sábado, 24 de janeiro de 2026

Colossenses 1:15

Colossenses 1:15 “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;”

 

“O qual é imagem do Deus invisível,”

Essa frase expressa de forma sucinta o ensino neotestamentário acerca da Pessoa de Cristo e da Sua posição. A palavra “imagem”, no texto, não quer dizer que Cristo seja uma cópia do Pai, ou uma figura dEle. A palavra grega para “imagem” é eikon, que significa a identificação de Cristo com Deus, o Pai, em sua perfeição, infinitude, imensidade, glória e poder. Ele mostra a glória de Deus (2 Coríntios 4.4). Logo, Cristo como a imagem de Deus significa que Ele não é uma cópia de Deus, “como Ele”, é a objetivação de Deus na vida humana, a “projeção” de Deus na tela da nossa humanidade e a encarnação do, divino no mundo dos homens.

Como consta do Credo Niceno, Jesus Cristo é o  “Filho Unigênito de Deus; gerado pelo seu Pai (procedente do Pai) antes da fundação do mundo, Deus de Deus, Luz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstanciai com o Pai”.. Ao contrário do que os gnósticos ensinavam, Jesus não é apenas uma pessoa criada por Deus, mas Ele é Deus.

No Novo Testamento, encontramos diversas referências que demonstram essa condição divina de Jesus (João 1.1,14; 20.28; 1 Timóteo 2.5). Ele não é mais um aeon (Capítulo 1), mas é Deus, com todos os atributos divinos. Ele declarou sua unidade com o Pai: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30); “Quem me vê a mim vê o Pai” (João14. 9).

 

“... o primogênito de toda a criação;”

Essa expressão “primogênito” (gr. prototokos) levou os hereges, adeptos de Ário, no século IV d.C., a entender e pregar que Jesus não poderia ser divino, visto que houvera sido gerado pelo Pai. A heresia ariana ensinava que Jesus era um ser criado, não tendo a mesma natureza de Deus. Foi criado (gr. genetos) por Deus; também nasceu (gr. gennetos), e foi adotado por Deus, sendo elevado a uma posição acima dos outros seres celestiais. Essa doutrina também era aceita pelos gnósticos, que ameaçavam a Igreja em Colossos.

O Credo Niceno, elaborado pelo bispo Atanásio, diz: “Um só Deus na Trindade, e a Trindade na Unidade”; “O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. E, porém, não são três deuses, mas um só Deus”.

A expressão “primogênito” não se refere “à criação de modo temporal. A questão aqui é de primazia de função, e não de prioridade temporal. Visto que Cristo participa do ato da criação, Ele permanece acima e além do mundo criado, como o Agente através de quem tudo veio a existir”. De fato, “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Isso mostra que Ele é o o agente através de quem todos os poderes espirituais vieram a existir (v. 16).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

Champlin, r. n. & bentes, j. m. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.

PATZIA, Arthur G. Novo Comentário Bíblico. Contemporâneo: Efésios, Colossenses, Filemon. Tradução de Oswaldo Ramos. São Paulo: Vida,. 1995

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. São Paulo: Candeia, 1995.

Êxodo 25:8

Êxodo 25:8 “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

 

“E me farão um santuário,”

Moisés foi instruído minuciosamente pelo Senhor para edificar um santuário, ou seja, uma tenda provisória e portátil, própria para ser conduzida durante toda viagem à terra de Canaã. Deus mesmo forneceu a planta com todos os objetos e utensílios que comporiam aquele santuário. O padrão para o Tabernáculo construído por Moisés era um padrão da realidade espiritual do sacrifício de Cristo e, deste modo, antecipava a realidade futura. [...] O Santuário terrestre era uma expressão dos princípios eternos e teológicos”.

A palavra santuário significa literalmente “lugar santo”. Os nomes dados à estrutura comumente denominada de Tabernáculo são muitos. Foi chamada de "tenda", referindo-se geralmente à cobertura exterior; a "tenda da congregação", onde Deus se encontrava com o Seu povo (27:21); a "tenda do testemunho" porque continha a arca e o Decálogo (25:16); a "habitação" e "habitação de Jeová" (Números 16:9), ou "habitação do testemunho" (Êxodo 38:21); e "lugar santo" (25:8). Os nomes "casa" ou "templo" (1 Samuel. 1:9; 3:3) também são usados, mas referem-se a uma condição mais acanhada do Tabernáculo.

O nome comum é "tenda", um termo que os tradutores elevaram ao mais altissonante "tabernáculo", seguindo o tabernaculum da Vulgata. Posteriormente seria utilizada para descrever também o Templo: “Um trono de glória, posto bem alto desde o princípio, é o lugar do nosso santuário” (Jeremias 17:12).

 

“... e habitarei no meio deles.”

O propósito do santuário é apresentado aqui como sendo que Deus pudesse “habitar” no meio de Israel. Até aquele momento, Deus havia se manifestado várias vezes em favor de Israel, mas não fora visto ainda “no meio deles”. Quando Deus falava a Moisés no monte, o povo assistia a distância, impactado pela visão dos raios projetados lá de cima.

Agora, porém, Deus está dizendo que a sua presença, que os assistira até ali, estaria permanentemente no meio do arraial, representada por e habitando um santuário erguido sob sua orientação. Enfim, Deus queria que o povo tivesse um relacionamento mais íntimo com Ele, e hoje não é diferente.

Ele deseja o mesmo conosco por meio do seu Santo Espírito, que, como asseverou Jesus, habita em nós desde o dia em que entregamos nossa vida a Cristo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Bíblia de Estudo Aplicação pessoal. Rio de Janeiro: CPAD.

Filipenses 2:9

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “príncipe e Salvador” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “assentado à destra do Pai” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “filho de Davi” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf

Atos 4.12

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

 

“E em nenhum outro há salvação,”

Um dia depois de terem curado o coxo da porta formos. Os apóstolos foram questionado pelos principais do templo: “Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?” (v.7). O apóstolo Pedro então disse efetivamente: “Se vocês realmente estão interessados em quem o curou, eu vou lhes dizer”. Aquele homem fora curado no nome de Jesus (v. 10).

O grego tem um trocadilho ausente na versão para o português. “Salvação” e “salvos” no versículo 12 são da mesma raiz que a palavra “curado”, no versículo 9. Assim como Jesus foi quem pôde curar fisicamente o mendigo, Ele também é o único que pode salvar espiritualmente a humanidade!

Pedro declara que somente Jesus pode oferecer a salvação no sentido mais pleno, o nome dEle é o único que recebeu poder da parte de Deus para dar a salvação aos homens. Há um apelo implícito aos ouvintes, no sentido de cessarem a sua rejeição de Jesus. A afirmação é restritiva, mas é verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6;). Pedro ecoou esse pensamento.

 

“... porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Seus ouvintes consideravam-se salvos porque eram da descendência de Abraão e porque tinham a lei de Moisés. Essencialmente, Pedro disse: “Vocês não podem ser salvos por meio de Abraão nem de Moisés; somente através do nome de Jesus!”

Este pensamento não é incomum no Novo Testamento (Jo 14:6, Hb 23; cf. 1 Tm 2:5). Surgiu a partir da convicção de que Deus exaltara Jesus até a Sua destra, posição esta que obviamente não poderia ser compartilhada com outra pessoa; seguia-se que, se Deus declarará que Jesus era o Salvador, não poderia haver outra pessoa ao lado dEle.

Sua morte e ressurreição, a sua exaltação e autoridade fazem dele o único Salvador, já que nenhum outro possui tais qualificações. Para Stott os dois negativos (nenhum outro e nenhum outro nome) proclamam a singularidade positiva do nome de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

Hebreus 1:1

Hebreus 1:1 “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

 

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,”

A carta começa com uma declaração de um fato: “Deus tem falado”. O escritor não vê necessidade alguma de demonstrar este fato. O autor não comprova que Deus fala, ele afirma. O que prende a atenção do escritor é a variedade de maneiras segundo as quais Deus tem falado no passado: “muitas vezes, e de muitas maneiras”. Qualquer pessoa com conhecimento do Antigo Testamento imediatamente consegue preencher os pormenores que incluem: visões, revelações angelicais, palavras e eventos proféticos.

Deus não falou a Israel nem aos patriarcas numa conversa longa e contínua, mas em momentos, lugares e fragmentos diferentes. Houve tempos em que “a palavra do Senhor era mui rara” e “não [havia] visão manifesta” (1 Samuel 3:1). Contudo, quando todos os escritos foram reunidos, formaram um todo harmonioso. Por quê? Porque cada fragmento foi inspirado pelo mesmo “Espírito” que fala do único Deus. Assim o Antigo e o Novo Testamento são uma grande revelação à humanidade, e não há necessidade de “duas revelações”, ainda que haja duas alianças.

As revelações mais iluminadoras vinham através dos profetas. Os profetas eram os arautos de Deus para o povo de Israel. Estes eram homens levantados por Deus para desafiar seus próprios tempos. Eles falavam da parte de Deus. As palavras: “Assim diz o Senhor,” davam às suas palavras uma autoridade sem igual. A Instituição Profética no Antigo Testamento é por demais importante para ser minimizada. Para um judeu, a pior desgraça que poderia existir era o silêncio profético. A trombeta profética servia de alerta quando a vida moral, a espiritual e a social não iam bem.

 

“... a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

A expressão hebraica para “últimos dias” é encontrada pela primeira vez em Números 24:14 e possui tonalidade messiânica: “Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias”. Já os escritores apostólicos falaram do seu próprio tempo como “os últimos dias” (Atos 2:17; Tiago 5:3), “estes últimos dias” (1 Pedro 1:20), ou “o último tempo” (Judas 1:18). É claro que o tempo em que vivemos é a última era. Estamos nele desde que Jesus voltou ao céu e mandou o Espírito Santo. Estes últimos dias começaram no Dia de Pentecostes após a ressurreição de Jesus e continuarão até Sua segunda vinda.

 

Ele faz alusão a Cristo como a figura central na inspiração e preparação plenária do Novo Testamento. O escritor de Hebreus sabia que era necessário um método melhor de comunicação, e reconhece que este veio em Jesus Cristo. A revelação de Deus através do Seu Filho é vista não somente como superior, mas também como definitiva.

Aquilo que foi falado outrora preparou o caminho para a comunicação mais importante de todas, isto é a revelação pelo Filho. Este é o tema real da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas melhores. Deus falou conosco através de Um que tem com Ele o relacionamento de um filho e completa autoridade como porta-voz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

GONÇALVES, José. A supremaciade Cristo - Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JANEIRO DE 2026 (1 João 4:17-19)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JANEIRO DE 2026
O AMOR DE DEUS LANÇA FORA O TEMOR E NOS CAPACITA A AMAR 

1 João 4:17-19 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”.

 

 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;”

Em 1 João 4:16, João novamente declarou: “Deus é amor”. Quando vivemos em amor, Deus vive em nós e nós vivemos nele. “Nisto se aperfeiçoa o amor conosco, para que tenhamos confiança no dia do juízo”. Todos que amam a Deus e estão se esforçando para viver como Jesus no mundo não precisam temer o julgamento. Devem olhar para o futuro com confiança.

Confiança, é uma palavra característica desta epístola. O autor já escreveu sobre a inabalável confiança que teremos por ocasião da vinda de Cristo, se permanecermos nele agora (1 João 2:28), e sobre a nossa presente confiança diante de Deus na oração (1 João 3:21, 22), confiança que, diz ele mais tarde, é uma certeza não só de acesso mas de sermos ouvidos e recebermos resposta. Aqui, porém, ele retorna ao futuro, ao dia do juízo que se seguirá ao retorno, do Senhor. Esse dia será dia de vergonha e terror para os ímpios, não, porém para os remidos de Deus.

