quarta-feira, 15 de abril de 2026

2 Coríntios 3.18

2 Coríntios 3.18 “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

 

“Mas todos nós, com rosto descoberto,”

Paulo havia demonstrado que Moisés cobrira o rosto com um véu, depois que estivera diante de Deus e recebera a legislação mosaica. Esse véu, a princípio, servia para possibilitar que outras pessoas contemplassem sua figura, porquanto a glória divina transparecia através dele. Mais tarde, quando aquela glória começou a desvanecer-se, o véu ocultava o fato de que a glória de Moisés era apenas temporária, e que, finalmente, haveria de desaparecer totalmente. A cada sábado, quando os escritos de Moisés eram lidos nas sinagogas, um espesso véu encobria as mentes e corações dos ouvintes, porquanto ouviam as palavras lidas, mas não percebiam o fato de que Cristo era simbolizado e prefigurado através daquela legislação.

Ao contrário dos judeus que liam a lei com um véu encobrindo a mente e o coração carregado de pecado (v.15), os cristãos não têm véu (v.16). Entendemos a mensagem de Deus na lei; e temos a confiança de que fomos chamados para retirar o véu e, de certo modo, comparecer perante Deus. Antes, cada crente tem o rosto descoberto, de forma a poder contemplar o espelho espiritual, e ali ver Cristo.

 

“... refletindo como um espelho a glória do Senhor,”

Quando contemplamos o espelho espiritual, não vemos a nós mesmos. Antes, naquele espelho, vemos a imagem daquilo que deveríamos ser, e na qual nos tornaremos, a saber, a imagem de Cristo. O resultado é que continuamos a contemplá-la, o que indica que o Espírito Santo mantém comunhão conosco, e, portanto, nos transforma. A glória de Cristo não deve ser meramente contemplada por nós; antes, ela nos transforma. Assim sendo, torna-se possessão nossa, tal como é possessão de Cristo. Assim, pois, tornamo-nos a glória do Senhor, tal como ele mesmo é a nossa.

 

“... somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

Ao olharmos para Ele, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem. A NVI diz: “estamos sendo transformados com glória cada vez maior”. Neste processo somos transformados de um grau de glória a outro à medida que somos transformados na sua semelhança ou, como diz certo escritor, “nos símbolos transparentes do Criador que se dá a si mesmo”.

Paulo disse que a transformação cristã ocorre pelo Espírito do Senhor. É o Espírito de Deus quem transforma aos crentes, sendo ele também o Senhor de toda a vida. O relacionamento com o Espírito promove uma transformação constante, de um nível de maturidade para outro. Esta é a obra santificadora do Espírito Santo e estará completa quando Jesus voltar novamente: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3-2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_01.pdf

Texto Áureo Lição 3: A impaciência na espera do cumprimento da promessa. Genesis 16.2

TEXTO ÁUREO

“E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.” (Genesis 16.2).

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos do 2º Trimestre de 2026 - CPAD

Atos 3.19

Atos 3.19 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,”

 

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos,”

Em seu sermão junto a porta formosa, após a cura do coxo o apóstolo Pedro, acompanhado do apóstolo João, atribuiu o milagre a Jesus, anunciando sua ressurreição. Então ele clama a todos os seus ouvintes:  Arrependei-vos, pois, e convertei-vos”.

Arrependimento” significa que, devido à tristeza por causa dos seus pecados, eles deveriam também mudar de atitude em relação a esse pecado e decidimos levar uma vida diferente. Pedro estabelecera antes que seus ouvintes haviam matado o Servo de Deus, o Santo e Justo, o Autor (Príncipe) da vida! Antes e acima de qualquer coisa, precisavam arrepender-se desse pecado hediondo!

 Convertei-vos” A palavra grega original é um composto que significa literalmente “voltar para”. O texto original não afirma para o que ou para quem eles deviam se converter, mas parece obvio que era para o Senhor (Atos 11:21). A NVI traz: “voltem-se para Deus”. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Portanto, arrependam-se, mudem de vida e voltem para Deus”.

 

“... para que sejam apagados os vossos pecados,”

O resultado imediato será “o cancelamento dos pecados”; a lista de acusações contra eles será obliterada: ”Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”(Colossenses 2:14), que é outro modo de dizer que são perdoados os seus pecados.

