sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Mateus 12:18

Mateus 12:18 “Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo”.

 

“Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz;”

O verso anterior atribui a Isaías a mensagem inspirada (v.17). Encontramos o texto com poucas diferenças em Isaías 42.1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios”. Este é o primeiro “Cânticos do Servo” em Isaías.

O meu servo” aqui é o Messias.  Pois, o Servo agora é obviamente um indivíduo e não a nação de Israel como um todo. O termo “servo” implica tanto obediência como autoridade delegada. Isto é paralelo ao Salmo 2.7, 12, onde o Pai chama o Messias de seu Filho: “Proclamarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”.

Podemos ver um paralelo quando o Espírito desce sobre Jesus como uma pomba e a voz do Pai declara do céu: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17). Estas palavras enfatizam a perfeita obediência de Cristo, que desde a infância (Lucas 2.49) até o clamar “Está consumado”, cumpria sempre os deveres impostos por seu Pai.

 

“... porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo”.

O Senhor equiparia completamente o seu Servo para a missão. Ele seria especialmente capacitado pelo Espírito Santo: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Isaías 11:2).

O cumprimento dessa sentença pode ser visto em Mateus 3:16: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele”. Do princípio ao fim, a vida do nosso Senhor relacionava-se ao Espírito Santo, pelo qual foi concebido, ungido, encorajado para enfrentar o Calvário (Hebreus 9.14) e ressuscitado (Romanos 1.4). Finalmente, recebeu a prerrogativa de dar o Espírito a outros.

Ele trará justiça aos gentios”(AT) ou“ Anunciará aos gentios o juízo ” (NT) . Não se emprega aqui a palavra “juízo” no sentido jurídico, porém significando literalmente “retidão”. Alguém traduziu: “E proclamará religião aos gentios”. Certamente esta predição foi bem cumprida, porque, através dos seus mensageiros, Jesus e sua retidão têm sido proclamados entre as nações. O apóstolo Paulo e Barnabé citam Isaías ao declarar: "Eu te constituí como luz para os gentios, a fim de que tu leves a Salvação até os confins da terra" (Atos 13:47).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_04.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/isaias-421.html
 
 

Isaías 42.1

Isaías 42.1 “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.”

 

“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma;”

O meu servo” aqui em contraposição ao “servo” de 41.8 (Israel) é o Messias.  Pois, o Servo agora é obviamente um indivíduo e não a nação de Israel como um todo. Este é o primeiro “Cânticos do Servo” em Isaías. O termo “servo” implica tanto obediência como autoridade delegada. Isto é paralelo ao Salmo 2.7, 12, onde o Pai chama o Messias de seu Filho.

O evangelista Mateus aplica esta passagem a Jesus: “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo” (Mateus 12:17-18). Nós também podemos ver um paralelo quando o Espírito desce sobre Jesus como uma pomba e a voz do Pai declara do céu: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17). Estas palavras enfatizam a perfeita obediência de Cristo, que desde a infância (Lucas 2.49) até o clamar “Está consumado”, cumpria sempre os deveres impostos por seu Pai.

 

“... pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.”

O Senhor equiparia completamente o seu Servo para a missão. Ele seria especialmente capacitado pelo Espírito Santo: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Isaías 11:2).

O cumprimento dessa sentença pode ser visto em Mateus 3:16: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele”. Do princípio ao fim, a vida do nosso Senhor relacionava-se ao Espírito Santo, pelo qual foi concebido, ungido, encorajado para enfrentar o Calvário (Hebreus 9.14) e ressuscitado (Romanos 1.4). Finalmente, recebeu a prerrogativa de dar o Espírito a outros.

Ele trará justiça aos gentios”(AT) ou“ Anunciará aos gentios o juízo ” (NT) . Não se emprega aqui a palavra “juízo” no sentido jurídico, porém significando literalmente “retidão”. Alguém traduziu: “E proclamará religião aos gentios”. Certamente esta predição foi bem cumprida, porque, através dos seus mensageiros, Jesus e sua retidão têm sido proclamados entre as nações. O apóstolo Paulo e Barnabé citam Isaías ao declarar: "Eu te constituí como luz para os gentios, a fim de que tu leves a Salvação até os confins da terra" (Atos 13:47).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_04.pdf

Marcos 1:10

Marcos 1:10 “E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.”

 

“E, logo que saiu da água, viu os céus abertos,”

Lucas 3:21 registra que, “ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus”. Pode ser que, embora não haja certeza, todos os que foram até João naquele dia para serem batizados já tivessem sido batizados e ido embora. Isso deixou Jesus e João sozinhos nesse importante momento que teve o céu por testemunha.

Quando ele saiu da água os céus se abriam. Céus abertos significam esperança no Antigo Testamento: “Quem dera rasgasses o céu para descer! Diante de ti as montanhas se derreteriam” (Isaías 63 19). No contexto cristão "Céus abertos" é uma expressão que, simboliza a quebra da barreira entre o divino e o humano, manifestando bênçãos, milagres, revelações e a presença de Deus na vida das pessoas. É um sinal de esperança, prosperidade espiritual e a concretização de sonhos, contrastando com "céus fechados" que trazem dificuldades ou distância de Deus.

 

“... e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.”

João Batista testificou que ele viu o Espírito descer sobre Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34).

João não sabia que Jesus era o Messias até que viu o Espírito Santo descer sobre Ele. Mais tarde, ele pôde anunciar a todos que Jesus era o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29b). Crendo que João era profeta, o povo naturalmente aceitou suas declarações sobre essa revelação. A partir de então, ficou evidente que o Espírito em Jesus Lhe deu poder ilimitado: “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida” (João 3.34).

A descida do Espírito sobre Jesus é um dos maiores testemunhos da divindade de Cristo no Novo Testamento. O Espírito Santo desceu sobre Jesus como forma corpórea de uma pomba para que João pudesse identificá-lo como o Messias. O emblema é bastante apropriado, pois a pomba, entre os pássaros, tem a mesma correspondência que o cordeiro em relação aos outros animais. Ela é gentil, tenra e sem malícia. É o símbolo do poder exercido com ternura.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201912_02.pdf

Marcos 1:9

Marcos 1:9 “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão.”

 

“E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia,”

O jovem carpinteiro de Nazaré tendo já completado trinta anos de idade sentiu um impulso que reconheceu como a voz do que o enviara a Terra “O Pai Celestial”. Deixando de lado as ferramentas, provavelmente disse à sua mãe: “É chegada a minha hora. Preciso tratar dos assuntos de meu Pai”.

A Voz levava-o para junto do Jordão, onde João estava a batizar. A Bíblia não nos informa se João e Jesus se conheciam antes. Provavelmente, levavam vidas separadas: Jesus, em Nazaré; e, João no deserto da Judéia. O relato de Marcos sobre o batismo de Jesus é mais sucinto que o de Mateus e Lucas. Marcos estava mais preocupado com os feitos miraculosos de Jesus do que com os detalhes de Sua vida pessoal.

 “Naqueles dias”, ou seja, algum tempo durante o ministério de João no deserto, Trata-se de uma declaração indefinida, Nazaré foi o lar de Jesus durante trinta anos. Jesus viajou de Nazaré ao local do ministério de João. Foi uma longa viagem. Jesus teve que percorrer quase cem quilômetros para ir ao encontro de João. Deus espera de nós que sejamos sérios em nossa inquirição espiritual, provando isso com nosso esforço em prol do melhoramento espiritual.

 

“... foi batizado por João, no Jordão.”

Este único ato de humilde obediência aos mandamentos de Seu Pai revela muito sobre a mente de Cristo. Mateus 3:15, que diz que Ele escolheu ser batizado para “cumprir toda a justiça”. Davi, por inspiração, disse: “Todos os Teus mandamentos são justiça” (Salmos 119:172b). Jesus demonstrou Seu respeito por João como profeta de Deus submetendo-se a essa imersão.

Considerando que Jesus era o Filho de Deus e não cometera pecados para serem perdoados (Marcos 1:4; Hebreus 4:15), por que Ele foi até João para ser batizado? Jesus foi batizado por João para cumprir a vontade do Pai e para se identificar totalmente conosco. Como representante da humanidade, Ele foi obediente em tudo.

Nosso batismo deve ter um significado semelhante para nós. Quando somos sepultados com Cristo, nos unimos a Ele e nos identificamos com Ele. Saímos das águas para entrar em uma nova vida com Ele: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3,4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201912_02.pdf

Marcos 1:11

Marcos 1:11 “E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”


“E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”

Essa é uma das três declarações de Deus Pai sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 17:5; João 12:28). Essas palavras não são citações diretas do Antigo Testamento, porém são remissivas a certos títulos do Cristo. Jesus é o Filho de Deus, o Ungido do Senhor (Salmos 2:7; Atos 13:33; Hebreus 1:5; 5:5).

João Batista ouviu a voz essa voz. Pois visavam também o seu beneficio, confirmando o testemunho que tinha dado a Cristo e fortalecendo-a para o sofrimento futuro. Foi ocasião muito importante para João Batista, para Jesus e para o mundo inteiro.

A voz dos céus era a voz do Pai para o “seu Filho amado”. Em Marcos a frase é “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11) praticamente igual a Lucas 3.22: “Tu és meu Filho amado”, em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

A frase “em que me comprazo” é igual a Mateus 3.17 em Lucas está escrito: “Em ti me tenho comprazido”. O texto grego não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

A doutrina dos gnósticos diz que Jesus se tornou neste momento Filho de Deus por adoção. Mas isso não goza do apoio das Escrituras. A encarnação do Verbo deu-se no nascimento, e não no batismo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Todos os três membros da Divindade estiveram presentes na ocasião do batismo de Jesus. Cristo entrou nas águas com João. O Espírito Santo desceu na forma de uma pomba e pairou sobre Jesus. Enquanto tudo isso acontecia, Deus falou dos céus proclamando o Seu prazer no Seu Filho. A presença de todos os três membros da Divindade no batismo de Jesus é um problema insolúvel para todos que negam a Trindade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/mateus-317.html

 

Mateus 3.17

Mateus 3.17 “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. 

 

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.  

Essa foi a primeira das três declarações de Deus sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 17:5; João 12:28). Essas palavras não são citações diretas do Antigo Testamento, porém são remissivas a certos títulos do Cristo. Jesus é o Filho de Deus, o Ungido do Senhor (Salmos 2:7; Atos 13:33; Hebreus 1:5; 5:5).

João Batista ouviu a voz essa voz. Pois visavam também o seu beneficio, confirmando o testemunho que tinha dado a Cristo e fortalecendo-a para o sofrimento futuro. Foi ocasião muito importante para João Batista, para Jesus e para o mundo inteiro.

A voz dos céus era a voz do Pai para o “seu Filho amado”. Em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”, em Marcos a frase é “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11) praticamente igual a Lucas 3.22: “Tu és meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

A frase “em que me comprazo” é igual a Marcos 1.11 em Lucas está escrito: “Em ti me tenho comprazido”. O texto grego não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

A doutrina dos gnósticos diz que Jesus se tornou neste momento Filho de Deus por adoção. Mas isso não goza do apoio das Escrituras. A encarnação do Verbo deu-se no nascimento, e não no batismo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Todos os três membros da Divindade estiveram presentes na ocasião do batismo de Jesus. Cristo entrou nas águas com João. O Espírito Santo desceu na forma de uma pomba e pairou sobre Jesus. Enquanto tudo isso acontecia, Deus falou dos céus proclamando o Seu prazer no Seu Filho. A presença de todos os três membros da Divindade no batismo de Jesus é um problema insolúvel para todos que negam a Trindade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 Coríntios 14.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE DEZEMBRO DE 2025
LÍNGUAS ESTRANHAS: O ESPÍRITO ORA BEM

1 Coríntios 14.14 “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.”

 

“Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem,”

Paulo mudou o pronome para a primeira pessoa para se identificar melhor com seus leitores. Ele diz: “se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem”, quer dizer que, se ele falar língua sem interpretação é ótimo para ele próprio. Pois quem fala línguas, sem interpretação, “edifica-se a si mesmo”, pois “não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1 Coríntios 14.2).

Nessas horas, quando ele ora, mesmo sem entender o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus, pois há línguas estranhas que são linguagem do céu” (1 Coríntios 13.1).

As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1 Coríntios 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1 Coríntios 14.4). Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder. Falar em línguas é um presente divino que renova nossa fé.

O falar em línguas é a resposta de Deus a mais profunda necessidade humana. Através dele, o homem é capacitado a transcender suas limitações, e a alcançar um nível de expressão inteiramente novo. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor.

 

 “... mas o meu entendimento fica sem fruto.”

Apesar de particularmente orar em espírito fazer bem ao que ora. O intelecto não é exercido por quem ora. Sem interpretação, não há nem revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina. Ficamos sem edificação e sem aproveitamento. Por não ter entendido as palavras proferidas o entendimento fica sem fruto.

Paulo esperava que quando orássemos, não orássemos somente dirigidos pelo espírito, mas de igual modo pela mente para que produzíssemos frutos. Os frutos produzidos poderiam ser no coração de quem orava num sentido limitado, mas normalmente os frutos eram produzidos também fora da mente da pessoa que falava. A “mente” do crente seria “infrutífera”; por conta disso, os ouvintes não poderiam dizer “amém” (v.16).

Assim, Paulo pergunta-se a si mesmo o que fazer (v.15). Ele continuará na prática de orar com o espírito, usando o sobrenatural e espiritual dom de falar em línguas: “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 20). E também orará com a mente e com o entendimento para produzir frutos, ainda que espontaneamente movida pelo mesmo Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201705_01.pdf

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

BRANDT, R. L. Falar em Línguas: O maior dom? 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.