quinta-feira, 2 de abril de 2026

Genesis 18.32

Genesis 18.32 “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” 

 

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez?”

Abraão havia interrogado a Deus cinco vezes, perguntando se Ele pouparia Sodoma da sua ira se houvesse lá uma determinada quantidade de justos. Antes de seu pedido final, Abraão provavelmente sentiu que atingira o limite do que ousou pedir de Deus e pela segunda vez pedi ao Senhor que não se ire com ele. E, investido de mais coragem, baixa ainda o número mais uma vez, e pergunta: “se, porventura, se acharem ali dez?”.

O patriarca Abraão ousou porque tinha uma opinião caridosa sobre o caráter de Sodoma: por pior que fosse, Abraão julgava que houvesse diversas pessoas boas nela. É conveniente que esperemos o melhor dos piores lugares. Henry diz que entre as duas coisas, é melhor errar neste extremo. Infelizmente o patriarca errou, não havia sequer dez justos naquele lugar.

 

“... e disse: não a destruirei, por amor dos dez.” (Genesis 18.32).

Iavé foi paciente com essas perguntas investigativas do patriarca, demonstrando o tipo de paciência para julgar que Pedro mais tarde mencionou. Uma característica básica de Deus é que Ele não deseja “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Ele disse a Abraão: “não a destruirei, por amor dos dez”. Ele consentiu em poupar os ímpios por amor aos justos.

Visto que “Deus é amor” (1 João 4:8), Sua primeira inclinação não é castigar ou destruir, mas perdoar e salvar, desde que Sua santidade e justiça não sejam comprometidas. Isto significa que jamais devemos considerar Iavé como um avô superindulgente, que faz vista grossa para o pecado, como se este não tivesse importância.

Veja como Deus é rápido para mostrar misericórdia. Ele até procura uma razão para isto. Veja as grandes bênçãos que as pessoas boas são para qualquer lugar, e quão pouco se favorecem aqueles que as odeiam e perseguem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

 

Colossenses 3:10

Colossenses 3:10 “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;”

 

“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento,”

No texto anterior, ele diz que os crentes devem despir-se dos velhos trajes do pecado. “Já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (v.9). Uma vez despidos, não poderiam ficar nus. Precisavam de outras vestiduras espirituais. O “velho homem”, que corresponde ao “velho Adão”, em Cristo, é transformado em “nova criatura”: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17).

Metaforicamente os colossenses haviam trocado de “roupa”. Assim, acrescenta nesse versículo: “e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que O criou”. Ele aqui se refere ao “novo homem”, regenerado por Cristo: “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanos 13.14), e feito segundo a sua imagem: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29).

Esse novo homem não pode mais viver sob orientação de falsos ensinos, de “filosofias” e “vãs sutilezas” místicas. Ele “se renova para o conhecimento” genuíno das verdades espirituais, que emanam de Cristo, de seu evangelho, da Palavra de Deus. Estudiosos como Pátzia e Ralph entendem que o “novo homem” é o que ressurge das águas batismais. 

Porém, grande parte dos intérpretes é unânime quanto à regeneração concedida através da conversão em Cristo Jesus. Esse novo homem não pode conformar-se com o mundo, mas tem sua mente renovada na comunhão com Cristo (Romanos 12.2); ele é renovado no seu sentido, “segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.23,24).

 

“... segundo a imagem daquele que o criou;”

Aquele que o criou evidentemente é Deus, mas a imagem à luz de Colossenses 1.15 parece indicar o ensino cristológico de Paulo. O “novo homem,”, portanto, pode ser entendido como sendo uma referência ao próprio Cristo. Desta maneira, Cristo fica sendo o protótipo ou planta da renovação, tanto no seu começo como na sua continuação.

O propósito deste conhecimento era ajudá-los a serem parecidos com Jesus, o qual fez deles novas criaturas nEle. A renovação contínua pode ser levada a efeito por um aumento regular do verdadeiro conhecimento. Um ator precisa conhecer as características de alguém para representá-lo realisticamente.

Num sentido mais amplo, nós precisamos conhecer como Cristo é para sermos renovados e nos desenvolvermos segundo a Sua imagem. Depois de entrar em Cristo e revestir-se dEle (Gálatas 3:27), os colossenses deveriam tornar-se como Aquele que preencheu suas vidas. O alvo de todo convertido é olhar para Jesus a fim de desenvolver a natureza dEle. Entendendo Aquele que nos criou, podemos começar a desenvolver as Suas virtude.

Em 2 Coríntios 3:18 Paulo expressou este alvo da seguinte maneira: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_01.pdf

Gênesis 17:15

Gênesis 17:15 “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.”

 

“Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai,”

Antes deste capítulo, Deus fez a Abraão a promessa de um filho; mas Ele não fez referência a Sarai ser a mãe do menino. Certamente foi por isso que Sarai convenceu o marido de que a maternidade através de Agar era o meio lógico de cumprir a profecia do Senhor. Iavé descartou essa estratégia no capitulo 16 e aqui Ele confirmou explicitamente que a posteridade se daria através de Sarai.

Para deixar isso claro, o Senhor informou ao patriarca que sua mulher teria um novo nome. Nomes novos indicavam novas circunstâncias que agora surgiriam, um novo passo no desenvolvimento do pacto: uma nova intervenção divina nas atividades dos homens. Ela já não se chamaria Sarai; porém Sara. A mudança de nome não significou somente que ela tinha sido admitida ao pacto. Mas mostrou que ela seria uma personagem importante no seu cumprimento.

 

“... mas Sara será o seu nome.”

Embora Deus tenha explicado a mudança de nome de Abraão, Ele não explicou razão alguma para a mudança de nome de sua esposa. Parece que Sarai e Sara são apenas uma forma antiga e outra mais nova da mesma palavra, “princesa”. “Sara” é apenas uma grafia alternativa de “Sarai”. Mas o fato de se lhe dar nome de novo constituiu um marco e a introduziu na promessa por seus próprios direitos.

Sara foi escolhida como aquela por meio de quem nasceria o filho prometido por Deus. Ela tornou-se a princesa absoluta, pois dela descenderia toda a linhagem real, que culminaria no Rei dos reis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

Genesis 17.7

Genesis 17.7 “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.” 

 

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo,”

Deus afirma que Ele estabelecerá a Sua aliança com Abraão e com sua descendência no decurso das suas gerações, por aliança perpétua. Em contraste com a aliança com Noé, que era universal para “todos os seres viventes”, para “toda carne” e “todas as gerações futuras” (NVI) (Genesis 9:9–12, 15, 16), a aliança com Abraão era somente para a descendência dele através de Sara. Com o desenrolar da história narrada em Gênesis observamos que a promessa se estreita a um ramo da família de Isaque e depois Jacó. Os descendentes de Esaú foram excluídos, juntamente com os filhos de Abraão com Agar e Quetura.

O termo concerto indica um compromisso sólido, baseado na fidelidade divina. A expressão em suas gerações aponta para a transmissão da relação com a descendência de Abraão, não apenas para o presente. O uso de concerto perpétuo reforça que a aliança é para sempre, uma promessa que atravessa os tempos.

 

“... para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.”

Um aspecto importante desta aliança é a relação íntima que Iavé teria com eles como Deus deles. O Senhor promete um relacionamento pessoal com Abraão e seus descendentes. Essa essência é pessoal é comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1.12).

Henry diz que um homem não precisa desejar nada mais do que isto, para ser feliz. Aquilo que Deus é, em si mesmo, Ele o será para o seu povo: a sua sabedoria será deles, para guiá-los e aconselhá-los. Seu poder será deles, para protegê-los e sustentá-los. A sua generosidade será deles para abastecê-los e consolá-los. Aquilo que os adoradores fiéis podem esperar do Deus ao qual servem, os crentes podem encontrar em Deus, como seu.

Por fim, o objetivo é que Deus seja o Deus de Abraão e da sua semente, isto é, que o relacionamento de bênção, orientação e proteção se estenda aos descendentes. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeiramente de comunhão (Deuteronômio 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente deve responde com fé, amor e obediência.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Henry

Bíblia Shedd – Almeida Revista e Atualizada – Ed. Vida Nova.

BÍBLIA de Estudo Genebra. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã/Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 2 DE ABRIL DE 2026 (Gênesis 12:10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
2 DE ABRIL DE 2026
OBSTÁCULOS NO CHAMADO DIVINO

Gênesis 12:10 “E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.”

 

“E havia fome naquela terra;”

Abrão havia tomado a Sarai, sua mulher, a Ló, filho de seu irmão, seus bens, e as almas que lhe acresceram em Harã; e enfim chegaram à terra de Canaã (Gênesis 12:5). Em Canaã Abrão passou por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré (Gênesis 12:6). Moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel (Gênesis 12:8). Depois caminhou Abrão dali, seguindo ainda para o lado do sul. (Gênesis 12:9). E de repente o texto bíblico nos informa que havia fome naquela terra.

Uma fome havia na terra de Canaã, uma fome terrível. Essa é a primeira fome a ser registrada na Bíblia, na história da humanidade. Não há que duvidar, porém, de que muitos outros períodos de fome já haviam ocorrido, embora não tivessem ficado registrados na Bíblia. Adam Clarke via alguma razão moral para a fome. Pois Canaã era uma terra extremamente fértil, “Deus a deixara desolada por causa da iniqüidade de seus ocupantes”.

No entanto essa fome não houve somente para punir a iniqüidade dos cananeus, mas para testar a fé de Abrão, que ali estava. Uma fé forte é normalmente testada com diversas provações, para que se ache em louvor, e honra e glória: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7). Pois, às vezes, agrada a Deus provar com grandes aflições aqueles que são apenas jovens iniciantes na fé.

 

“... e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali,”

Diante de uma fome, Abraão optou por levar sua comitiva de pessoas, rebanhos e gados ao egito, para ali ficar. Evidentemente, Abraão ouvira falar que havia muita comida no Egito. Para Kidner é irreal considerar o Egito como necessariamente território vedado ao povo de Deus neste estágio, pois logo deveria ser-lhe cedido como refúgio, e sua presença ali não invalidaria seu direito a Canaã. Entretanto, tudo indica que Abrão não parou para perguntar, mas prosseguiu por sua própria iniciativa, levando tudo em conta, menos Deus.

Apesar do Egito receber poucas chuvas, a fertilidade do seu solo advinha de chuvas que caíam na África central, as quais faziam o Nilo transbordar anualmente, depositando no solo uma camada rica em nutrientes. Então, quando as águas do Nilo baixavam, tendo encharcado o solo, a terra produzia colheitas abundantes. Muitas pessoas viam o Egito como o manancial do mundo mediterrâneo. Em sua maior parte, diferentemente das terras ao redor, o Egito não era tão suscetível a sofrer com as secas.

 

“... porquanto a fome era grande na terra.”

A razão da migração é repetida aqui com ênfase. Essa fome deve ter ocorrido poucos anos depois da chegada de Abraão em Canaã. Pois ele tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã; e, visto que Ismael, seu filho com a escrava egípcia, tinha treze anos quando Abraão estava com noventa e nove anos, então restam somente oito anos para abrir espaço para os eventos registrados nos capítulos doze a dezesseis de Gênesis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf