domingo, 7 de dezembro de 2025

Romanos 8.16

Romanos 8.16 “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”

 

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”

Esse versículo  não deve ser isolado dos versículos precedentes. Paulo “acabara de dizer que recebemos “um espírito” (o Espírito Santo) no qual clamamos: Aba, Pai”. E o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (vv. 15, 16). Uma referência cruzada de Romanos 8:15, 16 é Gálatas 4:6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” Observemos que aqui o Espírito clama “Aba, Pai”enquanto em Romanos 8:15 são nossos espíritos que clamam “Aba, Pai”. Trata-se de um testemunho duplo. Nossos espíritos estão testemunhando que “Deus é nosso Aba, Pai” e o Espírito, como haveria de ser, concorda: “Sim, está certo! Deus é mesmo o Pai deles!

Quando o Espírito Santo testificou essa verdade? Quando Ele inspirou a Palavra. Paulo insistiu que as palavras ditas por ele eram “ensinadas pelo Espírito” (1 Coríntios 2:13). Ouçamos com atenção o testemunho do Espírito: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gálatas 3:26, 27).

Além do testemunho escrito do Espírito Santo. Ele também dá testemunho no nosso ser interior de que estamos perdoados de nossos pecados, da certeza da reconciliação com Deus e do acesso a Ele pela fé em Jesus (Romanos 5,1,2), e ainda, do glorioso direito de sermos filhos. Portanto, quando a expressão diz: “testifica com o nosso espírito”, não se refere a um mero assentimento de nossa consciência, mas sim, a que o Espírito Santo sustenta e confirma dentro de nós a confiança da adoção em Cristo Jesus.

A Bíblia ensina que um fato pode ser estabelecido pelo depoimento de duas ou três testemunhas (Mateus 18:16; Deuteronômio 17:6; 19:15; João 8:17). Paulo disse, com efeito, que há duas testemunhas que podem confirmar que você é verdadeiramente um filho de Deus: o Espírito Santo e o seu espírito. A BJ diz: “O próprio Espírito se une ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIO
07/12/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

1 Pedro 3:1

1 Pedro 3:1 “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos;”

Da mesma forma que todos os cristãos deveriam ser submissos às autoridades e os escravos, aos seus senhores, as mulheres deveriam se submeter aos [seus] maridos. Essa submissão é em prol da ordem e da paz no lar.

A submissão não implica superioridade espiritual ou intelectual do homem sobre a mulher mais do que dos senhores sobre os escravos. A preocupação de Pedro é que os cristãos apóiem a interação social ordeira. Em toda relação social deve haver um grau de liderança e submissão, até num negócio ou numa sala de aula. O caos reina quando ninguém tem a responsabilidade nem a autoridade de agir.

A implicação das palavras de Pedro é que Deus deu aos maridos a responsabilidade de liderar o lar. Afirmar a liderança do marido não é o mesmo que afirmar um governo autoritário e autocrático. É significativo que essas instruções de Pedro não têm como alvo o marido, e sim a esposa. Pedro não disse: “Maridos, controlem suas mulheres”, mas “Mulheres, sejam submissas ao seu próprio marido”. Sem que a esposa aceite espontaneamente a liderança do marido e sua conseqüente autoridade, ele não poderá exercer uma liderança eficaz.

 

“... para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

Uma esposa não está preparada a dar seu testemunho ao marido não-salvo até que ela se lhe sujeite, rendendo-lhe o devido amor. Paulo compara semelhante atitude à submissão da Igreja a Cristo (Efésios 5.22-24), e indica que esta é a maneira de a esposa demonstrar que “está no Senhor” (Colossenses 3.18). Se a esposa não o fizer, pode fazer com que a Palavra de Deus seja difamada (Tito 2.3-5).

Pois, quando o marido não é cristão e a esposa é, ela deve apoiar e incentivar toda bondade que ela encontrar nele, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Observemos que “seja ganho, sem palavra alguma” não se refere à Palavra de Deus. Pedro não estava dizendo que em alguns casos a “palavra” de Deus não faria parte da conversão do marido descrente. Ele disse que em alguns casos nenhuma palavra em particular ganharia o cônjuge descrente.  Antes, a Palavra apoiada por um comportamento piedoso é que ganharia o incrédulo para Cristo. O marido ser “ganho” redundaria em glória a Cristo e, ao mesmo tempo, na salvação dele.

