terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 10 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 17.5)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
10 DE FEVEREIRO DE 2026
JESUS RENUNCIOU SUA GLÓRIA CELESTIAL

João 17.5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

 

“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo,”

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Ele fez isso cumprindo a obra que Deus havia o comissionado: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23). Embora Jesus falasse aqui como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Esse falar mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara. Em outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30).

Seu primeiro pedido nesta oração foi: “glorifica a teu Filho”. Ele apresentou duas razões para Deus glorificá-lo. Em primeiro lugar, ele pediu que Deus o glorificasse para ele poder dar aos seres humanos a dádiva da vida eterna. Deus já havia concedido a Jesus grande autoridade, por isso ele tinha autoridade para dar vida eterna àqueles que conheciam a Deus (João 17:2, 3). Em segundo lugar, Jesus pediu ao Pai para glorificá-lo porque ele teve êxito em realizar a obra de Deus na terra (João 17:4, 5). Ele manifestou o nome de Deus aos apóstolos, e o resultado foi eles guardarem a sua palavra e saberem que as palavras de Jesus vinham de Deus (João 17:6–8).

Se o objetivo de Jesus era glorificar a Deus, o nosso objetivo também deve ser glorificar a Deus. A mente de Jesus estava na glória de Deus! Ele havia dito anteriormente que não buscava sua própria glória, e sim a de seu Pai e havendo glorificado o Pai, podemos esperar um peso de glória muito excelente: “Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar” (João 13:32).

 

“... com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

A glória que ele pede para receber do Pai é a mesma de que ele gozou na presença dele antes da criação, naquele “princípio” em que a Palavra era eterna com o Pai (João 1.2). Porém, já que ele reassumiria esta glória através da cruz, inevitavelmente ela teria uma nova dimensão que ela não tinha antes que houvesse mundo. Jesus já falou desta nova dimensão de glória aos seus discípulos: “Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo” (13.32).

Ele ora para que, tendo completado sua missão, o Pai o transporte de volta deste mundo de pecado e tristezas para o estado glorioso que deixou para trás quando se tornou homem: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;  Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai “ (Filipenses 2.6-11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_00.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-174.html

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Mateus 12.28

ateus 12.28 “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.”

 

“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus,”

Após argumentar que Satanás não se levantaria contra si mesmo e que não somente Ele expulsava demônios, mas também os filhos deles (ou patrícios). Jesus concluiu que seria lógico os inimigos de Jesus admitirem que os exorcistas judeus eram falsários, então, tinham que admitir que Jesus expelira demônios pela mesma autoridade que eles,ou seja pelo Espírito de Deus.  Assim sendo as obras realizadas por Jesus tinham origem em Deus.

Em vez de “o Espírito de Deus”, Lucas diz “o dedo de Deus” (Lucas 11:20). Conforme Ezequiel 3:14: “Então o Espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu espírito; porém a mão do Senhor era forte sobre mim.”

Então o Mestre dá a forma correta ao registro. Se pelo Espírito de Deus, não “por Belzebu”, ele expulsava os demônios... É conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus. Dizendo isso Jesus estava mostrando que ele era o messias. Pois a atuação do Messias devia demonstrar o poder especial de Deus e sua presença entre os homens: ”O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” (Isaías 61:1). Alem dessa havia diversas profecias que falavam da necessidade do Messias demonstrar o poder do Espírito Santo(Isaías 42.1). Jesus mostra aqui que cumpria as exigências proféticas em relação ao Messias.

 

 “... logo é chegado a vós o reino de Deus.”

O argumento final de Cristo chama a atenção para o seu próprio ministério, particularmente para a expulsão dos demônios, que era evidência suficiente de que era chegado o reino de Deus. A palavra traduzida por é chegado (ephthasen) significa no grego moderno “já está chegando”. Aqui implica em que o reino chegou num sentido muito real, não, porém, em sua plenitude. Jesus estava de fato realizando obras do reino, mas a suprema obra do reino, a sua morte e ressurreição, estava ainda no futuro.

A frase “o reino de Deus” aparece somente quatro vezes no relato de Mateus (12:28; 19:24; 21:31, 43). O termo favorito de Mateus era “o reino dos céus”. São títulos diferentes para a mesma instituição. O reino originou-se no céu e pertence a Deus. Ele é governado hoje pelo Seu Filho, do Seu trono no céu (Atos 2:22–36). A igreja faz parte desse reino (16:18, 19).

