quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Exodo 3.14

Êxodo 3.14 “E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”


“E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou.”

A revelação de Deus sob este nome é fundamental para a teologia da era mosaica. O nome de Deus não era conhecido nem usado antes do tempo de Moisés: “E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido” (Êxodo 6:3).

Para o hebreu, “ nome” simboliza “ caráter” . Assim, conhecer o “nome” de Deus é conhecê-lo tal como Ele é, e “ invocar o Seu nome” é apelar a Ele com base em Sua natureza revelada e conhecida (Salmos 99:6). “Proclamar” o nome de “YHWH” é descrever Seu caráter (33:19).

Por isso Moisés perguntou a Deus o seu Nome: “Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Êxodo 3:13).

Deus respondeu usando um jogo de palavras. Em hebraico o verbo “ser” (hayah) é similar ao nome divino (YHWH). Como esse nome consiste de quatro consoantes, ele às vezes é chamado de “Tetragrama”. Os estudiosos antigos pressuporam o nome de “Jeová” em português. Os modernos normalmente transliteram o nome divino como “Javé”, por conta de achados literários da arqueologia posterior. Porém, na maioria das versões traduzidas da Bíblia, a palavra hebraica YHWH é traduzida como SENHOR.

Quando Deus usa o termo como sendo Seu nome, Ele está dizendo: EU SOU QUEM [ou o que] EU SOU. Outra possibilidade é “Eu serei quem [ou o que] eu serei”. Estudiosos dizem que o significado da expressão sugere que Deus é a essência do ser, a “base da existência”. Porém, uma vez que YHWH é “uma conjugação na terceira pessoa e pode significar ‘Ele faz ser’”, o nome pode não “indicar a existência eterna de Deus, mas a ação e a presença de Deus em questões histórias”.

 

“Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”

Deus indica com ênfase que Ele tem a intenção de ser conhecido pelo seu nome. Então ordena a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós”. A Bíblia ARA diz “Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração” (v.15). A NVI apresenta “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração”. Além disso, Deus ressalta que Ele era o mesmo Deus que havia sido adorado pelos ancestrais de Israel: Abraão, Isaque e Jacó.

Ele quer que Israel saiba através do seu nome: Que Ele é auto-existente; Ele tem a sua existência em si mesmo, e não depende de ninguém para ser. Que Ele é eterno e imutável, e sempre o mesmo, ontem, hoje, e eternamente. Que investigando, não podemos jamais descobri-lo se ele não quiser se revelar. Que Ele é fiel e verdadeiro em todas as suas promessas. Que todo Israel saiba disso: EU SOU me enviou a vós.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201606_04.pdf

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Genesis 17.1

Genesis 17.1 “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”

 

“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,”

Os acontecimentos do capítulo 17 ocorreram treze anos após os últimos acontecimentos do capítulo 16; Abrão tinha a idade de noventa e nove anos quando lhe apareceu o Senhor. No fim do capítulo 16 tinha Abrão 86 anos de idade quando lhe nasceu Ismael: “E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gênesis 16:16).

 

“... apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe:”

Devido ao fato de muitos anos terem se passado desde o seu chamado e devido às partes mais importantes das promessas de Deus permanecerem sem cumprimento, a fé de Abraão parecia oscilar. Pensava Abrão: Onde estavam os descendentes numerosos como as estrelas do céu? Onde estava a grande nação de pessoas que Deus lhe prometeu? O patriarca precisava muito entender mais sobre Deus. Por isso apareceu o Senhor a Abrão.

Abraão não ouviu simplesmente uma voz como antes: “veio a palavra do Senhor a Abrão em visão” (Gênesis 15:1). Mas, o Senhor lhe aparecera. Naõ sabemos exatamente como foi essa aparição. Poderia ter sido uma das aparições do Logos no Antigo Testamento; uma teofania; ou uma visita do anjo do Senhor, com o sucedeu no caso de Hagar (Genesis 16.9).

 

“Eu sou o Deus Todo-Poderoso,”

O nome principal pelo qual os patriarcas conheceram a Deus era ‘El Shadday, e não “Iavé” (Senhor). Deus disse a Moisés: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido” (Êxodo 6:3).

A etimologia de ‘El Shadday é obscura, e não há consenso a respeito de seu significado exato. Como um título divino, Shadday é usado quarenta e oito vezes no Antigo Testamento, e é prefaciado por ’El sete vezes (’El Shadday”  Genesis 17:1; 28:3; 35:11; 43:14; 48:3; Êxodo 6:3; Ezequiel 10:5). A maioria das versões traduz Shadday por “Todo-Poderoso” com base na LXX, em que o termo foi vertido para (pantokrator), que significa “todo-poderoso”.

O Talmude Babilônico mostra que no entendimento dos rabinos esse termo significava “aquele que é (auto) suficiente”. A opinião de outros é que ‘El Shadday significava originalmente “Deus, o Deus do Monte”, e foi usado para associá-lO ao monte onde se acreditava que os deuses cananeus habitavam.

O nome divino El Shadday, com sua mensagem, "Nada é impossível a Deus, que é Todo-poderoso e Todo-suficiente", deve ter encorajado Abrão de maneira fora do comum.

 

“... anda em minha presença e sê perfeito.”

Depois de Se revelar a Abraão como “o Deus Todo-Poderoso”, Iavé incumbiu o patriarca: “anda na minha presença e sê perfeito”.  Andar na presença de Deus significa estar sempre ciente da presença de Deus em sua vida. Deus queria que ele soubesse que Ele seria sua constante companhia e que jamais o deixaria ou o abandonaria (Hebreus 13:5, 6).

Ser perfeito” de modo algum significa uma vida de perfeição isenta de pecado; porque Abrão nunca o foi, e nunca poderia sê-lo. Significa ser “completo” ou “inteiramente dedicado” em seu “comprometimento com Deus e nas exigências de Deus para si”. Ser perfeito não queria dizer perfeito em si mesmo, pois, toda a perfeição humana é relativa. No entanto, esse é o alvo da vida cristã: obter a própria perfeição divina, posto que em proporções finitas.

Em Mateus 5:48 lemos, "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus". Aqui compreendemos Pelo contexto que a palavra "perfeito" diz respeito à nossa conduta. A ordem de Deus era que Abraão estivesse inteiramente comprometido em andar pela fé na Sua presença, servindo Iavé e fazendo a Sua vontade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de Genesis. 3 ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 2001.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

Mateus 6.9

Mateus 6.9 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;”

 

“Portanto, vós orareis assim:”

Em meio ao seu sermão do Monte Jesus ensina seus discípulos a orar. Segundo o evangelista Lucas Jesus estava orando em determinado lugar com os seus discípulos. Quando terminou de orar, seus discípulos pediram-lhe que os ensinasse a orar. Era comum os rabinos judeus ensinarem seus alunos a orar. Os discípulos de Jesus pediram: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lucas 11:1).

Sem dúvida a passagem da Bíblia mais recitada é essa oração. Conhecida entre nós como a oração do “Pai nosso”, também chamada de “Oração Dominical”, ou seja, “Oração do Senhor. E, mais propriamente, a “oração do discípulo”. Esta oração é breve, simples e, ao mesmo tempo, profunda.

Embora seja possível orar em espírito, recitando o Pai-Nosso, palavra por palavra, concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira. O Senhor disse: ‘Orareis assim’, ou seja, ‘deste modo. Por isso ela é considerada também como a “Oração Modelo”.

 

“Pai nosso, que estás nos céus,”

Jesus ensina a quem devemos dirigir nossas petições. Deus é o Pai Celestial de todos os que seguem o “novo e vivo caminho”: o seu Filho Jesus Cristo (Hebreus 9.20; Joãp 1.12,13; 14.6). O Antigo Testamento registra pouquíssimas ocorrências em que Deus é, de forma inferida ou textual, chamado de Pai (Deuteronômio 32.6; Salmos 68.5; Isaías 64.8; Malaquias 1.6).

A novidade trazida pelo Senhor é a forma íntima como não apenas Ele se dirige ao Pai, mas também sua abertura a cada um de seus discípulos para que possam dirigir-se ao Criador da mesma forma. Ainda que reconhecendo sua grandeza e transcendência “que estás nos céus”, o Mestre demonstra que o Pai não está longe, pois é “nosso”.

 Jesus nos ensina a orar de modo altruísta , e não individualista em toda essa oração: ‘Pai nosso’, e não ‘meu Pai’, ‘venha a nós’ e não a ‘mim’; ‘o pão nosso’ e não ‘meu pão’; ‘nos dá hoje’, e não ‘me dá hoje’; ‘perdoa as nossas dívidas’, e não ‘as minhas dívidas’; ‘não nos deixeis cair’, e não ‘não me deixe cair’. A paternidade de Deus é a única base possível da fraternidade de todos os homens.

 

“.. santificado seja o teu nome;”

Jesus disse que o nome de Deus deve ser santificado. Para Barclay essa petição significa: "Que o nome de Deus seja tratado de maneira diferente de todos os outros nomes, que lhe seja dada uma posição absolutamente única entre todos os nomes." Quando dizemos "Santificado seja o teu nome", queremos significar "faze-nos capazes de dar a Ti o lugar único que Tua natureza e caráter merecem e exigem." A petição que elevamos a Deus é para que Ele nos capacite a lhe dar o lugar único que por sua natureza deve ocupar.

O salmista escreveu: “Santo e tremendo é o seu nome” (Salmos 111:9). A NVI diz: “Santo e temível é o seu nome”. “O nome de Deus deve ser temido, reverenciado, honrado e respeitado (Êxodo 20:7). Deus é santo (Is 6.3). Seu nome é exaltado em cima nos céus e em baixo na terra, acima de qualquer outro nome (Isaías 12.4).

A santificação do nome do Pai, não é de alguma coisa produzida pelo suplicante, ou seja, a santidade é intrínseca ao nome do Criador (v.9). Conforme o entendia a cultura judaica, o nome de Deus era inseparável da sua Pessoa (Êx 3.13,14; 20.7). Sendo santo, o nome do Pai,  cabe a quem se dirige a Ele, respeitá-lo. A santidade de Deus é manifesta através do crente que dá bom testemunho. É dever de todo o crente honrar como santo o nome do Senhor nosso Deus, não só de lábios, mas com sua vida santa. Deus é santo e Seus filhos devem ser santos também (1 Pedro 1:15, 16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BOYER, Orlando. Espada Cortante. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.

LIMA, Elinaldo Renovato de. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

GEORGE, J. Orações Notáveis da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/leitura-biblica-diaria-cpad-31-de.html

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE DEZEMBRO DE 2025 (Mateus 28.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE DEZEMBRO DE 2025
A FÓRMULA BATISMAL TRINITÁRIA NA GRANDE COMISSÃO 

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.


“Portanto, ide,” 

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). 

Cristo foi o enviado do Pai, agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós“ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz: ”E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo “ (Filipenses 3:8). 


“... ensinai todas as nações,” 

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o Messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores ” (Salmos 25:8), e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (Mateus 7:29). 

Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...”se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). 

Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. 

Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28). 


“batizando-as” 

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. 

Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. 

Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém a nós gentios é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos. 


“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” 

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que convence o homem do pecado que o separa de Deus.. 

A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gênesis 1.26; 3.22; 11.6, 7; Isaías 6.8). 

Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Marcos 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. E o Novo Testamento revela de maneira explicita que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Efésios 4.4-6; 1 Pedro 1.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
17/03/2021 

FONTES: 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.