terça-feira, 9 de dezembro de 2025

2 Coríntios 7.13

2 Coríntios 7.13 “Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos.”

 

“Por isso fomos consolados pela vossa consolação,”

Certas observações anteriores na carta demonstram que o apóstolo estava sob considerável estresse nesse período de sua vida. Em 2 Coríntios, mais do que em qualquer outro registro percebemos isso. As palavras de Paulo aqui refletem o conforto que ele experimentou ao ouvir o relato de Tito sobre a maneira como os coríntios receberam sua carta “escrita em lágrimas”.

Paulo deixa de sentir tristeza por ter escrito aquela carta “severa”, ainda que logo depois de enviá-la, sentira pesar por tê-la escrito. Todavia, a mudança em sua atitude resultara do fato de ter visto os benefícios positivos operados por tal carta. A igreja de Corinto aceitou a consolação da carta de Paulo e ao saber disso Paulo se sentiu confortado. Tudo isso trouxe consolação para Paulo e o fez regozijar-se.

 

“...e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos.”

Tito provavelmente recebeu a tarefa de levar à igreja em Corinto essa carta escrita em lágrimas. O mensageiro de Paulo deve ter ficado também apreensivo com essa situação. Tito não sabia se a igreja o receberia como um enviado do apóstolo, ou se acataria as instruções da carta que ele portava. Até se reencontrar com Tito na Macedônia, o apóstolo Paulo muito se preocupou com a possibilidade de a situação instalada em Corinto se agravar. No entanto, Paulo escolheu o homem certo para levar sua carta.

Finalmente, Paulo fala de como está aliviado, em face do excelente relatório, e também em face de a confiança que ele expressara a Tito, a respeito dos coríntios serem plenamente justificadas.

O relatório trazido por Tito era animador. Paulo foi “confortado”; Tito ficou “recreado”. Além de alívio e paz de espírito, ele muito mais se alegrou pelo contentamento de Tito. Ele se alegrava, ainda, porque sua confiante exaltação dos coríntios, quanto às suas atitudes reais perante Tito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIO
09/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_01.pdf

Romanos 1.9

Romanos 1.9 “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,”

 

“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho,”

Mesmo não conhecendo pessoalmente a igreja de Roma, Paulo ora pelos crentes romanos, chamando o próprio Deus por testemunha. Primeiro afirmando que ele servia a Deus em seu espírito. Ou seja, Paulo servia a Deus não apenas externamente, mas também internamente. Outra possível tradução seria: “a quem eu sirvo com todo o meu coração”. Deus, que conhece o homem interior, poderia dar testemunho do interesse de Paulo pelos romanos.

Ele serve a Deus cumprindo o evangelho de seu Filho. O inicio deste capítulo descreve este evangelho: Este evangelho diz respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 1.3-4 NAA).

Cumprir o evangelho significa aplicar ativamente os ensinamentos de Jesus Cristo na vida diária, o que envolve mais do que apenas ouvir ou saber sobre eles. Trata-se de uma combinação de fé, obediência e ação que reflete a mensagem central do evangelho: a salvação através da vida, morte e ressurreição de Jesus.

 

“... me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,”

Paulo faz um apelo solene ao sondador de corações: Pois Deus “me é testemunha”. Era por um assunto importante, e sobre uma coisa conhecida somente por Deus e por seu próprio coração. É muito confortável poder invocar a Deus como testemunha de nossa sinceridade e constância no cumprimento de um dever. Deus é, de maneira particular, uma testemunha de nossas orações secretas, do assunto delas e de sua forma; afinal de contas, nosso Pai vê em segredo : “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará” (Mateus 6.6).

Era de esperar que Paulo orasse metodicamente pelos que se converteram por seu trabalho. Mas esta passagem evidencia que suas orações ultrapassavam o círculo imediato de suas relações pessoais e de sua responsabilidade apostólica. Paulo não restringia suas orações a lugares em que ele havia trabalhado (Efésios 1:15, 16; Filipenses 1:3, 4; 1 Tessalonicenses 1:2, 3).

Ele também orava por igrejas em cidades que ele ainda não havia visitado como essa congregação em Roma. Ele assegura aos crentes de Roma que, embora não conheça a maioria deles pessoalmente, contudo ora por eles sempre e em todo o tempo (v.10). Henry comenta não é impróprio ser específico em nossas orações por igrejas e lugares particulares; não para informar a Deus, mas para comover a nós mesmos. Pois é provável que tenhamos mais consolo naqueles amigos pelos quais oramos mais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/12/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE DEZEMBRO DE 2025 (Lucas 6:12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

9 DE DEZEMBRO DE 2025
UMA NOITE EM ORAÇÃO

Lucas 6:12 “E aconteceu que naqueles dias saiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.”

 

“E aconteceu que naqueles dias saiu ao monte a orar,”

O começo da oposição e a escolha de homens certos para seus íntimos colaboradores exigia um aconselhamento prolongado do Pai. Por isso, Jesus como de costume saiu a um monte a fim de orar. Por que o Senhor Jesus orava no monte? Porque queria ficar a sós com o Pai: “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só” (Mateus 14:23), e isso não seria possível na casa de alguém, devido ao assédio do povo, nem nas sinagogas, onde Ele era considerado persona non grata.

Observe, porém, que Ele também orava em lugares desertos (Lucas 5.16), não necessariamente em montes. E que não realizava cultos em lugares assim; Ele apenas freqüentava locais desertos para ficar a sós com o Pai. Ele orava nos montes e lugares desertos porque não havia na época templos como os de hoje. Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mateus 21.13). E também afirmou: “... quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai...” (Mateus 6.6).

Perguntem-se, quais dos apóstolos oraram nos montes? Para onde Pedro e João estavam indo, na hora da oração? Ao templo (Atos 3.1). Onde Pedro estava orando quando o Senhor lhe deu uma visão acerca da evangelização dos gentios? No terraço de uma casa (Atos 10.9). Paulo e seus cooperadores aproveitaram a quietude da praia para orar (Atos 21.5). Na igreja primitiva não era costume orar em montes.

 

“... e passou a noite em oração a Deus.”

Jesus estava prestes a escolher seus discípulos. De certa forma, não havia nada mais importante nos três anos de ministério de Jesus antes da cruz do que isso. Esses eram os homens que dariam continuidade ao que Ele havia feito, e sem eles a obra de Jesus jamais se estenderia ao mundo inteiro. Não é de admirar que Jesus tenha dedicado uma noite inteira à oração para essa escolha crucial.

O Mestre nos deu um exemplo importante para seguir. Nunca devemos tomar qualquer decisão importante sem uma temporada de sinceras orações. Alguns pensam que meia hora é um tempo longo demais para dedicarmos às nossas devoções particulares; mas não podemos nos esquecer que Cristo passava noites inteiras orando. Nós sempre temos muitos assuntos para apresentar diante do trono da graça, e deveríamos nos comprazer muito na comunhão com Deus. E por essas duas razões, devemos também dedicar longos períodos à oração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://cirozibordi.blogspot.com/2008/08/cultos-no-mato-e-os-gravetos.html

https://www.blueletterbible.org/search/preSearch.cfm?Criteria=Lucas+6&t=NKJV