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segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Mensagem de natal 2023 - Isaías 7.14


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. (Isaías 7:14)


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal:”O contexto imediato do texto está descrevendo a ameaça dos Reis da Síria (Rezim) e do Rei de ISrael (Peca) contra o reino de Judá (Acaz).

O Senhor diz a Isaías e seu filho (Sear-Jasube)  saí ao encontro de Acaz (7.3-4) “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes” (Isaías 7:4); “Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Isaías 7:7).

Após transmitir essa mensagem a Acaz o Senhor acrescenta: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas” (Isaías 7:11). Acaz se nega a exigir um sinal de Deus, diferentemente dos fariseus e seguidores da época de Jesus: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Como nessa passagem o Senhor transmite o sinal para as gerações futuras. Isaías, então, profetiza aos descendentes de Davi (Judá).


“...eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,”Eis a profecia do nascimento virginal do nosso Senhor. Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18).

Lucas nos relata mais detalhadamente que  “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).

Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)


“...e será o seu nome Emanuel”. Todavia o noivo de Maria que sabia que não havia ainda consumado seu casamento duvidou quando Maria descreveu essa fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho e confirma o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). 

Quem nos narra esse fato é Mateus, e ele associa o avento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:22,23)

Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).

Essa atitude de Jesus demonstra o imenso amor de Deus para com a humanidade perdida, que de outra forma jamais entenderia esse amor. Ele se tornou como um de nós e nos amou para que nós o amassemos e fôssemos definitivamente dEle.

Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.

Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).

Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”.

Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3)

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.

sábado, 22 de abril de 2023

BREVE HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO NO BRASIL

BREVE HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO NO BRASIL

Introdução

O objetivo deste texto é apresentar uma visão panorâmica da história do protestantismo no Brasil. Inicia com as primeiras manifestações protestantes no período colonial, prossegue com a implantação definitiva do movimento durante o império e chega ao Brasil republicano, com o surgimento do protestantismo de matriz brasileira.

1. O contexto político-religioso (1500-1822)

Portugal surgiu como nação independente da Espanha durante a Reconquista (1139-1249). Seu primeiro rei foi D. Afonso Henriques. O novo país tinha fortes ligações com a Inglaterra. O apogeu da história de Portugal foi o período das grandes navegações e dos grandes descobrimentos com a formação do império colonial português na África, Ásia e América Latina.

1.1 Padroado

No final da Idade Média, a forte integração entre a igreja e o estado na Península Ibérica deu origem ao fenômeno conhecido como “padroado” ou patronato real. Pelo padroado, a Igreja de Roma concedia a um governante civil certo grau de controle sobre uma igreja nacional em apreciação por seu zelo cristão e como incentivo para futuras ações em favor da igreja. Entre 1455 e 1515, quatro papas concederam direitos de padroado aos reis portugueses. Portanto, a descoberta e colonização do Brasil foi um empreendimento conjunto do Estado português e da Igreja Católica, no qual a coroa desempenhou o papel predominante.

Um dos primeiros representantes oficiais do governo português foi Tomé de Sousa com ele vieram os primeiros membros de uma nova ordem religiosa católica – a Sociedade de Jesus ou os jesuítas. Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e seus companheiros foram os primeiros missionários e educadores do Brasil colonial. Essa ordem iria atuar ininterruptamente no Brasil durante 210 anos (1549-1759).

1.2 Igreja Católica

No período colonial houve dois tipos bastante distintos de catolicismo no Brasil. Em primeiro lugar, havia a religiosidade dos colonos, escravos e senhores de engenho, centralizada na “casa grande” e caracterizada pela informalidade, pequena ênfase em dogmas, devoção aos santos e Maria e permissividade moral. Ao mesmo tempo, nos centros urbanos havia o catolicismo das ordens religiosas, mais disciplinado e alinhado com Roma. Havia ainda as irmandades, que por vezes tinham bastante independência em relação à hierarquia.  

Em conclusão, no período colonial o estado exerceu um rígido controle sobre a área eclesiástica. Com isso a igreja teve dificuldade em realizar adequadamente o seu trabalho evangelístico e pastoral. O catolicismo popular era culturalmente forte, mas débil nos planos espiritual e ético. Apesar das suas debilidades, a igreja foi um importante fator na construção da unidade e da identidade nacional.