 

Jesus provou que era rei do reino dos céus. E não pertencia ao reino do maligno: e também que esse reino dos céus já chegara, sem que os homens tomassem conhecimento dele, embora já operasse no meio deles.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

João 16.14

João 16.14 “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

 

“Ele me glorificará,”

O Espírito Santo enviado pelo Pai em nome de Jesus. Identificado também como o Espírito da Verdade, ensinaria aos discípulos todas as coisas, e traria à memória deles tudo quanto Jesus dissera (João 14.26). Ele também testificaria ao mundo a respeito de Jesus, e capacitaria os crentes a fazê-lo de igual modo (João 15.26,27; ilustrado em Atos 5.32). Como Consolador Ele também convenceria o mundo sobre o pecado, mostraria os acontecimentos futuros (relacionados com a vinda de Cristo e com a consumação dos séculos), e glorificaria a Jesus, ao receber as palavras de Cristo (que são de Deus) e transmiti-las aos seus discípulos (João 16.13-15).

O propósito do Espírito não seria chamar a atenção para Si mesmo, mas glorificar o Filho. Assim como o Filho glorificou o Pai com seu trabalho na terra: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (João 17.4), o Espírito glorificará o Filho com sua vinda.

Pai, Filho e Espírito Santo — glorificam-se mutuamente, vivendo em um relacionamento eterno de amor, honra e comunhão. Essa glorificação mútua é uma expressão da unidade divina, onde cada pessoa, embora distinta, compartilha a mesma essência e poder. 

O Pai glorifica o Filho: O Pai glorifica o Filho ao dar testemunho dele (como no batismo e na transfiguração) e ao exaltá-lo após a obra de redenção. Jesus, em João 17:1-5, pede ao Pai que o glorifique para que Ele, por sua vez, glorifique o Pai. O Filho glorifica o Pai: Jesus glorificou o Pai na terra ao cumprir Sua vontade e realizar a obra da salvação, revelando o nome e o caráter do Pai aos homens. O Espírito Santo glorifica o Filho: O papel do Espírito é glorificar a Cristo, tomando do que é de Jesus e revelando-o, além de convencer o mundo do pecado e da justiça (João 16:14).

As três pessoas trabalham juntas, glorificando-se umas às outras em amor e dependência mútua. Essa dinâmica de mútua glorificação mostra que não há disputa de poder ou glória dentro da Divindade, mas uma harmonia perfeita de amor, onde o louvor a uma pessoa glorifica a Trindade inteira. 

 

 “...porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

Poderíamos ampliar esta declaração fazendo referência ao ensino sobre o Espírito em outras passagens do Novo Testamento (em especial as cartas de Paulo), mas no presente contexto o Espírito glorifica o Filho desvendando claramente o significado da sua pessoa e obra.

O que é meu inclui seu ensino e sua atividade em geral. Como já foi enfatizado que Jesus proferiu todas as suas palavras e fez todas as suas obras por autoridade do Pai (de modo que as palavras e obras também eram as do Pai), o que ê meu nos lábios de Jesus significa “tudo o que o Pai me deu". E como o Pai lhe deu "todas as coisas” (João 13.3), o que o Espírito revela aos discípulos é tudo quanto o Pai tem. Ao tornar conhecido o Filho, o Espírito ao mesmo tempo torna conhecido o Pai que é revelado no Filho.

A missão instrutiva do Espírito seria em primeiro lugar de receber o depósito da verdade cristocêntrica, depois mostrá-las aos crentes. Isso significa que um ministério orientado pelo Espírito, deve sempre magnificar a Cristo e não a si mesmo: “Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça” (João 7.18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.

https://share.google/aimode/6RZFGcUzhwtGbq8NN

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 09 DE FEVEREIRO DE 2026 (Romanos 12.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
09 DE FEVEREIRO DE 2026
O CRISTÃO PRECISA VIVER NA VONTADE DE DEUS

Romanos 12.2 “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus “.


“E não vos conformeis com este mundo," 

A que mundo se refere? A palavra mundo, no grego significa: ordem de coisas; sistema. Existe também em 1 Coríntios 1.20; 2.6; 3.18; 2 Coríntios 4.4; Gálatas 1.4, a palavra século no grego significa “ o pensamento predominante da época”. Os dois termos “ mundo” e “ século” estão interligados nos significados.

Porém, o conselho de Paulo: E não vos conformar com este mundo” significa não entrar na forma do mundo, mas na forma de Deus. A forma do mundo é o sistema espiritual satânico que domina o “ mundo” das criaturas humanas: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno (1 João 5:19) ”; “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Coríntios 4:4) “.


"... mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, "

Eles deviam se “transformar” Esse verbo grego significa transfigurar, moldar. É o mesmo verbo usado pelo apóstolo Pedro quando escreveu aos cristãos: “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; ” (1 Pedro 1.14). Assim como o líquido assume a forma do recipiente que ocupa, da mesma forma o cristão, se Não se guiar pela Palavra de Deus, pode ser moldado de acordo com a cultura à sua volta. Essa transformação diz respeito ao interior e implica numa mudança radical em toda a maneira de ser da pessoa transformada. Não se conformar “ com o mundo” e, além de não entrar na forma do mundo, é ter uma transformação espiritual que modifique toda a nossa vida.

A renovação da mente significa a renovação dos seus motivos e fins. Paulo aconselha os cristãos de Filipos a exercitar sua mente enchendo-as de virtudes espirituais: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8) “.


“...para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus “.  Esses exercícios espirituais sugeridos para renovarmos a mente proporcionam conhecimento da Palavra de Deus e discernimento espiritual úteis para entendermos o que Deus quer que façamos em determinada situação. Uma vez que nos apresentamos a Deus em sacrifício vivo (v.1), e nossa mente é renovada pela Palavra de Deus, passaremos então a pensar corretamente e nas coisas certas: "Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10:5). O propósito da “ transformação moral e espiritual” é que o crente possa “ experimentar” a vontade gloriosa de Deus. Quando nos “ apresentamos”, automaticamente “ experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Pergunta-se, então: - Qual é a vontade de Deus? - A vontade de Deus é a expressão do seu caráter na nossa vida diária.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
27/3/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça - O evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_03.pdf

 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Lição 7: A Obra do Filho. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “príncipe e Salvador” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “assentado à destra do Pai” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “filho de Davi” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf

sábado, 7 de fevereiro de 2026

1 Pedro 1:4

1 Pedro 1:4 “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, “

 

“Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar,”

As esperanças do homem natural são desapontadoras. Haja vista que o verdadeiro significado da palavra esperança adquiriu um sentido de contingência, quase de improbabilidade. Costumamos dizer, “espero que sim”. Mas ao dizê-lo, exprimimos incerteza que nos obstruem a expectativa. Todavia, não há incerteza na esperança cristã. Não é uma esperança do tipo “espero que sim”, mas do tipo “sei que sim”.

É nos assegurada pelo amor que levou Jesus à cruz e o ressuscitou dos mortos a certeza de uma herança, um presente que Deus nos reservou nos céus. Pois, o propósito ou alvo final do novo nascimento é definido desta feita em termos de uma herança. Essa herança é caracterizada pelo uso de uma série de três adjetivos gregos traduzidos em ARA por "incorruptível, sem mácula, imarcescível". O propósito, sem dúvida, é ressaltar a singularidade e a incomparabilidade da herança.

Essa herança é Incorruptível. Tem o sentido básico de algo que não perece, não apodrece: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem” (Mateus 6.19). Essa herança é Incontaminável ou sem mácula. Tem o sentido de algo que é extremamente limpo, sem qualquer tipo de sujeira ou contaminação que possa levar ao apodrecimento. Essa herança também é imarcescível ou que não se pode murchar. Ela não é alterável é praticamente sinônima de incorruptível, mas mais aplicada às coisas da natureza.

 

“... guardada nos céus para vós, “

Coisas físicas são perecíveis e efêmeras. A herança cristã, ao contrário, está reservada nos céus. Estamos então mais do que seguros, afinal ela está guardada. Não por uma guarnição de soldados, mas pela força operante de Deus. Ela está fora do alcance de assaltantes, tal como em Mateus 6:19. O poder de Deus a guarda de tal forma que com certeza obteremos essa herança: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”(Apocalipse 22.12).

Quão grande é esse tesouro! Quão seguro está ele em Cristo! Quão firme é para os que crêem. Por igual modo  a coroa da justiça  está reservada para aqueles que amam a volta do Senhor (2 Timóteo. 4:8). Essa herança é guardada pelo poder de Deus: está reservada em toda a sua grandeza e plenitude.  E é um tesouro incalculável.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Efésios 1:14

Efésios 1:14 “O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. “

 

“O qual é o penhor da nossa herança,”

O Espírito Santo é o penhor da herança futura, porque a experiência da salvação ainda não é completa na vida do crente aqui e agora (Efésios 1:13; 4:30). Penhor aqui é arrabõn, originalmente uma palavra hebraica que parece ter entrado no uso grego através dos comerciantes fenícios. Nas transações comerciais antigas significava “primeira prestação, depósito, entrada, penhor, que paga parte do preço de compra de antemão, e assim obtém um direito legal sobre o respectivo artigo, ou torna válido um contrato”.

A experiência que o cristão tem do Espírito e, presentemente, uma antecipação e uma garantia daquilo que será seu quando entrar na posse plena da herança legada por Deus. Em 2 Coríntios 1:22: “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”, penhor também está ligado à idéia de selo. E Romanos 8:23: “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”, com sentido semelhante, o Espírito é chamado “as primícias“, isto é, os primeiros frutos.

