quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Atos 8.4

Atos 8.4 “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”.

 

“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”

Esse versículo nos leva de volta aos cristãos que foram dispersos. A palavra traduzida por dispersos é o termo usado para indicar “sementeira, semeadura, espalhar sementes. Warren Wiersbe acrescenta que a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. Daí nasceu o provérbio: “O sangue dos mártires é a sementeira da igreja”.

Gamaliel, o professor de Paulo, lembrou ao sinédrio anteriormente o efeito da dispersão sobre os seguidores de Teudas e Judas, galileu: “Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos” (Atos 5.36,37).

A dispersão dissipou os seguidores tanto de Teudas como de Judas, mas não foi capaz de dissipar os seguidores de Cristo. Entenda o motivo nas próprias palavras de Gamaliel: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la [...]” (Atos 5:38-39).

Esses cristãos perderam tudo que possuíam: casas, rebanhos, bens, tudo exceto o pouco que podiam carregar nas costas. Eles fugiram a pé pelas estradas da Palestina com medo do perseguidor Saulo. Mas ao passarem por outros viajantes, eram objeto de curiosidade. As pessoas indagavam: “O que aconteceu? Ao invés deles murmurarem que deixaram tudo para trás eles preferiam anunciavam a palavra de Deus. A palavra grega equivalente a “anunciando” significa “evangelizar”, contar as boas novas!

Esses cristãos perseguidos não saíram dizendo: “Vejam só para onde está indo este mundo! ”, mas, sim: “Vejam Aquele que veio ao mundo! ”.  Eles aprenderam com o exemplo de Estêvão: seus inimigos podiam ferir sua carne, mas não seu espírito; podiam abreviar suas vidas, mas não sua influência; podiam tomar suas casas, mas não seu lar celestial (João 14:1–3); podiam roubar seus bens, mas não seus tesouros (Mateus 6:20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Geográfica, Vol. 6. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

Atos 8:1

Atos 8:1 “E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria, exceto os apóstolos.”

 

“E também Saulo consentiu na morte dele.

Com a morte de Estevão um vento forte de perseguição soprou sobre a igreja. Mas a perseguição é como o vento em relação à semente: apenas a espalha.  Do ponto de vista humano, aquele foi um dia tenebroso para os crentes, mas do ponto de vista de Deus foi o começo de uma grande revolução espiritual, quando a igreja alargou suas fronteiras em direção aos confins da terra.

Estevão é considerado o primeiro mártir do cristianismo e Saulo tem uma participação crucial na sua morte. Ele teve culpa, pois era uma autoridade do Sinédrio e tinha o poder de impedir aquele massacre.  A bíblia diz que foi ele guardou as vestes dos que apedrejaram Estevão (Atos 7.58) e consentiu assim na sua morte. Ao sublinhar o nome de Saulo, o escritor Lucas prepara os leitores para a maravilha da sua posterior transformação (Atos 9:1-31).

 

“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém;”

Após o martírio de Estevão: “fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém”. A comissão, todavia foi cumprida através da perseguição. A perseguição não é um acidente de percurso, mas uma agenda. Mesmo quando a igreja é perseguida, Deus continua no controle. A perseguição nunca destruiu a igreja; ao contrário, alargou suas fronteiras. Uma igreja que se espalha para além de sua zona de conforto impacta o mundo.

Bengel afirmou que o vento aumenta a chama. Assim como a perseguição não labora contra a igreja, mas a seu favor. Deus transforma o agente da perseguição em parceiro da missão. Para Marshall, a dispersão levou ao mais significativo avanço na missão da igreja. Pode-se dizer que a perseguição foi necessária para levá-los a cumprir o mandamento dado em Atos 1.8: “e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”

 

“... e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria,”

A perseguição acarretou grande dispersão. Esta primeira dispersão dos cristãos teve lugar "nas terras de Judéia e Samaria". Acerca das igrejas na Judéia, temos algumas notícias em Atos 9:32-42, onde lemos a respeito das visitas de Pedro aos cristãos de Lida, Jope e da região de Sarona, terras estas que se encontravam entre Judéia e Samaria. Aqui o foco que se segue é do testemunho da obra de Filipe em Samaria, a conversão de Simão, o mago, e a chegada posterior de Pedro e João em Samaria.

Calvino diz corretamente que, pela maravilhosa providência de Deus, a dispersão dos fiéis levou muitos à unidade da fé. Assim, o Senhor trouxe luz das trevas e vida da morte.

 

“... exceto os apóstolos.”

Não sabemos por que os apóstolos não foram dispersos como os outros cristãos. Talvez Saulo e seus capangas tenham deixado os apóstolos em paz, temendo seu poder e presumindo que não constituiriam uma ameaça, se não tivessem seguidores.

Talvez os apóstolos preferiram ficar em Jerusalém, independentemente do risco — para ministrar a quaisquer cristãos que tivessem escapado de Saulo , e para ministrar aos encarcerados. Calvino de que os apóstolos não fugiram de Jerusalém, porque é dever de um bom pastor dar a própria vida em defesa das ovelhas quando elas são atacadas por um lobo.

Justo Gonzales escreveu que os membros do concílio e o sumo sacerdote nessa ocasião se preocupavam mais pelos cristãos "gregos" do que pelos "hebreus". É posteriormente, no capítulo doze de Atos, que a perseguição desaba contra os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

Apocalipse 2:10

Apocalipse 2:10 “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

 

“Nada temas das coisas que hás de padecer.”

As aflições e perseguições que os crentes de Esmirna sofriam, causavam-lhes medo. Está implícito que esse medo estava num processo de crescimento. Jesus, então, exorta-os a que parassem de sentir pavor quanto ao que estavam por sofrer. Ao mesmo tempo, não dá nenhum falso encorajamento, nenhuma falsa esperança de paz e prosperidade. Pois a perseguição haveria de aumentar. Por isso ele disse aos seus discípulos: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33).

O apostolo Paulo quando voltou para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmou os ânimos dos discípulos, e exortou-os a permanecer na fé, e disse-lhes:  que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:21,22). A Timóteo ele escreveu sobre essa condição: E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições   (2 Timóteo 3.12). Mas aos romanos ele escreveu um cântico de vitória sobre as provações, pois nada seria capaz de nos separar do amor de Cristo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8:35).

 

“Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias.”

O diabo lançaria alguns deles na prisão, e haveriam de enfrentar diversas provações. No mundo antigo a prisão não era um tanto lugar de castigo, mas de detenção antes do julgamento. O julgamento podia resultar favorável à defesa ou em algum tipo de castigo, inclusive morte. Prisão e morte possível eram identificadas como obra do diabo, e implicavam em uma prova da validade da fé cristã. Todos que diziam ser discípulos de Jesus tinham de estar dispostos a ir para a prisão e, se necessário, deixar sua vida pelo seu Senhor.

O número dez dias não tem nenhum significado simbólico especial além de indicar um período relativamente curto de perseguição. Seus sofrimentos brevemente chegariam ao fim (após "dez dias"). Ladd diz que João, no caso dos esmirneanos, não prevê uma perseguição mundial, mas local e de curta duração.

Para Gilberto "Dez dias" pode referir-se às dez perseguições de 64-305, sob os dez imperadores romanos dessa época.  Algumas não duraram muito; outras não alcançaram todas as províncias do império. Não obstante, milhares de cristãos foram queimados em fogueiras, jogados aos leões, torturados e mortos das mais terríveis maneiras. Contudo, nem a morte, nem as forças do inferno foram capazes de impedi-los de divulgar o Evangelho nem de conter o avanço e o crescimento da Igreja.

 

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Como já foi dito o julgamento podia resultar na morte de alguns. Policarpo, um dos mais famosos mártires da antiguidade, foi Bispo de Esmirna e enfrentou com coragem seu martírio. Este dedicado líder foi queimado vivo em uma fogueira no ano 155 d.C. Levado ao estádio, o procônsul instou com ele, dizendo: “Jura, maldiz a Cristo e te porei em liberdade.” Policarpo lhe respondeu: “Oitenta e seis anos eu tenho servido a Cristo, e Ele nunca me fez mal, só o bem. Como então posso eu maldizer o meu Rei e Salvador?”

As palavras de Jesus "Sê fiel até a morte" não significa ser fiel até morrer, mas, ser fiel mesmo que, para isso, tenhamos de dar a vida pela fé cristã. É preferir morrer a negar a Jesus. Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz. Ele foi da cruz até à coroa. Essa linha também foi traçada para a igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida”. Desta forma, a igreja de Esmirna não é candidata à morte, mas à vida. A morte física não poderia roubar-lhes a vida que haviam recebido de Cristo.

A coroa da vida não é uma promessa de recompensa especial para os mártires. Todos os que pertencem a Cristo receberão uma coroa da vida. Deus prometeu sua coroa a todos os que o amam (Tiago 1:12). A figura da coroa não vem da monarquia, mas dos jogos atléticos. Os competidores lutavam “para alcançar uma coroa (é usada a mesma palavra grega) corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Coríntios 9:25). João introduziu a promessa da coroa da vida neste contexto para lembrar os esmirneanos de que apesar de sofrerem morte física eles tinham certeza do prêmio da vida eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

LAWSON, Steven J. As Setes Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final para o seu povo. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004,

LADD, George Eldon. Apocalipse - introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1986.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE AGOSTO DE 2025 (2 Coríntios 4.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE AGOSTO DE 2025
MANTENDO O ÂNIMO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO

 2 Coríntios 4.9 “Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. “


Nesta seção da carta Paulo se expressa numa série de quatro declarações paradoxais. Elas refletem, de um lado, a vulnerabilidade de Paulo e de seus companheiros, e por outro lado, o poder de Deus que os sustenta. Esse versículo contém as duas últimas declarações paradoxais.


“...perseguidos, mas não desamparados; “ 

A palavra grega para “perseguidos”, traz a ideia de perseguir e caçar como a um animal, enquanto a palavra para “desamparados”, significa desertar, abandonar alguém em dificuldades. Paulo se descreve como um fugitivo caçado por seus adversários, contudo, na última hora Deus lhe dava um escape.201 Paulo sofreu duras perseguições desde o começo de sua conversão até o último dia da sua vida na terra. Não teve folga nem alívio. Foi perseguido pelos judeus e pelos gentios, pelo poder religioso e pelo poder civil. No entanto, jamais se sentiu desamparado. Quando foi apedrejado em Listra, levantou-se para prosseguir o projeto missionário. Quando foi preso em Filipos, cantou e orou à meia-noite. Quando foi preso em Jerusalém, deu testemunho diante do Sinédrio. Quando foi levado para Roma como prisioneiro de Cristo, testemunhou ousadamente aos membros da guarda pretoriana. Mesmo quando ficou só em sua primeira defesa, em Roma, foi assistido pelo Senhor (2 Timoteo 4.16-18).


“...abatidos, mas não destruídos; “ 

A palavra grega para “abatidos”, significa lançar abaixo, derrubar violentamente. A palavra era usada para falar da derrubada de um oponente na luta ou de derrubar uma pessoa com a espada ou qualquer outra arma. Já a palavra para “destruídos”, significa destruir e perecer. Paulo enfrentou circunstâncias desesperadoras, acima de suas forças (1.8). Foi acusado, perseguido, açoitado, aprisionado, mas jamais sucumbiu. Mesmo quando foi levado à guilhotina romana e teve seu pescoço decepado pelo verdugo, não foi destruído (2 Timóteo 4.17,18), porque sabia que sua morte não era uma derrota, mas uma vitória, uma vez que morrer é lucro, é deixar o corpo e habitar com o Senhor, o que é incomparavelmente melhor. Na fraqueza de Paulo, Jesus o tornou forte. O apóstolo parecia nunca esquecer que estava seguindo os passos de Jesus. O próprio Senhor foi crucificado de um modo vergonhoso, mas, por meio de Sua morte, Ele derrotou Satanás. A glória do ministério de Paulo estava no fato de que ele transmitia os ensinamentos de Jesus, mas também participara dos sofrimentos de Cristo. Ele jamais pensou em abandonar seu ministério. Naquilo o mundo viu como fraqueza, o apóstolo encontrou força.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
24/5/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_02.pdf

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

LOPES, Hernandes Dias. 2 Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008.