Quando só a esposa era cristã, no mundo antigo sua posição já era precária. A expectativa era que a esposa seguisse a religião do marido, e não o inverso. Pedro queria que a esposa cristã servisse de exemplo para o marido através de seu comportamento tranqüilo e tolerante. O cristão não ensina apenas por palavras, mas pelo comportamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

Atos 8:2

 

“E uns homens piedosos foram enterrar Estevão,”

Não somos capazes de identificar quem eram exatamente esses homens piedosos. Alguns eruditos entendem que essa nomenclatura (varões piedosos) se refere a homens piedosos judeus: “Eram judeus, homens piedosos e todos estavam habitando em Jerusalém” (Atos 2:5 ; Lucas 2:25). Porém, mais tarde a palavra “piedoso” também foi usada para descrever o cristão Ananias, reconhecidamente como “piedoso conforme a lei” (Atos 22:12). Vale lembrar que foi em Antioquia, na Síria, que os discípulos foram pela primeira vez chamada cristãos (Atos 11.26).

Esses homens reconhecendo o apedrejamento como um erro trágico de seus líderes (Lucas 23.47,48) devem ter corrido um risco considerável ao se identificarem com Estevão dessa maneira. Em contraste, Saulo, que tinha aprovado o apedrejamento de Estevão (v.1). Eles recolheram o cadáver contundido e abatido de Estevão e lhe deram um sepultamento decente. Estevão foi provavelmente sepultado no Campo de Sangue que há pouco tempo fora comprado para a sepultura dos estrangeiros: “E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue” (Mateus 27.7,8).

 

“... e fizeram sobre ele grande pranto.”

O código legal judaico permitia que os criminosos executados fossem sepultados, mas proibia luto ou pranto sobre eles. se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estevão. Eles o enterraram solenemente e fizeram sobre ele grande pranto por seu luto.

O Luto é uma expressão de mágoa ocasionada por calamidade ou perda trágica como a morte de um parente ou amigo, tão universal quanto a morte propriamente dita. No Oriente Próximo, o choro veemente sempre fez parte do luto.

Abraão lamentou e chorou por causa da morte de sua esposa Sara (Genesis 23.2). Davi e seus homens choraram ao saberem da morte de Saul e Jônatas (2 Samuel 1.12) Não podemos deixar de nos comover pelo pesar do Senhor Jesus, ao chorar pela morte de Lázaro, compartilhando a tristeza de seus amigos (João 11.33-35).

O tempo dedicado ao luto variava. O período mais longo mencionado na Bíblia são os 70 dias durante os quais os egípcios choraram por Jacó (Genesis 50.3), um período habitual entre os egípcios. José chorou sete dias por seu pai (Genesis 50.10,11). Trinta dias de choro foram observados por Arão (Números 20.29) e por Moisés (Deuteronômio 34.8). Os homens de Jabes-Gileade jejuaram por sete dias após cremarem e então sepultarem os restos de Saul e de seus filhos (1 Samuel 31.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Daniel 6:10

Daniel 6:10 “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.”

 

“Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém),”

Depois que Daniel ficou sabendo que o rei Dario, o medo, assinou movido por orgulho e vaidade um decreto no qual ele seria considerando um deus durante trinta dias. E que não seria tolerado durante trinta dias fazer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, senão ao rei. Quem desobedecesse ao mandamento do rei seria lançado na cova dos leões (Daniel 6:7).

Daniel entrou em sua casa, mais precisamente no seu quarto para orar. Esse é o tipo de oração que decide batalhas espirituais, porque é o canal de comunicação entre o crente e Deus: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mateus 6:6).

A oração de Daniel em cativeiro não estava baseada desobediência ao rei Dario, mas na obediência ao Deus de Israel: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Deus havia deixado prescrições bíblicas de oração nos momentos de crise (1 Reis 8.38,42,44,48), e o que suplicasse a Deus deveria se voltar para o lado de Jerusalém, porque é "Jerusalém a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome", é o que diz o Senhor em 1 Reis 11.36. Também porque em Jerusalém estava o templo de Deus (nos dias de Daniel, destruído), centro da unidade nacional e símbolo da fé e da existência do povo escolhido.

 

“... e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.”

Daniel, na crise, apenas manteve o ritmo que costumava manter, na oração. Ele três vezes ao dia se punha de joelhos para orar. Em três horas do dia os judeus faziam oração: às 9 da manhã; às 12, e às 15 horas. Davi assim fazia: “De tarde e de manhã e ao meio-dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz” (SaImo 55.17). Pedro e João subiam ao templo para a oração às 15 horas, que era a hora nona dos judeus (Atos 3.1).

Há crentes que só nas crises ou necessidades agudas cumprem um esquema de oração, mas aquele que está habituado a orar com regularidade, nessas ocasiões simplesmente mantém o ritmo costumeiro, enquanto o temporal ruge do lado de fora.

Daniel, além de perseverante, foi também humilde: "se punha de joelhos". Isso fala de submissão e entrega total a Deus. Jesus orou assim: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava (Lucas 22.41); e grato: "orava e dava graças". Muitas orações não têm resposta porque só se ocupam de petições, sem ações de graças de antemão. A gratidão a Deus certamente o inclinará a dar-nos o que precisamos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lição 11: O espírito humano e as disciplinas cristãs - 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” (1 Timóteo 4.8).

 

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita,”

Nós somos formados de três partes, segundo a Palavra de Deus: “espírito, e alma, e corpo” (1 Tessalonicenses 5.23). Todas elas precisam de exercício, de atividade, sob pena de sofrermos atrofia em todas ou em um a delas. Há muitos que vivem de modo sedentário, desenvolvendo doenças circulatórias, cardíacas ou neurológicas. Isso não é desejável.

Warren Wiersbe diz que precisamos cuidar do corpo, e o exercício físico faz parte desse cuidado. O corpo além de tempo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19-20) é o instrumento para o seu serviço (Romanos 12.1-2). O pregador escocês Robert Murray M'Cheyne. Disse em seu leito de morte aos 29 anos: "Deus me deu um cavalo e uma mensagem, eu matei o cavalo e não posso mais entregar a mensagem", expressando tristeza por não poder continuar seu ministério de pregar o Evangelho, por causa de sua saúde (que ele sentia que tinha "matado").

Mas por que esse incentivo ao exercício físico se Paulo diz que o exercício corporal para pouco aproveita”? Paulo cita ao que parece, pela sua harmonia, ser um refrão proverbial: “Pois o exercido fisico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa.” Conforme era originalmente formulado, este apotegma deve ter sido dirigido contra o treinamento excessivo de atletas, que, segundo sabemos, era assunto de fortes críticas nos círculos estóicos e cínicos.

Paulo não está dizendo que o “exercício físico” (gymnasia) “não serve para nada”. O que ele está fazendo é enfatizando a importância do exercício espiritual, contrastando-o com o exercício físico.

 

“...mas a piedade para tudo é proveitosa,”

O apóstolo mostrou a Timóteo que havia algo mais importante que o exercício físico. A Piedade. Piedade, ou “eusebeia”, significa a vida de santidade do cristão; a vida devocional, que inclui as orações, a leitura da Palavra de Deus, de m odo sistemático, a adoração a Deus, de forma constante; a maneira de viver e conviver com as pessoas, zelando pelo bom testemunho cristão, tudo isso é piedade.

Se o corpo, como vimos, precisa de exercícios para não envelhecer precocemente, ou atrofiar-se, em suas funções vitais, a alma e o espírito também necessitam de “exercícios” espirituais, ou seja, de piedade. Paulo resumiu a piedade quando escreveu aos coríntios, dizendo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15.58).

 

“... tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.”

As palavras finais, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser, definem as bênçãos que o homem que se dedica à piedade pode esperar. Parecem ecoar as palavras de nosso Senhor registrada na tradição dos Evangelhos que oferecem exatamente esta recompensa àqueles que renunciam a tudo por amor a Ele: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29).

O exercício espiritual não só nos recompensa nesta vida, mas nos assegura uma entrada no reino eterno. A vida eterna é a coroa que pode ser esperada por aqueles que exercitam a piedade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Wiersbe. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.