A figura aqui foi descrita a partir de práticas antigas de escrita. A tinta daqueles dias não tinha componente ácido e não penetrava o papiro como as tintas modernas fariam. A escrita, então, ficava na superfície e podia ser raspada com uma faca ou “cancelada” com uma esponja. Ter os pecados cancelados era como se eles fossem apagados do livro de registros de Deus! É o mesmo que “a remissão dos vossos pecados”, em Atos 2:38

 

“... e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,”

O binômio “tempos de refrigério” refere-se às bênçãos espirituais que o Senhor derrama sobre seus filhos. De acordo com 2:38, quando somos batizados, Deus nos dá Seu próprio Espírito, e então Seu Espírito passa a habitar em nós! Ao nos “enchermos do Espírito” (Efésios 5:18), nossas almas de fato usufruem “tempos de refrigério [espiritual]”. Em João 7:37–39, o dom do Espírito Santo é comparado a “rios de água viva”! Alguns pensam no cristianismo como uma carga; Pedro disse que é uma bênção!

Esses “tempos de refrigério”, porém, continuam por toda nossa vida cristã. Quando enfrentarmos um problema e então, finalmente, o entregamos ao Senhor, como nossas almas ficam aliviadas! Se usar este material numa sala de aula, pode pedir que os alunos partilhem momentos em que tiveram esse “refrigério” de Deus em suas almas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 15 DE ABRIL DE 2026 (Salmos 40:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
15 DE ABRIL DE 2026
ESPERAR COM PACIÊNCIA NO SENHOR

Salmos 40:1 “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

 

“Esperei com paciência no Senhor,”

Davi registra o favor de Deus com ele ao libertá-lo das angústias profundas com gratidão. Ele estava ligado a um lago horrível e em um charco de lodo (v. 2). Ele não diz nada aqui acerca da doença do seu corpo ou dos insultos dos seus inimigos, e assim, nós temos motivos para pensar nisso como uma inquietação interna e perplexidade de espírito que era o seu maior sofrimento. O desânimo de espírito sob o senso de retirada de Deus e as dúvidas prevalecentes e temores sobre o estado eterno são de fato um lago horrível e charco de lodo e têm sido assim para muitos filhos queridos de Deus.

Mas ele possuía expectativas crédulas junto a Deus e Esperou com paciência no Senhor. O texto talvez sugira implicitamente que os homens geralmente não são muito bons na questão de esperar. Mas ele esperou com paciência, em vez de com ansiedade. No original hebraico, consta assim: “Esperando eu esperei”, um hebraísmo que significa anseio veemente. Esperar pacientemente declara que o alívio não vem rapidamente. Ainda assim ele não duvidou de que Ele viria e resolveu continuar acreditando, esperando e orando até que ele chegasse.

De Deus ele esperou alívio e com muitas expectativas, sem duvidar de que ele viria no tempo certo. As mesmas mãos que tanto tecem a cura, que ferem, devem ligar as feridas (Oséias 6.1). Há poder suficiente em Deus para ajudar os mais fracos e graça suficiente em Deus para ajudar os mais desvalorizados de todas as pessoas que confiam nele. Aqueles cujas expectativas estão em Deus podem esperar com garantia, mas devem esperar com paciência

George Honer diz que pelos versículos 6 a 8 desse salmo, comparados com Hebreus 10.5, que o profeta está também falando da pessoa de Cristo. Pois o Salvador suportou os sofrimentos com paciência. A espera paciente em Deus era uma característica especial de nosso Senhor Jesus. A impaciência nunca teve lugar no seu coração, muito menos lhe escapou dos lábios. Durante a agonia no jardim do Getsêmani, o julgamento em meio às zombarias cruéis perante Herodes e Pilatos, e a paixão na cruz, Ele sempre esperou na onipotência da paciência.

Nenhum olhar de ira, nenhuma palavra de murmuração, nenhuma ação de vingança partiu do paciente Cordeiro de Deus. Ele esperou e esperou. Foi paciente, e paciente até à perfeição, superando de longe todos os outros que, segundo avaliações próprias, glorificaram a Deus nas provações de fogos. Jó no monturo não se iguala a Jesus na cruz. O Cristo de Deus usa a coroa imperial entre os que são pacientes. Se o Unigênito esperou, seremos nós petulantes e rebeldes?

 

“... e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

Deus respondeu as orações do salmista: “ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Aqueles que esperam em Deus com paciência, mesmo que esperem durante muito tempo, não esperam em vão. Ele silenciou os seus medos e aquietou o tumulto do seu espírito, dando-lhe perfeita paz (v. 2). Observe a ilustração da inclinação, como se o suplicante clamasse da mais baixa depressão, e o amor condescendente se inclinasse para ouvir os gemidos fracos: “Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!” (Salmos 113:5,6).

Que maravilha é que o nosso Senhor teve de clamar como nós, esperar como nós, para receber a ajuda do Pai segundo o mesmo processo de fé e súplica que cada um de nós deve passar! As orações do Salvador entre as montanhas da meia-noite e no jardim do Getsêmani expõem esse versículo.

O Filho de Davi foi levado ao mais baixo nível, mas dali Ele ressurgiu para a vitória. Aqui, Ele nos ensina como administrar nossos conflitos para termos sucesso segundo o mesmo padrão glorioso de triunfo. Armemo-nos então com a mesma mentalidade e, equipados com a paciência, preparados com a oração e cingidos com a fé, travemos a Guerra Santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

João 1:42

João 1:42 “E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

 

“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas;”

Um dos dois discípulos de João Batista que ouviu falar de Jesus e se comprometeu a segui-lo foi André, o irmão de Simão. Depois que André achar o Senhor, a primeira coisa que fez foi procurar o seu próprio irmão, Simão (v.41). Embora pouco seja dito sobre André, cada menção dele o descreve levando alguém até Jesus (João 6:8, 9; 12:20–22).

Ele levou-o a Jesus” Levar seu irmão até Jesus talvez tenha sido o maior ato de serviço de André. Anos mais tarde, quando Simão Pedro fazia obras tão grandiosas em nome de Jesus em Jerusalém no primeiro Pentecoste cristão, em Cesaréia quando os gentios pela primeira vez ouviram e creram no evangelho, e em lugares bem mais distantes.  André deve ter se lembrado com profunda satisfação daquele dia em que promoveu o encontro entre seu irmão e seu mestre. Ninguém pode prever, ao levar um homem ou uma mulher a Jesus, o que ele fará desta pessoa.

Jesus já o conhecia o irmão de André e o chama pelo seu próprio nome: “Tu és Simão, filho de Jonas”. Este é o nome completo pelo qual Simão era conhecido, ele é abreviado em Mateus 16.17 para “Simão Barjonas" e traduzido aqui por Simão, o filho de Jonas.

 

“... tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Jesus olhou cuidadosamente para o recém chegado e mudou seu nome para Cefas: “tu serás chamado Cefas”, um nome aramaico que significa “pedra” e o equivalente ao vocábulo grego (Petros). Na Bíblia, a mudança de nome freqüentemente significava mudança da natureza da pessoa, da sua situação ou experiência (Genesis 32.28). Este encontro com Jesus se constituiu em ponto crítico na vida de Pedro, a hora em que ele passou a ser de Cristo.

No entanto esse nome não parece descrever o temperamento impulsivo de Pedro. A mudança de nome poderia se aplicar à pessoa que o Senhor esperava que Pedro se tornasse e ao homem que Pedro acabou se tornando: “o homem rocha”.

O novo nome foi sinal da autoridade de Cristo exercida sobre Pedro, assim como um rei pode alterar o nome dc alguém que levou cativo (Genesis 41.45). Daquele momento em diante, Pedro ficou pertencendo a Cristo e, com todo amor, chamava-o de Mestre.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_03.pdf

Gênesis 32:28

Gênesis 32:28 “Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

 

“Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel;”

O anjo informou ao patriarca que ele já não se chamaria Jacó, que significa “aquele que pega pelo calcanhar” (Genesis 25:26; 27:36), e sim Israel. É admirável o grande número de possíveis sentidos que os intérpretes dão a esse nome: “Deus luta”. Essa é a etimologia popular, que também pode indicar o verdadeiro sentido do nome. “Deus governa". “Aquele que luta com Deus” (Oséias 12.3,4) ou “Aquele que prevalece com Deus”(NVI). “Príncipe de Deus”. Pois o termo hebraico “sar" (como se vê no nome de Sara), que significa “príncipe” King James Version [somente na versão inglesa]. Por extensão, “príncipe de Deus que tem poder diante de Deus” ou “Príncipe que prevalece diante de Deus".

