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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Atos 24:13

Atos 24:13 “Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

 

“Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.”

Depois de receber autorização de Felix para se defender. O apóstolo se defendeu das acusações de ser um agitador entre os judeus argumentando que não causou a confusão em Jerusalém, pois não havia falado com ninguém desde que chegou há 12 dias. E também que não estava profanando o templo e quebrando lei, pois estava cumprindo voto: “Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta” (Atos 21:26).

Após os esclarecimentos nos versos anteriores ele afirmou que seus acusadores não podiam provar as coisas que o acusaram. Pois o Sinédrio não tinha um conhecimento de primeira mão das acusações feitas; só lidara com boatos. Não trouxeram uma testemunha, apenas um orador fluente. Não havia provas para a acusação. 

Na lei judaica para se condenar alguém deveria haver pelo menos duas ou três; não era permitido condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

O falso testemunho era proibido, pois poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (Mateus 26:59). O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  “Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19).

Mesmo assim, Paulo não foi inocentado ou solto por Félix, que representava Roma, nem sequer depois deste último receber um relatório mais detalhado da parte de Lísias (supondo-se que finalmente o prestou). Paulo permaneceu sendo prisioneiro, e surge a pergunta de por que foi mantido em custódia. A resposta pode ser que Félix suspeitasse que o assunto era mais complexo do que uma mera acusação acerca de uma perturbação isolada da paz no templo, e que Paulo poderia ser um perigo público.

As autoridades romanas forçosamente se preocupavam com quaisquer causas possíveis de motins e rebeliões entre os judeus nos anos sempre mais tensos que levaram ao irrompimento da revolta judaica, e um governador romano provavelmente preferiria o caminho mais seguro no caso de um prisioneiro potencialmente perigoso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/11/zacarias-817.html

Atos 24:5

Atos 24:5 “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

 

“Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo;

Tértulo apresentou três acusações contra Paulo perante Felix, duas descritas nesse versículo acusações essas tão falsas quanto sua adulação nos versos anteriores.

A primeira acusação era pessoal: “Porque, tendo nós verificado que este homem é uma peste...” (v. 5a) — literalmente, “uma praga, uma pestilência”! Se a metáfora ainda fosse viva, a implicação seria que a influência de Paulo era infecciosa, ele era um perturbador da ordem pública. Em outras palavras: “Paulo é um agitador de primeira linha, nenhuma pessoa de bom sendo deveria deixá-lo viver!”.

A segunda acusação era política: “promove sedições entre os judeus esparsos por todo o mundo”. Paulo é acusado de levantar sedição em toda a população judaica do mundo romano. Havia muitos agitadores judeus naquela época, falsos Messias que ameaçavam aquela "paz" que Tértulo havia atribuído a Félix. Esta era uma acusação mais concreta, embora ainda lhe faltasse substância. Certamente poderia ser argumentado que o efeito da pregação de Paulo era provocar alvoroços. Essa acusação tinha um fundo de verdade, pois havia ocorrido desordem em muitos lugares em que Paulo estivera. Mas, era uma inverdade deduzir com isso que Paulo havia instigado o tumulto.

 

 “... e o principal defensor da seita dos nazarenos;”

Em terceiro lugar, Paulo foi atacado como sendo o principal defensor da seita dos nazarenos. A palavra hairesis significava "seita, partido, escola" e era aplicada tanto aos saduceus (Atos 5:17) como aos fariseus (Atos 15:5; 26:5), como também a outras tradições dentro do judaísmo. E é nesse sentido que é aplicada aos cristãos.

Este é o único lugar no Novo Testamento onde “Nazareno” se emprega para descrever os cristãos. Foi um termo aplicado ao próprio Jesus (Atos 2:22), e fora do Novo Testamento, aplicava-se mais tarde a grupos de cristãos judaicos que tinham conceitos não ortodoxos. É bem provável que os cristãos judeus fossem cognominados conforme o nome vinculado ao líder deles, especialmente se a palavra tinha referência zombeteira: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (João 1:46); mais tarde, a palavra pode ter sido apropriada por algum grupo específico de cristãos.

 

 

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DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_08.pdf

Mateus 10:33

Mateus 10:33 “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

 

“Mas qualquer que me negar diante dos homens,”

Após falar de como serão honrados aqueles que o confessarem diante dos homens. Jesus advertiu todo discípulo que virasse as costas para Ele: “Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai,que está nos céus”. O verbo “negar” significa “desconhecer” ou “repudiar”.

Os cristãos do começo da igreja foram colocados sob intensa pressão para que negassem a Cristo. Por exemplo, no segundo século d.C.,Plínio, o Jovem, governador de Ponto/Bitínia,escreveu uma carta ao imperador romano Trajano sobre sua política para lidar com cristãos que eram denunciados a ele. Primeiro, ele interrogava-os acusados de serem cristãos duas ou três vezes, dando-lhes oportunidade de negar a Cristo. Depois, executava os que não se retratavam. Todavia, se fossem cidadãos romanos, enviava-os a Roma. Aqueles que negavam ser cristãos eram soltos depois de amaldiçoar a Cristo, invocar os deuses e oferecer oração com incenso e vinho à imagem do imperador.

 

“... eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Apesar de o negando o nosso sofrimento neste mundo possa ser aliviado. Como Pedro que quando temeu a própria vida assim fez: “E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. Porém, ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço” (Lucas 22:56,57). Qualquer pessoa negue e rejeite a Cristo diante dos homens serão negados por Ele no grande dia, quando mais precisarem dele: Ele não considerará como servos aqueles que não o considerarem seu Messias. Ele lhes dirá abertamente: “Nunca vos conheci” (Mateus. 7.23).

Nos primeiros tempos do cristianismo, quando, para um homem, confessar a Cristo significava arriscar tudo o que lhe era caro neste mundo, esta era uma prova de sinceridade maior do que passou a ser mais tarde, quando já havia até mesmo vantagens seculares para aqueles que o confessassem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

Mateus 10:32

Mateus 10:32 “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ”

 

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, ”

A expressão “portanto”, indica que o que Jesus está prestes a dizer é uma conclusão ou lição para Seus pensamentos anteriores. Jesus querendo inspirar seus seguidores a serem destemidos, promete uma grande bênção a todo aquele que [O confessasse]diante dos homens. A palavra grega para “confessar” significa declarar ou reconhecer. A confissão de fé em Cristo é um dos requisitos para quem quer se tornar um cristão (Romanos 10:9, 10; 1 Timóteo 6:12). Implica confessá-lo como seu Senhor e Salvador.

Todavia, confessar a Cristo é mais que uma declaração de lábios. Muitos repelem o Credo, como papagaio, sem saber o que estão dizendo. Externamente, Judas confessou a Cristo, enquanto Pedro, uma vez, o negou. Judas, porém, era apóstata, e Pedro, verdadeiro discípulo. Tanto que Pedro professou o que tem sido chamado de “a boa confissão”, ao declarar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16).

Os discípulos seriam levados perante tribunais judaicos e governadores e reis gentios (Mateus 10:17,18). Tais confrontos seriam oportunidades para que reconhecessem o Cristo. Os discípulos teriam que vencer todos os medos relativos à perseguição para manterem essa confissão. Eles poderiam até perder a vida por causa de sua profissão de fé, como aconteceu com Tiago, irmão de João. Realmente confessar Cristo significa testificar com os lábios e a vida, aconteça o que acontecer.

No Evangelho de João, muitos dos judeus temiam declarar a fé em Jesus porque seus líderes haviam decidido que, “se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, [seria] expulso da sinagoga” (João 9:22). Algumas das autoridades criam em Jesus, mas não O confessaram, “para não serem expulsos da sinagoga” (João 12:42).

Henry diz que é nosso dever, não apenas crer em Cristo, mas também professar esta fé, sofrendo por Ele, quando isto nos for exigido, e também servindo a Ele. Nunca devemos nos envergonhar do nosso relacionamento com Cristo, da nossa presença com Ele, e das expectativas que temos em relação a Ele: com isto, a sinceridade da nossa fé é evidenciada, o seu nome glorificado, e muitos, edificados.

 

“... eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ”

Embora mesmo que isto possa nos expor à reprovação e a problemas agora, nós seremos abundantemente recompensados por tudo isso na ressurreição dos justos, quando será nossa honra e felicidade indescritível ouvir Jesus –“o mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo2:5; NVI) – nos confessar diante de [Seu] Pai, que está nos céus. No lugar de “diante de meu Pai que está nos céus”, Lucas diz “diante dos anjos deDeus” (Lucas 12:8, 9).

Imagine Cristo dizendo sobre nós: “Eu falarei coisas boas dele, quando ele comparecer diante de meu Pai para receber o seu destino”. Eu o apresentarei e o representarei ao meu Pai”. Aqueles que honram a Cristo, da mesma forma Ele honrará. Eles o honram diante dos homens. Isto é pouco. Ele os honrará diante do seu Pai, o que é muito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

quarta-feira, 29 de julho de 2026

2 Timóteo 1:8

2 Timóteo 1:8 “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

 

“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu;”

A vergonha entrou no mundo quando o pecado entrou no mundo. Antes que o primeiro casal pecasse, “o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). No entanto, depois que pecaram, perderam a inocência pueril e conheceram a vergonha da nudez (Gênesis 3:10; Apocalipse 16:15).

Quando agimos mal, nossas consciências dadas por Deus, são projetadas para nos fazer sentir culpados, até mesmo envergonhados. Devemos ter vergonha quando cometemos qualquer espécie de pecado. A vergonha deve nos levar a nos arrependermos de nossos pecados e a corrermos para Deus em busca de perdão.

