quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

TEXTO ÁUREO Lição 5: O Deus Filho. Mateus 17.5

TEXTO ÁUREO

 “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mateus 17.5).

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Hebreus 9:28

Hebreus 9:28 “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

 

“Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos,”

Há uma analogia entre a morte dos homens e a morte de Cristo. Aos homens está ordenado morrer uma vez (v.27) e Cristo se ofereceu uma vez para expiar os pecados; todavia, há uma diferença abissal entre ambas. A morte dos homens foi "ordenada”, ou seja, não tem como escapar e fugir dela! Ninguém está isento desta experiência. 

Há expectativa para alguns que escaparão à morte: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17), todavia é uma exceção à regra geral declarada, pois será ocasionada pelo evento especial da vinda de Cristo. Não está, portanto, em conflito com esta declaração em Hebreus.

Entretanto, a morte de Cristo foi voluntária, pois foi uma entrega a favor dos homens. Ele veio pela primeira vez para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

 

“... aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.“

Existem algumas opiniões que defendem a possibilidade de salvação para a pessoa humana, isto é, para alguém que morreu sem Cristo ou que se encontra mergulhado no pecado, para depois do dia do arrebatamento. Mas aqui nos é dito que Cristo “... aparecerá [voltará] segunda vez, sem pecado”. Isto é, sem expiação, como o fez quando veio e se humanizou. As Escrituras afirmam que “o Filho do Homem tem na terra [não diz no céu ou no inferno] poder para perdoar pecados” (Marcos 2.10). A humanidade de Cristo tinha como alvo primordial a salvação dos homens.

Então Ele virá uma segunda vez não para assumir o pecado. Pois o pecado não precisa de mais expiação, mas para se encontrar com os pecadores cujos pecados foram lavados em Seu sangue expiador. Estes crentes redimidos de Deus o aguardam e enfim experimentarão a salvação total e a verdadeira presença de Deus.

O verbo traduzido por “esperar” ocorre em 1 Coríntios 1.7, Filipenses 3.20 e Romanos 8.19,23,25 e em cada caso a respeito da grande expectativa dos crentes que aguardam as glórias do porvir: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:8). Aqueles que conhecem a alegria da salvação devem também conhecer a esperança da vinda do Senhor. A bem aventurada esperança do Cristão (Tito 2.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

Hebreus 1:3

Hebreus 1:3 “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

 

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa,”

Cristo é o resplendor ou esplendor da glória de Deus. O resplendor que o mundo recebe do próprio caráter de Deus em Jesus Cristo. A expressão “o resplendor da glória” encontra paralelos em “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15) e “forma de Deus” (Filipenses 2:6). A glória de Deus era uma luz ofuscante no Antigo Testamento (Êxodo 34:29–35). Este resplendor remete à aparência de Jesus na transfiguração (Mateus 17:2; Marcos 9:2, 3; Lucas 9:29)

A expressa imagem da sua pessoa também tem relação com “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15). Do mesmo modo que a expressão exata foi usada em Mateus 22:20, onde se refere à imagem que havia sobre o dinheiro romano. Cristo é a estampa ou a impressão de Deus (Charakter); a essência de Deus. Diferente do homem que também é chamado de “a imagem [eikon]... de Deus”.  Charakter refere-se a uma cópia exata, ao passo que eikon refere-se apenas a possuir traços representativos. Jesus possui todos os atributos de Deus, Seu Pai. O antigo escritor Theodore de Mopsuestia (350–428 d.C.) disse que “a Palavra era Deus” (João 1:1) é equivalente a “Ele é... a expressão exata do Seu Ser”.

A patrística valeu-se com freqüência desse texto para afirmar a divindade de Cristo. Ainda muito cedo, Orígenes escreveu: “A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: 'Ele é o reflexo de sua glória’. Deste reflexo de toda a gloria, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

Por outro lado, Atanásio, em seu discurso contra os arianos, escreveu: “Quem já viu uma luz sem resplendor? Ao escrever aos Hebreus, o apóstolo afirma: ‘Cristo é o esplendor de sua glória e a marca de sua substância’, e Davi, no Salmo 89, canta: ‘O esplendor do Senhor, nosso Deus, está conosco’, e também: 'Em tua luz, vemos a luz’. Quem é tão néscio que não entende que essas palavras referem-se à eternidade do Filho? Como pode alguém ver a luz sem o esplendor de sua irradiação para poder dizer a respeito do Filho: 'Houve um tempo no qual ele não existia’ ou ‘Não existia antes de ser gerado'? A expressão do Salmo 144 refere-se ao Filho: “Teu reino é um reino eterno” e não permite a ninguém pensar em um intervalo cronológico, qualquer que seja, no qual o Logos não existia".

 

“... e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,

A seguir, o escritor disse que Cristo “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder”. Este pensamento também se encontra em Colossenses 1:17: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Assim como o mundo foi criado pela “palavra” de Deus, ele é sustentado por Sua palavra, Seu poder conservador. Tão certo quanto Ele criou todas as coisas, nada pode continuar a existir sem Ele. Criação e preservação são realizadas por Deus em Jesus Cristo, e pela palavra do seu poder. A palavra falada de Deus criou o universo do nada (Hebreus 11:3). Jesus é “aquele que conduz todas as coisas para o seu devido curso”. Os planetas são mantidos em suas órbitas pelo poder, autoridade e eficácia de Sua palavra.

Um dos argumentos defendidos por Tomás de Aquino em sua Suma Teológica é a prova da ordem do mundo (ou, segundo Tomás de Aquino, o argumento das causas finais) e se apóia no princípio da finalidade: A organização complexa, objetivando um fim, exige uma inteligência ordenada. Essa ordem é evidente: considerado no seu conjunto, o universo nos aparece como uma coisa admiravelmente ordenada, em que todos os seres, todos os elementos, por mais diferentes que sejam, contribuem para o bem geral do universo. Jamais uma estrela, planeta ou cometa entraram na órbita dos outros. A natureza obedece rigidamente às leis estabelecidas por Deus. O universo não ultrapassa qualquer limite além daquilo que lhe foi prescrito. Todo este complexo de seres e coisas encontra-se orientado e sustentado “... pela palavra do seu poder”.

 

“... havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,

Cristo “[fez] a purificação dos pecados”. A NVI diz que Ele “realizou a purificação dos pecados”. Nesta simples expressão reside o âmago do evangelho. Debaixo da lei de Moisés, a purificação moral só era feita por sacrifício (Hebreus 9:22). Jesus forneceu o meio de perdoar os nossos pecados através do seu sangue derramado na cruz. Ele veio para fazer expiação pelo pecado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:12).

O benefício é que temos perdão contínuo à nossa disposição (1 João 1:7). “havendo feito” mostra que a ação foi realizada no passado. Isto enfatiza que a obra redentora de Cristo está completa, fato que é um dos destaques do Livro de Hebreus. Jesus não veio meramente para ensinar retidão moral ou apenas ser um exemplo ou um mártir. Ele veio para tirar os pecados, a fim de termos vida eterna.

 

“... assentou-se à destra da majestade nas alturas;”

Tendo este poder e autoridade como criador, sustentador e como Aquele que assume o pecado, Cristo ocupa o lugar de autoridade à direita de Deus. Quando Jesus apareceu a Estevão à direita do trono celestial, Ele está a direita de Deus em pé (Atos 7:56)! A ênfase de Hebreus de que Cristo agora está “assentado” mostra que Sua obra de redenção está acabada, refutando todo tipo de doutrina de oferta contínua de Si mesmo como um sacrifício. Sua obra está completa, e Ele pode, portanto, assentar-se. Esse lugar, no entanto não é um lugar de repouso, mas de atividade para o divino mediador, sumo sacerdote e intercessor. Em cumprimento do Salmo 110:1.

O Salmos 110 foi dedicado a um príncipe da casa de Davi. “Evidentemente”, era “uma prerrogativa da casa de Davi assentar-se na presença divina, como fez o próprio Davi quando ‘entrou na Casa do SENHOR, ficou perante Ele [Javé]’” (2 Samuel 7:18). O salmo tornou-se um dos textos favoritos da igreja primitiva para comprovar a messianidade de Jesus. (Marcos 12:37; Atos 2:34; 1 Coríntios 15:25; Efésios 1:20.) Era usado para mostrar não só que a obra de Jesus estava concluída e Ele estava descansando, como também que Ele reinava com Deus assentado (Atos 2:33–36). Ele é “Príncipe e Salvador” (Atos 5:31) e está entronizado com Seu Pai!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GONÇALVES, José. A supremaciade CristoFé, esperança e ânimona carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

ORÍGENES. Comentário al Ev. De Juan, 32, 353-354. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

ATANÁSIO. Discursos Contra Los Arianos. La Bíblia Comentada por Los Padres de La Iglesia.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_06.pdf

Hebreus 12:2

Hebreus 12:2 “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

 

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé,”

Devemos olhar para Jesus como aquele que é o líder no caminho, o qual, como homem de fé, ultrapassou todos os demais heróis da fé, o qual completou ou aperfeiçoou a nossa fé. O verbo traduzido olhando firmemente para Jesus sugere a pessoa desviando firmemente o seu olhar doutras pessoas e dirigindo sua atenção somente a Ele. Deus proveu o exemplo de Cristo como um modelo para seguirmos. Pois a vida e o ensino de Cristo são perfeitos. Temos uma fonte de força por meio do exemplo de Cristo que não existia antes dEle vir ao mundo.

Não devemos olhar nem para a direita nem para a esquerda, e certamente nem para trás (Lucas 9:62), mas adiante para Jesus. O olhar fito somente na meta final é essencial, e o escritor transforma este pensamento no meio de focalizar o próprio Jesus, pois Ele é o autor e consumador da fé.

As descrições adicionais, Autor e Consumador são altamente sugestivas. No seu conjunto, abrangem a gama total das atividades de Jesus com relação à nossa fé. Embora a palavra para “autor” possa ter o significado de “fundador”, também pode ter o significado de “líder” ou “pioneiro”. Talvez alguém pense que Jesus não foi o pioneiro da fé para os que foram mencionados no capítulo 11, porque veio historicamente depois deles. Mas o escritor parece considerar Jesus como Aquele que forneceu a inspiração para todos os santos da antigüidade. O Senhor Jesus também se mostrou o Pioneiro do caminho, o que significa que ele é quem nos aponta o caminho até à presença de Deus: “Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

A segunda palavra “consumador” indica que Ele finalizou a salvação por meio da fé que só foi predita na velha aliança. Assim, Ele nos conduz à “perfeição”, o que a velha aliança não podia: “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hebreus 10:1). Essa palavra grega pode também significar “aperfeiçoador”. O que indica que Cristo leva nossa fé à maturidade total, de modo a podermos compartilhar das perfeições de Deus, mediante sua implementação.

Cristo nos deixou o exemplo do que ê a fé perfeita; e agora insufla essa propriedade em nós como produto de nosso desenvolvimento espiritual. Assim, pois, a fé é uma virtude que é levada à perfeição, pelo poder do Espírito de Cristo.

 

“... o qual, pelo gozo que lhe estava proposto,

A ligação de alegria com sofrimento neste versículo ecoa um tema constante no Novo Testamento. Até mesmo na véspera da Sua Paixão, Jesus falava da Sua alegria e do Seu desejo de que Seus discípulos participassem dela (João 15.11; 17.13). É altamente provável que os discípulos se lembrassem deste fato notável quando, mais tarde, refletiram sobre a Paixão de Jesus.

O escritor não considera necessário delongar-se aqui sobre o tema da alegria, mas atribui alguma importância ao fato de que lhe estava proposta, o que sugere que estava acima de todas as outras coisas. Há certa correlação entre a carreira que nos está proposta (v.1) e a alegria que estava proposta a Jesus: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18).

 

“... suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

Por esta alegria presente Ele “suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia [‘vergonha’]”, quando caçoaram de Sua confiança em Deus (Mateus 27:43). A execução na cruz continha um nível de desgraça muito maior do que a forca, a cadeira elétrica, a guilhotina ou uma injeção fatal. Ela se destinava aos piores criminosos. Tais pessoas eram consideradas “malditas” (Deuteronômio 21:22, 23; Gálatas 3:13).

Além da zombaria dos expectadores até mesmo os dois ladrões crucificados (Mateus 27:38), falaram contra Ele. Jesus realmente suportou hostilidades contra Si; pois “não Se importou com a humilhação de morrer na cruz” (NTLH) nem com o que os transeuntes diziam sobre Ele. Jesus sabia que estava agradando ao Pai. Depois da cruz, Ele recebeu a mais nobre das honrarias, pois “está assentado à destra do trono de Deus”.

A posição de Jesus, assentado à destra do trono de Deus, ecoa a idéia expressa em 1.3 e 8.1. A Paixão é vista como parte do caminho ao trono.  Nesta posição Sua alegria é completa, e assim também a nossa alegria será completa quando estivermos em Sua presença diante de Deus. À direita de Deus, Cristo realiza todas as funções de governo, de sumo sacerdote, e advogado, embora alcançasse esse lugar mediante sofrimento e paciência, isto é, o caminho da cruz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE JANEIRO DE 2026 (Mateus 17:2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE JANEIRO DE 2026
A GLÓRIA DIVINA DE JESUS NA TRANSFIGURAÇÃO

Mateus 17:2 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

 

 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol,”

O verbo (metamorphoô) indica uma transformação da forma essencial, procedente do interior. Em Romanos 12:2 e 2 Coríntios 3:18 essa palavra é usada em relação à transformação espiritual que caracteriza os cristãos quando a nova natureza se manifesta neles. Embora para os crentes esta transformação seja uma experiência gradual, a ser completada quando Cristo for visto (2 Coríntios 3:18; 1 João 3:2), no caso de Jesus, a gloriosa forma que geralmente se encontrava velada foi rapidamente exposta.

Michael J. Wilkins descreveu-a como uma transformação física que é uma lembrança da glória de Jesus antes de Sua encarnação (João 1:14; 17:5; Filipenses 2:6–7) e uma exibição prévia de sua exaltação vindoura (2 Pedro 1:16–18; Apocalipse 1:16).

Mateus põe mais claro relevo do que os outros evangelistas a semelhança e o contraste da cena da transfiguração com a do Sinai. Moisés viu a glória do Senhor e “ a pele do seu rosto brilhava por ter falado còm ele ” (Êxodo 34.29). Na transfiguração, o rosto daquele que é maior do que Moisés brilhou, não com glória refletida, mas com glória não tomada por empréstimo, semelhante aos raios do sol.

As testemunhas foram os três membros do círculo íntimo de Jesus. Anteriormente, só esses três apóstolos presenciaram a ressurreição da filha de Jairo (Lucas 8:41, 42, 51–56). Mais tarde, eles estariam perto do Mestre, na noite de grande angústia no jardim do Getsêmani (26:36–45). Por causa de uma afinidade especial que Jesus tinha por eles, Ele os escolheu para testemunharem Sua glorificação nessa ocasião. Parece-nos o crescimento espiritual destes três mais adiantados que o dos outros. A transfiguração deu a essas testemunhas oculares um antegozo da glória do Rei. Mais altas revelações alcançam os que mais se aproximam de Deus.

 

“... e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

Somente Mateus registra que o rosto de Jesus resplandecia como o sol e que as suas vestes se tornaram brancas como a luz. Segundo Lucas, “a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura” (Lucas 9:29). A descrição de Marcos acrescenta que “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar” (Marcos 9:3).

Essas afirmações sublinham a mudança dramática que ocorreu na aparência do Senhor e revelam a Sua origem celestial (Daniel 7:9; Mateus 28:3; Atos 1:10; Apocalipse 1:16; 4:4; 7:13; 10:1). Wilkins disse que a transfiguração que revelou a Sua “natureza e glória divina como Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_07.pdf