Se os estudiosos do idioma hebraico não nos podem fornecer uma resposta única, pelo menos fica claro um ponto: o fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel, aquele que lutara com um ser angelical e vencera, mediante um poder miraculoso; agora era um príncipe de Deus que poderia prevalecer diante de Deus e dos homens; tinha lutado contra disparidades impossíveis e tinha vencido.

 

 “... pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”

O significado de “Israel” é paradoxal: somente quando Jacó se dispôs a sujeitar-se a Deus e deixar que Ele prevalecesse em sua vida, pôde ele prevalecer sobre as circunstâncias que atravessava. Em outros relatos bíblicos, quando um nome foi modificado, isso implicou uma mudança de caráter e de vida (Genesis 17:4, 5, 15, 16; Números 13:16; João 1:40–42). Parece ser esse o caso aqui. A mudança de nome veio acompanhada de uma bênção divina sobre Jacó e seus descendentes.

Deus lutaria por meio dele na futura nação de Deus, e essa nação venceria. O Messias viria ao mundo por intermédio dele, a fim de abençoar todas as nações, em consonância com o Pacto Abraâmico. Por meio desse pacto, todos os povos haverão de ter poder diante de Deus e de prevalecer.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_04.pdf

 

Gênesis 28:15

Gênesis 28:15 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

 

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra;”

Deus incentivou Jacó adicionando promessas para encorajá-lo em sua solidão, medo e incerteza quanto aos perigos que o aguardavam até Padã-Arã. Padã-Arã é uma a planície de Arã, era um distrito situado perto de Harã, a noroeste da Mesopotâmia, onde se estabelecera Naor, irmão de Abraão. Era a terra natal de Rebeca. O Senhor disse: “eis que eu Estou contigo”. Jacó estava distante de casa, em um território desconhecido, sem nenhum amigo por perto; mas a presença divina estava com Ele, e nunca o abandonaria. Esta é a mesma promessa que Deus fez a Isaque, quando este se mudou para habitar entre os inconfiáveis e às vezes hostis filisteus (Genesis 26:3, 24; 31:3; 46:4; 48:21).

Iavé também assegurou que ele o guardaria por onde quer que fosse, vigiando-o e protegendo-o (Salmos 91:11–16). Haveria animais ferozes nos campos; haveria assaltantes nas estradas; haveria vizinhos hostis; o próprio Esaú seria um perigo imediato. Deus também disse que faria [Jacó] voltar à terra de Canaã, de onde ele estava fugindo. Sua viagem não terminaria em Harã; ele regressaria ao lar no futuro. Seus pais o mandaram sair da Terra Prometida, mas Iavé guiaria o seu regresso ao lar. Para Jacó, essas palavras foram proféticas. Isso se cumpriria em Gênesis 31:3: “E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo”.

 

“... porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

Quaisquer que fossem os obstáculos confrontados por Jacó naquela viagem solitária, a promessa solene de Deus era que Ele não o desampararia, até cumprir tudo que prometera: “porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1:12). 

Iavé era diferente dos deuses locais de Canaã, da Síria e da Mesopotâmia, considerados impotentes fora de seus territórios. Ele estava com Jacó em Betel, estaria com ele em Harã e tornaria com ele a Canaã. O Deus único e verdadeiro fez uma promessa, um voto, absoluto a Jacó de que nada poderia atrapalhar ou impedir o sucesso de sua missão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_05.pdf

 

Genesis 27.13

Genesis 27.13 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

 

“E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição;”

Na tentativa de dissipar o medo de Jacó de que Isaque descobrisse o embuste e pronunciasse uma maldição em vez de uma bênção: “Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção” (vv.11,12), Rebeca o acalmou, dizendo: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho”. Isso nos lembra as palavras dos judeus perante Pilatos quanto a crucificação de Jesus: “Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:24,25).

Em outras palavras, ela prometeu a Jacó todos os benefícios da bênção de seu pai, e ele ainda não sofreria nenhum dos castigos de uma maldição, caso a conspiração falhasse. Rebeca com certeza estava equivocada. Não havia com o tomar sobre si mesma algo que fosse dirigido contra Jacó. A história nos mostra que Deus cobrou Jacó no seu futuro usando Labão para também enganá-lo por diversas vezes.

 

“... somente obedece à minha voz, e vai, trazemos.”

Rebeca estava disposta a suportar sérias conseqüências em sua vida e no seu casamento por causa daquele plano; sendo assim, ela insistiu para que Jacó obedecesse à voz [dela] e lhe trouxesse os dois cabritos para ela preparar a refeição de Isaque: “Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta” (Gênesis 27:9).

Frederick W. Robertson, um dos maiores pregadores ingleses de todos os tempos, fez uma poderosa afirmação sobre a conduta de Rebeca nesse episódio: “Vemos aqui a idolatria da mulher: ela sacrificou seu marido, seu filho mais velho, todo princípio superior, sua própria alma, e tudo por uma pessoa idolatrada (Jacó). Não nos enganemos. Ninguém jamais amou demais a filho, irmão ou irmã. O que compõe a idolatria não é a intensidade da afeição, mas sua interferência na verdade e no dever. Rebeca amou a seu filho mais do que à verdade, mais do que Deus: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201601_03.pdf

1 Coríntios 1.10

1 Coríntios 1.10 “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”

 

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo,”

Depois da saudação de abertura, Paulo imediatamente aborda as situações na assembléia coríntia que necessitavam de correção. A menção da “comunhão de Seu Filho”, em 1:9, preparou uma suave transição para o apelo por unidade que se inicia nesse verso. A comunhão com Cristo é o que mantém os cristãos juntos, mas os crentes coríntios estavam negligenciando essa unidade, porquanto buscavam seus próprios interesses.

Ele os chama de irmãos, reconhecendo-os como membros da família de Deus. O plural irmãos é usado vinte e sete vezes só em 1 Coríntios. Como foi que a igreja abriu mão de sua irmandade? Os cristãos haviam se dividido em facções e partidos. O apóstolo começou mansamente. Rogou-lhes que não se contentassem com o estado atual. Ele queria que eles fossem unidos, na mente e no coração. O rogo não era só de Paulo; ele foi feito em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

“... que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões;”

Solenemente, mas com gentileza, ele os exorta a que passem da dissensão para a unidade, não unidade organizacional, mas unidade espiritual.  Essa oração é um apelo para concórdia “digais todos uma mesma coisa”. Esta expressão é empregada com relação a comunidades políticas isentas de facções, ou a diferentes estados que mantêm relações amistosas entre si (Lightfoot). O uso de proclamações partidárias sempre tende a aprofundar e a perpetuar a divisão. As divisões entre os crentes podem ocorrer em diferentes níveis. Porém quando Paulo incentiva a seus leitores a falarem todos a mesma coisa ele esta pensando em questões internas pertinentes à igreja em Corinto.

 As divisões dentro de uma igreja local tendem a ser mais pessoais, porém não são menos destrutivas que as divisões no cenário maior da igreja. É admirável a quantidade de espaço no Novo Testamento dedicado a incentivar os cristãos a se amarem, respeitarem e honrarem. Talvez nenhum teste de fé seja mais exigente do que o esforço por honrar ao Senhor  mantendo a unidade no nível congregacional.

 

“... antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”

Pelo fato de Paulo ter recebido o Evangelho diretamente do próprio Jesus (Gálatas 1.11,12), ele deve ter tomado conhecimento da oração de Jesus pela unidade dos crentes, uma unidade de amor, e por uma unidade de relacionamento com Ele e com o Pai, uma unidade de desejo que o mundo veja a glória de Jesus e se dê conta de que Deus Pai o enviou (João 17.20- 26). Jesus desejou esta unidade para que o testemunho dos crentes fosse efetivo em um mundo dividido.

Paulo pede que corrijam a situação e que sejam inteiramente unidos. Esta é a tradução de um verbo grego que tem que ver com a restauração de algo à sua condição correta. Ele é empregado com referência a consertar redes (Mateus 4:21). É empregado para expressar o suprimento que estava faltando à fé dos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 3:10).  A condição da igreja coríntia estava longe daquilo que devia ser. Exigia-se então uma ação restauradora para que a igreja coríntia se aproximasse do ideal que havia sido a igreja de Jerusalém: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns” (Atos 4.32). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201701_02.pdf