sábado, 22 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE NOVEMBRO DE 2025 (Filipenses 2:1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE NOVEMBRO DE 2025
O ESPÍRITO COMUNICA SENTIMENTOS COMUNS

Filipenses 2:1 “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,”

 

“Portanto, se há algum conforto em Cristo,”

Embora este seja o início de um novo capítulo do livro, nesse trecho, Paulo estava continuando a exposição sobre como os filipenses deviam viver. A palavra “portanto” liga a primeira parte do capítulo 2 com a última parte do capítulo 1. Em 1:27–30, Paulo admoestou seus leitores a permanecerem firmes e não se intimidarem com seus adversários. Agora, nos versículos introdutórios do capítulo 2, ele enfatizou que um fator chave para permanecer inabalável e destemido é a estabilidade e a força adquiridas da comunhão com outros cristãos. Para serem o que deveriam ser, precisavam estar unidos.

A palavra “se” geralmente introduz uma condição e implica que o que vem a seguir pode ou não acontecer. Paulo não usou a palavra nesse sentido aqui. Em vez disso, ele a usou como parte de uma expressão retórica inspirada para enfatizar verdades específicas. Não seria um desserviço ao texto substituirmos a palavra “se” por “uma vez que”.

O termo grego paraklesis no Novo Testamento é traduzido por alguns vocábulos como “conforto”, “consolo” ou “exortação”. A palavra “conforto”, como está na ARC, aparece também na ARA como “exortação”, e ambas dão a ideia de encorajamento ou apoio nas lutas da vida (At 9.31). A NTLH diz: “Por estarem unidos com Cristo, vocês são fortes”.

 

”... se alguma consolação de amor,”

A base do consolo em Cristo é o amor. Sem amor é impossível absorver o consolo espiritual, porque o amor de Cristo constrange e move a nossa vida, como o próprio apóstolo estava convencido disso ao declarar aos coríntios: “Porque o amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5.14). A NTLH diz: “o amor dele [de Cristo] os anima”. Deus nos amou o suficiente para mandar o Seu Filho (João 3:16) e Ele continua demonstrando o Seu amor dia após dia (Romanos 8:39).

 

“... se alguma comunhão no Espírito,

O princípio que unifica a igreja é a comunhão do Espírito no corpo de Cristo, a sua Igreja. Por outro lado, estava indicando que a presença do Espírito na vida interior de cada crente é um fato consumado na experiência cristã. Por isso, com a ajuda do Espírito, podemos superar todas aquelas atitudes que roubam a humildade e o relacionamento sadio com todos os irmãos. A comunhão no Espírito anula o individualismo e cria uma nova vida em comum no seio da igreja. A mutualidade e a cooperação entre todos são elementos vitais que a comunhão no Espírito produz.

 

“... se alguns entranháveis afetos e compaixões,”

No texto da ARA está assim: “se há entranhados afetos e misericórdias”, indicando que se tratava de um forte e caloroso amor, especialmente aquele amor demonstrado pelos filipenses ao apóstolo. Havia uma relação de afeto da parte da igreja de Filipos por Paulo e pela sua situação como preso em Roma, por isso, preocupavam-se com ele em sua prisão. E Paulo, reciprocamente, demonstra o mesmo amor e afeto pelos filipenses e todas as igrejas da Macedônia.

A palavra “afetos” no grego significa “piedade ou simpatia, solidariedade”. Esses termos definem as palavras: afeto, entranhas, graça, misericórdia. “Entranha” sugere a sede da vida emocional. No capítulo 1.8, Paulo fala de seu amor pelos filipenses: “Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo”. Ao referir-se ao amor de Cristo, Paulo fazia uma conexão desse amor para com Ele e para com os filipenses. Esse amor é algo palpável e sentido. Não é nada platônico, intocável, teórico. E entranhável pelo Espírito Santo.

A palavra “compaixões” aparece em outras versões como “misericórdias”, cujo sentido se trata daquele sentimento que descreve a emoção e a sensibilidade para com os necessitados. A compaixão deveria guardar aos cristãos da desunião.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_07.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Filemom 1:25

Filemom 1:25 “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém.”

 

“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo”

Paulo concede a habitual bênção da graça a Filemom e seus amigos. Todas as suas epístolas começam e terminam com a menção da graça de Cristo, como bênção conferida àqueles para quem escrevia o apóstolo.

A graça é o melhor desejo para nós e os outros tanto que apóstolo começa e termina com ela. Essa graça é concedida por nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade, Senhor por direito natural, "...por quem, e para quem, tudo foi criado“ (Colossenses 1.16; João 1.1-3), e "...quem é herdeiro de tudo" (Hebreus 1.2), e, como Deus-homem e Mediador, que nos comprou, e a quem somos dados pelo Pai. Jesus, o Salvador (Mateus 1.21). Toda graça a nós vem de Cristo. Ele a comprou e a dá. "Todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça" (João 1.16). "Ele cumpre tudo em todos" (Efésios 1.23).

Essa é a bênção costumeira, mas ela também pode ter tido um motivo especial nessa ocasião. A graça de Cristo com o espírito deles, principalmente de Filemom, os abrandaria e pacificaria, removeria profundos e afiados ressentimentos de injúrias e injustiça e os disporia a perdoar os outros como Deus, por amor a Cristo, nos perdoou.

 

“... seja com o vosso espírito. Amém.”

Ele deseja essa graça a todos de Colossos: "seja com o vosso espírito" (2 Timóteo 4.22), não somente com Filemom, mas com todos que foram mencionados no prefácio: “...ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa” (v. 1,2). Todos da casa que foram saudados são mencionados para lembrar e estimular todos a cumprirem o propósito da epístola.

A alma ou espírito é o trono imediato da graça, onde influencia todo homem e flui em ações graciosas e santas: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 João 1.2). Isto é, com o verdadeiro homem, com o homem essencial e imortal, o que lhe traria todo o benefício espiritual.

Segundo Champlin e Henry o amém litúrgico é acrescentado a este versículo. Somente nas epístolas aos Romanos e aos Gálatas é que o “Amém” final é autêntico. O amém é acrescentado, não somente para um forte e afetuoso resumo da oração e desejo, que assim seja; mas como uma expressão de fé no fato de que será ouvida, assim será.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Atos a apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Jó 32.8

ó 32.8 “Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.”

 

“Na verdade, há um espírito no homem,”

O mais moço dos amigos de Jó, Eliú, esperou o silencio de todos para se manifestar. Entendia ele que a multidão dos anos devia falar primeiro. Após todos se calarem Eliú se expressa querendo dizer que um homem tem entendimento tanto quanto outro, e que nenhum homem pode pretender ter o monopólio da razão. Embora fosse o mais novo do grupo. Ele concluiu que o entendimento vem, não da idade, mas do Espírito de Deus. Uma vez que a sabedoria é dom divino, tanto os jovens quanto os idosos podem possuí-la. 

Ele afirma que há um espírito no homem (Gênesis 2.7) e que esse espírito é um espírito de entendimento. Ele é capaz de descobrir e receber a verdade, de discursar e argumentar sobre ela, e de orientar e governar de acordo com ela. Este espírito de entendimento está em todos os homens: é a luz que alumia a todo homem (João 1.9). Se respeitarmos o que o Espírito Santo nos dá, então também devemos respeitar o que é dado a outros, por quaisquer meios que Ele tiver escolhido.

 

“... e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.”

Eliú falou sobre um Deus Todo-poderoso que pode agir conforme achar melhor, e por certo pode inspirar um jovem se assim o quiser. Vivemos, movemo-nos e pensamos mediante o poder de Deus: “Porque nele nós vivemos, e nos movemos, e existimos”, de maneira que nosso conhecimento está envolvido em nossa comunhão com o poder divino.

É a inspiração do Todo-Poderoso que nos dá este espírito de entendimento: pois Ele é o Pai dos espíritos e a fonte de todo entendimento (Eclesiastes 12.7; Zacarias 12.1). O espírito humano recebe as mensagens do Espírito de Deus. Deus anseia por revelar a verdade, mas precisa de um espírito receptivo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Coríntios 2:10).

O antiintelectualismo está sempre em erro, porquanto o intelecto é dom de Deus e poderoso meio de comunicar conhecimento. O intelecto não compete com a iluminação espiritual. Antes, eles jogam na mesma equipe. Precisamos de todos os meios que pudermos obter em nosso conhecimento e progresso espiritual.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE NOVEMBRO DE 2025 (2 Samuel 13:1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE NOVEMBRO DE 2025
O CORAÇÃO HUMANO É SUJEITO ÀS PAIXÕES PERVERSAS

2 Samuel 13:1 “E aconteceu depois disto que, tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar, Amnom, filho de Davi, amou-a.”

 

“E aconteceu depois disto que, tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar,”

O capítulo 12 nos narra alguns acontecimentos de anos da vida de Davi. Entre eles a repreensão do profeta Natã a Davi, por seu pecado contra Urias, o heteu. Posteriormente a morte da criança concebida do adultério com Bate-Seba,  o nascimento de Salomão, fruto desse mesmo relacionamento e termina com a conquista das cidades dos filhos de Amom. Especialmente Rabá.

Depois de Joabe ter pelejado um tempo contra Rabá, ele antes do triunfo chamou o rei Davi para conquistar a cidade. Davi colocou a coroa do rei, que pesava um talento de ouro sobre a sua cabeça e da cidade levou grandes despojos. O fim do capítulo 12 termina com a afirmação: “assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom; e voltou Davi e todo o povo para Jerusalém” (2 Samuel 12:31).