2. Presença protestante no Brasil colonial

Nos séculos 16 e 17, duas regiões do Brasil foram invadidas por nações européias: a França e a Holanda. Muitos dos invasores eram protestantes, o que provocou forte reação dos portugueses numa época em que estava em pleno curso a Contra Reforma. O esforço pela expulsão dos invasores fortaleceu a consciência nacional, mas ao mesmo tempo aumentou o isolamento do Brasil.

2.1 Pioneiros

No ano de 1532, chegou, ao Brasil, o primeiro protestante: o luterano Heliodoro Heoboano, gerente e guarda livros de um italiano chamado Jose Adorno, filho de um amigo de Lutero: Heliodoro Heoboano Hessen, famoso Humanista de Erfurt, que aportou em São Vicente.

Hans Staden partiu de Sevilha rumo ao Rio da Prata (argentina) em um navio espanhol em 1549, mas o navio veio a naufragar no ano seguinte, no litoral do atual estado brasileiro de Santa Catarina. Os integrantes da expedição, depois de passarem dois anos na região, decidiram rumar para a cidade de Assunção: uma parte deles iria por terra e outra parte, por navio. Staden se juntou ao segundo grupo e rumou para a cidade de São Vicente, onde tentaria fretar um navio capaz de chegar a Assunção. Hans foi capturado por uma tribo selvagem canibal. Enquanto aguardava a morte certa Hans começou a orar e cantar o Salmo 130 na versão de Lutero. Os Selvagens ficaram encantados com seus cânticos e adiaram sua morte para ouvi-lo e entender seu significado. Hans aprendeu a língua dos índios e lhes pregou o Evangelho e ensionou-lhe outros salmos e canções.

2.2 Os franceses na Guanabara (1555-1567)

Em dezembro de 1555 o Rio de Janeiro foi invadido uma expedição comandada por Nicolas Durand de Villegaignon. O empreendimento contou com o apoio do almirante Gaspard de Coligny (1519-1572), um simpatizante e futuro correligionário dos protestantes franceses (huguenotes).

Inicialmente, Villegaignon se mostrou simpático à Reforma. Escreveu ao reformador João Calvino, em Genebra, na Suíça, pedindo pastores e colonos evangélicos para sua colônia. Uma segunda expedição chegou em 1557, trazendo um pequeno grupo de huguenotes liderados pelos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier.

O grupo conquistou uma pequena Ilha chamada pelos indígenas de Serigipe onde no dia 10 de março de 1557 foi realizado o primeiro culto protestante da história do Brasil e das Américas. Serigipe se chama hoje Ilha de Villegaignon. E em 21 de março houve a primeira celebração da Ceia do Senhor sob o rito calvinista.

Mas a idéia de implantar o protestantismo no brasil falhou quando foram expulsos pelos portugueses em 1560. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.

2.3 Os holandeses no Nordeste (1630-1654)

Em 1568 as Províncias Unidas dos Países Baixos tornaram-se independentes da Espanha. A nova e próspera nação calvinista criou em 1621 a Companhia das Índias Ocidentais, na época em que Portugal estava sob o domínio da Espanha (1580-1640).

Em 1630 a Companhia das Índias Ocidentais tomou Recife e Olinda e dentro de cinco anos apossou-se de grande parte do nordeste brasileiro. O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou por apenas sete anos (1637-1644). Ele foi notável administrador e incentivador das ciências e das artes. Concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos habitantes católicos e judeus do Brasil holandês.

Os holandeses criaram sua própria igreja estatal nos moldes da Igreja Reformada da Holanda. Durante os 24 anos de dominação, foram organizadas 22 igrejas e congregações. As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores além de pregadores auxiliares. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais.  

As igrejas destacaram-se pela sua atuação beneficente e sua ação missionária junto aos índios. Havia planos de preparação de um catecismo, tradução da Bíblia e ordenação de pastores indígenas. Todavia, levados por considerações econômicas os holandeses mantiveram intacto o sistema de escravidão negra, ainda que tenham concedido alguns direitos aos escravos.  

Após alguns anos de divergências com os diretores da Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau renunciou em 1644 e no ano seguinte começou a revolta dos portugueses e brasileiros contra os invasores, que finalmente foram expulsos em 1654. 