 

“... para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. “

Aqui se continua o pensamento já expresso na metáfora do penhor. Até a obtenção (plena) de nossa possessão divina ou a completa redenção do nosso corpo. Aqui o penhor não é algo separado daquilo que garante, mas é realmente a primeira parte deste. Uma aliança promete o casamento, mas não é em si mesma uma parte do casamento. Um sinal pago na compra de uma casa ou numa compra a prestação, no entanto, é mais do que uma garantia do pagamento; em si mesmo é a primeira parcela do preço de compra.

Assim acontece com o Espírito Santo. Ao dá-lo a nós, Deus não está apenas nos prometendo a nossa herança final, mas realmente está dando uma antevisão dela, o que, no entanto, “é apenas uma pequena fração da futura dotação”.

O verso termina com uma grande doxologia. Tudo o que Deus planejou para os homens incluindo a futura possessão será realizada para louvor da Sua glória. A mais importante motivação do universo é a glória de Deus. O "Westminster Shorter Catechism" expressa isto bem na resposta à sua primeira pergunta, "Qual é o principal objetivo do homem?" "O principal objetivo do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle eternamente".

Por três vezes Paulo se refere à glória de Deus neste capítulo. Essas três ocorrências assinalam a parte que as três Pessoas da Deidade desempenham na nossa salvação, dando-nos bênçãos que já recebemos como penhor de outras futuras.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

STOTT, John R. W. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus [tradução de Gordon Chown] - 6.a ed. - São Paulo: ABU Editora, 2001.

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995.

João 1:12

João 1:12 “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;”

 

“Mas, a todos quantos o receberam,”

A conjunção “mas” é um pequeno ponto de apoio que marca uma mudança dramática. A rejeição dos judeus não frustra os planos de Deus por outros o receberão. Aqueles que o receberam são descritos como aqueles que crêem no seu nome (pessoa): “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.31).

Isso é explicado, na última parte do texto, por acreditar em seu nome; porque a fé é recebê-lo como a Palavra, e o Filho de Deus, como o Messias, Salvador, e Redentor; um recebimento de graça de sua plenitude, e cada benção dele, como retidão justificativa, perdão de pecados, e uma herança entre eles que são santificados; porque embora a generalidade o tenha rejeitado, houve poucos e alguns que o receberam:

O conceito de crer em Cristo, é um tema importante para João, será desenvolvido em várias passagens em seu evangelho (06:29; 08:30; 9: 35-36; 0:36, 44; 14: 1; 16:. 9; 17:20) 

 

“... deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,”

Há um sentido em que o homem não é naturalmente filho de Deus. Um sentido no qual deve converter-se em filho de Deus. Todos os homens são filhos de Deus no sentido de que todos devem sua criação e a conservação de sua vida a Deus; mas só alguns homens se convertem em filhos de Deus na verdadeira profundidade e intimidade da autêntica relação entre pai e filho.

Estes que o receberam vieram a ser filhos de Deus, não por serem descendentes de Abraão, nem por geração natural, nem pelos seus próprios esforços. Sua adoção na família divina foi um dom gratuito e sobrenatural da parte de Deus, mediante uma nova vida implantada neles pelo Espírito Santo, como explicado adiante na entrevista de Jesus com Nicodemos.

Quem dá as boas-vindas ao Verbo recebe o direito de herança de todas as bênçãos e privilégios que sua vinda trouxe. Estas bênçãos e privilégios resumem-se na aceitação de alguém como membro da família de Deus.

 

“... aos que creem no seu nome;”

Este nome é muito mais que a designação pela qual a pessoa é conhecida; ele abrange o caráter verdadeiro ou, às vezes, como aqui, a própria pessoa. Receber aquele que é a Palavra de Deus, portanto, significa depositar a fé nele, jurar fidelidade a ele, e também, de maneira muito prática, acreditar que ele é o que diz ser. Assim, não é possível separar a Sua divindade de Sua humanidade, a Sua sendo Salvador a partir de seu ser Deus, ou a Sua pessoa de Sua obra redentora. A fé salvadora aceita Jesus Cristo em tudo o que a Bíblia revela a respeito dele.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

GILL, John. G ill’s. Commentary and exposition of the Old and New Testaments, vol. IV. Grand Rapids: Baker Book H ouse, 1980.