O problema é que nossa capacidade de nos envergonharmos às vezes sai do prumo. Algumas pessoas não têm vergonha dos atos pecaminosos que cometeram. Suas consciências estão tão cauterizadas (1 Timóteo 4:2) que a sua “glória está na sua infâmia” (Filipenses 3:19; Jeremias 6:15). Por outro lado, é possível sentir vergonha quando não devemos. Este é o problema que Paulo estava abordando.

Ele orienta a Timóteo a não se envergonhar do evangelho, nem dele, seu mestre, pelo fato de estar na prisão. Certamente, Timóteo já tinha a consciência de que um discípulo de Cristo não pode envergonhar-se dEle: “E bem-aventurado é aquele que em mim não se escandalizar (Mateus 11.16). Para isso Paulo declara solenemente sua certeza e firmeza na fé para estimular a Timóteo a não fraquejar em qualquer circunstância: “[...] por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, por­ que eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Timóteo 1.12). E o informa da postura de Ônesiforo: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias” (2 Timóteo 1:16). Essa exortação nos mostra que o crente em Jesus não deve jamais se envergonhar dEle nem dos seus pastores que dão suas vidas pela igreja do Senhor.

 

“... antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, ”

Depois dessa orientação o apóstolo concita Timóteo a participar “das aflições do evangelho”. Ele sabia o que falava, não por ouvir dizer, ou por teoria ou retórica humana. Paulo passou pelo fogo do sofrimento pelo amor a Deus e à sua obra. Timóteo tinha conhecimento das experiências de Paulo, em suas jornadas em prol da igreja do Senhor Jesus. Mais do que qualquer outro apóstolo, ele sofreu de modo intenso para cumprir sua missão.

Ele lembrou tais fatos a Timóteo, para que o jovem obreiro sentisse orgulho dos sofrimentos oriundos da causa de Cristo: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados” (1 Pedro 3:14).  O governo romano considerava Paulo prisioneiro de Nero; mas ele se considerava prisioneiro de Cristo, encarcerado pela causa de Cristo (Efésios 3:1; 4:1; Filemom 1, 9). Por esse sentimento Paulo escreveu aos gálatas: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

O versículo termina com a expressão “segundo o poder de Deus”. Uma possível tradução seria “na força que vem de Deus”. Às vezes, Deus nos salva do sofrimento (como aconteceu quando Pedro estava na prisão em Atos 12), e às vezes Ele nos dá força para suportar o sofrimento (como fazia quando Paulo estava na prisão).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_04.pdf

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Atos 26:16

Atos 26:16 “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; ”

 

“Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés,”

Em seu relato diante de Agripa II, Paulo enfatizou não a sua conversão, mas a sua comissão, não a maneira como se tomou discípulo de Cristo, mas como foi escolhido para ser um apóstolo. Paulo detalha para Agripa II o seu comissionamento para ser testemunha de Cristo entre os gentios, com o propósito de abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam remissão de pecados e herança entre os santificados pela fé.

A primeira ordem emitida por Cristo a ele foi "levanta-te e firmate sobre teus pés".  Ele, que junto com todos que o acompanhavam, haviam caído com o resplendor: “e caindo nós todos por terra” (v.14), recebe a ordem de não permanecer numa postura de medo e reverência, mas, sim, levantar-se para realizar tarefas ao Senhor.O profeta Ezequiel, também caiu "com o rosto em terra" quando viu "a aparência da glória do senhor". Mas Deus lhe ordenou imediatamente, "Filho do homem, põe-te em pé ... eu te envio aos filhos de Israel... tu lhes dirás as minhas palavras” (Ezequiel 2).

 

“... porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;”

O Senhor continua a falar sem interrupção e revela a razão por que lhe aparecera. Cristo o nomeou servo e testemunha daquilo que Paulo acabara de ver e daquilo que ainda haveria de ver, para ser testemunha com base nestas coisas.

Jesus apareceria a Paulo por diversas ocasiões. Além da estrada no caminho de Damasco, Jesus apareceria a ele na Arábia (Gálatas 1:12, 17-18); apareceu a ele em uma visão do céu (provavelmente antes de sua primeira viagem missionária) onde o Senhor lhe disse: “Minha graça te basta…” (2 Coríntios 12:1-9); apareceu a ele em Corinto (Atos 18:9-10); apareceu a ele enquanto ele orava no Templo em Jerusalém (Atos 22:17-21); e por fim quando Paulo estav preso em prisão de Jerusalém (Atos 23:11).

A descrição de Paulo como ministro e testemunha relembra Lucas 1:2, onde Lucas descreve como a tradição do evangelho foi derivada daqueles que eram testemunhas oculares e ministros (servos) da palavra, e indica que este grupo incluía pessoas tais como Paulo que não acompanharam Jesus durante o Seu ministério terrestre. Assim como Deus "enviou" os seus profetas para anunciarem a sua palavra ao seu povo, Cristo também "enviou" os seus apóstolos para pregarem e ensinarem o seu nome, incluindo Paulo que fora "enviado" para ser apóstolo dos gentios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

https://thebiblesays.com/pt/tough-topics/resurrect-appearance