quinta-feira, 30 de abril de 2026

Filemom 8

Filemom 8 “Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,”

 

“Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,” 

Até o momento nem o nome de Onésimo (v. 10) nem a natureza específica do pedido de Paulo (v. 17) são mencionados. Ainda que tenha em Cristo grande confiança exibe o delicado equilíbrio entre a força dos argumentos de Paulo e o tom respeitoso de seu apelo. Paulo tinha autoridade apostólica, mas ele não se valeria disso nesta ocasião. “Grande confiança” era uma suave alusão a essa realidade. 

Em Romanos 13:1, o apóstolo recomenda a submissão à toda a autoridade constituída.Toda alma esteja sujeita às potestades superiores”. A seguir declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: “Porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”. Segundo esse versículo, resistir às autoridades significa resistir a Deus, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas. Resistir à autoridade é opor-se à lei divina, pois Deus mesmo reconhece a lei civil.

Mas por Cristo ser a base para todos os relacionamentos envolvidos nesta carta. Ele era então uma nova realidade (Gálatas 3:28; 2 Coríntios 5:17). Apesar que na visão do mundo, Filemom estava bem acima de Paulo, pois era rico e não estava preso: “O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Provérbios 22:7). Todavia, essas distinções já não importavam em Cristo: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo” (Mateus 20:25-27 NVI), Pois em Cristo “não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos” (Colossenses 3:11). A proposta de Paulo não era conduzida por falta de liberdade ou confiança, mas estava profundamente enraizada em sua certeza em Cristo Jesus. 

"Para te mandar" traduz o verbo grego que significa “dar ordem com autoridade”. Foi a palavra usada por Jesus quando Ele mandou um espírito mau sair de um jovem: "E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele" (Marcos 9:25). Os discípulos usaram a mesma palavra quando se admiraram da capacidade do Senhor de expelir tais espíritos (Marcos 1:27) e de acalmar a tempestade no mar (Lucas 8:25).

Convém observar que Paulo não usou este termo em nenhuma de suas cartas exceto nesta, onde ele se recusou a ordenar ou mandar Filemom fazer o que ele disse. Paulo era sempre muito direto em suas instruções, mas parece que nesta situação ele teve o cuidado de não parecer rude. Ou “mandão”.Em vez de abordar Filemom como um pai a um filho, um chefe a um empregado, ou um senhor a um escravo, Paulo optou por escrever de irmão para irmão. O que convém é uma expressão que hoje equivale a “o que é certo”. Paulo estava dando a Filemom razão e motivos suficientes para fazer o que deveria ser feito no caso de Onésimo. A execução dos detalhes era algo que Filemom faria a seu modo.

A influência, e não o poder é o segredo da liderança cristã. Qual é a diferença? O poder coage os outros, forçando-os a fazer o que desejamos queiram eles fazer ou não. A influência respeita os direitos de escolha dos outros, e deixa claro que eles têm a liberdade de decidir sozinhos. Paulo apresenta diversos argumentos fortes, que deixam muito claro o que ele pensava que Filemom deveria fazer.

Ele exerceu um tipo de pressão que apenas um amigo íntimo, cujo amor é bem conhecido, se sentiria à vontade para exercer. Na verdade, Paulo estava confiante de que Filemom responderia como um cristão. Como é maravilhoso quando podemos ter a confiança de que os nossos amados farão o que é certo! Apesar de ter autoridade sobre Filemom, Paulo prefere persuadi-lo ao invés de mandar. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/04/2026 

FONTES:

CABRAL, Elienai.Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD,2005.

Gonçalves, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_07.pdf

Filemom 7

GFilemom 7 “Tive grande gozo e consolação do teu amor, porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado ”.

 

“Tive grande gozo e consolação do teu Amor ”

Paulo expressa sua alegria pelo conhecimento do amor de Filemom que chegou até ele na sua prisão domiciliar. O bem que ele fez e continua fazendo é motivo de muita alegria e consolo para o apóstolo e para os outros, que, por esse motivo, deseja que ele continue a prosperar cada vez mais em bons frutos, para a honra de Deus e a confiança da religião cristã. “Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” (2 Coríntios 9.12-13).

