ateus 12.28 “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.”
“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus,”
Após argumentar que Satanás não se levantaria contra si mesmo e que não somente Ele expulsava demônios, mas também os filhos deles (ou patrícios). Jesus concluiu que seria lógico os inimigos de Jesus admitirem que os exorcistas judeus eram falsários, então, tinham que admitir que Jesus expelira demônios pela mesma autoridade que eles,ou seja pelo Espírito de Deus. Assim sendo as obras realizadas por Jesus tinham origem em Deus.
Em vez de “o Espírito de Deus”, Lucas diz “o dedo de Deus” (Lucas 11:20). Conforme Ezequiel 3:14: “Então o Espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu espírito; porém a mão do Senhor era forte sobre mim.”
Então o Mestre dá a forma correta ao registro. Se pelo Espírito de Deus, não “por Belzebu”, ele expulsava os demônios... É conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus. Dizendo isso Jesus estava mostrando que ele era o messias. Pois a atuação do Messias devia demonstrar o poder especial de Deus e sua presença entre os homens: ”O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” (Isaías 61:1). Alem dessa havia diversas profecias que falavam da necessidade do Messias demonstrar o poder do Espírito Santo(Isaías 42.1). Jesus mostra aqui que cumpria as exigências proféticas em relação ao Messias.
“... logo é chegado a vós o reino de Deus.”
O argumento final de Cristo chama a atenção para o seu próprio ministério, particularmente para a expulsão dos demônios, que era evidência suficiente de que era chegado o reino de Deus. A palavra traduzida por é chegado (ephthasen) significa no grego moderno “já está chegando”. Aqui implica em que o reino chegou num sentido muito real, não, porém, em sua plenitude. Jesus estava de fato realizando obras do reino, mas a suprema obra do reino, a sua morte e ressurreição, estava ainda no futuro.
A frase “o reino de Deus” aparece somente quatro vezes no relato de Mateus (12:28; 19:24; 21:31, 43). O termo favorito de Mateus era “o reino dos céus”. São títulos diferentes para a mesma instituição. O reino originou-se no céu e pertence a Deus. Ele é governado hoje pelo Seu Filho, do Seu trono no céu (Atos 2:22–36). A igreja faz parte desse reino (16:18, 19).
Jesus provou que era rei do reino dos céus. E não pertencia ao reino do maligno: e também que esse reino dos céus já chegara, sem que os homens tomassem conhecimento dele, embora já operasse no meio deles.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
9/2/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.
ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
Nenhum comentário:
Postar um comentário