 

“...  porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. “

A nossa confiança é sinal de que o nosso amor é aperfeiçoado. Baseia-se no fato de que, segundo ele é (isto é, Cristo), também nós somos neste mundo. Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele se compraz; nós também somos filhos de Deus (1 João. 3:1) e objetos do Seu favor. Se Cristo chamou e chama Deus de “Pai”, nós também podemos chamá-lo assim. Somos “aceitos no amado” (Efésios 1:6); podemos compartilhar da Sua confiança para com Deus.

Quando sabemos disse e do nosso compromisso de viver para ele e ser como Jesus, qual deve ser a nossa confiança em relação ao juízo final? Devemos esperar ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor” (Mateus 25:23).

 

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;

Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Os dois são incompatíveis, como água e óleo. Podemos amar e reverenciar a Deus simultaneamente (Hebreus 5:7), mas não podemos aproximar-nos dele com amor e esconder-nos dele com temor ao mesmo tempo (Rm 8:14, 15; 2 Tm 1:7).

Quando um marido e sua esposa estão verdadeiramente apaixonados um pelo outro, não há lugar para medo no relacionamento. Um jamais se aproveitará do outro, se ali houver amor verdadeiro. Quando um cônjuge trata mal o outro – física, emocional ou mentalmente – e afirma ter amor pelo outro, está mentindo. O amor não produz medo.

Amar implica confiar um no outro e tratar um ao outro da maneira certa. O perfeito e maduro amor por Deus nos deixa sem medo de comparecer perante ele no juízo final. Pelo contrário, ansiamos pela presença do Senhor em nossas vidas.

 

“...porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. “

A razão pela qual o perfeito amor não pode coexistir com o medo tem em si mesmo tem algo da natureza do castigo o que é completamente alheia aos perdoados filhos de Deus que O amam. Uma vez seguros de que somos “segundo ele é” (v.17), amados filhos de Deus,  deixamos de ter medo dele. É evidente, pois, que, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.

Quando amamos a Deus e sabemos que Deus nos ama, não há lugar para ter medo dele. Há um sentimento de temor e reverência por absoluto respeito a Deus. Nesse mesmo sentido, um filho pode amar os pais e ainda ter temor ou reverência a eles, sabendo que o disciplinarão quando fizer algo errado.

 

“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”

Nosso amor não se origina em nós. Tem origem divina. O autor sagrado já havia demonstrado amplamente que Deus é a origem de todo o verdadeiro amor (1 João 3 :1 ,2 ,16 ,2 4 e 4 :7 ,8 ,16). Ele é a fonte do amor, Ele é amor. Isto significa que Deus é essencialmente amoroso em seu caráter, em suas palavras e em suas obras.

Não somos a fonte do amor, mas apenas seus instrumentos. O amor não brota em nós, ele passa por meio de nós. Somos o canal do amor de Deus. Quando amamos refletimos o amor de Deus. Nosso amor é o refluxo do fluxo do amor de Deus. Nosso amor por Deus é apenas  uma resposta e um reflexo do seu imenso amor por nós.  

Harvey Blaney está correto quando diz que o amor de Deus pelo homem não é uma reação ao nosso amor. A resposta é nossa. Nosso amor depende do seu amor e é o resultado desse amor.

O amor de Deus existiu primeiro; todo verdadeiro amor é uma resposta à Sua iniciativa. João repete a verdade afirmada anteriormente: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4:10). O amor de Deus é anterior a qualquer tipo de amor do homem. O homem foi amado mesmo quando era inimigo de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios [...]Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6,8).

Até mesmo amados por Ele antes da fundação do mundo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:3-5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

BLANEY , Harvey. A primeira epístola de João. Em Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10. 2005.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pd