João 14.16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”
A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.
O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.
O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.
“... para que fique convosco para sempre.”
O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.
O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
30/1/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf
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