No restante do período colonial, o Brasil manteve-se isolado, sendo inteiramente vedada a entrada de protestantes. Porém, com a transferência da família real portuguesa que fugia das guerras napoleônicas, em 1808, abriram-se as portas do país para a entrada legal dos primeiros protestantes (anglicanos ingleses).

O artigo 12 do Tratado de Comércio e Navegação [...] não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de sua religião, mas antes terão perfeita liberdade de consciência e licença para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra do Todo-poderoso Deus, quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas igrejas e capelas, que Sua Alteza Real agora, e para sempre graciosamente lhes permite a permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios.

3. Igreja e Estado no Brasil Império (1822-1889)

Com a independência do Brasil, surgiu a necessidade de atrair imigrantes europeus, inclusive protestantes. A Constituição Imperial, promulgada em 1824, concedeu-lhes certa liberdade de culto, ao mesmo tempo em que confirmou o catolicismo como religião oficial. 

Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Império. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior do Templo. 

Até a Proclamação da República, os protestantes enfrentariam sérias restrições no que diz respeito ao casamento civil, uso de cemitérios e educação. Segundo Zagonel: “Os protestantes sempre foram considerados cidadãos de segunda classe diante da igreja oficial”.

Essa situação de marginalidade e inferioridade foi resolvida sem 1863 com a Lei 1.1144 de 11 de setembro, que estendeu aos ministros formalmente reconhecidos das religiões acatólicas o direito de celebrar casamentos com efeitos legais. Regulamentado o registro civil dos filhos protestantes, assim como registros de óbitos e o sepultamento de protestantes em lugar apropriado.

As denominações protestantes que adentraram durante o século XIX foram Anglicana, Luterana, Metodista, Presbiteriana e Batista.

4. Igreja e estado: período republicano (1889-2017)

A separação entre a igreja e o estado foi efetivada pelo Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, que consagrou a plena liberdade de culto. Em fevereiro de 1891, a primeira Constituição republicana confirmou a separação entre a igreja e o estado, bem como proclamou outras medidas liberais como a plena liberdade de culto, o casamento civil obrigatório e a secularização dos cemitérios. Sob influências liberais e positivistas, a Constituição omitiu o nome de Deus, afirmando assim a caráter não religioso do novo regime, e a Igreja Católica foi colocada em pé de igualdade com todos os outros grupos religiosos; a educação foi secularizada, sendo a religião omitida do novo currículo. Em uma carta pastoral de março de 1890, os bispos deram as boas-vindas à República, mas também repudiaram a separação entre a igreja e o estado.  


Alderi Souza de Matos

FONTE

https://drive.google.com/file/d/1nUAp_1-K3J3I77PjR_YmXWacGmbYBf-E/view?usp=sharing

sexta-feira, 10 de junho de 2022

A Origem do Dia do Pastor


Desde meados do século XIX a preocupação das convenções das igrejas protestantes começaram a se destacar quando o assunto era o provimento da igreja a seus líderes, que por algum motivo, principalmente o de saúde, começava aí a se pensar na ajuda social aos líderes que não podiam mais estarem à frente dos trabalhos e isso era em todo o mundo protestante, já que eram grande minoria na maioria dos países e os recursos geralmente eram muito poucos.

Aqui no Brasil tudo começa com a Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira, que a partir de 1952, por meio de seu secretário executivo, Pr. Antônio Neves de Mesquita, cria o “Dia da Junta de Beneficência” que se reuniam todo 2° domingo do mês de maio para fazerem as prestações do serviços sociais de 1 ano aos líderes aposentados ou que viviam em vulnerabilidade. Essa ajuda era de extrema importância, pois havia pastores que dedicavam uma vida inteira atendendo membros da igreja e muitos não conseguiam renda suficiente para suprir toda a necessidade quando chegava à velhice.

Em 1955, foi sugerido ao Pr. Mesquita que mudasse o nome de “Dia da Junta de Beneficência” para “Dia do Pastor”, visto que tudo girava em torno dos vocacionados para a obra do Ministério da Palavra de Deus. Como o mês de Maio era dedicado às mães, sugeriu-se, que fosse transferido o Dia do Pastor para o 2º Domingo de Junho e este, então seria o Mês do Pastor.


