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domingo, 2 de agosto de 2026

Lição 06: A Suficiência da Graça na Cidade de Corinto – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 18.10 “Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”

 

“Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal,”

A ordem divina vem reforçada pela promessa de que o Senhor estará com Paulo: “Não temas, pois, porque estou contigo” (Isaías 43:5). Este tipo de promessa é uma forma de Deus assegurar os que chama de que teriam forças para cumprir o Seu mandamento. Ele disse isso a Gideão : "O Senhor é contigo, homem valoroso" (Juízes 6:12); Maria ouviu isso do anjo Gabriel: “Salve, agraciada; o Senhor é contigo” (Lucas 1:28).

Como resultado da proteção divina de Paulo, ninguém poderia colocar nele as mãos para fazer-lhe mal. Isto sugere que Paulo temia o inevitável mal causado pelos judeus invejosos. Talvez ele até pensasse já ter feito em Corinto tudo o que estava ao seu alcance, e estivesse pensando em sair, antes que seus inimigos tivessem uma oportunidade para maltratá-lo. Até homens fortes podem se abalar sob constante pressão.

Mas Cristo deu a Paulo a promessa solene de que, em Corinto, ele não sofreria mal algum, como sofrera nas outras cidades. Geralmente, o cumprimento das promessas de Deus dão-se anos depois. Neste caso, o cumprimento deu-se imediatamente. Nos versículos seguintes, Lucas mostrou como Deus cumpriu Sua palavra operando através de Gálio, proconsul da Acaia: “Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria, Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas” (Atos 18:14,15).

 

“... pois tenho muito povo nesta cidade.”

Vinculada a essa promessa declarada havia uma promessa implícita nas palavras de Jesus: “pois tenho muito povo nesta cidade”. Essa promessa relaciona a garantia de Deus de que Ele constituiria “dentre os gentios, um povo para o seu nome” (Atos 15:14). Deus, que conhece o coração do homem, sabia que existiam gentios receptivos em Corinto, os quais se converteriam a Ele se tivessem tal oportunidade.

Com efeito, Jesus estava prometendo a Paulo que se ele permanecesse na cidade e continuasse a pregar, muitos seriam batizados . (Sem dúvida, o Senhor também poderia nos dizer que tem “muito povo” em nossas cidades e regiões — mas eles nunca O conhecerão, a menos que falemos dEle!).

Howard Marshall diz que a declaração indica a presciência divina do sucesso do evangelho em Corinto. Fortalecido por esta mensagem, Paulo podia aguardar o duplo cumprimento: a sua própria proteção contra a perseguição e a evangelização bem-sucedida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_07.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Texto Áureo Lição 05: Cristo entre os Filósofos: o Deus Desconhecido se Revela. Atos 17.30

TEXTO ÁUREO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

domingo, 26 de julho de 2026

Lição 05: Cristo entre os Filósofos: o Deus Desconhecido se Revela – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Atos 17.30 “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ”

Paulo, no final de sua palestra, volta ao assunto inicial que era a ignorância humana: “Homens atenienses, em tudo vos vejo como sendo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: ao deus desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22,23). Pela inscrição no altar, os atenienses reconheciam ser ignorantes em relação a Deus, e Paulo estava dando provas dessa ignorância. Aquilo que os gregos imaginavam ser refinada sabedoria não passava de crassa ignorância espiritual aos olhos do apóstolo Paulo.

Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Isso não significa que ele não percebesse a ignorância, nem que tivesse aquiescido, considerando-a desculpável, mas que em sua longânima misericórdia, não deixou cair sobre eles o juízo que mereciam: “O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos (Atos 14.16).

Durante séculos, Deus se mostrou paciente com o pecado e a ignorância dos homens: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Romanos 3:25).

 

“... ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; ”

Até à vinda da revelação da verdadeira natureza de Deus, através de Jesus Cristo, os homens viviam em ignorância dEle. Agora, porém, a proclamação do evangelho traz ao fim este tempo. Paulo enfatiza a grandeza de Deus, não apenas como o começo e o fim de todas as coisas, mas como aquele a quem devemos a nossa existência e a quem precisamos prestar contas.

E afirmou que todos os seres humanos já sabem disso, portanto, indesculpáveis. Pois Deus nunca "se deixou ficar sem testemunho de si mesmo", pois ele tem nos beneficiado lá do céu, dando-nos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações” (Atos 14:17). Ele sempre se revelou por revelação natural ou geral (Salmo 19:1), mas os seres humanos têm detido a verdade pela injustiça: Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” (Romanos 1.18-19).

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (v.24) ordena a partir desse tempo que todos os homens que se arrependam. O arrependimento é uma exigência imperativa para todos os seres humanos, sem exceção e deve ser exercitado por todas as nações ou por toda a criatura (Marcos 16.15). Assim Paulo os repreendeu com grande solenidade, para que se arrependessem antes que fosse tarde demais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

domingo, 19 de julho de 2026

Lição 04: O Espírito que nos Guia para Além das Fronteiras – 3 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO 

Atos 16.5 “De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número. ”

 

“De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé,”

Paulo acompanhado por Silas e depois Timóteo visita novamente Listra e Derbe. Elas eram as últimas cidades da Galácia visitadas na primeira viagem missionária. Agora, viajando de leste a oeste, obviam ente Derbe e Listra eram as primeiras cidades a serem revisitadas. Ao passarem pelas cidades onde estavam as igrejas gentílicas eles entregaram as decisões que foram tomadas pelos apóstolos e presbíteros em Jerusalém.

As boas novas e o retorno do apóstolo ao seu campo missionário foram bem-vindos, uma vez que as igrejas eram confirmadas na fé. Lucas faz uma afirmação parecida em relação à igreja. Em Antioquia, as palavras de Silas e Judas fortaleceram os irmãos (Atos 15:32). Então, Paulo e Silas passaram pela Síria e Cilicia, confirmando as igrejas (Atos 15:41) e, continuando sua viagem pela Galácia, as igrejas eram sempre fortalecidas.

 

“...e cada dia cresciam em número. ”

No livro de Atos, Lucas começa falando dos cento e vinte discípulos reunidos no cenáculo, perseverando unânimes em oração, aguardando a promessa do revestimento de poder (Lucas 24.49; At 1.8; 1.14,15). Depois do derramamento do Espírito, o apóstolo Pedro pregou uma mensagem Cristocêntrica e a igreja recebeu cerca de três mil novos convertidos (Atos 2.41). Vieram as perseguições, mas estas não calaram a voz dos apóstolos. A igreja deu mais um salto de crescimento, subindo o número de homens, além de mulheres e crianças a quase cinco mil (Atos 4.4). O historiador Lucas deixa de falar de números específicos, para dizer que crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor: “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (Atos 5:14).

O crescimento exponencial da igreja foi resultado do crescimento da palavra de Deus, e, começando em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos (Atos 6.7). Mesmo após o martírio de Estevão o crescimento da igreja não parou porque os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra (Atos 8.4). Mesmo passando por lutas e perseguições a igreja sempre crescia em números (Atos 9.31).

A igreja que começara com cento e vinte membros em Jerusalém, espalha-se para Samaria, Damasco e Cesareia. Chega às cidades das províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Em menos de cinquenta anos, o evangelho chegaria também a Roma, a capital do império, num colossal e vertiginoso crescimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/06/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

https://ipbvit.org.br/2018/07/15/o-crescimento-exponencial-da-igreja/

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.