quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Exodo 3.14

Êxodo 3.14 “E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”


“E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou.”

A revelação de Deus sob este nome é fundamental para a teologia da era mosaica. O nome de Deus não era conhecido nem usado antes do tempo de Moisés: “E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido” (Êxodo 6:3).

Para o hebreu, “ nome” simboliza “ caráter” . Assim, conhecer o “nome” de Deus é conhecê-lo tal como Ele é, e “ invocar o Seu nome” é apelar a Ele com base em Sua natureza revelada e conhecida (Salmos 99:6). “Proclamar” o nome de “YHWH” é descrever Seu caráter (33:19).

Por isso Moisés perguntou a Deus o seu Nome: “Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Êxodo 3:13).

Deus respondeu usando um jogo de palavras. Em hebraico o verbo “ser” (hayah) é similar ao nome divino (YHWH). Como esse nome consiste de quatro consoantes, ele às vezes é chamado de “Tetragrama”. Os estudiosos antigos pressuporam o nome de “Jeová” em português. Os modernos normalmente transliteram o nome divino como “Javé”, por conta de achados literários da arqueologia posterior. Porém, na maioria das versões traduzidas da Bíblia, a palavra hebraica YHWH é traduzida como SENHOR.

Quando Deus usa o termo como sendo Seu nome, Ele está dizendo: EU SOU QUEM [ou o que] EU SOU. Outra possibilidade é “Eu serei quem [ou o que] eu serei”. Estudiosos dizem que o significado da expressão sugere que Deus é a essência do ser, a “base da existência”. Porém, uma vez que YHWH é “uma conjugação na terceira pessoa e pode significar ‘Ele faz ser’”, o nome pode não “indicar a existência eterna de Deus, mas a ação e a presença de Deus em questões histórias”.

 

“Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”

Deus indica com ênfase que Ele tem a intenção de ser conhecido pelo seu nome. Então ordena a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós”. A Bíblia ARA diz “Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração” (v.15). A NVI apresenta “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração”. Além disso, Deus ressalta que Ele era o mesmo Deus que havia sido adorado pelos ancestrais de Israel: Abraão, Isaque e Jacó.

Ele quer que Israel saiba através do seu nome: Que Ele é auto-existente; Ele tem a sua existência em si mesmo, e não depende de ninguém para ser. Que Ele é eterno e imutável, e sempre o mesmo, ontem, hoje, e eternamente. Que investigando, não podemos jamais descobri-lo se ele não quiser se revelar. Que Ele é fiel e verdadeiro em todas as suas promessas. Que todo Israel saiba disso: EU SOU me enviou a vós.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201606_04.pdf

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Genesis 17.1

Genesis 17.1 “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”

 

“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,”

Os acontecimentos do capítulo 17 ocorreram treze anos após os últimos acontecimentos do capítulo 16; Abrão tinha a idade de noventa e nove anos quando lhe apareceu o Senhor. No fim do capítulo 16 tinha Abrão 86 anos de idade quando lhe nasceu Ismael: “E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gênesis 16:16).

 

“... apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe:”

Devido ao fato de muitos anos terem se passado desde o seu chamado e devido às partes mais importantes das promessas de Deus permanecerem sem cumprimento, a fé de Abraão parecia oscilar. Pensava Abrão: Onde estavam os descendentes numerosos como as estrelas do céu? Onde estava a grande nação de pessoas que Deus lhe prometeu? O patriarca precisava muito entender mais sobre Deus. Por isso apareceu o Senhor a Abrão.

Abraão não ouviu simplesmente uma voz como antes: “veio a palavra do Senhor a Abrão em visão” (Gênesis 15:1). Mas, o Senhor lhe aparecera. Naõ sabemos exatamente como foi essa aparição. Poderia ter sido uma das aparições do Logos no Antigo Testamento; uma teofania; ou uma visita do anjo do Senhor, com o sucedeu no caso de Hagar (Genesis 16.9).

 

“Eu sou o Deus Todo-Poderoso,”

O nome principal pelo qual os patriarcas conheceram a Deus era ‘El Shadday, e não “Iavé” (Senhor). Deus disse a Moisés: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido” (Êxodo 6:3).

A etimologia de ‘El Shadday é obscura, e não há consenso a respeito de seu significado exato. Como um título divino, Shadday é usado quarenta e oito vezes no Antigo Testamento, e é prefaciado por ’El sete vezes (’El Shadday”  Genesis 17:1; 28:3; 35:11; 43:14; 48:3; Êxodo 6:3; Ezequiel 10:5). A maioria das versões traduz Shadday por “Todo-Poderoso” com base na LXX, em que o termo foi vertido para (pantokrator), que significa “todo-poderoso”.

O Talmude Babilônico mostra que no entendimento dos rabinos esse termo significava “aquele que é (auto) suficiente”. A opinião de outros é que ‘El Shadday significava originalmente “Deus, o Deus do Monte”, e foi usado para associá-lO ao monte onde se acreditava que os deuses cananeus habitavam.

O nome divino El Shadday, com sua mensagem, "Nada é impossível a Deus, que é Todo-poderoso e Todo-suficiente", deve ter encorajado Abrão de maneira fora do comum.

 

“... anda em minha presença e sê perfeito.”

Depois de Se revelar a Abraão como “o Deus Todo-Poderoso”, Iavé incumbiu o patriarca: “anda na minha presença e sê perfeito”.  Andar na presença de Deus significa estar sempre ciente da presença de Deus em sua vida. Deus queria que ele soubesse que Ele seria sua constante companhia e que jamais o deixaria ou o abandonaria (Hebreus 13:5, 6).

Ser perfeito” de modo algum significa uma vida de perfeição isenta de pecado; porque Abrão nunca o foi, e nunca poderia sê-lo. Significa ser “completo” ou “inteiramente dedicado” em seu “comprometimento com Deus e nas exigências de Deus para si”. Ser perfeito não queria dizer perfeito em si mesmo, pois, toda a perfeição humana é relativa. No entanto, esse é o alvo da vida cristã: obter a própria perfeição divina, posto que em proporções finitas.

Em Mateus 5:48 lemos, "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus". Aqui compreendemos Pelo contexto que a palavra "perfeito" diz respeito à nossa conduta. A ordem de Deus era que Abraão estivesse inteiramente comprometido em andar pela fé na Sua presença, servindo Iavé e fazendo a Sua vontade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de Genesis. 3 ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 2001.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

Mateus 6.9

Mateus 6.9 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;”

 

“Portanto, vós orareis assim:”

Em meio ao seu sermão do Monte Jesus ensina seus discípulos a orar. Segundo o evangelista Lucas Jesus estava orando em determinado lugar com os seus discípulos. Quando terminou de orar, seus discípulos pediram-lhe que os ensinasse a orar. Era comum os rabinos judeus ensinarem seus alunos a orar. Os discípulos de Jesus pediram: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lucas 11:1).

Sem dúvida a passagem da Bíblia mais recitada é essa oração. Conhecida entre nós como a oração do “Pai nosso”, também chamada de “Oração Dominical”, ou seja, “Oração do Senhor. E, mais propriamente, a “oração do discípulo”. Esta oração é breve, simples e, ao mesmo tempo, profunda.

Embora seja possível orar em espírito, recitando o Pai-Nosso, palavra por palavra, concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira. O Senhor disse: ‘Orareis assim’, ou seja, ‘deste modo. Por isso ela é considerada também como a “Oração Modelo”.

 

“Pai nosso, que estás nos céus,”

Jesus ensina a quem devemos dirigir nossas petições. Deus é o Pai Celestial de todos os que seguem o “novo e vivo caminho”: o seu Filho Jesus Cristo (Hebreus 9.20; Joãp 1.12,13; 14.6). O Antigo Testamento registra pouquíssimas ocorrências em que Deus é, de forma inferida ou textual, chamado de Pai (Deuteronômio 32.6; Salmos 68.5; Isaías 64.8; Malaquias 1.6).

A novidade trazida pelo Senhor é a forma íntima como não apenas Ele se dirige ao Pai, mas também sua abertura a cada um de seus discípulos para que possam dirigir-se ao Criador da mesma forma. Ainda que reconhecendo sua grandeza e transcendência “que estás nos céus”, o Mestre demonstra que o Pai não está longe, pois é “nosso”.

 Jesus nos ensina a orar de modo altruísta , e não individualista em toda essa oração: ‘Pai nosso’, e não ‘meu Pai’, ‘venha a nós’ e não a ‘mim’; ‘o pão nosso’ e não ‘meu pão’; ‘nos dá hoje’, e não ‘me dá hoje’; ‘perdoa as nossas dívidas’, e não ‘as minhas dívidas’; ‘não nos deixeis cair’, e não ‘não me deixe cair’. A paternidade de Deus é a única base possível da fraternidade de todos os homens.

 

“.. santificado seja o teu nome;”

Jesus disse que o nome de Deus deve ser santificado. Para Barclay essa petição significa: "Que o nome de Deus seja tratado de maneira diferente de todos os outros nomes, que lhe seja dada uma posição absolutamente única entre todos os nomes." Quando dizemos "Santificado seja o teu nome", queremos significar "faze-nos capazes de dar a Ti o lugar único que Tua natureza e caráter merecem e exigem." A petição que elevamos a Deus é para que Ele nos capacite a lhe dar o lugar único que por sua natureza deve ocupar.

O salmista escreveu: “Santo e tremendo é o seu nome” (Salmos 111:9). A NVI diz: “Santo e temível é o seu nome”. “O nome de Deus deve ser temido, reverenciado, honrado e respeitado (Êxodo 20:7). Deus é santo (Is 6.3). Seu nome é exaltado em cima nos céus e em baixo na terra, acima de qualquer outro nome (Isaías 12.4).

A santificação do nome do Pai, não é de alguma coisa produzida pelo suplicante, ou seja, a santidade é intrínseca ao nome do Criador (v.9). Conforme o entendia a cultura judaica, o nome de Deus era inseparável da sua Pessoa (Êx 3.13,14; 20.7). Sendo santo, o nome do Pai,  cabe a quem se dirige a Ele, respeitá-lo. A santidade de Deus é manifesta através do crente que dá bom testemunho. É dever de todo o crente honrar como santo o nome do Senhor nosso Deus, não só de lábios, mas com sua vida santa. Deus é santo e Seus filhos devem ser santos também (1 Pedro 1:15, 16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BOYER, Orlando. Espada Cortante. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.

LIMA, Elinaldo Renovato de. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

GEORGE, J. Orações Notáveis da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/leitura-biblica-diaria-cpad-31-de.html

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE DEZEMBRO DE 2025 (Mateus 28.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE DEZEMBRO DE 2025
A FÓRMULA BATISMAL TRINITÁRIA NA GRANDE COMISSÃO 

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.


“Portanto, ide,” 

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). 

Cristo foi o enviado do Pai, agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós“ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz: ”E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo “ (Filipenses 3:8). 


“... ensinai todas as nações,” 

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o Messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores ” (Salmos 25:8), e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (Mateus 7:29). 

Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...”se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). 

Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. 

Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28). 


“batizando-as” 

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. 

Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. 

Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém a nós gentios é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos. 


“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” 

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que convence o homem do pecado que o separa de Deus.. 

A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gênesis 1.26; 3.22; 11.6, 7; Isaías 6.8). 

Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Marcos 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. E o Novo Testamento revela de maneira explicita que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Efésios 4.4-6; 1 Pedro 1.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
17/03/2021 

FONTES: 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE DEZEMBRO DE 2025 (Isaías 42.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE DEZEMBRO DE 2025
O SERVO DO SENHOR EM QUEM DEUS SE COMPRAZ

Isaías 42.1 “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.”