O Pr. Mesquita e toda Junta sentiram que a ideia era muito boa e aceitaram integralmente. Desde então começou a promover o Dia do Pastor no 2º Domingo de Junho com os seguintes objetivos: levantar uma oferta generosa para a Caixa de Socorros, a fim de que a Junta pudesse ajudar mais e melhor os pastores aposentados de poucos recursos; comemorar o Dia do Pastor em cada Igreja Batista, homenageando o pastor local e os pastores que haviam pastoreado a mesma igreja e proporcionar, através de tais comemorações, o despertamento de jovens vocacionados por Jesus para a obra do Ministério. Diante deste fato, que é um marco histórico na denominação Batista Brasileira, o dia passou a ser celebrado em várias outras denominações.

Esperamos e fazemos votos ao Senhor da seara que este dia seja cada vez mais vitorioso em todas as igrejas evangélicas do Brasil do mundo, para o crescimento da gloriosa obra do Ministério da Palavra de Deus.

Na esperança de que o Dia do Pastor seja comemorado em todas as igrejas de nossa querida Pátria, a fim de que muitos outros obreiros se levantem para atender a vocação de Deus para a obra do Ministério, continuamos no firme propósito de servir ao nosso Mestre!


Créditos:
Junta de Beneficência e o Dia do Pastor
Jornalista Othon Ávila Amaral
(Jornal Batista de 14/06/1981)

Fonte:
https://noticias.revivagospel8090.com.br/a-origem-do-dia-do-pastor/

domingo, 1 de maio de 2022

Dia do trabalho - 1° de Maio - O homem foi criado para trabalhar!

Quando Deus criou o homem, Ele estabeleceu que a atividade laboral fizesse parte de sua vida (Gn 2.5). No plano divino, o homem foi feito para trabalhar: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gn 2.8,15).

As duas primeiras atividades laborais do homem foram “lavrar” e “guardar” a terra. Ao lado de Adão, Eva foi a primeira trabalhadora. Nesse sentido, podemos deduzir que antes da Queda, o trabalho era agradável, sem desgaste físico e mental, nem doença e, principalmente, sem o perigo de morrer. Portanto, podemos afirmar que o trabalho estava no plano original da Criação, ou seja, ele não foi um acidente pós-queda.
Infelizmente, após a ocorrência do pecado, tudo foi distorcido na vida do ser humano:
1. O medo e a maldição. O ser humano passou a conhecer o medo (doenças nervosas, emocionais); perdeu a autoridade sobre os demais seres; e conheceu a maldição da terra.
2. A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transtornadas (Rm 8.20) e, em consequência, o homem viu-se a trabalhar penosa e arduamente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn 3.17). O que era leve, suave e agradável, por causa do pecado, tornou-se pesado, brutal e desagradável.
3. O trabalho tornou-se desgastante. Este versículo é o símbolo do desgaste do trabalho na Bíblia: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra” (Gn 3.19). A expressão “no suor do teu rosto” pode remeter a ideia de trabalho mental e esforço físico. Quantas pessoas não se encontram mentalmente esgotadas e cansadas por causa de suas atividades profissionais?! Os consultórios médicos estão lotados de pessoas com estafa e estresse. Há textos na Bíblia que nos lembram de tal realidade: “Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir” (Ec 3.10). Jó também declarou: “Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar” (Jó 5.6,7).
O trabalho é uma vocação de Deus para o ser humano. O homem, em sua natureza, não pode viver sem o trabalho. Quando isso ocorre, ele viola a sua própria natureza e a diretriz que o Criador lhe deu. É vergonhoso que, em nome de qualquer coisa, o ser humano recusa-se ao labor do trabalho. É importante também, ao desenvolver a lição, lembrarmos que há orientação tanto para os patrões cristãos quanto aos empregados cristãos. O patrão deve glorificar a Deus honrado os seus colaboradores, e o empregado, honrando o seu patrão. Quando uma das partes quebra esse compromisso evangélico está instalada a desonra a Deus (Ef 6.5-9). Há responsabilidades do patrão como há responsabilidades do empregado. Jamais podemos perder essa visão bíblica de vista.

Fonte:

Renovato, Elinaldo. Tempos bens e talentos. Rio de janeiro: CPAD.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Eram três reis e magos? Teólogos apontam para os mitos inseridos às narrativas bíblicas (6 de Janeiro de 2022)





Representação dos “três reis magos”. (Foto: Kalhh/ Pixabay)

“Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mateus 2.1-2)

O que quer dizer “mago” no contexto bíblico

Mago vem da palavra grega que significa “astrólogo” conforme o arqueólogo e teólogo Dr. Rodrigo Silva. Ele explica que um astrólogo, naquele tempo, era um adorador de corpos celestes, que previa o futuro através da leitura das estrelas e também analisava a influência dos astros sobre a vida das pessoas.

Para o arqueólogo, a estrela que os magos viram não era uma previsão do nascimento de Jesus, mas um sinal de que Ele havia chegado e a indicação do local onde Ele estava. “Uma manifestação celestial que ‘parecia’ uma estrela”, explicou.

E, até o dia de hoje, Deus revela sinais no sol, na lua e nas estrelas como indicação da volta de Cristo. Voltando ao termo “mago”, vale lembrar também que alguns homens de Deus receberam esse título por se destacarem entre os sábios. Veja por exemplo, o que disseram de Daniel:

“Existe um homem em teu reino que possui o espírito dos santos deuses. Na época do teu predecessor verificou-se que ele tinha percepção, inteligência e sabedoria como a dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu predecessor, sim, teu predecessor, o rei, o nomeou chefe dos magos, dos encantadores, dos astrólogos e dos adivinhos.”

“Verificou-se que esse homem, Daniel, a quem o rei dera o nome de Beltessazar, tinha inteligência extraordinária e também a capacidade de interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios.” (Daniel 5.12)

Perceba que nem sempre a Bíblia se refere aos magos como feiticeiros, mas como homens sábios e de inteligência extraordinária. Quando a liderança pagã nomeava um homem de Deus como sábio, adivinho ou mago, era por causa de sua capacidade de profetizar sobre a vida das pessoas. A diferença é que a profecia e as previsões de futuro vinham de um único Deus, o Criador de todas as coisas.

Mago no contexto atual

O significado de mago, em nossa sociedade, é alguém que faz magia ou ainda que se envolve com “forças das trevas”. Se levarmos o nosso conhecimento atual para a interpretação de um texto bíblico, a nossa compreensão pode realmente ficar muito confusa.

O teólogo Yago Martins do canal “Dois Dedos de Teologia” também acredita que o termo mais adequado para os magos, seria “astrólogos do Oriente”, descrevendo pessoas envolvidas não só com astrologia, mas também astronomia. Antigamente, a ciência unificava estas duas especialidades.

Representação da estrela de Belém. (Foto: Briam Cute/ Pixabay)

A estrela como um sinal

Nos manuscritos disponíveis, naquela época, havia uma profecia sobre a vinda de Jesus, que falava sobre uma estrela:

“Eu o vejo, mas não agora; eu o avisto, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel.” (Números 24.17)

A citação da estrela indica o sinal da vinda do Messias e a profecia revela a localidade de seu nascimento.

Gaspar, Beltazar e Belchior

Parece que estamos diante de mais um mito, pois a Bíblia não diz os nomes dos magos e nem que eram três. A única indicação numérica do texto é o fato de que Jesus recebeu três presentes: ouro, incenso e mirra. Mas isso não significa que havia exatamente três pessoas do Oriente indo visitar Jesus.

Yago Martins observa que duas pessoas poderiam entregar três presentes. Quem sabe uma quantidade maior de pessoas? Cinco, dez, vinte... O teólogo lembra que, na tradição siríaca, os magos geralmente são contados como sendo doze.

Outro detalhe é que os tipos de presentes que Jesus recebeu eram excessivamente caros para a sociedade daquela época, logo, faz sentido que um grupo de pessoas se empenhasse em adquiri-los para presentear o Salvador.

Ouro, incenso e mirra. (Foto: Canva)

Simbologias, tipos e figuras

Ouro — símbolo que representa a perfeição divina e dignidade real. 

Incenso — perfume usado nas cerimônias do tabernáculo e indica a fragrância da humanidade sem pecado de Jesus Cristo, que era percebida por todos. Por onde ele passava ficava seu aroma.

“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. “ (2 Coríntios 2.14-15)

Mirra — erva amarga que simboliza os sofrimentos e as amarguras que Jesus iria sofrer. É por isso que no livro de Isaías cita apenas o ouro e o incenso. Veja: 

“Virão todos os de Sabá carregando ouro e incenso e proclamando o louvor do Senhor.” (Isaías 60.6)

O profeta está falando da segunda vinda de Cristo, que será em poder e glória, e não em sofrimento como foi da primeira vez. 

Então, o ouro, o incenso e a mirra eram uma declaração dos magos, dizendo que Jesus era Deus e Rei, mas que estava destinado ao sofrimento — a sua morte de cruz para salvar a humanidade. 

Os magos eram reis?

Durante a leitura do texto bíblico, é normal que as pessoas associem a riqueza à monarquia. Mas não é porque os presentes eram caros que os presenteadores deveriam ser reis. 

E aqui nesse ponto, Yago faz outra observação: “Visitando o rei Herodes, seria comum que os reis fossem conhecidos dele, mas tudo indica que não eram. Eles deveriam ser apresentados de forma ‘pomposa’, mas eles aparecem de forma muito humilde no Evangelho”.

Conclusão

Nem três, nem reis e nem estritamente magos no sentido moderno. A narrativa tão conhecida e contada através dos presépios populares carrega em si um pouco de lenda e crendice popular. Conhecer a Bíblia, no entanto, pode derrubar esses mitos e nos guiar para mais perto da verdade. 

E esse foi o estudo desta semana. Espero que tenha tirado a sua dúvida e também colaborado para o seu crescimento espiritual. Beijo no coração e até a próxima, se Deus quiser!

Por Cris Beloni: jornalista cristã, pesquisadora e escritora.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Os Cristãos devem celebrar o Natal?


O que a Bíblia diz sobre o Natal?

Muitos cristãos não celebram o Natal baseando-se nos seguintes argumentos:

  1. A Bíblia não ordena que cristãos celebrem o Natal ou proíbe mesmo;
  2. Não existe indicação de que os primeiros cristãos celebravam o Natal;
  3. Jesus não nasceu em dezembro;
  4. Atualmente o Natal é uma celebração do materialismo;
  5. A celebração popular do Natal tem origem em festas pagãs, assim como elementos associados, como a árvore de Natal;
  6. Árvores de Natal são proibidas nas Escrituras, em passagens como Jeremias 10:2-4, Isaías 44:14-15 e Jeremias 3:13;
  7. Papai Noel é um mito que tira o foco de Jesus.

Abaixo o Pastor Ciro Sanches Zibordi apresenta dez razões para celebrar o Natal:

Natal: celebre-o com alegria!

1. O glorioso Natal do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?

2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pelo romanismo. Este apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16).

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.8). Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego koiné). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a pax romana. Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).

8. A obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Cristo, em público, por sua obra completa.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. A mensagem do Menino Jesus é tão importante, que no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) ela é mencionada: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino, aqui, alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

Sab, 16/12/2017 por Ciro Sanches Zibordi

Então, crente deve ou não deve celebrar o Natal?

Para os cristãos há liberdade para comemorar o Natal e para não comemorar o Natal, e é uma questão de consciência. A Bíblia diz em Romanos 14:5 que: "Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente ".

O apóstolo Paulo conclui o pensamento dizendo em Romanos 14:22: "Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova ".

Você celebra o Natal no dia 25? Faça isso para a glória de Deus. Você prefere não celebrar nesse dia? Glorifique a Deus nisso.

Qualquer que seja a sua convicção, o importante é abençoar as pessoas não só nesta época mas durante o ano todo. Dar as boas notícias de que Jesus veio, nasceu, morreu e ressuscitou para nos salvar tem que ser sempre e não só em dezembro!

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/11/2021

Fontes:

http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apolog%C3%83%C2%A9tica-crist%C3%83%C2%A3/220/natal:-celebre-o-com-alegria!.html

https://www.respostas.com.br/cristaos-devem-celebrar-o-natal/

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

HISTÓRIA DO DIA DA BÍBLIA



Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI.

Thomas Cranmer foi o Arcebispo de Cantuária (Canterbury), Sé Principal da Igreja da Inglaterra, durante os reinados de Henrique VIII de Inglaterra e Eduardo VII de Inglaterra. A ele é creditada a autoria dos dois primeiros volumes do Livro de Oração Comum (1549 e 1552), o qual estabeleceu a estrutura básica da liturgia Anglicana por séculos e influenciou a língua inglesa. Foi uma importante figura da Reforma Protestante na Inglaterra. Foi um dos primeiros mártires anglicanos; queimado em 1556 a mando da Rainha Maria I, em nome da Igreja Católica Apostólica Romana.

O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e dos EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

Graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela SBB, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, por meio da Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.


https://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/03/thomas-cranmer-biografia-e-enfases-teologicas-reforma-500/

sábado, 4 de dezembro de 2021

Sociedade Bíblica do Brasil mobiliza campanha para distribuir 1 milhão de Novos Testamentos

Campanha quer distribuir Escrituras Sagradas no Dia da Bíblia de 2021

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A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) acaba de lançar a campanha 1 milhão de pessoas com a Palavra. Cerca de 325 mil exemplares de Novos Testamentos já foram doados para serem distribuídos e a instituição quer alcançar a marca de 1 milhão de Escrituras para distribuir no Dia da Bíblia, comemorado no segundo domingo de dezembro.

Para participar da campanha, basta procurar a SBB mais próxima e adquirir os materiais. A cada dois exemplares adquiridos, que custam R$ 8,50, será acrescentado gratuitamente um exemplar da edição especial. O objetivo é que mais pessoas ao redor de todo Brasil possam ter um exemplar do Novo Testamento com Salmos e Provérbios no Dia da Bíblia. Para saber mais, acesse o site da SBB.

O Dia da Bíblia
Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. É um dia especial, criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, junto ao Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).
Graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

A SBB
Desde 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) tem a missão de “semear a Palavra que transforma vidas”. Trata-se de uma organização beneficente, sem fins lucrativos, assistencial, educativa e cultural. Sua finalidade é divulgar a Bíblia e a sua mensagem, tornando-a relevante para todas as pessoas. Para isso, traduz, produz e distribui a Bíblia — além de incentivar sua leitura e estudo — e desenvolve programas sociais que atendem a populações em situação de risco e vulnerabilidade social.

https://www.jmnoticia.com.br/sociedade-biblica-do-brasil-mobiliza-campanha-para-distribuir-1-milhao-de-novos-testamentos/

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Mensageiro da Paz completa 91 anos (1 Dezembro de 1930)


Na primeira Convenção Geral da Assembleia de Deus no  no Brasil (1ª AGO) a assembleia aprovou-se a fusão dos jornais Boa Semente e O Som Alegre no jornal Mensageiro da Paz, que desde então é o órgão oficial de comunicação da Instituição. Vingren (2000, p. 179) comenta sobre a decisão da 1a AGO em relação aos jornais:

A conferência também decidiu que os dois jornais que se editavam, O Boa Semente e o Som Alegre, um no Pará e outro no Rio de Janeiro, respectivamente, não deviam mais ser publicados. No lugar deles surgiria uma nova publicação de circulação nacional. Assim, desde 1930 edita-se o jornal pentecostal brasileiro Mensageiro da Paz, que circula em todo o Brasil e é impresso no Rio de Janeiro.

Segundo a CGADB, atualmente, o Mensageiro da Paz mantém, desde sua primeira publicação, “um papel de grande importância na difusão do evangelho de Nosso Senhor Jesus

Cristo por todo o país com uma tiragem de cerca de 300 mil exemplares mensais” que favorece a formação de opinião de seus membros:

Suas 1614 páginas trazem um valioso conteúdo de informações acerca da obra de Deus em todo o mundo, de matérias de interesse da coletividade e de artigos dos mais renomados teólogos das Assembleias de Deus no Brasil. Leia o jornal Mensageiro da Paz e seja um cristão bem instruído na Palavra de Deus (http://www.cgadb.com.br/p_publicacoes.htm).

Sobre o Nome: Mensageiro da Paz

O Jornal n. 1, ano 1, de 01 de dezembro de 1930, publicado no Rio de Janeiro, apresenta a parte final do salmo 29:11 logo abaixo do Cabeçalho: Mensageiro de Paz. "JEHOVAH ABENÇOARA COM PAZ O SEU POVO" PSALMO 29:11. Na tradução João Ferreira de Almeida, revista e corrigida o Salmo 29:11 diz: "O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com paz. É provável que a idéia de Vingren e sua esposa Frida é que o Jornal seria aquele que levaria a mensagem (o mensageiro) que abençoaria o seu povo com a paz: Mensageiro de Paz. Em 1935 o nome do Jornal já aparece grafado como Mensageiro da Paz. O Diretor executivo da Casa Publicadora das Assembléias de Deus - CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza faz um comentário sobre a mudança na grafia de "de" para "da": "Os dois periódicos assembleianos cobrem o período de 1911 a 1930, quando dão lugar ao Mensageiro da Paz, inicialmente com os seus primeiros números, que não especificava a Paz de Cristo, sob a grafia Mensageiro de Paz".

