sábado, 31 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE JANEIRO DE 2026 (Filipenses 2:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO EXALTADO ACIMA DE TODO NOME

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “ príncipe e Salvador ” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “ assentado à destra do Pai ” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “ filho de Davi ” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

2 Tessalonicenses 2:13

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos”, é virtualmente idêntica a 1.3: “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “amados do Senhor” num sentido especial: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

João 14.16

João 14.16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”

A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e  por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.

O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.

O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica  expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.

 

“... para que fique convosco para sempre.”

O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.

O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JANEIRO DE 2026 (Atos 4.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO É O ÚNICO CAMINHO DE SALVAÇÃO

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

 

“E em nenhum outro há salvação,”

Um dia depois de terem curado o coxo da porta formos. Os apóstolos foram questionado pelos principais do templo: “ Com que poder ou em nome de quem fizestes isto ?” (v.7). O apóstolo Pedro então disse efetivamente: “Se vocês realmente estão interessados em quem o curou, eu vou lhes dizer”. Aquele homem fora curado no nome de Jesus (v. 10).

O grego tem um trocadilho ausente na versão para o português. “Salvação” e “salvos” no versículo 12 são da mesma raiz que a palavra “curado”, no versículo 9. Assim como Jesus foi quem pôde curar fisicamente o mendigo, Ele também é o único que pode salvar espiritualmente a humanidade!

Pedro declara que somente Jesus pode oferecer a salvação no sentido mais pleno, o nome dEle é o único que recebeu poder da parte de Deus para dar a salvação aos homens. Há um apelo implícito aos ouvintes, no sentido de cessarem a sua rejeição de Jesus. A afirmação é restritiva, mas é verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6;). Pedro ecoou esse pensamento.

 

“... porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Seus ouvintes consideravam-se salvos porque eram da descendência de Abraão e porque tinham a lei de Moisés. Essencialmente, Pedro disse: “Vocês não podem ser salvos por meio de Abraão nem de Moisés; somente através do nome de Jesus!”

Este pensamento não é incomum no Novo Testamento (Jo 14:6, Hb 23; cf. 1 Tm 2:5). Surgiu a partir da convicção de que Deus exaltara Jesus até a Sua destra, posição esta que obviamente não poderia ser compartilhada com outra pessoa; seguia-se que, se Deus declarará que Jesus era o Salvador, não poderia haver outra pessoa ao lado dEle.

Sua morte e ressurreição, a sua exaltação e autoridade fazem dele o único Salvador, já que nenhum outro possui tais qualificações. Para Stott os dois negativos (nenhum outro e nenhum outro nome) proclamam a singularidade positiva do nome de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JANEIRO DE 2026 (Hebreus 1:1)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

29 DE JANEIRO DE 2026
O FILHO COMO REVELAÇÃO SUPREMA

Hebreus 1:1 “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

 

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,”

A carta começa com uma declaração de um fato: “ Deus tem falado ”. O escritor não vê necessidade alguma de demonstrar este fato. O autor não comprova que Deus fala, ele afirma. O que prende a atenção do escritor é a variedade de maneiras segundo as quais Deus tem falado no passado: “ muitas vezes, e de muitas maneiras ”. Qualquer pessoa com conhecimento do Antigo Testamento imediatamente consegue preencher os pormenores que incluem: visões, revelações angelicais, palavras e eventos proféticos.

Deus não falou a Israel nem aos patriarcas numa conversa longa e contínua, mas em momentos, lugares e fragmentos diferentes. Houve tempos em que “ a palavra do Senhor era mui rara ” e “ não [havia] visão manifesta ” (1 Samuel 3:1). Contudo, quando todos os escritos foram reunidos, formaram um todo harmonioso. Por quê? Porque cada fragmento foi inspirado pelo mesmo “Espírito” que fala do único Deus. Assim o Antigo e o Novo Testamento são uma grande revelação à humanidade, e não há necessidade de “duas revelações”, ainda que haja duas alianças.

As revelações mais iluminadoras vinham através dos profetas. Os profetas eram os arautos de Deus para o povo de Israel. Estes eram homens levantados por Deus para desafiar seus próprios tempos. Eles falavam da parte de Deus. As palavras: “Assim diz o Senhor,” davam às suas palavras uma autoridade sem igual. A Instituição Profética no Antigo Testamento é por demais importante para ser minimizada. Para um judeu, a pior desgraça que poderia existir era o silêncio profético. A trombeta profética servia de alerta quando a vida moral, a espiritual e a social não iam bem.

