sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

2 Tessalonicenses 2:13

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos”, é virtualmente idêntica a 1.3: “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “amados do Senhor” num sentido especial: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

João 14.16

João 14.16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”

A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e  por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.

O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.

O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica  expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.

 

“... para que fique convosco para sempre.”

O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.

O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JANEIRO DE 2026 (Atos 4.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO É O ÚNICO CAMINHO DE SALVAÇÃO

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

 

“E em nenhum outro há salvação,”

Um dia depois de terem curado o coxo da porta formos. Os apóstolos foram questionado pelos principais do templo: “ Com que poder ou em nome de quem fizestes isto ?” (v.7). O apóstolo Pedro então disse efetivamente: “Se vocês realmente estão interessados em quem o curou, eu vou lhes dizer”. Aquele homem fora curado no nome de Jesus (v. 10).

O grego tem um trocadilho ausente na versão para o português. “Salvação” e “salvos” no versículo 12 são da mesma raiz que a palavra “curado”, no versículo 9. Assim como Jesus foi quem pôde curar fisicamente o mendigo, Ele também é o único que pode salvar espiritualmente a humanidade!

Pedro declara que somente Jesus pode oferecer a salvação no sentido mais pleno, o nome dEle é o único que recebeu poder da parte de Deus para dar a salvação aos homens. Há um apelo implícito aos ouvintes, no sentido de cessarem a sua rejeição de Jesus. A afirmação é restritiva, mas é verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6;). Pedro ecoou esse pensamento.

 

“... porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Seus ouvintes consideravam-se salvos porque eram da descendência de Abraão e porque tinham a lei de Moisés. Essencialmente, Pedro disse: “Vocês não podem ser salvos por meio de Abraão nem de Moisés; somente através do nome de Jesus!”

Este pensamento não é incomum no Novo Testamento (Jo 14:6, Hb 23; cf. 1 Tm 2:5). Surgiu a partir da convicção de que Deus exaltara Jesus até a Sua destra, posição esta que obviamente não poderia ser compartilhada com outra pessoa; seguia-se que, se Deus declarará que Jesus era o Salvador, não poderia haver outra pessoa ao lado dEle.

Sua morte e ressurreição, a sua exaltação e autoridade fazem dele o único Salvador, já que nenhum outro possui tais qualificações. Para Stott os dois negativos (nenhum outro e nenhum outro nome) proclamam a singularidade positiva do nome de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf