terça-feira, 25 de novembro de 2025

Atos 7.59

Atos 7.59 “E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.”

 

“E apedrejaram a Estevão”

Após ser retirado da cidade pelos seus algozes Estevão foi vítima de apedrejado, a forma tradicional judaica da pena capital. Porém, fortalecido pelo Espírito e pela visão celestial que acabara de ver, Estevão enfrenta a morte violenta com fé em Deus e amor para com os seus inimigos.

Estêvão Fora julgado pelo Sinédrio, mas aquele concilio não tinha a autoridade de mandar executar pessoa alguma: “Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma” (João 18:31). Mesmo assim, foi executado pelo apedrejamento, e não pela forma romana de execução.

As possibilidades são: aquilo que aconteceu foi um ato espontâneo de violência da turba, ou Estêvão foi legalmente executado pelo Sinédrio; quer porque os romanos tenham dado permissão especial, quer porque não havia governador romano na ocasião e aproveitou-se o interregno.

 

“... que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.”

Estevão durante o seu martírio invoca a Jesus a quem vê em pé a direita de Deus. Ele pronunciou duas frases. Essa é a primeira: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Sua oração é parecida com a que, segundo Lucas, Jesus pronunciou pouco antes de morrer: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (Lucas 23.46).

Todavia, Estevão não faz seu pedido a Deus Pai como Jesus o fizera, mas o faz o seu pedido diretamente a Jesus, seu Senhor. É um exemplo marcante de uma fórmula de palavras aplicáveis originalmente ao Pai, sendo endereçadas ao Filho, e demonstra como os cristãos primitivos colocavam Jesus no mesmo nível que o Pai.

Cristo disse: “entrego”, porque voluntariamente deu sua vida a seu Pai (João 10.17,18). Estevão falou: “recebe”, sabendo que o Senhor tem as chaves da morte. Ele, como servo, estava pedindo sua soltura desta vida. Estevão morreu como deve ser com todos os crentes: tendo uma oração nos seus lábios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Romanos 12.11

omanos 12.11 “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;”

 

“Não sejais vagarosos no cuidado;”

Há uma certa intensidade na vida cristã. A apatia não combina com a vida cristã. Não há nela lugar para a letargia. A palavra “vagarosos” traduz o termo que tem o sentido de preguiçoso, descuidado e indolente. O cristão não pode tomar as coisas levianamente, porque para ele a vida é sempre uma escolha entre a vida e a morte; o mundo é sempre um campo de batalha entre o bem e o mal; o tempo é curto e a vida é um lugar de preparação para a eternidade.

Devemos ser zelosos com a vida e servir a Deus e ao próximo porque é um privilégio nosso. Devemos aproveitar as oportunidades para isso. A ARA traduz esse versículo assim: “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”. A primeira carta às sete igrejas da Ásia Menor foi escrita para a igreja em Éfeso, que tivera um bom começo, mas esquecera seu primeiro amor. O que aconteceu? Os fogos de entusiasmo se apagaram.

Na carta a igreja em Laodicéia, Jesus a acusou que ela não era nem quente nem fria, e porque era morna Ele estava a ponto de vomitá-la. O Senhor preferia que ela fosse completamente fria em relação à Sua vontade do que indiferente, morna, meio-termo, nem por Ele nem contra Ele. Ele é um deus zeloso. A respeito de Jesus foi dito: "O zelo da tua casa me devorará" (João 2:17; Salmo 69:9).

 

“... sede fervorosos no espírito,”

Devemos manter nosso espírito no ponto de ebulição. Sermos fervorosos no espírito.  Precisamos arder de zelo pelas coisas de Deus. A mesma expressão é usada com relação a Apoio em Atos 18:25: “Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor”.

Ser fervoroso não significa ser fanático, mas ser alcançado pela graça e andar segundo ela. Fervor não é sinônimo de fanatismo nem tampouco de barulho. Fervor significa o cristão ter um coração incendiado pelo Espírito Santo. A expressão “no espírito” tanto pode significar nosso espírito humano como se referir ao Espírito Santo. Independentemente do caso que Paulo tenha usado, o sentido é do Espírito Santo incendiando a vida do cristão fervoroso.

 

“... servindo ao Senhor;”

Os antigos manuscritos variam entre duas leituras. Alguns lêem: "Sirvam ao Senhor", e outros: "Sirvam ao tempo", isto significaria: "Apanha suas oportunidades." A razão para esta dupla interpretação é a que todos os antigos escrivães usavam contrações em seus escritos. Em que as palavras mais comuns eram sempre abreviadas. Uma das maneiras correntes de abreviar era suprimir as vocais e colocar uma marca sobre as restantes letras. E assim, a palavra para Senhor é kyrios, e a palavra para tempo é kairós, logo, a abreviatura para ambas as palavras é “krs”, por isso a contradição.

Barclay opina que em uma passagem tão cheia de avisos práticos, é mais que possível que Paulo dissesse a seu povo: "Aproveitem suas oportunidades à medida que se apresentem." A vida nos apresenta todo tipo de oportunidades. Oportunidades de servir a Deus e ao próximo. Uma das tragédias desta vida é que tão freqüentemente não aproveitamos as oportunidades quando elas chegam. "Há três coisas que não retornam — a flecha lançada, a palavra proferida e a oportunidade perdida."

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_10.pdf

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

Provérbios 16:19

Provérbios 16:19 “Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.”

 

“Melhor é ser humilde de espírito com os mansos,”

O saque garantia o salário dos exércitos antigos e, quanto maior fosse à matança, mais polpudo seria o salário das tropas (despojo). Um bom matador poderia ficar rico, caso conseguisse manter-se vivo por tempo suficiente. O despojo, ou saque de guerra, podia consistir das várias mercadorias contidas em uma cidade como artigos como armaduras, vestuário, dinheiro, jóias, metais, animais de vários tipos e até seres humanos de ambos os sexos.

Porém um soldado numa batalha que fosse um homem de espírito humilde, naturalmente não teria muitas riquezas materiais, pois ele não se esforçaria a matar. A palavra melhor sublinha a superioridade de uma abordagem em detrimento de outra: “Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça” (Provérbios 16:8). Esse verso mostra quão superior é ter um espírito humilde e estar entre os pobres do que estar entre os ricos soberbos: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado” (Hebreus 11:24,25).

A humildade, ainda que nos exponha ao desprezo no mundo, nos recomenda ao favor de Deus, nos qualifica para as suas benevolentes visitas, nos prepara para a sua glória, nos protege de muitas tentações, e preserva a tranqüilidade e o repouso de nossas almas: “Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hebreus 11:26).

 

 “... do que repartir o despojo com os soberbos.”

Os que mais prosperam nas batalhas e valorizam o despojo normalmente são os soberbos; eles valorizam a si mesmos, e desprezam os outros, e as suas mentes se exaltam com a sua condição. Porém as riquezas obtidas por meio da violência significarão a ruína do homem que prejudica a outros, eventual e inevitavelmente: “O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos: fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas” (Êxodo 15:9, 10).

O saque, neste caso, pode ser generalizado para apontar qualquer violência cometida. Os homens violentos costumam transformar em presa homens mais fracos. O mal especial do orgulhoso é que ele se opõe aos primeiros princípios da sabedoria (o temor do Senhor) e os dois grandes mandamentos. O orgulhoso, portanto, está de mal consigo mesmo, pois faz mal a sua própria alma (Provérbios 8:36), com seu próximo, por ser contendeiro (Provérbios 13:10) e com o Senhor. Por isso, a ruína pode chegar, apropriadamente, de qualquer direção: “Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas” (Provérbios 16:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE NOVEMBRO DE 2025 (João 6:38)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE NOVEMBRO DE 2025
JESUS CUMPRIU INTEIRAMENTE A VONTADE DO PAI

João 6:38 “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

 

“Porque eu desci do céu,”

A idéia de que o Filho, que desce do céu, é um pensamento freqüente neste capitulo, conforme se pode averiguar nas seguintes referências: Vs. 33, 38, 41, 50, 51 e 58. A preexistência de Cristo é aqui ensinada, juntam ente com a autoridade nisso subentendida e a união com o Pai: a autoridade de Jesus é celestial, pois esse foi o seu lar anterior. Ele veio do céu para cuidar dos negócios do seu Pai.

Ele nos trouxe a mensagem celestial, exibindo ante os homens os desígnios do céu que visam a redenção do homem. Tudo isso foi dito por Jesus a fim de autenticar a sua mensagem e missão.

 

“... não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

Jesus também enfatiza a sua submissão ao Pai; ele procura fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4.34).

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte.

Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai: “porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou” (João 5.30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/joao-530.html