Depois desta coisas o texto nos narra que Absalão, o terceiro filho de Davi, nascido de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur, em Hebrom (2 Samuel 3.2,3. 1 Crônicas 3.1,2) tinha uma irmã muito formosa. Seu nome era Tamar, ela era também filha de Maaca.

 

“... Amnom, filho de Davi, amou-a.”

Davi tinha muitas esposas e muitos filhos e filhas, que eram inumeráveis meio-irmãos. Amnom era o filho mais velho de Davi, sua mãe chamava-se Ainoã, também nascido em Hebrom (2 Samuel 3.2).

Tamar era, sem dúvida, uma moça muita bonita. A beleza feminina às vezes é capaz de  enlouquer certos homens. A beleza de Tamar  encantou a Amnon, seu meio-irmão. Amnom ficou “louco e doente”, com a beleza de Tamaar, e logo caiu em fatalidade. O texto diz que ele “amou-a”. Ela a amou, mas não de maneira honrada, para fazer dela sua esposa, mas de maneira concupiscente. “Quis fazer dela uma prostituta, não uma esposa".

A lei proibia relações sexuais entre meio-irmãos: “A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou nascida fora de casa, a sua nudez não descobrirás” (Levítico 18.9). Mesmo assim Amnom se permitiu desejar a sua própria irmã. Loucura foi a palavra que Tamar usou para descrever o ato de Amnom: “Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura” (v.12), mas Amnom não sabia a extensão dos danos que aquela loucura traria. O próprio Amnom seria executado por seu irmão Absalão. Sua loucura o esmagou e iniciou um período de desintegração da família real.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE NOVEMBRO DE 2025 (Números 20:12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE NOVEMBRO DE 2025
O DESCONTROLE DE MOISÉS LHE TROUXE GRANDE PREJUÍZO 

Números 20:12 “E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.”

 

“E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel,”

A Moisés e a Arão foi dada a ordem de eles apenas “falarem” à rocha. A vara de Moisés, todavia, foi usada por ele, para ferir a rocha por “duas vezes”, tendo assim produzido água em abundância (v. 11), tal como havia efetuado maravilhas no Egito.

Após essa insubordinação, no qual Deus não estava sendo glorificado. O Senhor disse a Moisés e a seu irmão Arão:Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel”. Alguns intérpretes acreditam que isso aconteceu porque Moisés e Arão estavam muito indignados com os “rebeldes”. Fosse como fosse, eles claramente desobedeceu à ordem de Yahweh, que tinha dito para ele “falar" à rocha e não “ferir” a rocha.

Golpear a rocha também foi um ato de descrença por parte de Moisés. Aqui, o grande líder hesitou; aqui ele renunciou efetivamente a tudo que ele mesmo representava, e mostrou descrença na Palavra de Deus. Por este motivo, não lhe foi permitido entrar na terra prometida.

O trecho de Deuteronômio 32.50-51 indica que Moisés não interpretou o incidente como um sinal da parte de Yahweh; e isso complicou toda a sua situação: “Porquanto transgredistes contra mim no meio dos filhos de Israel, às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel”.

 

“... por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.”

Por causa da desobediência diante dos filhos de Israel a Moisés e a Arão foi promulgado que eles não introduziriam a congregação na terra de Canaã. Depois de uma longa jornada pelo deserto, Moisés não teve permissão para entrar na terra prometida. Este episódio é uma mácula no currículo do servo fiel e confiável do Deus da aliança.

Foi no monte Nebo, do pico do Pisga, que Moisés somente avistou a terra prometida. Esse pico oferecia uma visão ampla da terra da Palestina: “Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel” (Deuteronômio 32:52). Essa montanha situava-se em Moabe, oposta a Jericó (Números 33.47). Após ver a terra prometida desse monte Moisés expirou: “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor.  E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor” (Deuteronômio 34:5-7).

No monte Hor, nos confins da terra de Edom, Deus anunciou a morte iminente de Arão. O irmão e porta-voz de Moisés deveria ser recolhido a seu povo e não poderia entrar na Terra Prometida. Ele morreu no cume do Monte com a idade de 123 anos: “Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação. E Moisés despiu a Arão de suas vestes, e as vestiu em Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e desceram Moisés e Eleazar do monte” (Números 20:27,28).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Filipenses 2:13

Filipenses 2:13 “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”

 

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,”

A expressão “opera em vós” identifica que essa obra é exclusiva de Deus. É Ele quem opera, quem realiza, quem efetua “tanto o querer como o efetuar”. Essa declaração descreve um propósito de Deus para com os cristãos. Ele efetua nos crentes o querer, a vontade de obedecer e desenvolver a salvação.

