24 DE JANEIRO DE 2026
O AMOR DE DEUS LANÇA FORA O TEMOR E NOS CAPACITA A AMAR
1 João 4:17-19 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”.
“Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;”
Em 1 João 4:16, João novamente declarou: “Deus é amor”. Quando vivemos em amor, Deus vive em nós e nós vivemos nele. “Nisto se aperfeiçoa o amor conosco, para que tenhamos confiança no dia do juízo”. Todos que amam a Deus e estão se esforçando para viver como Jesus no mundo não precisam temer o julgamento. Devem olhar para o futuro com confiança.
Confiança, é uma palavra característica desta epístola. O autor já escreveu sobre a inabalável confiança que teremos por ocasião da vinda de Cristo, se permanecermos nele agora (1 João 2:28), e sobre a nossa presente confiança diante de Deus na oração (1 João 3:21, 22), confiança que, diz ele mais tarde, é uma certeza não só de acesso mas de sermos ouvidos e recebermos resposta. Aqui, porém, ele retorna ao futuro, ao dia do juízo que se seguirá ao retorno, do Senhor. Esse dia será dia de vergonha e terror para os ímpios, não, porém para os remidos de Deus.
“... porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. “
A nossa confiança é sinal de que o nosso amor é aperfeiçoado. Baseia-se no fato de que, segundo ele é (isto é, Cristo), também nós somos neste mundo. Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele se compraz; nós também somos filhos de Deus (1 João. 3:1) e objetos do Seu favor. Se Cristo chamou e chama Deus de “Pai”, nós também podemos chamá-lo assim. Somos “aceitos no amado” (Efésios 1:6); podemos compartilhar da Sua confiança para com Deus.
Quando sabemos disse e do nosso compromisso de viver para ele e ser como Jesus, qual deve ser a nossa confiança em relação ao juízo final? Devemos esperar ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor” (Mateus 25:23).
“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;
Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Os dois são incompatíveis, como água e óleo. Podemos amar e reverenciar a Deus simultaneamente (Hebreus 5:7), mas não podemos aproximar-nos dele com amor e esconder-nos dele com temor ao mesmo tempo (Rm 8:14, 15; 2 Tm 1:7).
Quando um marido e sua esposa estão verdadeiramente apaixonados um pelo outro, não há lugar para medo no relacionamento. Um jamais se aproveitará do outro, se ali houver amor verdadeiro. Quando um cônjuge trata mal o outro – física, emocional ou mentalmente – e afirma ter amor pelo outro, está mentindo. O amor não produz medo.
Amar implica confiar um no outro e tratar um ao outro da maneira certa. O perfeito e maduro amor por Deus nos deixa sem medo de comparecer perante ele no juízo final. Pelo contrário, ansiamos pela presença do Senhor em nossas vidas.
“...porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. “
A razão pela qual o perfeito amor não pode coexistir com o medo tem em si mesmo tem algo da natureza do castigo o que é completamente alheia aos perdoados filhos de Deus que O amam. Uma vez seguros de que somos “segundo ele é” (v.17), amados filhos de Deus, deixamos de ter medo dele. É evidente, pois, que, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
Quando amamos a Deus e sabemos que Deus nos ama, não há lugar para ter medo dele. Há um sentimento de temor e reverência por absoluto respeito a Deus. Nesse mesmo sentido, um filho pode amar os pais e ainda ter temor ou reverência a eles, sabendo que o disciplinarão quando fizer algo errado.
“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”
Nosso amor não se origina em nós. Tem origem divina. O autor sagrado já havia demonstrado amplamente que Deus é a origem de todo o verdadeiro amor (1 João 3 :1 ,2 ,16 ,2 4 e 4 :7 ,8 ,16). Ele é a fonte do amor, Ele é amor. Isto significa que Deus é essencialmente amoroso em seu caráter, em suas palavras e em suas obras.
Não somos a fonte do amor, mas apenas seus instrumentos. O amor não brota em nós, ele passa por meio de nós. Somos o canal do amor de Deus. Quando amamos refletimos o amor de Deus. Nosso amor é o refluxo do fluxo do amor de Deus. Nosso amor por Deus é apenas uma resposta e um reflexo do seu imenso amor por nós.
Harvey Blaney está correto quando diz que o amor de Deus pelo homem não é uma reação ao nosso amor. A resposta é nossa. Nosso amor depende do seu amor e é o resultado desse amor.
O amor de Deus existiu primeiro; todo verdadeiro amor é uma resposta à Sua iniciativa. João repete a verdade afirmada anteriormente: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4:10). O amor de Deus é anterior a qualquer tipo de amor do homem. O homem foi amado mesmo quando era inimigo de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios [...]Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6,8).
Até mesmo amados por Ele antes da fundação do mundo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:3-5).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
4/1/2026
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
BLANEY , Harvey. A primeira epístola de João. Em Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10. 2005.
STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pd

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