 

“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma;”

O meu servo” aqui em contraposição ao “servo” de 41.8 (Israel) é o Messias.  Pois, o Servo agora é obviamente um indivíduo e não a nação de Israel como um todo. Este é o primeiro “Cânticos do Servo” em Isaías. O termo “servo” implica tanto obediência como autoridade delegada. Isto é paralelo ao Salmo 2.7, 12, onde o Pai chama o Messias de seu Filho.

O evangelista Mateus aplica esta passagem a Jesus: “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo” (Mateus 12:17-18). Nós também podemos ver um paralelo quando o Espírito desce sobre Jesus como uma pomba e a voz do Pai declara do céu: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17). Estas palavras enfatizam a perfeita obediência de Cristo, que desde a infância (Lucas 2.49) até o clamar “Está consumado”, cumpria sempre os deveres impostos por seu Pai.

 

“... pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.”

O Senhor equiparia completamente o seu Servo para a missão. Ele seria especialmente capacitado pelo Espírito Santo: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Isaías 11:2).

O cumprimento dessa sentença pode ser visto em Mateus 3:16: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele”. Do princípio ao fim, a vida do nosso Senhor relacionava-se ao Espírito Santo, pelo qual foi concebido, ungido, encorajado para enfrentar o Calvário (Hebreus 9.14) e ressuscitado (Romanos 1.4). Finalmente, recebeu a prerrogativa de dar o Espírito a outros.

Ele trará justiça aos gentios”(AT) ou“ Anunciará aos gentios o juízo ” (NT) . Não se emprega aqui a palavra “juízo” no sentido jurídico, porém significando literalmente “retidão”. Alguém traduziu: “E proclamará religião aos gentios”. Certamente esta predição foi bem cumprida, porque, através dos seus mensageiros, Jesus e sua retidão têm sido proclamados entre as nações. O apóstolo Paulo e Barnabé citam Isaías ao declarar: "Eu te constituí como luz para os gentios, a fim de que tu leves a Salvação até os confins da terra" (Atos 13:47).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_04.pdf

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE DEZEMBRO DE 2025 (Marcos 1:9-11)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

29 DE DEZEMBRO DE 2025
A TRINDADE REVELADA NO BATISMO DE JESUS

Marcos 1:9-11 “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”

 

“E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia,”

O jovem carpinteiro de Nazaré tendo já completado trinta anos de idade sentiu um impulso que reconheceu como a voz do que o enviara a Terra “O Pai Celestial”. Deixando de lado as ferramentas, provavelmente disse à sua mãe: “É chegada a minha hora. Preciso tratar dos assuntos de meu Pai”.

A Voz levava-o para junto do Jordão, onde João estava a batizar. A Bíblia não nos informa se João e Jesus se conheciam antes. Provavelmente, levavam vidas separadas: Jesus, em Nazaré; e, João no deserto da Judéia. O relato de Marcos sobre o batismo de Jesus é mais sucinto que o de Mateus e Lucas. Marcos estava mais preocupado com os feitos miraculosos de Jesus do que com os detalhes de Sua vida pessoal.

 “Naqueles dias”, ou seja, algum tempo durante o ministério de João no deserto, Trata-se de uma declaração indefinida, Nazaré foi o lar de Jesus durante trinta anos. Jesus viajou de Nazaré ao local do ministério de João. Foi uma longa viagem. Jesus teve que percorrer quase cem quilômetros para ir ao encontro de João. Deus espera de nós que sejamos sérios em nossa inquirição espiritual, provando isso com nosso esforço em prol do melhoramento espiritual.

 

“... foi batizado por João, no Jordão.”

Este único ato de humilde obediência aos mandamentos de Seu Pai revela muito sobre a mente de Cristo. Mateus 3:15, que diz que Ele escolheu ser batizado para “cumprir toda a justiça”. Davi, por inspiração, disse: “Todos os Teus mandamentos são justiça” (Salmos 119:172b). Jesus demonstrou Seu respeito por João como profeta de Deus submetendo-se a essa imersão.

Considerando que Jesus era o Filho de Deus e não cometera pecados para serem perdoados (Marcos 1:4; Hebreus 4:15), por que Ele foi até João para ser batizado? Jesus foi batizado por João para cumprir a vontade do Pai e para se identificar totalmente conosco. Como representante da humanidade, Ele foi obediente em tudo.

Nosso batismo deve ter um significado semelhante para nós. Quando somos sepultados com Cristo, nos unimos a Ele e nos identificamos com Ele. Saímos das águas para entrar em uma nova vida com Ele: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3,4).

 

“E, logo que saiu da água, viu os céus abertos,”

Lucas 3:21 registra que, “ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus”. Pode ser que, embora não haja certeza, todos os que foram até João naquele dia para serem batizados já tivessem sido batizados e ido embora. Isso deixou Jesus e João sozinhos nesse importante momento que teve o céu por testemunha.

Quando ele saiu da água os céus se abriam. Céus abertos significam esperança no Antigo Testamento: “Quem dera rasgasses o céu para descer! Diante de ti as montanhas se derreteriam” (Isaías 63 19). No contexto cristão "Céus abertos" é uma expressão que, simboliza a quebra da barreira entre o divino e o humano, manifestando bênçãos, milagres, revelações e a presença de Deus na vida das pessoas. É um sinal de esperança, prosperidade espiritual e a concretização de sonhos, contrastando com "céus fechados" que trazem dificuldades ou distância de Deus.

 

“... e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.”

João Batista testificou que ele viu o Espírito descer sobre Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34).

João não sabia que Jesus era o Messias até que viu o Espírito Santo descer sobre Ele. Mais tarde, ele pôde anunciar a todos que Jesus era o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29b). Crendo que João era profeta, o povo naturalmente aceitou suas declarações sobre essa revelação. A partir de então, ficou evidente que o Espírito em Jesus Lhe deu poder ilimitado: “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida” (João 3.34).

A descida do Espírito sobre Jesus é um dos maiores testemunhos da divindade de Cristo no Novo Testamento. O Espírito Santo desceu sobre Jesus como forma corpórea de uma pomba para que João pudesse identificá-lo como o Messias. O emblema é bastante apropriado, pois a pomba, entre os pássaros, tem a mesma correspondência que o cordeiro em relação aos outros animais. Ela é gentil, tenra e sem malícia. É o símbolo do poder exercido com ternura.

 

“E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”

Essa é uma das três declarações de Deus Pai sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 17:5; João 12:28). Essas palavras não são citações diretas do Antigo Testamento, porém são remissivas a certos títulos do Cristo. Jesus é o Filho de Deus, o Ungido do Senhor (Salmos 2:7; Atos 13:33; Hebreus 1:5; 5:5).

João Batista ouviu a voz essa voz. Pois visavam também o seu beneficio, confirmando o testemunho que tinha dado a Cristo e fortalecendo-a para o sofrimento futuro. Foi ocasião muito importante para João Batista, para Jesus e para o mundo inteiro.

A voz dos céus era a voz do Pai para o “seu Filho amado”. Em Marcos a frase é “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11) praticamente igual a Lucas 3.22: “Tu és meu Filho amado”, em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

A frase “em que me comprazo” é igual a Mateus 3.17 em Lucas está escrito: “Em ti me tenho comprazido”. O texto grego não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

A doutrina dos gnósticos diz que Jesus se tornou neste momento Filho de Deus por adoção. Mas isso não goza do apoio das Escrituras. A encarnação do Verbo deu-se no nascimento, e não no batismo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Todos os três membros da Divindade estiveram presentes na ocasião do batismo de Jesus. Cristo entrou nas águas com João. O Espírito Santo desceu na forma de uma pomba e pairou sobre Jesus. Enquanto tudo isso acontecia, Deus falou dos céus proclamando o Seu prazer no Seu Filho. A presença de todos os três membros da Divindade no batismo de Jesus é um problema insolúvel para todos que negam a Trindade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201912_02.pdf

 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/mateus-317.html