domingo, 20 de setembro de 2026

Lição 13: A Missão Continua em Nós – 3 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO 

Marcos 13.10 “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

 

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.”

Apesar da perseguição por concílios, sinagogas, presidentes e reis, os cristãos devem mesmo através destas servir de testemunho. Porque importa que o evangelho seja pregado entre todas as nações. Pedro e João foram levados perante o sinédrio e após haverem sido açoitados: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo seu nome” (Atos 5:41).

Paulo em audiência perante o rei Agripa II, usou da sua defesa para persuadir o rei e os seus ouvintes. Quando Agripa lhe disse: “Por pouco me persuades a me fazer cristão!” (Atos 26:28b), Paulo respondeu a sua intenção: “Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:29b).

A maior preocupação de Paulo sempre foi a propagação do evangelho. Ele pediu orações aos colossenses “para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4:3, 4). O sentimento de Paulo deve ser também o nosso sentimento. O evangelho é a mensagem de salvação divina, pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus. O evangelho deve ser pregado a todas as nações. Desde o início, os gentios foram incluídos no plano de Deus. Cristo morreu para salvar os que procedem de todas as nações. A Igreja precisa fazer discípulos de todas as nações. O campo de ação da Igreja é o mundo. A pregação do evangelho é um mandamento claro de Jesus.

Alguns acreditam que Jesus somente voltará quando a evangelização terminar. Isso faz da igreja e sua missão uma espécie de Relógio de Deus. Jesus só voltará quando a igreja cumprir sua missão. Isso não está completamente correto, pois todo o mundo foi alcançado na era apostólica:  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”(Colossenses 1:23). Aos romanos ele escreveu: A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo. Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo” (Romanos 10.17-18).

Até a consumação de todas as coisas profetizadas o evangelho deve ser pregado. Em Mateus está escrito que após a pregação do evangelho a todas as nações o que viria seria o fim, no caso fim do mundo. Que deve ocorrer após o milênio: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim (Mateus 24:14).

Importa que o evangelho seja pregado pela igreja enquanto ela ainda habitar na terra. Após o rapto o evangelho ainda será pregado durante a tribulação. Pelos 144 mil judeus selados, pelas duas testemunhas e por um anjo: ”E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6).

Durante o milênio essa evangelização mundial será realizada pelos judeus: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão os povos e os habitantes de muitas cidades. E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor, e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zacarias 8:20-23).

Consumando a pregação, Jesus se assentará no grande torno branco e julgará a todos os mortos, grandes e pequenos e a terra e o céu se esconderão diante da sua glória. Então se fará novos céus e nova terra: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202006_01.pdf

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.


sábado, 19 de setembro de 2026

Deuteronômio 11:28

Deuteronômio 11:28 “Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

 

“Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,”

Aqui Moisés está concluindo as suas exortações gerais à obediência. Ele resume todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Israel é chamado a assumir um compromisso. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção, e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição.

Se formos obedientes às suas leis, podemos ter certeza da bênção, (v. 27). Mas se desobedecermos, poderemos estar igualmente certos da maldição. Henry escreveu em seu comentário: “Digam aos justos (pois Deus disse isto, e nem o mundo inteiro poderá contradizê-lo) que tudo irá bem com eles: mas ai dos ímpios, pois a vida deles irá de mal a pior”.

Quando os hebreus chegaram ao deserto do Sinai e acamparam defronte ao monte. Moisés  subiu ao monte e Deus ordenou para que ele dissesse ao todo o povo: “Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:3b-6ª). Após proferir aos filhos de Israel as palavras do Senhor o povo respondeu em uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êxodo 19:8)

Esses mandamentos dados posteriormente a Israel no Monte Sinai deviam ser obedecidos como leis. Por isso posteriormente Moisés aconselha: “Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos que eu, hoje, vos prescrevo” (v.32).

 

“... e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”

Essas leis dados no Sinai afirmam que Jeová é o único Deus de Israel e que só ele era para ser adorado pelo povo da aliança. O verbo conhecer freqüentemente conota um relacionamento íntimo, mais do que o simples conhecimento intelectual. Amós 3:2 diz: "De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades". Era Javé quem o conhecia a Israel e era somente Ele quem podia e devia ser conhecido pela nação.

Mas está claro nesse versículo o fato de que Israel podia escolher entre dar sua lealdade a Javé ou a outros deuses que não conheciam. Josué posteriormente, também afirma essa possibilidade: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Elias, o tisbita, no desafio do Carmelo também demonstrou isso: “Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1 Reis 18:20,21ª).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deusda Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005. 

SE DEUS É POR NÓS, NINGUÉM PODE NOS IMPEDIR (Romanos 8:31) 19/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
19 DE SETEMBRO DE 2026
SE DEUS É POR NÓS, NINGUÉM PODE NOS IMPEDIR

Romanos 8:31 “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

 

“Que diremos, pois, a estas coisas?”

Em outras palavras: “O que diremos em relação ao que foi exposto?” No contexto imediato, entre os tópicos abordados está a ajuda do Espírito Santo em nossa fraqueza (vv. 26, 27), a ação divina para que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam (v. 28) e a execução divina dos Seus eternos propósitos e planos (vv. 29, 30). “Tendo isto em mente, que diremos? ” A que conclusão (ou conclusões) devemos chegar?

Paulo respondeu com uma abordagem comumente usada em Romanos: a proposição de perguntas cujas respostas são implícitas, ou seja, “perguntas retóricas”. Paulo não lançou a pergunta na expectativa de uma resposta oral, mas para declarar verdades com maior impacto e envolver seus leitores, incitando-os a pensar

 

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Se Paulo tivesse perguntado simplesmente: "Quem será contra nos?", teria recebido uma enxurrada de respostas. Afinal, nós lemos todo um exército de inimigos temíveis voltados contra nos. O que dizer, por exemplo, da lista de dificuldades que ele relaciona no versículo 35 — não está tudo contra nós? O mundo incrédulo nos odeia e vive nos perseguindo. O pecado que habita em nós é um poderoso adversário. A morte continua sendo um inimigo — derrotado, é verdade, mas ainda não destruído. Para não mencionar "aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo", junto com os principados e potestades das trevas, ou anjos e demônios, que são mencionados no versículo 38.

Paulo, no entanto, não iria fazer uma pergunta tão ingênua. Ele pergunta: Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Visto que Deus é por nós, ou seja, “está do nosso lado”. Quem terá êxito em se opor a nós? Paulo não está dizendo que todo mundo pode afirmar isso: "Deus é por nós".

Com efeito, talvez as palavras mais terríveis que o ouvido humano poderia jamais ouvir sejam aquelas que Deus emitiu muitas vezes no Antigo Testamento: "Eu estou contra ti!". Elas ocorrem com muita frequência nos oráculos proféticos contra as nações. E, o que é pior ainda, foram algumas vezes pronunciadas contra a própria nação de Israel em sua desobediência e idolatria, e especialmente contra os seus falsos pastores e profetas.

Mas não é este o caso aqui. Pelo contrário, a situação que Paulo considera é o fato que "Deus é por nós", uma vez que ele nos chamou, redimiu e justificou. Sendo assim, quem pode ser contra nós? A resposta implícita é “NINGUÉM!” O salmista escreveu: “O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Salmos 118:6). Mesmo que todos os poderes do inferno se ajuntem contra nós, eles nunca prevalecerão, pois Deus está do nosso lado.Para as próximas perguntas retóricas da passagem a resposta será a mesma: “NINGUÉM!”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_07.pdf

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O ESPÍRITO CONCEDE OUSADIA PARA ANUNCIAR CRISTO (Atos 4.31) 18/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
18 DE SETEMBRO DE 2026
O ESPÍRITO CONCEDE OUSADIA PARA ANUNCIAR CRISTO

Atos  4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus."

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidencia do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O MENSAGEIRO PODE ESTAR PRESO, MAS A PALAVRA, NÃO (2 Timóteo 2:9) 17/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  

17 DE SETEMBRO DE 2026
O MENSAGEIRO PODE ESTAR PRESO, MAS A PALAVRA, NÃO 

2 Timóteo 2:9 “Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.”

 

“Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor;”

Quando Paulo escreveu estas palavras estava na prisão romana, preso com uma cadeia. Isto era literalmente certo, porque durante todo o tempo que esteve na prisão, de noite e de dia Paulo estaria encadeado ao braço de um soldado romano. Roma não se arriscava a que escapassem seus prisioneiros. Depois de mencionar o evangelho no versículo 8, Paulo disse sibre ele:” pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor”(ARA). Ele não estava sofrendo por ter feito algo errado, mas por ter pregado o evangelho. Os aborrecimentos, a oposição e a prisão brotaram diretamente do seu testemunho firme sobre a Ressurreição.

 “Malfeitor” era a palavra contemporânea para um criminoso comum. A outra ocorrência do termo no Novo Testamento é na designação dos “malfeitores” crucificados com Jesus (Lucas 23:32, 33, 39). No que dizia respeito a Roma, Paulo era membro de uma religião ilegal e líder da seita odiada responsável pela destruição da cidade. Jesus sofreu e morreu como um criminoso comum, e agora Paulo faria o mesmo. Pois a prisão nerônica era terrível, muito mais do que o aprisionamento brando da sua primeira prisão (Atos 28).

 

“... mas a palavra de Deus não está presa.”

Paulo inseriu uma nota positiva da sua terrível prisão: contudo, a palavra de Deus não está algemada. Os inimigos do evangelho podiam algemar ou prender o mensageiro, mas não podiam algemar ou prender a mensagem. Ela fora proclamada a muitas testemunhas. Cartas inspiradas circulavam. Relatos do Evangelho haviam sido escritos.

Com certeza Paulo estava transmitindo o evangelho mesmo durante seus julgamentos em Roma. Agora, Timóteo transmitiria a Palavra a outros, iniciando uma progressão sem fim (2 Timóteo 2:2). Ficamos lembrando Filipenses 1:12-18, onde nota que sua prisão (a primeira), longe de impedir o evangelho, deu aos seus colegas cristãos a confiança de pregar a palavra de Deus com excepcional destemor.

A chama tinha sido acesa e todos os esforços dos homens não conseguiriam apagá-la. Se o esforço humano pudesse ter apagado o evangelho, ele teria se extinguido há muito tempo; mas a Palavra permanece “viva e eficaz” (Hebreus 4:12). “O céu e a terra passarão”, disse Jesus, “mas as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Dois mil anos depois, ainda estamos lendo e estudando essa Palavra!

O imperador romano Diocleciano protagonizou a "Grande Perseguição" (iniciada em 303 d.C.), que foi o ataque mais sistemático do Império Romano contra os cristãos e, de forma inédita, o primeiro a colocar a destruição da Bíblia como meta central. Apesar de ter mandado erguer monumentos celebrando a suposta "extinção da fé cristã", a campanha de Diocleciano fracassou. Apenas dez anos após o início da perseguição, o imperador Constantino assumiu o poder, promulgou o Édito de Milão (313 d.C.), garantindo liberdade aos cristãos, e posteriormente encomendou a reprodução de dezenas de novas cópias da Bíblia financiadas pelo próprio império.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/08/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

BARCLAY, William. The letters to Timothy, Titus, and Philemon Tradução: Carlos Biagini

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_01.pdf