quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Hebreus 10:36

Hebreus 10:36 “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

 

“Porque necessitais de paciência,”

O autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando Deus exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os caldeus dar-se-ia no “tempo determinado” (Habacuque 2.3). Esta promessa divina é de igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus. “Perseverança” (hupomone) ou “paciência” significa perseverar em face a tribulações. Podemos até “nos gloriar nas próprias tribulações” (Romanos 5:3).

É a fé testada que a produz perseverança: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança" (Tiago 1:2, 3). Uma vez que a vinda de Jesus terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava, portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que Jesus volte, conforme fica demonstrado no capítulo seguinte que nos fornecerá muitos exemplos da perseverança da fé.

 

“... para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

O propósito da perseverança é expresso com exatidão nas palavras: “para que havendo feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. Nossa tarefa, assim como era a de Cristo, é continuar a fazer a vontade de Deus. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34).

Fica claro, também, que o exemplo de Jesus Cristo incluía sofrimentos. Paulo aos irmãos da Galácia disse: “…pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22b). Não era necessariamente da vontade de Deus que esses cristãos sofressem, mas foi vontade dEle recompensá-los por sua perseverança. É na base de cumprir a vontade de Deus que os leitores alcançarão a promessa.

A idéia de promessa resume a herança gloriosa do crente, porque elas são totalmente fidedignas. E nossas aflições são leves comparadas ao peso da recompensa eterna (2 Coríntios 4:17). Nossa tarefa é continuar a fazer a vontade de Deus, pois parar, desistir ou abandonar a fé resultaria em não receber o cumprimento das promessas de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

1 Pedro 3:15

1 Pedro 3:15 “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

 

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações;”

O começo do versículo está em estreita ligação com o verso anterior. A injustiça e o sofrimento não devem levar-nos à revolta e à murmuração, mas ao testemunho. O sofrimento é uma oportunidade para a defesa da fé cristã. Santificar a Cristo é honrá-lo como Senhor, reconhecendo seu senhorio sobre o mundo e sobre as circunstâncias da vida, inclusive a perseguição e o sofrimento.

Pedro adaptou essa citação de Isaías 8.13a, que diz: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai”. Em sua época, Isaías instruiu o povo a não temer os exércitos invasores assírios, mas adorar a Deus. Em sua epístola, Pedro traz a mesma mensagem de encorajamento. Muda, porém, as palavras, ao honrar a Cristo como Senhor Todo-poderoso no coração.

Temos aqui um uso não muito comum do verbo "santificar". Geralmente na Bíblia os homens são santificados, e Deus ou Cristo operam essa santificação. Aqui as coisas se invertem. Este tipo de linguagem vem da Bíblia grega: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mateus 6:9b). No NT, esta expressão significa não somente reverenciar e honrar a Deus, como também glorificá-lo mediante a obediência aos Seus mandamentos. Aqui em 1 Pedro, uma olhada mais de perto no restante da frase nos irá ajudar a compreender melhor o sentido, que basicamente é o mesmo. Em 1 Pedro 2.22-23, entendemos sobre o modo como Cristo enfrentou a perseguição que "santificá-lo" significa também seguir o Seu exemplo.

 

“... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

O sofrimento produzido pela perseguição é uma porta aberta para o testemunho cristão. Os cristãos devem estar preparados. E não apenas dispostos, mas também habilitados para falar sobre Cristo. O crente deve estar preparado para apresentar uma defesa a qualquer um que lhe pedir a razão da esperança que ele tem, ou seja, ele deve estar pronto para explicar o que ele crê, por que crê e por que vive como vive. Devemos demonstrar habilidade de responder a todos que nos perguntam sobre nossa fé em Cristo:

A “razão” ou “defesa” em questão não é a que se apresenta num tribunal judicial, mas é uma defesa “a todo aquele que pedir”. Pedro usou a palavra “razão” (apologia) no mesmo sentido informal que Paulo algumas vezes a usou, por exemplo: “A minha defesa perante os que me interpelam é esta” (1 Coríntios 9:3). “Responder” traduz a palavra grega (logos), um termo que implica racionalidade. Pedro presumiu que uma explicação racional da “esperança” do cristão convenceria alguns e calaria outros.

O apóstolo dirigiu-se não só à questão da defesa do cristão, mas também à maneira como ele faz essa defesa. Quando seus acusadores e opressores perguntam, o cristão deve responder com mansidão e temor . Há aqueles que expõem suas crenças com uma espécie de arrogante beligerância. Com sua atitude sugerem que aqueles que não estão de acordo com eles são tolos ou mal-intencionados. Tentam fazer outros engolirem à força suas crenças.

A causa do cristianismo tem que ser apresentada em forma atrativa e afetuosa, com mansidão. Mansidão é uma das virtudes mais recomendadas no NT, e também uma das que mais se presta a mal-entendidos:  A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4.6). Deve-se praticar essa classe de sábia tolerância que reconhece que a ninguém é dado possuir toda a verdade.

Sua defesa tem que ser feita com temor ou reverência. A palavra traduzida por “temor” (fobos). A NVI diz “com mansidão e respeito”. Quer dizer, qualquer discussão em que o cristão possa ver-se envolto deve ser conduzida num tom e dentro de uma atmosfera que Deus possa escutar com agrado. Não houve debates tão azedos como os debates teológicos, nem disputas que tenham causado tanta amargura como as religiosas. Em toda apresentação da causa de Cristo e em toda argumentação em favor da fé cristã o acento final deve ser o acento do amor.

Não basta falar a verdade ou até apresentar uma explicação. O modo de falar é muitas vezes tão importante quanto o assunto

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .

Kistemaker, Simon J.  Epístolas de Pedro e Judas, trans. Susana Klassen, 1a edição., Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

Atos 24:25

Atos 24:25 “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

 

“E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro,”

Paulo teve a oportunidade de falar acerca da fé em Cristo intimamente a Felix, já que Drusila, mulher dele, era judia (v.24). Ele deve ter apresentado Jesus como o cumprimento das profecias e também com Senhor e Salvador, em quem Félix e Drusila deveriam depositar a fé. Entretanto, Paulo nunca proclamou as boas novas num vácuo, mas sempre num contexto, no contexto pessoal dos ouvintes. Assim, ele passou a discursar acerca da justiça, da temperança ou domínio próprio e do juízo vindouro.

A maioria dos comentaristas relaciona a "justiça" à bem conhecida crueldade e opressão da qual Félix era culpado, e o "domínio próprio" à sua lascívia desenfreada que o levou e uniu a Drusila, enquanto o "juízo vindouro" seria o castigo inevitável por sua injustiça e imoralidade. Lembrando-nos da atitude de João, o batista perante Herodes Antipas: “Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Marcos 6:18).

Mas é possível que a justiça da qual Paulo falou era precisamente a "justiça de Deus" ou o ato divino de justificação que ele elaborara em sua Carta aos Romanos. Nesse caso, os três tópicos da conversa seriam "os três tempos da salvação". Ou seja, como ser justificado ou ser considerado justo por Deus, como vencer a tentação e obter o domínio próprio, e como escapar do terrível juízo final de Deus.

 

“... Félix, amedrontado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”

Félix ainda tinha' consciência suficiente para sentir-se alarmado com a mensagem cristã, mas logo ouvira tanto quanto podia agüentar, e mandou Paulo embora até que tivesse mais tempo disponível. Com certeza, para Paulo, o fato de Félix ser libertado do pecado era mais importante do que ele próprio ser libertado da prisão. Mas, infelizmente, não há nenhuma evidência de que Félix tenha se rendido a Cristo, sendo remido. Apesar de que durante os próximos meses Félix freqüentemente o chamava para conversar com ele (v. 26).

O governador ficou com medo do julgamento futuro, mas recusou-se a se arrepender dos seus maus caminhos e se voltar para a fé em Jesus. A atitude de Félix foi deplorável, pois em vez de arrepender-se, procrastinou a mais importante decisão de sua vida: “por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei”. A procrastinação, o deixar para depois, é a mais insensata e mais perigosa decisão da vida, mormente, quando se trata da salvação de sua vida. O dia do arrependimento é hoje. O tempo do acerto com Deus é agora. Amanhã pode ser tarde demais!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

 

NA COMUNHÃO, A IGREJA SE FORTALECE E SE MANTÉM VIVA (Filipenses 4.15) 6/8/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
6 DE AGOSTO DE 2026
NA COMUNHÃO, A IGREJA SE FORTALECE E SE MANTÉM VIVA 

Filipenses 4.15 "E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;"


“E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia,”

Também” implica que Paulo estava ciente da generosidade dos filipenses e que eles sabiam que ele estava ciente disso. A expressão “no início do evangelho” pode se referir à pregação do início do evangelho para os filipenses. A NVI diz “nos seus primeiros dias do evangelho”. Todavia, essas palavras provavelmente se referem apenas a uma nova fase da obra de Paulo que teve seu início em Filipos: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora” (Filipenses 1:3-5)

Paulo mencionou sair da Macedônia, isso esta descrito em (Atos 17:15) “E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram”. Filipos ficava na Macedônia (Atos 16:12), norte do que hoje é a Grécia. Depois que o apóstolo saiu daquela região, ele foi para a Acaia, o sul do que hoje é a Grécia. Ali, ele pregou em Atenas e Corinto (Atos 17:15—18:11).

Paulo recebeu a ajuda deles até mesmo antes dele sair da província. De Filipos, ele havia viajado uns cento e cinqüenta quilômetros a oeste pela estrada romana, a Via Egnácia, até Tessalônica (Atos 16:39—17:1). Ali ele pregou e ensinou por um tempo. Nesse período, ele exerceu seu ofício de fazer tendas (veja 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8), mas também recebeu assistência de Filipos. “Porque até para Tessalônica”, escreveu ele, “mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” (Filipenses 4:16).

A igreja em Filipos era pequena e jovem na fé. Segundo a história bíblica e secular, os cidadãos dessa região enfrentavam uma crise financeira (veja 2 Coríntios 8:1–4). Tessalônica era uma cidade maior e mais rica. Todavia, os cristãos de Filipos enviaram ajuda a Paulo enquanto ele esteve lá.


“...nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;”

Concluímos com base em 2 Coríntios 11:8 e 9: “Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei” (2 Coríntios 11:8,9 ), que os cristãos de Filipos enviaram sustento para Paulo enquanto ele estava em Corinto. Todavia, quando Paulo escreveu sobre a ajuda recebida em Corinto, ele usou o plural “igrejas”. O que, então, ele quis dizer em Filipenses 4:15 quando mencionou “nenhuma igreja se associou comigo... senão unicamente vós outros”?

Talvez Paulo estivesse reforçando que a igreja de Filipos era a única congregação que o ajudou de maneira coerente—a única “sócia” constante em seus empreendimentos missionários. Qualquer que seja o significado exato das palavras “unicamente vós outros”, Paulo estava ressaltando o serviço único prestado pelos cristãos filipenses.

Nunca é cedo demais para uma congregação começar a participar da obra missionária. Às vezes alguns membros raciocinam: “Assim que estivermos firmemente estabelecidos nesta região, vamos mandar contribuições para ajudar a causa do Senhor em outros locais”. Uma congregação pode pensar: “Assim que tivermos um prédio” ou “assim que suprirmos nossas próprias necessidades”—“pensaremos nos perdidos de outros locais”. A igreja em Filipos não raciocinava assim. Embora fosse pequena e pobre, a jovem congregação começou imediatamente a ajudar Paulo o máximo que podia—e continuou dando esse apoio por uma década.

Os filipenses não basearam seus atos no que os outros estavam fazendo (ou não estavam fazendo). Eles amavam Paulo e estavam decididos a ajudá-lo—mesmo que ninguém mais fizesse isso. Deve ter sido muito gratificante para esses irmãos lerem: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte” (v. 18a).

Além da ajuda financeira, parece que mandaram roupas e outros artigos. Por causa daquilo que mandaram, Paulo disse com efeito: “Tenho o suficiente para as minhas necessidades atuais—e mais. Tenho até sobras para suprir minhas necessidades futuras”. Saber que você ajudou outros é uma das bênçãos de dar generosamente.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201102_03.pdf