 

“... a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

A expressão hebraica para “últimos dias” é encontrada pela primeira vez em Números 24:14 e possui tonalidade messiânica: “Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias”. Já os escritores apostólicos falaram do seu próprio tempo como “os últimos dias” (Atos 2:17; Tiago 5:3), “estes últimos dias” (1 Pedro 1:20), ou “o último tempo” (Judas 1:18). É claro que o tempo em que vivemos é a última era. Estamos nele desde que Jesus voltou ao céu e mandou o Espírito Santo. Estes últimos dias começaram no Dia de Pentecostes após a ressurreição de Jesus e continuarão até Sua segunda vinda.

 

Ele faz alusão a Cristo como a figura central na inspiração e preparação plenária do Novo Testamento. O escritor de Hebreus sabia que era necessário um método melhor de comunicação, e reconhece que este veio em Jesus Cristo. A revelação de Deus através do Seu Filho é vista não somente como superior, mas também como definitiva.

Aquilo que foi falado outrora preparou o caminho para a comunicação mais importante de todas, isto é a revelação pelo Filho. Este é o tema real da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas melhores. Deus falou conosco através de Um que tem com Ele o relacionamento de um filho e completa autoridade como porta-voz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

GONÇALVES, José. A supremaciade Cristo - Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_05.pdf

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

TEXTO ÁUREO Lição 5: O Deus Filho. Mateus 17.5

TEXTO ÁUREO

 “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mateus 17.5).

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Hebreus 9:28

Hebreus 9:28 “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

 

“Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos,”

Há uma analogia entre a morte dos homens e a morte de Cristo. Aos homens está ordenado morrer uma vez (v.27) e Cristo se ofereceu uma vez para expiar os pecados; todavia, há uma diferença abissal entre ambas. A morte dos homens foi "ordenada”, ou seja, não tem como escapar e fugir dela! Ninguém está isento desta experiência. 

Há expectativa para alguns que escaparão à morte: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17), todavia é uma exceção à regra geral declarada, pois será ocasionada pelo evento especial da vinda de Cristo. Não está, portanto, em conflito com esta declaração em Hebreus.

Entretanto, a morte de Cristo foi voluntária, pois foi uma entrega a favor dos homens. Ele veio pela primeira vez para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

 

“... aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

Existem algumas opiniões que defendem a possibilidade de salvação para a pessoa humana, isto é, para alguém que morreu sem Cristo ou que se encontra mergulhado no pecado, para depois do dia do arrebatamento. Mas aqui nos é dito que Cristo “... aparecerá [voltará] segunda vez, sem pecado”. Isto é, sem expiação, como o fez quando veio e se humanizou. As Escrituras afirmam que “o Filho do Homem tem na terra [não diz no céu ou no inferno] poder para perdoar pecados” (Marcos 2.10). A humanidade de Cristo tinha como alvo primordial a salvação dos homens.

Então Ele virá uma segunda vez não para assumir o pecado. Pois o pecado não precisa de mais expiação, mas para se encontrar com os pecadores cujos pecados foram lavados em Seu sangue expiador. Estes crentes redimidos de Deus o aguardam e enfim experimentarão a salvação total e a verdadeira presença de Deus.

O verbo traduzido por “esperar” ocorre em 1 Coríntios 1.7, Filipenses 3.20 e Romanos 8.19,23,25 e em cada caso a respeito da grande expectativa dos crentes que aguardam as glórias do porvir: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:8). Aqueles que conhecem a alegria da salvação devem também conhecer a esperança da vinda do Senhor. A bem aventurada esperança do Cristão (Tito 2.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

Hebreus 1:3

Hebreus 1:3 “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

 

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa,”

Cristo é o resplendor ou esplendor da glória de Deus. O resplendor que o mundo recebe do próprio caráter de Deus em Jesus Cristo. A expressão “o resplendor da glória” encontra paralelos em “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15) e “forma de Deus” (Filipenses 2:6). A glória de Deus era uma luz ofuscante no Antigo Testamento (Êxodo 34:29–35). Este resplendor remete à aparência de Jesus na transfiguração (Mateus 17:2; Marcos 9:2, 3; Lucas 9:29)

A expressa imagem da sua pessoa também tem relação com “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15). Do mesmo modo que a expressão exata foi usada em Mateus 22:20, onde se refere à imagem que havia sobre o dinheiro romano. Cristo é a estampa ou a impressão de Deus (Charakter); a essência de Deus. Diferente do homem que também é chamado de “a imagem [eikon]... de Deus”.  Charakter refere-se a uma cópia exata, ao passo que eikon refere-se apenas a possuir traços representativos. Jesus possui todos os atributos de Deus, Seu Pai. O antigo escritor Theodore de Mopsuestia (350–428 d.C.) disse que “a Palavra era Deus” (João 1:1) é equivalente a “Ele é... a expressão exata do Seu Ser”.

A patrística valeu-se com freqüência desse texto para afirmar a divindade de Cristo. Ainda muito cedo, Orígenes escreveu: “A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: 'Ele é o reflexo de sua glória’. Deste reflexo de toda a gloria, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

Por outro lado, Atanásio, em seu discurso contra os arianos, escreveu: “Quem já viu uma luz sem resplendor? Ao escrever aos Hebreus, o apóstolo afirma: ‘Cristo é o esplendor de sua glória e a marca de sua substância’, e Davi, no Salmo 89, canta: ‘O esplendor do Senhor, nosso Deus, está conosco’, e também: 'Em tua luz, vemos a luz’. Quem é tão néscio que não entende que essas palavras referem-se à eternidade do Filho? Como pode alguém ver a luz sem o esplendor de sua irradiação para poder dizer a respeito do Filho: 'Houve um tempo no qual ele não existia’ ou ‘Não existia antes de ser gerado'? A expressão do Salmo 144 refere-se ao Filho: “Teu reino é um reino eterno” e não permite a ninguém pensar em um intervalo cronológico, qualquer que seja, no qual o Logos não existia".

 

“... e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,

A seguir, o escritor disse que Cristo “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder”. Este pensamento também se encontra em Colossenses 1:17: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Assim como o mundo foi criado pela “palavra” de Deus, ele é sustentado por Sua palavra, Seu poder conservador. Tão certo quanto Ele criou todas as coisas, nada pode continuar a existir sem Ele. Criação e preservação são realizadas por Deus em Jesus Cristo, e pela palavra do seu poder. A palavra falada de Deus criou o universo do nada (Hebreus 11:3). Jesus é “aquele que conduz todas as coisas para o seu devido curso”. Os planetas são mantidos em suas órbitas pelo poder, autoridade e eficácia de Sua palavra.

Um dos argumentos defendidos por Tomás de Aquino em sua Suma Teológica é a prova da ordem do mundo (ou, segundo Tomás de Aquino, o argumento das causas finais) e se apóia no princípio da finalidade: A organização complexa, objetivando um fim, exige uma inteligência ordenada. Essa ordem é evidente: considerado no seu conjunto, o universo nos aparece como uma coisa admiravelmente ordenada, em que todos os seres, todos os elementos, por mais diferentes que sejam, contribuem para o bem geral do universo. Jamais uma estrela, planeta ou cometa entraram na órbita dos outros. A natureza obedece rigidamente às leis estabelecidas por Deus. O universo não ultrapassa qualquer limite além daquilo que lhe foi prescrito. Todo este complexo de seres e coisas encontra-se orientado e sustentado “... pela palavra do seu poder”.

 

“... havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,

Cristo “[fez] a purificação dos pecados”. A NVI diz que Ele “realizou a purificação dos pecados”. Nesta simples expressão reside o âmago do evangelho. Debaixo da lei de Moisés, a purificação moral só era feita por sacrifício (Hebreus 9:22). Jesus forneceu o meio de perdoar os nossos pecados através do seu sangue derramado na cruz. Ele veio para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

O benefício é que temos perdão contínuo à nossa disposição (1 João 1:7). “havendo feito” mostra que a ação foi realizada no passado. Isto enfatiza que a obra redentora de Cristo está completa, fato que é um dos destaques do Livro de Hebreus. Jesus não veio meramente para ensinar retidão moral ou apenas ser um exemplo ou um mártir. Ele veio para tirar os pecados, a fim de termos vida eterna.

 

“... assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

Tendo este poder e autoridade como criador, sustentador e como Aquele que assume o pecado, Cristo ocupa o lugar de autoridade à direita de Deus. Quando Jesus apareceu a Estevão à direita do trono celestial, Ele está a direita de Deus em pé (Atos 7:56)! A ênfase de Hebreus de que Cristo agora está “assentado” mostra que Sua obra de redenção está acabada, refutando todo tipo de doutrina de oferta contínua de Si mesmo como um sacrifício. Sua obra está completa, e Ele pode, portanto, assentar-se. Esse lugar, no entanto não é um lugar de repouso, mas de atividade para o divino mediador, sumo sacerdote e intercessor. Em cumprimento do Salmo 110:1.

O Salmos 110 foi dedicado a um príncipe da casa de Davi. “Evidentemente”, era “uma prerrogativa da casa de Davi assentar-se na presença divina, como fez o próprio Davi quando ‘entrou na Casa do SENHOR, ficou perante Ele [Javé]’” (2 Samuel 7:18). O salmo tornou-se um dos textos favoritos da igreja primitiva para comprovar a messianidade de Jesus. (Marcos 12:37; Atos 2:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20.) Era usado para mostrar não só que a obra de Jesus estava concluída e Ele estava descansando, como também que Ele reinava com Deus assentado (Atos 2:33–36). Ele é “Príncipe e Salvador” (Atos 5:31) e está entronizado com Seu Pai!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

ORÍGENES. Comentário al Ev. De Juan, 32, 353-354. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

ATANÁSIO. Discursos Contra Los Arianos. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_06.pdf