“Alegria” é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22) e uma indicação da Sua presença na vida de uma pessoa. Quando Paulo se lembrava de Filemom, ele certamente sorria. “Conforto” é outro termo vívido e positivo que Paulo aplicou a Filemom. A palavra grega que ele usou também pode ser traduzida por “consolação” e envolve a “elevação do espírito do outro”. Paulo indicou que ele era um cristão mais forte e mais feliz porque Filemom era seu “colaborador” (v. 1). A alegria e o conforto vieram do amor de Filemom. Dois versículos adiante, Paulo recorreu a esse mesmo amor em favor de Onésimo (v. 9).

 

“...porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado. ”

Não sabemos de que modo específico Filemom demonstrou seu amor; entretanto, em comparação com outras passagens onde o verbo “reanimar” é encontrado (1 Coríntios 16.18), podemos observar a sugestão de que suas atitudes estariam relacionadas ao ministério de encorajamento: “Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos” (2 Coríntios 7:13).

Como conseqüência, o conhecimento desta expressão do amor de Filemom (v. 5,7) pelos colossenses proporcionou que “o coração dos santos foi reanimado”, fato que impulsionou Paulo a apelar a Filemom por uma demonstração adicional daquela mesma generosidade de espírito (v.20).

“Os santos” era uma expressão favorita de Paulo quando falava de cristãos. A idéia de “santos” no Novo Testamento não é de heróis especiais da fé, mas do que Deus fez de todos os cristãos por meio do sangue de Jesus: "A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos" (Romanos 1:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
30/04/2026

FONTES: 

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Volume 6 - Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_06.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 30 DE ABRIL DE 2026 (Ezequiel 22:30)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE ABRIL DE 2026
DEUS BUSCA POR INTERCESSORES PERSEVERANTES

Ezequiel 22:30 “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

 

“E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra,”

Depois de enumerar quatro classes de pessoas corrompidas (v.29), Deus procura em vão por um só homem que tente interpor-se para cessar a ruína nacional. Não havia, porém, ninguém com a coragem moral para lutar contra a maré; os líderes eram ímpios, e os que deveriam ser piedosos haviam comprometido a sua posição. O Senhor declarou ter examinado a todos, sem achar “ninguém” que vivesse em retidão: “o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça” (Isaías 59:15).

Sem dúvida, havia alguns justos em Jerusalém, mas nenhum líder foi capaz de reverter a situação desesperadora, abrindo um novo caminho. Jeremias com certeza era uma exceção à condenação geral feita por Ezequiel, mas não tinha posição de realeza e poucas pessoas escutavam suas palavras.

Não havia nenhum homem como Moisés, que podia salvar o povo, foi encontrado: “Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir” (Salmos 106:23); nenhum homem, como Abraão, procurou salvar os ímpios do fogo da ira de Deus: “E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?” (Gênesis 18:23). Qualquer nação que sofre a falta de uma liderança piedosa, como era o caso de Israel naquele tempo, por certo está a caminho da ruína. Os males da sociedade não estavam sendo sanados porque ninguém se dispunha a tapar o muro e se colocar na brecha, a fim de representar o povo com justiça.

 

 “... para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

A verdade ensinada nesta passagem é diferente daquela expressa em 14:14: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor Deus”. Lá, a presença de homens justos (como Noé, Daniel e Jó) foi considerada insuficiente para salvar a cidade. Como também em Jeremias 15:1: “Disse-me, porém, o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.

A justiça de um indivíduo era suficiente somente para salvar a ele mesmo. Aqui, a preocupação é se haveria ao menos um justo que tentaria salvar a cidade: “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez” (Gênesis 18:32).

Com este grau de corrupção universal, Israel não tinha defensores para representá-la ao Senhor ou tentar dissuadir o povo de sua iniqüidade. Para Ezequiel, no entanto, este estado de coisas era apenas o prelúdio do ato iminente e final de julgamento contra os cidadãos de Jerusalém, quando, então, seu próprio procedimento seria recompensado sobre suas próprias cabeças.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201909_01.pdf

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 29 DE ABRIL DE 2026 (1 Timóteo 2.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

29 DE ABRIL DE 2026
DEVEMOS INTERCEDER POR TODOS

1 Timóteo 2.1 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”

 

“Admoesto-te, pois, antes de tudo,”

A palavra “admoestar” ” ( noutheteō ), significa aconselhar, advertir. Refere-se a conselhos, observações  e advertências concernentes ao comportamento e à prática de vida do cristão. Paulo admoestava os irmãos em vários lugares (Atos 20:31; 1 Coríntios 4:14). Ao mesmo tempo, ele instruía os discípulos a admoestarem uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:14), e especialmente ensinava aos pais sobre a importância de admoestar os próprios filhos (Efésios 6:4).

Um dos motivos de nos reunirmos com os nossos irmãos em Cristo é a admoestação mútua que ajuda cada um a se manter fiel (Hebreus 10:25). Admoestação e advertência fazem parte do trabalho dos evangelistas (1 Timóteo 1:3; 4:13; 2 Timóteo 4:2), mas eles não são os únicos que devem (Romanos 12:8; Gálatas 6:1; Hebreus 3:13).

“Antes de tudo”. As palavras próton pánton “antes de tudo” indicam primazia de importância e não de tempo. A comissão de Cristo para irmos a toda criatura (Marcos 16:15-16) sempre será grande demais para mentes finitas a compreenderem. Precisamos da ajuda de Deus. Por isso, Paulo exortou a Timóteo e a nós a, “antes de tudo”, orarmos.

A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4).

 

“... que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças,”

Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.

“Deprecações” - O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém ou alguma coisa (Dicionário Houaiss). Dá a entender um tipo de oração que é feita de modo ardente, dramático, compassivo. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.

Segundo, as “orações” (gr. proseuchomai) – “oferecer oração ou votos a Deus”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias. A oração é tema de grande destaque na Bíblia. No Antigo Testamento, os homens de Deus venceram sob o manto da oração. Davi orava sempre (SaImo 55.16,17) e Daniel venceu na cova dos leões porque tinha reservas de oração (Daniel 6.10). Esses dois exemplos indicam o valor extraordinário da oração fervorosa e sincera, diante de Deus.

Terceiro, as “intercessões” (gr.: enteuxis). Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio” (Dicionário Houaiss). Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. A palavra enteuxis também traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!

Quarto, as “ações de graças”. Essas grandiosas possibilidades alcançadas pela oração criam uma necessidade natural de incluirmos em nossas petições “ações de graça”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito. Na avaliação da necessidade e do privilégio de trabalharmos com Deus, que adequada se torna a admoestação de Paulo: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20)

 

“... por todos os homens;”

A oração deve ser “em favor de todos os homens”. Não é só a oração que é em favor de todos, o plano de Deus também é para todos. Sua graça é suficiente para que “todos sejam salvos”. Jesus morreu por todos (2 Coríntios 5:14, 15), Ele nos manda ir a todos (Marcos 16:15, 16; Mateus 28:18–20) e disponibilizou o evangelho a todos (Judas 3). Por meio desse evangelho todos serão julgados (Romanos 14:10–12; 2 Coríntios 5:10). Salvar almas do pecado apaga o passado pecaminoso (Atos 2:38; 22:16). O plano de Deus também é para que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (v.4).

A o que parece, as igrejas evangélicas, nos tempos atuais, têm-se esquecido dessa oração “por todos os homens”. E mais comum ouvirem-se orações pela com unidade cristã; por suas atividades, na evangelização, no ensino, no discipulado. São orações legítimas e indispensáveis. Mas o alcance da oração da igreja cristã deve ultrapassar “as quatro paredes” dos templos, nas igrejas locais. Onde quer que formos, jamais encontraremos uma pessoa pela qual não precisamos orar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.3

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos do 2º Trimestre de 2026 - CPAD

Texto Áureo Lição 5: O juízo contra Sodoma e Gomorra. Genesis 18.32

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE ABRIL DE 2026 (Genesis 18.32)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
28 DE ABRIL DE 2026
ABRAÃO INTERCEDE POR SODOMA E GOMORRA

Genesis 18.32 “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” 

 

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez?”

Abraão havia interrogado a Deus cinco vezes, perguntando se Ele pouparia Sodoma da sua ira se houvesse lá uma determinada quantidade de justos. Antes de seu pedido final, Abraão provavelmente sentiu que atingira o limite do que ousou pedir de Deus e pela segunda vez pedi ao Senhor que não se ire com ele. E, investido de mais coragem, baixa ainda o número mais uma vez, e pergunta: “se, porventura, se acharem ali dez?”.

O patriarca Abraão ousou porque tinha uma opinião caridosa sobre o caráter de Sodoma: por pior que fosse, Abraão julgava que houvesse diversas pessoas boas nela. É conveniente que esperemos o melhor dos piores lugares. Henry diz que entre as duas coisas, é melhor errar neste extremo. Infelizmente o patriarca errou, não havia sequer dez justos naquele lugar.

