Deuteronômio 11:28 “Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”
“Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,”
Aqui Moisés está concluindo as suas exortações gerais à obediência. Ele resume todos os seus argumentos a favor da obediência, em duas palavras, a bênção e a maldição. A neutralidade nesta decisão é simplesmente excluída. Israel é chamado a assumir um compromisso. Dois caminhos são apresentados: o caminho da obediência, que conduz à bênção, e o caminho da desobediência, que conduzirá à maldição.
Se formos obedientes às suas leis, podemos ter certeza da bênção, (v. 27). Mas se desobedecermos, poderemos estar igualmente certos da maldição. Henry escreveu em seu comentário: “Digam aos justos (pois Deus disse isto, e nem o mundo inteiro poderá contradizê-lo) que tudo irá bem com eles: mas ai dos ímpios, pois a vida deles irá de mal a pior”.
Quando os hebreus chegaram ao deserto do Sinai e acamparam defronte ao monte. Moisés subiu ao monte e Deus ordenou para que ele dissesse ao todo o povo: “Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Êxodo 19:3b-6ª). Após proferir aos filhos de Israel as palavras do Senhor o povo respondeu em uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êxodo 19:8)
Esses mandamentos dados posteriormente a Israel no Monte Sinai deviam ser obedecidos como leis. Por isso posteriormente Moisés aconselha: “Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos que eu, hoje, vos prescrevo” (v.32).
“... e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”
Essas leis dados no Sinai afirmam que Jeová é o único Deus de Israel e que só ele era para ser adorado pelo povo da aliança. O verbo conhecer freqüentemente conota um relacionamento íntimo, mais do que o simples conhecimento intelectual. Amós 3:2 diz: "De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades". Era Javé quem o conhecia a Israel e era somente Ele quem podia e devia ser conhecido pela nação.
Mas está claro nesse versículo o fato de que Israel podia escolher entre dar sua lealdade a Javé ou a outros deuses que não conheciam. Josué posteriormente, também afirma essa possibilidade: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).
Elias, o tisbita, no desafio do Carmelo também demonstrou isso: “Então Acabe convocou todos os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1 Reis 18:20,21ª).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2026
FONTES:
GOMES, Osiel. O Deusda Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005.
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