO ESPÍRITO

2 Coríntios 7.13 “Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos.”

 

“Por isso fomos consolados pela vossa consolação,”

Certas observações anteriores na carta demonstram que o apóstolo estava sob considerável estresse nesse período de sua vida. Em 2 Coríntios, mais do que em qualquer outro registro percebemos isso. As palavras de Paulo aqui refletem o conforto que ele experimentou ao ouvir o relato de Tito sobre a maneira como os coríntios receberam sua carta “escrita em lágrimas”.

Paulo deixa de sentir tristeza por ter escrito aquela carta “severa”, ainda que logo depois de enviá-la, sentira pesar por tê-la escrito. Todavia, a mudança em sua atitude resultara do fato de ter visto os benefícios positivos operados por tal carta. A igreja de Corinto aceitou a consolação da carta de Paulo e ao saber disso Paulo se sentiu confortado. Tudo isso trouxe consolação para Paulo e o fez regozijar-se.

 

“...e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos.”

Tito provavelmente recebeu a tarefa de levar à igreja em Corinto essa carta escrita em lágrimas. O mensageiro de Paulo deve ter ficado também apreensivo com essa situação. Tito não sabia se a igreja o receberia como um enviado do apóstolo, ou se acataria as instruções da carta que ele portava. Até se reencontrar com Tito na Macedônia, o apóstolo Paulo muito se preocupou com a possibilidade de a situação instalada em Corinto se agravar. No entanto, Paulo escolheu o homem certo para levar sua carta.

Finalmente, Paulo fala de como está aliviado, em face do excelente relatório, e também em face de a confiança que ele expressara a Tito, a respeito dos coríntios serem plenamente justificadas.

O relatório trazido por Tito era animador. Paulo foi “confortado”; Tito ficou “recreado”. Além de alívio e paz de espírito, ele muito mais se alegrou pelo contentamento de Tito. Ele se alegrava, ainda, porque sua confiante exaltação dos coríntios, quanto às suas atitudes reais perante Tito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIO
09/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_01.pdf

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

1 Pedro 1:22

1 Pedro 1:22 “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;”

 

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido;”

Pela terceira vez neste primeiro capítulo, o apostolo Pedro referiu-se à obediência de seus leitores (1:2, 14, 15, 22); pela terceira vez, fica evidente que a obediência e a santificação são partes de um todo.

A tradução ACF dá ideia de uma Purificação em progresso. Todavia, todas as outras traduções, inclusive a ARA fala de uma purificação já realizada: “Tendo purificado a vossa alma”. Deus os purificou porque Jesus os redimiu, derramando Seu “precioso sangue, como de cordeiro” (1:19). Ainda assim, a decisão de obedecer à verdade do evangelho, crer que Cristo morreu por eles, era o ato efetivo que resulta no perdão dos pecados.

Quando obedecemos à verdade através do Espírito, nascemos de novo e fomos santificados para o reino de Deus. Raymond C. Kelcy comentou o seguinte sobre Pedro: “Ele está retrocedendo ao momento em que seus leitores responderam ao evangelho em obediência submissa, o momento em que concordaram com os requisitos da verdade”.

A palavra que Pedro usou para “amor fraternal” é Filadélfia (3:8). Filadélfia é o amor entre irmãos. Todos os membros da igreja são assim colocados “dentro da família”, sendo irmãos no sentido próprio do termo (vv.5.9,12), afinal Deus é Pai de todos (v.17).

“O amor não fingido, não-hipócrita”, ou seja, sincero implica uma entrega desinteressada; por essa razão, uma pessoa egoísta não pode amar de verdade. O amor de Deus e seu perdão nos libera da possibilidade de nos olhar a nós mesmos e nos motiva a satisfazer as necessidades de outros. Ao sacrificar Cristo sua vida, provou-nos que em realidade nos ama. Agora você pode amar a outros seguindo seu exemplo e entregando-se de um modo altruísta.

 

“... amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;”

Pedro usa uma segunda palavra para amor: “ágape” que significa amor divino ou sacrificial. O cristão possui amor fraternal, mas precisa demonstrar energia espiritual e amar os outros da mesma forma que Deus o ama. Cabe ao cristão, controlado pelo Espírito, demonstrar amor agape pelos outros, pois até os não-salvos são capazes de mostrar o amor fraternal: “E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam” (Lucas 6.32).

Por causa do seu amor pela humanidade, Jesus assumiu a forma humana (João 3:16). Há um sentido em que os discípulos de Cristo, seguindo o exemplo do Senhor, devem amar todos os seres humanos (1 João 3:16). O pensamento de Pedro era este: uma vez que vocês obedeceram a uma mensagem que os submeteu a um amor sincero pelos que compartilham a mesma fé e esperança, tornem-se o que Deus os escolheu para serem, e amem-se, de coração, uns aos outros ardentemente. 

Aqui o amor é reforçado ainda por um advérbio de intensidade, ardentemente, acrescentando-se ainda que isso deve acontecer de coração, vindo realmente lá de dentro. O amor dos crentes uns pelos outros deveria ser constante, indissolúvel e expressivo. Tal amor entre irmãos é seguramente um dos marcos mais distintivos da novidade que invade o mundo a partir da encarnação de Jesus Cristo. Segundo o evangelho de João, ele é o sinal que caracteriza os discípulos de Jesus, e pelo qual todos saberão quem eles são: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João 13.35).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE DEZEMBRO DE 2025 (Romanos 1.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE DEZEMBRO DE 2025
SERVINDO A DEUS NO ESPÍRITO

Romanos 1.9 “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,”

 

“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho,”

Mesmo não conhecendo pessoalmente a igreja de Roma, Paulo ora pelos crentes romanos, chamando o próprio Deus por testemunha. Primeiro afirmando que ele servia a Deus em seu espírito. Ou seja, Paulo servia a Deus não apenas externamente, mas também internamente. Outra possível tradução seria: “a quem eu sirvo com todo o meu coração”. Deus, que conhece o homem interior, poderia dar testemunho do interesse de Paulo pelos romanos.

Ele serve a Deus cumprindo o evangelho de seu Filho. O inicio deste capítulo descreve este evangelho: Este evangelho diz respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 1.3-4 NAA).

Cumprir o evangelho significa aplicar ativamente os ensinamentos de Jesus Cristo na vida diária, o que envolve mais do que apenas ouvir ou saber sobre eles. Trata-se de uma combinação de fé, obediência e ação que reflete a mensagem central do evangelho: a salvação através da vida, morte e ressurreição de Jesus.

 

“... me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,”

Paulo faz um apelo solene ao sondador de corações: Pois Deus “me é testemunha”. Era por um assunto importante, e sobre uma coisa conhecida somente por Deus e por seu próprio coração. É muito confortável poder invocar a Deus como testemunha de nossa sinceridade e constância no cumprimento de um dever. Deus é, de maneira particular, uma testemunha de nossas orações secretas, do assunto delas e de sua forma; afinal de contas, nosso Pai vê em segredo : “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará” (Mateus 6.6).

Era de esperar que Paulo orasse metodicamente pelos que se converteram por seu trabalho. Mas esta passagem evidencia que suas orações ultrapassavam o círculo imediato de suas relações pessoais e de sua responsabilidade apostólica. Paulo não restringia suas orações a lugares em que ele havia trabalhado (Efésios 1:15, 16; Filipenses 1:3, 4; 1 Tessalonicenses 1:2, 3).

Ele também orava por igrejas em cidades que ele ainda não havia visitado como essa congregação em Roma. Ele assegura aos crentes de Roma que, embora não conheça a maioria deles pessoalmente, contudo ora por eles sempre e em todo o tempo (v.10). Henry comenta não é impróprio ser específico em nossas orações por igrejas e lugares particulares; não para informar a Deus, mas para comover a nós mesmos. Pois é provável que tenhamos mais consolo naqueles amigos pelos quais oramos mais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/12/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_03.pdf

 

domingo, 14 de dezembro de 2025

Lição 12: O espírito humano e o Espírito de Deus. 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Romanos 8.16).

 

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”

Esse versículo  não deve ser isolado dos versículos precedentes. Paulo “acabara de dizer que recebemos “um espírito” (o Espírito Santo) no qual clamamos: Aba, Pai”. E o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (vv. 15, 16). Uma referência cruzada de Romanos 8:15, 16 é Gálatas 4:6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” Observemos que aqui o Espírito clama “Aba, Pai”enquanto em Romanos 8:15 são nossos espíritos que clamam “Aba, Pai”. Trata-se de um testemunho duplo. Nossos espíritos estão testemunhando que “Deus é nosso Aba, Pai” e o Espírito, como haveria de ser, concorda: “Sim, está certo! Deus é mesmo o Pai deles!

Quando o Espírito Santo testificou essa verdade? Quando Ele inspirou a Palavra. Paulo insistiu que as palavras ditas por ele eram “ensinadas pelo Espírito” (1 Coríntios 2:13). Ouçamos com atenção o testemunho do Espírito: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gálatas 3:26, 27).

Além do testemunho escrito do Espírito Santo. Ele também dá testemunho no nosso ser interior de que estamos perdoados de nossos pecados, da certeza da reconciliação com Deus e do acesso a Ele pela fé em Jesus (Romanos 5,1,2), e ainda, do glorioso direito de sermos filhos. Portanto, quando a expressão diz: “testifica com o nosso espírito”, não se refere a um mero assentimento de nossa consciência, mas sim, a que o Espírito Santo sustenta e confirma dentro de nós a confiança da adoção em Cristo Jesus.

A Bíblia ensina que um fato pode ser estabelecido pelo depoimento de duas ou três testemunhas (Mateus 18:16; Deuteronômio 17:6; 19:15; João 8:17). Paulo disse, com efeito, que há duas testemunhas que podem confirmar que você é verdadeiramente um filho de Deus: o Espírito Santo e o seu espírito. A BJ diz: “O próprio Espírito se une ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIO
07/12/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

sábado, 13 de dezembro de 2025

1 Coríntios 14.14

1 Coríntios 14.14 “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.”

 

“Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem,”

Paulo mudou o pronome para a primeira pessoa para se identificar melhor com seus leitores. Ele diz: “se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem”, quer dizer que, se ele falar língua sem interpretação é ótimo para ele próprio. Pois quem fala línguas, sem interpretação, “edifica-se a si mesmo”, pois “não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1 Coríntios 14.2).

Nessas horas, quando ele ora, mesmo sem entender o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus, pois há línguas estranhas que são linguagem do céu” (1 Coríntios 13.1).

As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1 Coríntios 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1 Coríntios 14.4). Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder. Falar em línguas é um presente divino que renova nossa fé.

O falar em línguas é a resposta de Deus a mais profunda necessidade humana. Através dele, o homem é capacitado a transcender suas limitações, e a alcançar um nível de expressão inteiramente novo. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor.

 

 “... mas o meu entendimento fica sem fruto.”

Apesar de particularmente orar em espírito fazer bem ao que ora. O intelecto não é exercido por quem ora. Sem interpretação, não há nem revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina. Ficamos sem edificação e sem aproveitamento. Por não ter entendido as palavras proferidas o entendimento fica sem fruto.

Paulo esperava que quando orássemos, não orássemos somente dirigidos pelo espírito, mas de igual modo pela mente para que produzíssemos frutos. Os frutos produzidos poderiam ser no coração de quem orava num sentido limitado, mas normalmente os frutos eram produzidos também fora da mente da pessoa que falava. A “mente” do crente seria “infrutífera”; por conta disso, os ouvintes não poderiam dizer “amém” (v.16).

Assim, Paulo pergunta-se a si mesmo o que fazer (v.15). Ele continuará na prática de orar com o espírito, usando o sobrenatural e espiritual dom de falar em línguas: “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 20). E também orará com a mente e com o entendimento para produzir frutos, ainda que espontaneamente movida pelo mesmo Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201705_01.pdf

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

BRANDT, R. L. Falar em Línguas: O maior dom? 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

1 Coríntios 6:20

1 Coríntios 6:20 “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

 

“Porque fostes comprados por bom preço;”

Além de o comportamento dos cristãos individuais refletir no Senhor que reinava sobre eles, havia outro motivo importante para aqueles cristãos serem compelidos a “fugir da impureza” (v.18). Eles haviam sido “comprados por bom preço”. Não pertenciam a si mesmos. O preço da compra deles, assim como o da nossa, foi o precioso sangue do Cordeiro (João 1:29; 1 Pedro 1:18, 19). O verbo no ariosto “comprados”, seria em português o pretérito perfeito,  isto é, indica uma ação única e decisiva no passado.

Uma vez que a escravidão fazia parte do cotidiano da vida greco-romana, “comprados por preço” tinha mais significado para os primeiros leitores da carta de Paulo do que tem para os leitores de hoje. Alguns cristãos de Corinto eram, na verdade, propriedade de seus senhores (1 Coríntios 7:21, 22). O indicativo “[vós] fostes comprados por preço” prepara o terreno para o imperativo a seguir:

 

“... glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

O Espírito Santo nos foi dado com o propósito de glorificarmos a Cristo (João 16.14). O Espírito Santo usa o nosso corpo para glorificarmos a Jesus (Filipenses 1.20,21). Glorificamos a Deus no nosso corpo quando o usamos em santidade e pureza. Glorificamos a Deus no nosso corpo quando entregamos nossos membros como instrumentos de justiça e não como servos do pecado (Romanos 6.12-14). Glorificamos a Deus no nosso corpo quando empregamos nossas forças, energias, dons e talentos para servirmos ao Senhor e fazermos a Sua vontade.

Não apenas o nosso corpo deve glorificar a Cristo, mas também o nosso espírito. Que nesse caso se refere ao homem interior (Alma e Espírito). O espírito já passou pela santificação inicial que se deu na ocasião da regeneração (2 Coríntios 1:21; Tiago.1:18; 1 Pedro 1:21). Agora se desenvolve mediante o processo de crescimento (1 Pedro 2:2; Efésios 5:15) é o desenvolver do Fruto do Espírito (Gálatas 5.22). A Alma é a nossa personalidade; sede das emoções, intelecto e vontade. Não é regenerada, mas restaurada (Tiago 1:21) pela Palavra de Deus. Enquanto a santificação do espírito é inicial e imediata, a santificação progressiva tem seu lugar tanto na alma como no corpo. É o processo de mudança de valores (Lucas 5:33-39; Efésios 4:23; Jeremias 18:1-6; Romanos 12:1,2) que também chamamos de desenvolver a salvação (Filipenses 2:12) e despir-se do velho homem (Efésios 4:20 a 5:21).

Como Paulo escreveu aos tessalonicenses: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23).

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos,2008.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/02/1-tessalonicenses-523.html

1 Coríntios 6:17

1 Coríntios 6:17 “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”

 

“Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”

Paulo usou a mesma palavra grega “kollaomai” para designar tanto a junção de um homem com uma prostituta quanto à união de um cristão com Cristo. No versículo anterior Paulo pensara no vínculo físico, da união com uma meretriz: “Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela?” (v.16). Agora ele se refere ao laço espiritual que liga o verdadeiro crente ao Senhor.

Assim como os que participam do ato sexual tornam-se “um corpo”. Os que se unem pelo laço espiritual tornam-se “um espírito”. Os que se unem ao Senhor se tornam um só espírito com Ele, ou seja, o crente é um com o seu Senhor. Por outro lado se o seu corpo é membro de Cristo e se você se entrega à impureza e à prostituição, você está juntando Cristo à prostituição. Isso seria uma blasfêmia. Uma vez que os nossos corpos são membros de Cristo não podemos unir o corpo de Cristo à impureza.

O verdadeiro homem espiritual, nascido de novo, é aquele em quem não somente o Espírito Santo habita, mas o que o Espírito Santo governa e rege sem reservas o seu espírito, e alma e corpo. Nele o Espírito não é apenas residente, mas presidente em tudo.

Uma das expressões mais fortes sobre a união com Cristo foi escrita por Arthur T. Pierson. Esse autor expôs, "As ovelhas podem se afastar do pastor, o ramo pode ser cortado da videira; o membro pode ser separado do corpo . . , mas quando dois espíritos se unem em um só, quem os separará?" (Knowing the Scriptures).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos,2008.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 Pedro 3:1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE DEZEMBRO DE 2025
MULHERES PIEDOSAS

1 Pedro 3:1 “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos;”

Da mesma forma que todos os cristãos deveriam ser submissos às autoridades e os escravos, aos seus senhores, as mulheres deveriam se submeter aos [seus] maridos. Essa submissão é em prol da ordem e da paz no lar.

A submissão não implica superioridade espiritual ou intelectual do homem sobre a mulher mais do que dos senhores sobre os escravos. A preocupação de Pedro é que os cristãos apóiem a interação social ordeira. Em toda relação social deve haver um grau de liderança e submissão, até num negócio ou numa sala de aula. O caos reina quando ninguém tem a responsabilidade nem a autoridade de agir.

A implicação das palavras de Pedro é que Deus deu aos maridos a responsabilidade de liderar o lar. Afirmar a liderança do marido não é o mesmo que afirmar um governo autoritário e autocrático. É significativo que essas instruções de Pedro não têm como alvo o marido, e sim a esposa. Pedro não disse: “Maridos, controlem suas mulheres”, mas “Mulheres, sejam submissas ao seu próprio marido”. Sem que a esposa aceite espontaneamente a liderança do marido e sua conseqüente autoridade, ele não poderá exercer uma liderança eficaz.

 

“... para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

Uma esposa não está preparada a dar seu testemunho ao marido não-salvo até que ela se lhe sujeite, rendendo-lhe o devido amor. Paulo compara semelhante atitude à submissão da Igreja a Cristo (Efésios 5.22-24), e indica que esta é a maneira de a esposa demonstrar que “está no Senhor” (Colossenses 3.18). Se a esposa não o fizer, pode fazer com que a Palavra de Deus seja difamada (Tito 2.3-5).

Pois, quando o marido não é cristão e a esposa é, ela deve apoiar e incentivar toda bondade que ela encontrar nele, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Observemos que “seja ganho, sem palavra alguma” não se refere à Palavra de Deus. Pedro não estava dizendo que em alguns casos a “palavra” de Deus não faria parte da conversão do marido descrente. Ele disse que em alguns casos nenhuma palavra em particular ganharia o cônjuge descrente.  Antes, a Palavra apoiada por um comportamento piedoso é que ganharia o incrédulo para Cristo. O marido ser “ganho” redundaria em glória a Cristo e, ao mesmo tempo, na salvação dele.

Quando só a esposa era cristã, no mundo antigo sua posição já era precária. A expectativa era que a esposa seguisse a religião do marido, e não o inverso. Pedro queria que a esposa cristã servisse de exemplo para o marido através de seu comportamento tranqüilo e tolerante. O cristão não ensina apenas por palavras, mas pelo comportamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE DEZEMBRO DE 2025 (Atos 8:2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

12 DE DEZEMBRO DE 2025
HOMENS PIEDOSOS

Atos 8:2 “E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto.”

 

“E uns homens piedosos foram enterrar Estevão,”

Não somos capazes de identificar quem eram exatamente esses homens piedosos. Alguns eruditos entendem que essa nomenclatura (varões piedosos) se refere a homens piedosos judeus: “Eram judeus, homens piedosos e todos estavam habitando em Jerusalém” (Atos 2:5 ; Lucas 2:25). Porém, mais tarde a palavra “piedoso” também foi usada para descrever o cristão Ananias, reconhecidamente como “piedoso conforme a lei” (Atos 22:12). Vale lembrar que foi em Antioquia, na Síria, que os discípulos foram pela primeira vez chamada cristãos (Atos 11.26).

Esses homens reconhecendo o apedrejamento como um erro trágico de seus líderes (Lucas 23.47,48) devem ter corrido um risco considerável ao se identificarem com Estevão dessa maneira. Em contraste, Saulo, que tinha aprovado o apedrejamento de Estevão (v.1). Eles recolheram o cadáver contundido e abatido de Estevão e lhe deram um sepultamento decente. Estevão foi provavelmente sepultado no Campo de Sangue que há pouco tempo fora comprado para a sepultura dos estrangeiros: “E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue” (Mateus 27.7,8).

 

“... e fizeram sobre ele grande pranto.”

O código legal judaico permitia que os criminosos executados fossem sepultados, mas proibia luto ou pranto sobre eles. se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estevão. Eles o enterraram solenemente e fizeram sobre ele grande pranto por seu luto.

O Luto é uma expressão de mágoa ocasionada por calamidade ou perda trágica como a morte de um parente ou amigo, tão universal quanto a morte propriamente dita. No Oriente Próximo, o choro veemente sempre fez parte do luto.

Abraão lamentou e chorou por causa da morte de sua esposa Sara (Genesis 23.2). Davi e seus homens choraram ao saberem da morte de Saul e Jônatas (2 Samuel 1.12) Não podemos deixar de nos comover pelo pesar do Senhor Jesus, ao chorar pela morte de Lázaro, compartilhando a tristeza de seus amigos (João 11.33-35).

O tempo dedicado ao luto variava. O período mais longo mencionado na Bíblia são os 70 dias durante os quais os egípcios choraram por Jacó (Genesis 50.3), um período habitual entre os egípcios. José chorou sete dias por seu pai (Genesis 50.10,11). Trinta dias de choro foram observados por Arão (Números 20.29) e por Moisés (Deuteronômio 34.8). Os homens de Jabes-Gileade jejuaram por sete dias após cremarem e então sepultarem os restos de Saul e de seus filhos (1 Samuel 31.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.