segunda-feira, 20 de abril de 2026

Mateus 18.22

Mateus 18.22 “Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

 

“Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

Pedro esperava receber uma felicitação pela sábia pergunta e por sua generosa resposta, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Não está claro se esse linguajar significa “setenta e sete” ou quatrocentos e noventa (“setenta vezes sete”). No livro apócrifo Testamento dos Doze Patriarcas, Benjamim, e também na maioria das versões a expressão grega (hebdomekon takis hepta) claramente é usada no sentido de setenta vezes sete (490).

Essa mesma expressão grega aparece em Gênesis 4:24, na Septuaginta. ARA traduz assim esse versículo: “Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete”. Embora a declaração de Lameque seja uma fórmula para vingança, a declaração de Jesus é uma fórmula para perdão. Os seguidores de Cristo têm de ser misericordiosos na medida em que Lameque, ameaçou não ter misericórdia, 490 vezes em lugar de 7.

Todavia o que Jesus certamente pretendia dizer que Seus discípulos é que deviam perdoar um irmão incontáveis vezes. “Sete” é o número da perfeição ou da completitude na literatura hebraica. “Sete”, ou qualquer múltiplo dele, refere-se a uma quantidade completa. Portanto, Jesus não estava dizendo “perdoe setenta vezes sete e nada mais”; e sim: “quantas vezes for necessário”. O perdão tem de ser ilimitado, seja quantas vezes for pedido. “A vingança ilimitada do homem primitivo deu lugar ao perdão ilimitado do cristão.”

Devemos lembrar que essas instruções vêm logo após os ensinos referentes à disciplina na igreja. Isso indica que até a disciplina justificada deve sempre ser executada em atitude de misericórdia e perdão. É bem possível que esse perdão seja desprezado nos tribunais da sociedade humana: mas, na com unidade cristã e entre os crentes, ou mesmo entre o crente e o incrédulo, a discípulo verdadeiro de Cristo deve procurar em pregar essas lições.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf

Mateus 18:21

Mateus 18:21 “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”

 

“Então Pedro, aproximando-se dele,”

Mais uma vez, Mateus contém uma cena em que Pedro tem proeminência (14:28–32; 15:15, 16:16–19, 22, 23; 17:4, 24–27). Jesus instruía os apóstolos com respeito às ofensas praticadas contra irmãos (Mateus 18.15-20). O que Ele disse sobre corrigir um irmão que pecou motivou Pedro a perguntar sobre perdoar um irmão por uma transgressão pessoal. A palavra grega para “perdoar” (afiemi) significa literalmente “deixar ir” ou “enviar”. Neste momento de ensino, a palavra foi usada para o cancelamento de dívida moral.

 

“...disse: até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”

Pedro tinha suas razões para fazer esta afirmação. Os rabinos ensinavam que um homem deve perdoar três vezes a seu irmão. O rabino José Ben Hanina dizia: "Aquele que roga a seu vizinho que o perdoe não deve fazê-lo mais de três vezes." O rabino José Ben Jehuda dizia: "Se alguém cometer uma ofensa uma vez, perdoam-no, se cometer uma ofensa pela segunda vez, perdoam-no, se cometer uma ofensa pela terceira vez, perdoam-no, se a cometer pela quarta vez, não o perdoam." Encontravam a prova bíblica da correção desta medida em Amós. Nos primeiros capítulos de Amós se estabelece uma série de condenações para diferentes nações: Por três transgressões e por quatro (Amós 1:3, 6, 9, 11, 13; 2:1, 4, 6).

Jesus havia dito: “E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” (Lucas 17:4). Pedro pensava que estava indo muito longe porque toma as três vezes rabínicas, multiplica-as por dois, adiciona uma e sugere, muito satisfeito consigo mesmo, que bastará perdoar sete vezes. Pedro esperava receber uma felicitação, mas em vez do louvor, Pedro recebeu uma branda repreensão do Senhor: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_09.pdf

Hebreus 10.17

Hebreus 10.17 “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

 

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.”

Esse versículo faz alusão profecia de Jeremias 31.34 que diz: "porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”. Guthie diz que na segunda parte deste verso há um acréscimo das palavras “e das suas iniqüidades”, que apenas define mais especificamente a natureza dos seus pecados, isto é, aqueles atos que são contrários à lei de Deus.

E jamais me lembrarei Como pode ser isto? Deus é onisciente e não se lembra de algo? Na verdade, o versículo quer dizer que Deus não mais se lembra do juízo sobre o pecador que se arrependeu. Ele tem a capacidade de “não mais Se lembrar” (não imputar o pecado). O fato de Deus “de nenhum modo” Se lembrar de nossos pecados equivale à idéia de “perdão de [pecado e obras fora da lei]” ou “remissão de pecados” (v. 18; Atos 2:38). Isto é alcançado agora em Cristo. Não precisamos esperar pelo juízo final; temos remissão de nossos pecados com base em nossa obediência ao evangelho. Uma vez que isso foi alcançado, é desnecessária mais uma oferta pelo pecado.

A grande vantagem do povo de Deus é servir ao Deus de Israel que, por sua misericórdia, escolhe esquecer dos nossos pecados. “Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões... Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (SaImos 103.9,10-14).

Aqui está revelado o segredo da grande vitória dos santos em relação aos pecadores. Os pecados destes sempre estão em memória diante de Deus: “Esteja na memória do Senhor a iniquidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe” (SaImos 109.14), enquanto os dos santos são lançados para trás de suas costas e emergidos nas profundezas do grande mar de seu esquecimento: “Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados” (Isaías 38:17); “Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19)

Do mesmo modo, também devemos perdoar (de verdade) e “esquecer”. A lembrança do fato não nos incomoda mais, pois ficamos livres do aguilhão da ira, do ódio, da mágoa e da tristeza. O amor inunda o coração, não deixando lugar para a ira. Somente com a longanimidade, uma das virtudes do fruto do Espírito, isso é possível, pois, se não perdoarmos, também não seremos perdoados (Marcos 11.25). Concluindo essa exortação sobre o perdão, Paulo acrescenta: “assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13). De nós é exigido não apenas aceitar os mandamentos, mas praticá-los como Jesus praticou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 20 DE ABRIL DE 2026 (Genesis 17.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
20 DE ABRIL DE 2026
O CONCERTO É RENOVADO

Genesis 17.4 “Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. ”


 “Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é,

Deus já havia feito uma aliança dom Abrão, todavia essa aliança inicial era unilateral, obrigando somente Deus a cumprir a Sua parte. Ela não continua nenhuma estipulação que exigisse a obediência de Abraão. Todavia, neste contexto, Deus identificou três divisões da aliança, em que cada parte envolvida tinha obrigações a cumprir. Ele iniciou as seções com as expressões “Quanto a Mim...” (Gênesis 17:4–8), “Quanto a ti [Abraão]...” (17:9–14) e “quanto a Sarai...” Nesse caso, Deus estava renovando a aliança e fazendo acréscimos ao acordo original feito com Abraão.


 “... e serás o pai de uma multidão de nações. ”

Diferentemente das Suas promessas anteriores, Javé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (12:2) com muitos descendentes (15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações.

Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão. “Nações” se formariam a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (25:1–4), seu filho Ismael (25:12–18) e seu neto Esaú (36:1–43).


Filhos de Quetura - “E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá” (Gênesis 25:1,2). Os filhos de Quetura com Abraão se tornaram os antepassados de muitos povos árabes que povoaram o território ao oriente de Israel. Dentre todos esses povos, na narrativa bíblica do Antigo Testamento o povo midianita é o que aparece com mais destaque. Zípora, a esposa de Moisés, por exemplo, era uma midianita.


Ismael - E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gênesis 17:20). Ismael se tornou um grande caçador. Ele era muito habilidoso com arco e flecha. Agar buscou uma esposa egípcia para Ismael, e com ela ele teve doze filhos e uma filha. Mais tarde a filha de Ismael acabou se casando Esaú, filho de Isaque (Gênesis 28:9; 36:3). Os nomes dos filhos de Ismael são: Nabaiote, Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. A maioria desses nomes é mencionada em outras passagens bíblicas como famílias tribais de certa influência na época. Os descendentes de Ismael geralmente são identificados como “ismaelitas” na Bíblia. Eles se organizavam em doze tribos que viviam em acampamentos móveis no deserto do sul (Gênesis 25:16-18).


Esaú -Portanto Esaú habitou na montanha de Seir; Esaú é Edom. Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, na montanha de Seir. “ (Gênesis 36:8,9). Os descendentes de Esaú foram chamadosedomitas ou idumeus. Após o retorno de Jacó a Canaã Esau mudou-se para outra terra porque a terra das suas peregrinações não era suficiente para sustentar o gado de ambos. A nação de Edom ocupou e habitou na montanha de Seir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

https://estiloadoracao.com/quem-foi-ismael/

https://estiloadoracao.com/quem-foi-quetura-na-biblia/