 

“... e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

Iavé foi paciente com essas perguntas investigativas do patriarca, demonstrando o tipo de paciência para julgar que Pedro mais tarde mencionou. Uma característica básica de Deus é que Ele não deseja “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Ele disse a Abraão: “não a destruirei, por amor dos dez”. Ele consentiu em poupar os ímpios por amor aos justos.

Visto que “Deus é amor” (1 João 4:8), Sua primeira inclinação não é castigar ou destruir, mas perdoar e salvar, desde que Sua santidade e justiça não sejam comprometidas. Isto significa que jamais devemos considerar Iavé como um avô superindulgente, que faz vista grossa para o pecado, como se este não tivesse importância.

Veja como Deus é rápido para mostrar misericórdia. Ele até procura uma razão para isto. Veja as grandes bênçãos que as pessoas boas são para qualquer lugar, e quão pouco se favorecem aqueles que as odeiam e perseguem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

segunda-feira, 27 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE ABRIL DE 2026 (Salmo 25.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
27 DE ABRIL DE 2026
DEUS REVELA SEUS SEGREDOS PARA OS QUE O TEMEM

Salmo 25.14 “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.”

 

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem;”

Certos intérpretes entendem que a palavra hebraica traduzida por “segredo” é “amizade”. Significa relacionamento familiar, intimidade confidencial (cf. ARA) e companheirismo seleto. Noé andava com Deus, e o Senhor lhe revelou um grande segredo: a destruição do mundo antigo e o salvamento dele pela arca. Abraão andava com Deus, e o Senhor o tornou um dos integrantes do seu conselho particular: “Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Genesis 18.17; 24.40). Deus, às vezes, docemente se revela para a alma na oração e na santa ceia, como Jesus se fez conhecido aos discípulos no partir do pão (Lucas 24.35).

A mente carnal não pode adivinhar qual é o propósito disso: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.14), e nem sequer os crentes conseguem explicar em palavras, pois tem de ser sentido para ser conhecido. A vida espiritual superior é necessariamente um caminho que os olhos da águia não conhecem, e que o filhote do leão não trilhou. Nem a sabedoria nem a força natural podem forçar a entrada a esta câmara interior. Os santos têm a chave dos hieróglifos do céu. Podem decifrar os enigmas celestiais. São iniciados no companheirismo dos céus. Ouvem palavras que não são possíveis de serem repetidas aos seus companheiros.

Os mistérios do Reino dos céus” (Mateus 13.11); “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Estas coisas vêm por revelação e não pelo discurso da razão, devendo ser obtidas pela oração. Aqueles que diligentemente o buscam farão parte do seu conselho de ministros, saberão os segredos da sua alma e serão aceitos a uma familiaridade e amizade preciosa: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15.15).

 

 “... e ele lhes mostrará a sua aliança.”

O verbo foi traduzido no tempo futuro como ocorre em Eclesiastes 3.14,15,18; e em Oseias 9.13; 12.3. “Ele lhes fará saber o seu concerto”, ou seja, Deus fará com que o entendam claramente, tanto os deveres ou termos quanto as bênçãos ou privilégios. Nada disso os descrentes entendem corretamente. Embora o concerto do Senhor com a igreja visível esteja em vigor, é um mistério saber a doce comunhão que a alma pode ter com Deus em virtude desta aliança. O homem que teme a Deus saberá este mistério, quando só os que fazem a aliança na letra permanecem ignorantes. Esta promessa é feita apenas para os tementes a Deus.

A esses, Deus lhes fará saber o seu concerto. Pois ele será revelado ao coração e entendimento deles. Ele se agradou em mostrar aos crentes no Livro da Inspiração, e, pelo Espírito, Deus nos guia nos mistérios, até mesmo no mistério oculto da redenção: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11:25). Aquele que não sabe o significado deste versículo, nunca o aprenderá de um comentário. É na cruz que ele encontrará a revelação do segredo que jaz aqui.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

domingo, 26 de abril de 2026

Lição 5: O juízo contra Sodoma e Gomorra - 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

 

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez?”

Abraão havia interrogado a Deus cinco vezes, perguntando se Ele pouparia Sodoma da sua ira se houvesse lá uma determinada quantidade de justos. Antes de seu pedido final, Abraão provavelmente sentiu que atingira o limite do que ousou pedir de Deus e pela segunda vez pedi ao Senhor que não se ire com ele. E, investido de mais coragem, baixa ainda o número mais uma vez, e pergunta: “se, porventura, se acharem ali dez?”.

O patriarca Abraão ousou porque tinha uma opinião caridosa sobre o caráter de Sodoma: por pior que fosse, Abraão julgava que houvesse diversas pessoas boas nela. É conveniente que esperemos o melhor dos piores lugares. Henry diz que entre as duas coisas, é melhor errar neste extremo. Infelizmente o patriarca errou, não havia sequer dez justos naquele lugar.

 

“... e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

Iavé foi paciente com essas perguntas investigativas do patriarca, demonstrando o tipo de paciência para julgar que Pedro mais tarde mencionou. Uma característica básica de Deus é que Ele não deseja “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Ele disse a Abraão: “não a destruirei, por amor dos dez”. Ele consentiu em poupar os ímpios por amor aos justos.

Visto que “Deus é amor” (1 João 4:8), Sua primeira inclinação não é castigar ou destruir, mas perdoar e salvar, desde que Sua santidade e justiça não sejam comprometidas. Isto significa que jamais devemos considerar Iavé como um avô superindulgente, que faz vista grossa para o pecado, como se este não tivesse importância.

Veja como Deus é rápido para mostrar misericórdia. Ele até procura uma razão para isto. Veja as grandes bênçãos que as pessoas boas são para qualquer lugar, e quão pouco se favorecem aqueles que as odeiam e perseguem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

sábado, 25 de abril de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 25 DE ABRIL DE 2026 (Colossenses 3:10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
25 DE ABRIL DE 2026
VESTINDO-NOS COM O NOVO

Colossenses 3:10 “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;”

 

“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento,”

No texto anterior, ele diz que os crentes devem despir-se dos velhos trajes do pecado. “Já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (v.9). Uma vez despidos, não poderiam ficar nus. Precisavam de outras vestiduras espirituais. O “velho homem”, que corresponde ao “velho Adão”, em Cristo, é transformado em “nova criatura”: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17).

Metaforicamente os colossenses haviam trocado de “roupa”. Assim, acrescenta nesse versículo: “e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que O criou”. Ele aqui se refere ao “novo homem”, regenerado por Cristo: “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanos 13.14), e feito segundo a sua imagem: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29).

Esse novo homem não pode mais viver sob orientação de falsos ensinos, de “filosofias” e “vãs sutilezas” místicas. Ele “se renova para o conhecimento” genuíno das verdades espirituais, que emanam de Cristo, de seu evangelho, da Palavra de Deus. Estudiosos como Pátzia e Ralph entendem que o “novo homem” é o que ressurge das águas batismais. 

Porém, grande parte dos intérpretes é unânime quanto à regeneração concedida através da conversão em Cristo Jesus. Esse novo homem não pode conformar-se com o mundo, mas tem sua mente renovada na comunhão com Cristo (Romanos 12.2); ele é renovado no seu sentido, “segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.23,24).

 

“... segundo a imagem daquele que o criou;”

Aquele que o criou evidentemente é Deus, mas a imagem à luz de Colossenses 1.15 parece indicar o ensino cristológico de Paulo. O “novo homem,”, portanto, pode ser entendido como sendo uma referência ao próprio Cristo. Desta maneira, Cristo fica sendo o protótipo ou planta da renovação, tanto no seu começo como na sua continuação.

O propósito deste conhecimento era ajudá-los a serem parecidos com Jesus, o qual fez deles novas criaturas nEle. A renovação contínua pode ser levada a efeito por um aumento regular do verdadeiro conhecimento. Um ator precisa conhecer as características de alguém para representá-lo realisticamente.

Num sentido mais amplo, nós precisamos conhecer como Cristo é para sermos renovados e nos desenvolvermos segundo a Sua imagem. Depois de entrar em Cristo e revestir-se dEle (Gálatas 3:27), os colossenses deveriam tornar-se como Aquele que preencheu suas vidas. O alvo de todo convertido é olhar para Jesus a fim de desenvolver a natureza dEle. Entendendo Aquele que nos criou, podemos começar a desenvolver as Suas virtude.

Em 2 Coríntios 3:18 Paulo expressou este alvo da seguinte maneira: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf