sábado, 21 de março de 2026

Genesis 12.7

Genesis 12.7 “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” 

 

 “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra.”

Segundo o relato de Gênesis, esta é a primeira menção de uma teofania a Abraão (Gênesis 15:17; 17:1; 18:1), e ocorreu em Siquem, embora Estêvão tenha se referido a uma anterior em Ur, relacionada ao seu primeiro chamado (Atos 7:2). A forma dessa manifestação divina não está clara; mas, de qualquer maneira, ela confirmou ao patriarca a presença do Senhor naquela nova terra.

Iavé então prometeu: Darei à tua descendência esta terra, embora Abraão não tivesse herdeiros até aquele momento. O termo traduzido por “descendência” é o hebraico (zera), que significa literalmente “semente”. Ele é regularmente usado como um substantivo coletivo e assim traduzido, “descendência”. Neste contexto, é evidente que a “descendência” ou “a semente” de Abraão se refere aos israelitas, que descenderiam dele e herdariam a Terra Prometida, sendo este um tema recorrente em todas as narrativas de Gênesis. Essa promessa é aqui antecipada, pois ela ainda se completará mais tarde. Ela é conhecida como aliança abraâmica.

 

“E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.”

Em resposta à teofania e à promessa precedentes, o primeiro ato de Abraão foi edificar um altar ao Senhor. Antes de ir adiante, ele sentiu que deveria parar e adorar ao Senhor. Então levantou um altar. Ele expressou gratidão e louvor a Iavé, o qual o conduziu em segurança pelo longo e perigoso caminho da Mesopotâmia a Harã e dali até Canaã.

Esta é a primeira referência clara a Abraão edificar um altar. Não há aqui a menção de animais sacrificados, dizem alguns que o altar foi apenas um símbolo da fé do patriarca em que seus descendentes um dia receberiam a terra que Deus lhes prometera. Todavia, quase desde o começo de Gênesis, lemos que sacrifícios foram feitos a Deus.

Abel ofereceu animais a Deus: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta” (Gênesis 4:4), Noé fez o mesmo após o dilúvio: “E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar” (Gênesis 8:20) e Abraão mais tarde queimou um carneiro num altar em lugar de seu filho Isaque: “Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho” (Gênesis 22:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf


Gênesis 12:17

Gênesis 12:17 “Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

 

“Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas,”

Deus interveio e puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas porque ele levara Sara, mulher de Abrão. Deus feriu a Faraó, e desta maneira evitou o progresso do seu pecado. Observe que são ferimentos felizes aqueles que nos impedem de seguir um caminho de pecado, e que efetivamente nos trazem ao nosso dever, em particular, ao dever de restaurar aquilo que tomamos e detivemos erradamente. Observe que não somente Faraó, mas a sua casa, foram vítimas de pragas, provavelmente especialmente aqueles príncipes que tinham recomendado Sarai a Faraó. Observe que os parceiros no pecado se tornam, com razão, parceiros na punição. Aqueles que servem a luxúria de outros devem esperar compartilhar das suas pragas.

A Bíblia não indica a natureza das pragas que o Senhor mandou contra a casa do Faraó. O termo hebraico (nega) geralmente se refere a doenças que uma pessoa pode ter contraído de outra, como doenças de pele ou lepra (Levítico 13 e 14). Todavia, às vezes pragas aconteciam como resultado direto de uma punição divina, como no caso do Egito nos dias de Moisés (Êxodo 11:1) e a lepra que Deus infligiu ao rei Uzias (2 Reis 15:5). Seja como for, as pragas aqui mencionadas fazem-nos lembrar o que sobreveio ao Egito tempos mais tarde, por causa da presença do povo de Israel naquela terra. Tais calamidades tinham por fim levar Faraó a liberar Sarai e a expulsar do Egito Abrão e sua gente.

 

“... por causa de Sarai, mulher de Abrão.”

Nós não sabemos quais foram estas pragas. Mas sem dúvida havia algo nas pragas propriamente ditas, ou alguma explicação acrescentada a elas, suficiente para convencê-los de que foi por causa de Sarai que estas pragas lhes sobrevieram. Sarai havia sido levada para a casa de Faraó (v.15). A residência real era o local onde ele mantinha o seu harém. Uma mulher que tivesse de ser incluída em um harém real passava por um período de purificações cerimoniais, como uma preparação para incorporar esse harém.  Foi durante esse período que houve a intervenção divina.

O Faraó evidentemente creu que as pragas provinham de um deus que o amaldiçoava porque ele tomara a mulher de Abrão. Considerando que o Faraó acreditava ser ele mesmo um deus, ele só teria reagido com respeito diante de Abrão e Sarai, se estivesse mesmo convencido de que um deus poderoso o estava castigando por causa do casal. Nisto ele estava certo, pois Deus prometeu a Abraão: “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (12:3). Pelo menos neste contexto, o Faraó não agiu corretamente com Abraão ao tomar sua mulher. Por isso ele sofreu maldições (pragas).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf


Gênesis 12:16

Gênesis 12:16 “E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.”

 

“E fez bem a Abrão por amor dela;”

Sarai havia sido tomada de Abrão por Faraó. Para compensar Abrão pela perda da suposta irmã. Faraó presenteou-o generosamente com ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Esse pagamento deveria ser entendido como um“dote”.

Quando chegou no Egito, Abraão já era um homem rico. E agora, tendo sido favorecido peio próprio rei, como futuro cunhado, muito aumentaram as suas possessões materiais e o seu prestígio.

 

“... e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.”

Os animais e escravos aqui enumerados estavam tipicamente associados a pessoas ricas, sobretudo no período patriarcal (20:14; Jó 1:3). Neste período primitivo da história, o fator determinante da riqueza de um indivíduo não era dinheiro no banco nem investimentos em ações e títulos. A riqueza estava basicamente no gado e nos escravos; ou seja, contava-se a riqueza de uma pessoa pelo número de animais que ela possuía e pela quantidade de escravos que pastoreavam o seu gado.

Com base nisto, Abraão enriqueceu ainda mais. O mesmo aconteceu com Ló, que deve ter acompanhado Abraão no Egito (veja 13:1), embora o relato não o mencione. O próximo capítulo relata que os rebanhos e gados dos dois eram tão grandes que surgiu uma disputa entre os servos por pastos suficientes para todos os animais.

A menção de “camelos” como parte do presente de Faraó a Abraão geralmente é vista como um anacronismo por alguns eruditos bíblicos, pois esses animais só passaram a ser comuns no mundo antigo na última parte do segundo milênio a.C. Todavia, hoje existem algumas evidências de camelos domesticados no segundo milênio a.C. no sul da Arábia. E na região do Neguebe (sul) da antiga Canaã, ossos de camelos foram descobertos em contextos humanos em Arade, datando de cerca de 2900 a.C., e em Bir Residim, datando de 1900 a.C.

Esta última data não é muito posterior ao tempo de Abraão. A escassez de referências a camelos nos relatos antigos pode ser devida a eles serem considerados um artigo de luxo. Nesse caso, as referências antigas a esses animais em Gênesis só enfatizam a riqueza dos patriarcas (13:2; 24:10; 26:12–14; 31:34).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

Gênesis 12:10

Gênesis 12:10 “E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.”

 

“E havia fome naquela terra;”

Abrão havia tomado a Sarai, sua mulher, a Ló, filho de seu irmão, seus bens, e as almas que lhe acresceram em Harã; e enfim chegaram à terra de Canaã (Gênesis 12:5). Em Canaã Abrão passou por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré (Gênesis 12:6). Moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel (Gênesis 12:8). Depois caminhou Abrão dali, seguindo ainda para o lado do sul. (Gênesis 12:9). E de repente o texto bíblico nos informa que havia fome naquela terra.

Uma fome havia na terra de Canaã, uma fome terrível. Essa é a primeira fome a ser registrada na Bíblia, na história da humanidade. Não há que duvidar, porém, de que muitos outros períodos de fome já haviam ocorrido, embora não tivessem ficado registrados na Bíblia. Adam Clarke via alguma razão moral para a fome. Pois Canaã era uma terra extremamente fértil, “Deus a deixara desolada por causa da iniqüidade de seus ocupantes”.

No entanto essa fome não houve somente para punir a iniqüidade dos cananeus, mas para testar a fé de Abrão, que ali estava. Uma fé forte é normalmente testada com diversas provações, para que se ache em louvor, e honra e glória: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7). Pois, às vezes, agrada a Deus provar com grandes aflições aqueles que são apenas jovens iniciantes na fé.

 

“... e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali,”

Diante de uma fome, Abraão optou por levar sua comitiva de pessoas, rebanhos e gados ao egito, para ali ficar. Evidentemente, Abraão ouvira falar que havia muita comida no Egito. Para Kidner é irreal considerar o Egito como necessariamente território vedado ao povo de Deus neste estágio, pois logo deveria ser-lhe cedido como refúgio, e sua presença ali não invalidaria seu direito a Canaã. Entretanto, tudo indica que Abrão não parou para perguntar, mas prosseguiu por sua própria iniciativa, levando tudo em conta, menos Deus.

Apesar do Egito receber poucas chuvas, a fertilidade do seu solo advinha de chuvas que caíam na África central, as quais faziam o Nilo transbordar anualmente, depositando no solo uma camada rica em nutrientes. Então, quando as águas do Nilo baixavam, tendo encharcado o solo, a terra produzia colheitas abundantes. Muitas pessoas viam o Egito como o manancial do mundo mediterrâneo. Em sua maior parte, diferentemente das terras ao redor, o Egito não era tão suscetível a sofrer com as secas.

 

“... porquanto a fome era grande na terra.”

A razão da migração é repetida aqui com ênfase. Essa fome deve ter ocorrido poucos anos depois da chegada de Abraão em Canaã. Pois ele tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã; e, visto que Ismael, seu filho com a escrava egípcia, tinha treze anos quando Abraão estava com noventa e nove anos, então restam somente oito anos para abrir espaço para os eventos registrados nos capítulos doze a dezesseis de Gênesis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 21 DE MARÇO DE 2026 (Lucas 1.38)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
21 DE MARÇO DE 2026
MARIA É MODELO DE FÉ E SUBMISSÃO À VONTADE DE DEUS 

Lucas 1.38 “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”

 

“Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Após ouvir a comissão do anjo Gabriel Maria curvou-se à vontade do Senhor e respondeu: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (ARA). Podemos imaginar as emoções de enlevo e medo misturadas em Maria, ante à extraordinária informação. Enlevo, pela honra de ter sido escolhida, entre milhões de mães judias, para dar à luz o Salvador do mundo; medo, por causa dos mal-entendidos e acusações falsas que pesariam sobre ela.

A resposta de Maria é de quieta submissão. Serva (doulé) significa “escrava. ” Expressa a completa obediência. Entre os escravos, as mulheres ocupavam a posição mais baixa, sendo geralmente menosprezadas e maltratadas. A escrava nada mais podia fazer senão a vontade do seu Senhor. Se somente um versículo pudesse esclarecer por que Deus escolheu Maria, seria esse. Maria se considerava com a expressão “a serva do Senhor”. Mais tarde, Maria cantaria: “porque o Senhir contemplou na humildade da sua serva” (Lucas 1:48).

Tendemos a pensar nessa resposta como sendo a coisa mais natural do mundo, e, destarte, deixamos de perceber o heroísmo de Maria. Ainda não estava casada com José. Podia-se imaginar que a reação dele à gravidez dela fosse forte, e Mateus nos conta que realmente pensou em divorciar-se dela (Mateus 1:19).

Além disto, ainda que a pena da morte pelo adultério (Deuteronômio 22:23,24) pareça não ter sido executada frequentemente, continuava em vigor. Maria não poderia ter a certeza de que não sofreria, talvez até viesse a morrer. Mas reconhecia a vontade de Deus e a aceitava.Apesar disso, ela disse ao anjo: “que se cumpra em mim conforme a tua palavra”. Em outras palavras: “Se é assim que Deus quer, assim será”. Ela foi submissa à vontade de Deus.

 

“E o anjo ausentou-se dela. ”

Após a aceitação humilde e devota de Maria o anjo se ausentou dela. E provavelmente retornou ao trono de Deus, onde ele assiste: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas” (Lucas 1.19). Isso porque Maria não duvidou e nem ao menos pediu um sinal como fizera Zacarias: "Como terei certeza disso? Já sou velho, e minha mulher é de idade avançada" (Lucas 1:18). Gabriel após contatar a incredulidade de Zacarias não se ausentou imediatamente, mas a ele declarou: "Agora, você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque não acreditou nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo" (Lucas 1:20).

Depois que o anjo “se ausentou dela”.Maria dispôs-se e “foi apressadamente à regiãomontanhosa, a uma cidade de Judá” (v.39) para versua parente Isabel. Isabel provavelmente era umadas poucas pessoas que acreditaria no que acontecera com Maria.Quando Isabel viu Maria, ela “ficou cheia do Espírito Santo” (v.40) e “exclamou em alta voz sobre ela:Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o frutodo teu ventre! E de onde me provém que me venhavisitar a mãe do meu Senhor?” (vv.42b, 43).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200612_04.pdf