Macarthur , John. The MacArthur New Testament commentary —John 1-11. Moody Publishers. Chicago, IL. 2006.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 07 DE FEVEREIRO DE 2026 (Colossenses 1:15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
07 DE FEVEREIRO DE 2026
CRISTO, A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL

Colossenses 1:15 “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;”

 

“O qual é imagem do Deus invisível,”

Essa frase expressa de forma sucinta o ensino neotestamentário acerca da Pessoa de Cristo e da Sua posição. A palavra “imagem”, no texto, não quer dizer que Cristo seja uma cópia do Pai, ou uma figura dEle. A palavra grega para “imagem” é eikon, que significa a identificação de Cristo com Deus, o Pai, em sua perfeição, infinitude, imensidade, glória e poder. Ele mostra a glória de Deus (2 Coríntios 4.4). Logo, Cristo como a imagem de Deus significa que Ele não é uma cópia de Deus, “como Ele”, é a objetivação de Deus na vida humana, a “projeção” de Deus na tela da nossa humanidade e a encarnação do, divino no mundo dos homens.

Como consta do Credo Niceno, Jesus Cristo é o  “Filho Unigênito de Deus; gerado pelo seu Pai (procedente do Pai) antes da fundação do mundo, Deus de Deus, Luz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstanciai com o Pai”.. Ao contrário do que os gnósticos ensinavam, Jesus não é apenas uma pessoa criada por Deus, mas Ele é Deus.

No Novo Testamento, encontramos diversas referências que demonstram essa condição divina de Jesus (João 1.1,14; 20.28; 1 Timóteo 2.5). Ele não é mais um aeon (Capítulo 1), mas é Deus, com todos os atributos divinos. Ele declarou sua unidade com o Pai: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30); “Quem me vê a mim vê o Pai” (João14. 9).

 

“... o primogênito de toda a criação;”

Essa expressão “primogênito” (gr. prototokos) levou os hereges, adeptos de Ário, no século IV d.C., a entender e pregar que Jesus não poderia ser divino, visto que houvera sido gerado pelo Pai. A heresia ariana ensinava que Jesus era um ser criado, não tendo a mesma natureza de Deus. Foi criado (gr. genetos) por Deus; também nasceu (gr. gennetos), e foi adotado por Deus, sendo elevado a uma posição acima dos outros seres celestiais. Essa doutrina também era aceita pelos gnósticos, que ameaçavam a Igreja em Colossos.

O Credo Niceno, elaborado pelo bispo Atanásio, diz: “Um só Deus na Trindade, e a Trindade na Unidade”; “O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. E, porém, não são três deuses, mas um só Deus”.

A expressão “primogênito” não se refere “à criação de modo temporal. A questão aqui é de primazia de função, e não de prioridade temporal. Visto que Cristo participa do ato da criação, Ele permanece acima e além do mundo criado, como o Agente através de quem tudo veio a existir”. De fato, “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Isso mostra que Ele é o o agente através de quem todos os poderes espirituais vieram a existir (v. 16).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

Champlin, r. n. & bentes, j. m. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.

PATZIA, Arthur G. Novo Comentário Bíblico. Contemporâneo: Efésios, Colossenses, Filemon. Tradução de Oswaldo Ramos. São Paulo: Vida,. 1995

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. São Paulo: Candeia, 1995.

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 06 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
06 DE FEVEREIRO DE 2026
O FILHO UNIGÊNITO REVELOU O PAI

João 1.18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

 

“Deus nunca foi visto por alguém.”

Quando João disse que ninguém jamais viu a Deus, ele não contestou a possibilidade de pessoas terem testemunhada várias revelações de Deus, como suas aparições a Moisés (Números 12:8) e Isaías (Isaías 6:1–13). A palavra “Deus” é usada sem o artigo, dando ênfase à natureza ou essência de Deus e não só à sua pessoa. Segue-se, então, que ninguém jamais viu a essência de Deus. Deus, sendo Espírito puro, é invisível à visão física.

Nem Abraão, o “amigo de Deus” (Tiago 2.23), nem Moisés, “com quem o Senhor tratava face a face” (Deuteronômio 34.10), puderam ver a glória divina em sua plenitude. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, este lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Exodo 33.20). Em vez disto, foi-lhe dito que ficasse em uma fenda da rocha do Sinai enquanto a glória de Deus passava, e ali, Deus disse, “com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Exodo 33.22).

 

“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

A glória, que nem Moisés pôde ver, agora foi apresentada a homens e mulheres através de Jesus: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Alguns textos gregos trazem “Filho unigênito”, enquanto outros têm “Deus unigênito”. Conforme indicado na RA, a evidência textual favorece a tradução “Deus unigênito”, isto é, o único que ocupa um relacionamento especial com o Pai.

A afirmação de que o unigénito está no seio do Pai pode nos lembrar de Lázaro no seio de Abraão, em Lucas 16.22, ou do discípulo amado em sua proximidade a Jesus na última ceia, em João 13.23. Nestas duas passagens a expressão denota um lugar de favor especial, ao lado da pessoa mais importante em um banquete: aqui o significado pode ser o mesmo, mas há também uma indicação do amor e compreensão mútuos a Pai e Filho e da dependência do Filho em relação ao Pai.

Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Texto Áureo Lição 6: O Filho como o Verbo de Deus. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

Gálatas 4.6

Gálatas  4.6 “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.”

 

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho,”

Uma vez que recebemos a adoção por meio de Cristo nos tornamos filhos de Deus. A palavra traduzida como adoção é um termo técnico jurídico. Receber a filiação é, pois como ocupar o posto de um filho adotivo. A nova posição do homem, a de não ser mais escravo da lei do mundo, acontece a partir do momento em que aceita a Cristo como filho.

A frase “o Espírito de seu Filho” é relevante por ser usada somente aqui no Novo Testamento, embora “Espírito de Cristo” ocorra em Romanos 8:9. Nota-se neste contexto as atividades do Pai, do Filho e do Espírito Santo são mencionadas em conjunto. Houve, portanto, um duplo envio da parte de Deus Pai. Primeiro, Deus enviou o seu Filho ao mundo; segundo, ele enviou o seu Espírito aos nossos corações: “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

A ligação entre a atividade do Espírito e a do Filho fica evidente no ensino do próprio Jesus, quando declara acerca do Espírito da verdade que “não falará por si mesmo . . . Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16:13,14).

 

“... que clama: Aba, Pai.”

O ato de possuir o Espírito do Filho se exterioriza no clamor do próprio Espírito. A palavra krázo designa o grito do orador. Aqui tem o sentido de uma oração pública que proclama no sentido concreto. Esse clamor é: “Aba, Pai”. Como também diz na passagem paralela de Romanos 8:15,16, quando “ clamamos: Aba, Pai!” é “ o próprio Espírito (que) testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

“Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. . J. B. Phillips a traduz assim: “ Pai, meu Pai” . A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

O propósito de Deus, portanto, não foi apenas garantir a nossa filiação através do seu Filho, mas dar-nos a certeza dela através do seu Espírito. Ele enviou o seu Filho para que tivéssemos o status da filiação, e enviou o seu Espírito para que tivéssemos uma experiência dela. Isso vem através da intimidade carinhosa e confidencial de nosso acesso a Deus em oração, na qual descobrimo-nos assumindo a atitude e usando a linguagem, não de escravos, mas de filhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

STOTT, John. A mensagem de gálatas. São Paulo: ABU, 2000.

Romanos 8:17

Romanos 8:17 “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

 

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo:”

Tendo apresentado provas de que somos verdadeiramente filhos de Deus, Paulo diz: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” Esta expressão confirma o direito legal concedido aos filhos de Deus, a herança do Pai Celestial. Paulo expressou isso da seguinte maneira em Gálatas 4:7: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”.

Como filhos, nascidos ou adotados, nos tomamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4). Outrossim, a herança prometida aos filhos de Deus nada tem a ver com o ponto de vista materialista, que interpreta essa herança em termos materiais e temporais. Mas diz respeito a posse da herança pertencente a Cristo, pois somos co-herdeiros com Cristo” , isto é, participamos da mesma glória.

Tente por um instante imaginar a glória e a honra que Cristo recebeu ao retornar ao Pai. O escritor de Hebreus disse que “a alegria que lhe estava proposta” capacitou Jesus a suportar a cruz (Hebreus 12:2). Paulo disse que Cristo foi “recebido na glória” (1 Timóteo 3:16). Você e eu participaremos dessa glória! No fim de Romanos 8:17, Paulo falou de sermos “com ele glorificados”. No versículo 18 ele se referiu à “glória a ser revelada em nós”. No versículo 30, olhando para o futuro, o apóstolo disse que Deus também “glorificou“ aqueles a quem Ele justificou.

Tenhamos em mente que Jesus recebeu a Sua herança por direito, enquanto nós receberemos a nossa pela graça. Em 8:29 Cristo é chamado de “o primogênito entre muitos irmãos”. Quando nos referimos à família de Deus, podemos pensar em Cristo como nosso “Irmão mais velho espiritual”. Jesus mereceu o que herdou; nós, não. Já vimos filhos adultos brigando por uma herança, cada um tentando ficar com uma parte maior. Esse é um espetáculo trágico. Jesus não é assim. Ele é o Único que realmente tem direito à herança, mas, voluntariamente, Ele a divide com Seus irmãos e irmãs!

 

 “... se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

O sofrimento é o necessário prelúdio da glória. Todos sofrimentos que temos nesta vida temporal contra o pecado, contra o Diabo e contra todas as seqüelas do pecado servem de trampolim para a vida eterna, para a glorificação. assim como Ele (Jesus) sofreu em seu corpo os mesmos sofrimentos humanos, e foi depois glorificado, também nós o seremos. Observe que a Bíblia diz que “ a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”.

 

Quando Paulo diz em 2 Coríntios 4:16 que "mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia", ele quer dizer que as mesmas aflições e privações que destroem o "homem exterior" constituem o meio que o Espírito de Deus emprega para renovar o "homem interior" mais e mais, até que por fim o "homem exterior" desaparece completamente e o "homem interior" se forma plenamente segundo a imagem de Cristo: "Levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo." (2 Coríntios 4:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

Romanos 8:15

Romanos 8:15 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

 

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor,”

Uma vez vencida a carne e mortificadas as obras do corpo pelo Espírito (v.13), o pecador é restaurado da escravidão “porque não recebestes o espírito da escravidão”, e é conduzido ao direito adotivo de ser chamado “filho de Deus” (João 1.12). Esse versículo apresenta duas expressões singulares: “ o espírito de escravidão” e “ espírito de adoção” que são opostas. Era a diferença entre cativeiro e liberdade, entre tremer de medo e confiar, entre ver Deus como um punidor e vê-lO como Pai.

Os que estão sob o domínio do “espírito de escravidão” vivem em temor, medo, dúvida e prisão. Os leitores originais de Paulo entendiam melhor do que nós a diferença entre escravidão e filiação. Se havia uma coisa que definia a relação de um escravo com seu senhor, era o medo; por isso Paulo disse que “não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados”.

 

“... mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”

Paulo esclarece “recebemos o espírito de adoção [como filhos]”! Não somos escravos que tremem ao se aproximarem do seu Senhor; somos filhos que se sentem confortáveis na presença do Pai. Em 1 Coríntios 2:12 Paulo escreveu: "Nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus"; em 2 Timóteo 1:7: "Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." "Eis aí uma bela cadeia de versículos que refletem experiência, todos amoldados na mesma forma, construídos segundo o mesmo modelo, primeiro com os elementos negativos, depois com os positivos; de um lado, escravidão, mundanismo e medo; de outro lado, filiação, dons espirituais, poder e amor."

"O Espírito de adoção" ou de filiação é, em outras palavras, o Espírito que torna os crentes filhos de Deus e os capacita a chamarem a Deus seu Pai. Adoção” vem de huiothesia, um termo composto por huios (“filho”) e thesis (“um lugar”). Refere-se a uma pessoa receber o lugar, posição e privilégio de um filho, mesmo que esse indivíduo não tenha parentesco com seus pais por nascimento. Pelo que se sabe, a adoção não era praticada entre os judeus, mas era comum em outras sociedades.

F. F. Bruce escreveu que no mundo romano do primeiro século “um filho adotivo era um filho escolhido por seu pai para perpetuar o seu nome e herdar seus bens”. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. Dizem que Deus só tem um Filho “natural” e que os demais são filhos por adoção.

Porque fomos assim abençoados, “clamamos: Aba, Pai” . “Aba” é um vocábulo aramaico que significa “pai”, mas é mais do que isso. É uma palavra usada por crianças para chamar o “pai” semelhante a “papai”. A maioria dos judeus não usava essa palavra íntima para se reportar a Deus, mas Jesus a usou. No Jardim do Getsêmani, Ele rogou: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Os que estão sob o domínio do “espírito de adoção” estão capacitados a orarem com intimidade e a dizerem a Deus: “ Abba, Pai”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 05 DE FEVEREIRO DE 2026 (João 1.17)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
05 DE FEVEREIRO DE 2026
GRAÇA E VERDADE POR CRISTO

João 1.17 “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

 

“Porque a lei foi dada por Moisés;

Deus havia escolhido Moisés para ser o legislador de Israel. Ele ordenou que Moisés subisse no Sinai: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar” (Êxodo 24.12) e o revelou a lei que expressava a sua vontade. Através de Moisés a Lei foi transmitida aos filhos de Jacó: “Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó” (Deuteronômio 33.4).

Por causa da forte relação de Moisés com a Lei de Deus ela ficou conhecida como a “Lei de Moisés”: “Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda” (Josué 23.6).

Aqui, portanto, como nos escritos de Paulo, Cristo substitui a lei de Moisés como ponto central da revelação divina e do estilo de vida. Este evangelho mostra de diversas maneiras que a nova ordem cumpre, ultrapassa e substitui a antiga: o vinho da nova criação é melhor que a água usada na religião judaica (João 2.10); o novo templo é mais excelente que o antigo (João 2.19); o novo nascimento é a porta de entrada para um nível de vida que não pode ser alcançado pelo nascimento natural, mesmo dentro do povo escolhido (João 3.3,5); a água viva do Espírito, que Jesus concede, é muito superior à água do poço de Jacó e à água derramada no ritual da festa dos Tabernáculos, no pátio do templo (João 4.13., 7.37); o pão do céu é a realidade da qual o maná no deserto foi só um vislumbre (João 6.32). Moisés foi o mediador da lei; Jesus Cristo é mais que mediador, é a corporificação da graça e da verdade. “O Verbo era o que Deus era."

 

“... a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ”

A maneira pela qual Deus se deu a conhecer a Moisés não era sem graça e verdade; pelo contrário, ele se revelou a Moisés como “grande em misericórdia e fidelidade" (Êxodo 34.6), e os mesmos termos são repetidamente usados no A.T. como resumo do seu caráter: “Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Salmo 86.15). Porém, tudo o que destas qualidades foi manifesto nos tempos do A.T. foi revelado em plenitude concentrada no Verbo encarnado.

A lei foi uma expressão da graça de Deus, visto que foi dada para o homem; mas embora fosse uma expressão do amor de Deus, era incompleta e, portanto, insuficiente para salvar o homem do pecado. No entanto, com a vinda do Verbo, cheio de graça e de verdade, o plano total da salvação foi revelado. Agora, os seres humanos têm tudo que é necessário para se apresentarem justos diante de Deus.

 

 

Embora todo o Prólogo tenha discorrido acerca do Verbo, o nome Jesus aparece pela primeira vez aqui. Neste evangelho, geralmente Jesus é o seu nome pessoal e Cristo é um título ou descrição “Messias” ou "Ungido”, mas nesta passagem Jesus Cristo parece ter sido usado como o nome duplo pelo qual ele era comumente conhecido entre os cristãos de fala grega.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 04 DE FEVEREIRO DE 2026 (Êxodo 25:8)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
04 DE FEVEREIRO DE 2026
DEUS HABITA ENTRE O POVO

Êxodo 25:8 “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

 

“E me farão um santuário,”

Moisés foi instruído minuciosamente pelo Senhor para edificar um santuário, ou seja, uma tenda provisória e portátil, própria para ser conduzida durante toda viagem à terra de Canaã. Deus mesmo forneceu a planta com todos os objetos e utensílios que comporiam aquele santuário. O padrão para o Tabernáculo construído por Moisés era um padrão da realidade espiritual do sacrifício de Cristo e, deste modo, antecipava a realidade futura. [...] O Santuário terrestre era uma expressão dos princípios eternos e teológicos.

A palavra santuário significa literalmente “lugar santo”. Os nomes dados à estrutura comumente denominada de Tabernáculo são muitos. Foi chamada de "tenda", referindo-se geralmente à cobertura exterior; a "tenda da congregação", onde Deus se encontrava com o Seu povo (27:21); a "tenda do testemunho" porque continha a arca e o Decálogo (25:16); a "habitação" e "habitação de Jeová" (Números 16:9), ou "habitação do testemunho" (Êxodo 38:21); e "lugar santo" (25:8). Os nomes "casa" ou "templo" (1 Samuel. 1:9; 3:3) também são usados, mas referem-se a uma condição mais acanhada do Tabernáculo.

O nome comum é "tenda", um termo que os tradutores elevaram ao mais altissonante "tabernáculo", seguindo o tabernaculum da Vulgata. Posteriormente seria utilizada para descrever também o Templo: “Um trono de glória, posto bem alto desde o princípio, é o lugar do nosso santuário” (Jeremias 17:12).

 

“... e habitarei no meio deles.”

O propósito do santuário é apresentado aqui como sendo que Deus pudesse “habitar” no meio de Israel. Até aquele momento, Deus havia se manifestado várias vezes em favor de Israel, mas não fora visto ainda “no meio deles”. Quando Deus falava a Moisés no monte, o povo assistia a distância, impactado pela visão dos raios projetados lá de cima.

Agora, porém, Deus está dizendo que a sua presença, que os assistira até ali, estaria permanentemente no meio do arraial, representada por e habitando um santuário erguido sob sua orientação. Enfim, Deus queria que o povo tivesse um relacionamento mais íntimo com Ele, e hoje não é diferente.

Ele deseja o mesmo conosco por meio do seu Santo Espírito, que, como asseverou Jesus, habita em nós desde o dia em que entregamos nossa vida a Cristo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Bíblia de Estudo Aplicação pessoal. Rio de Janeiro: CPAD.