O primeiro jornal em circulação pela AD, em 1917, foi A Voz da Verdade que foi substituído pelo Boa Semente em janeiro de 1919. A partir de dezembro de 1929 passou a circular simultaneamente O Som Alegre. Eram publicados e circulavam, respectivamente, nas Regiões Norte e Sudeste. O periódico da Região Norte era dirigido pelos Missionários Samuel Nyström e Nels Julius Nelson. O jornal da Região Sudeste, mais recente, era dirigido por Gunnar Vingren em colaboração com Frida Vingren. A proposta de fusão dos jornais foi apresentada na 1a AGO por Gunnar Vingren. O jornal Mensageiro da Paz — MP — começou a circular no Brasil em 1930, com a Redação no Rio de Janeiro sob direção de Gunnar Vingren e Samuel Nyström (Conde, 2003, p. 209).

O número de páginas do MP variou ao longo dos anos. A partir de julho de 2004 passou de 16 para 24.

Em 1919, Gunnar Vingren e Otto Nelson fundaram em Belém do Pará o jornal Boa Semente, na ocasião, órgão oficial de comunicação da AD. Em 1923 Samuel Nyström e Nels Julius Nelson, então diretores do jornal, dedicaram tempo e investiram em máquinas tipográficas para expansão do Boa Semente (id. Ibidem p. 309). O número de exemplares por tiragem aumentava e não estava nos planos da direção do Boa Semente tirá-lo de circulação em 1930. A proposta de Gunnar sobre a fusão dos jornais foi aceita, pelos congressistas, mais pelo respeito hierárquico devido a Gunnar do que por uma ação estratégica.

Segundo Daniel (2004, p. 33), o jornal Mensageiro da Paz é o próprio O Som Alegre na diagramação, articulistas e conteúdo, “apenas o nome do jornal mudou”. Frida Vingren, esposa de Gunnar Vingren, era uma articulista assídua do O Som Alegre que passou a escrever para o Mensageiro da Paz. A primeira edição foi publicada em 1o de dezembro de 1930. Embora o jornal Mensageiro da Paz circulasse em nível nacional e devesse veicular notícias de todas as regiões do país, pode-se perceber pelas palavras de Nels Julius Nelson, em seu diário, que o Mensageiro da Paz não substituía o Boa Semente:

Já faz muito tempo que os leitores do Mensageiro da Paz não têm oportunidade de receber notícias do Pará: procuraremos, porém, doravante, manter um relatório mensal de todas as boas notícias que houver, para a Glória de Deus e conforto dos nossos prezados irmãos dos demais Estados do Brasil (Nelson, 2001, p. 84).

Nelson, embora tenha comentado sobre a omissão do recém fundado jornal, era um incentivador da mídia impressa como um “elemento indispensável na evangelização dos pecadores e na edificação dos crentes”. A proposta de fusão dos jornais na realidade foi uma manobra política para retirar o Boa Semente de circulação. Mas apesar dessa manobra Nelson continua apoiando Gunnar e é um dos líderes atuantes na divulgação do Mensageiro da Paz, criando inclusive o Dia do Mensageiro da Paz. Escreveu Nelson:

A primeira quinzena de agosto de 1935 está se aproximando, tempo que, pela Convenção foi escolhido para ofertas especiais ao nosso órgão informativo.

Cada igreja deve escolher o dia mais conveniente, dentro dessa quinzena. Estou certo de que todos farão o melhor possível na contribuição para o nosso jornal, que tem sido o portador silencioso da mensagem de Jesus Cristo, levando conforto, luz e bênção para milhares de pessoas.

Onde muitos evangelistas não têm podido entrar, ali o Mensageiro entra com sua mensagem de paz (Nelson, 2001, p. 90).

Fonte:

No documento Assembléia de Deus no Brasil e a Política: Uma leitura a partir do Mensageiro da Paz (páginas 46-49)