O verbo grego traduzido por “efetua” (energein) deu origem à palavra “energia” e “energizar” e ocorre duas vezes no versículo 13. Em ambas as ocorrências esse verbo é traduzido por sinônimos: “efetuar” e “realizar”. Deus nos “energiza”. Para que Ele nos “energiza”? Para trabalharmos para Ele, precisamos de pelo menos duas coisas: o desejo de trabalhar para Ele e a capacidade de trabalhar para Ele. O texto declara que Ele nos ajuda nessas duas coisas: Ele “efetua” em nós “tanto o querer como o realizar”. Uma possível tradução seria: “Deus está operando em vocês para torná-los dispostos e aptos a obedecer-Lhe”.

O “efetuar” ou “o realizar” implica a capacidade que Ele dá para fazer sua obra. Deus não nos dá trabalhos para serem feitos e depois vai embora, nos deixando lutar sozinhos para realizá-los. Ele permanece conosco. Nunca estamos sozinhos enquanto servimos a Ele (Mateus 28:20).

 

“... segundo a sua boa vontade.”

Deus manifesta seu poder divino na vida do crente de acordo com “a sua boa vontade”. A “boa vontade de Deus” diz respeito à “concretização de seus propósitos soberanos e graciosos para com os homens. A boa vontade de Deus não é um capricho arbitrário de um soberano, mas representa aquilo que, na sabedoria e no amor de Deus, mais contribuiria para o bem-estar e a bênção dos santos.

A palavra grega traduzida como boa vontade é eudokia e significa “deleite, boa vontade, favor”; então “bom prazer, propósito, vontade” (Efésios 1: 5; 2 Tessalonicenses 1:11). Aqui significa aquilo que seria agradável para ele; e a idéia é que ele exerça tal influência que leve as pessoas à vontade e faça o que está de acordo com sua vontade.

O objetivo final ou propósito de nossas vidas deve ser cumprir "a Sua boa vontade”. Nossas vidas devem ser vividas para a maior glória de Deus e não para nossos próprios desejos egoístas. Qualquer impulso que nós sentimos qualquer boa vontade para com a obra, isso é Deus operando em nós, tanto para querer quanto para realizar. Conforme nos aproximamos de Deus a sua vontade fica cada vez mais clara para nós. Quando nosso corpo é consagrado e nossa mente é transformada, nosso culto torna-se racional e experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_09.pdf

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Efésios 6.7

Efésios 6.7 “Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.”

 

“Servindo de boa vontade como ao Senhor,”

Aqui Paulo especifica que a motivação para servir a um senhor humano deve ser como servir ao Senhor Jesus: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Em outras palavras, o escravo deve servir ao senhor humano como uma espécie de serviço prestado ao próprio Senhor Jesus. Essa é a essência da submissão da esposa ao marido, dos filhos aos pais e dos empregados aos patrões. Eles devem obedecer porque são servos de Cristo. Eles devem ser leais aos patrões por causa do compromisso que têm com o senhorio de Cristo.

Por mais humilde que seja a posição que tenhamos diante dos homens devemos servi-los "de boa vontade", pois estamos servindo ao Senhor! “Boa vontade” traduz (eunoias) e significa servir com “entusiasmo, zelo”. O incentivo para fazer isso se encontra no versículo seguinte, no fato de que qualquer bem que o escravo fizer para o seu senhor humano, se feito como se fosse para Cristo, será recompensado: “Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (v.8).

 

“... e não como aos homens.”

Se o objetivo dos empregados é agradar a homens, servirão apenas naquilo que é visto pelos homens. O ideal do cristão para seu trabalho diário, seja ou não visto pelos homens, é que esse trabalho seja aceito como a vontade de Deus, na qual pode se regozijar, e que não seja feito por constrangimento ou descuidadamente, mas porque é Sua vontade: “Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (v.6).

Os empregados cristãos são servos não meramente de homens, mas de Cristo. Eles devem realizar seus trabalhos lembrando que Deus os observa e que devemos lhe agradar. Por isso o apóstolo reitera que todo serviço deve ser feito como ao Senhor, e não como a homens. Barclay diz que “A convicção do trabalhador cristão é de que cada uma das peças de trabalho que produz deve ser bem executada, como para mostrar a Deus”.

Em todas as coisas o espírito com que é feito o trabalho é o que importa e não simplesmente o produto final tal como o homem o vê tudo o que se faz, deve ser feito de coração e de boa vontade. O problema com que o mundo se deparou sempre e com aquele que hoje em dia se depara agudamente não é fundamentalmente um problema econômico, mas um problema religioso. Não basta melhorar a s condições do trabalho ou ajustar salário. O único segredo para realizar um bom trabalho é fazê-lo para Deus. Só quando o homem toma todo seu trabalho e o mostra a Deus é quando chega a realizá-lo bem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_10.pdf

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios, 3a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LOPES, Hernandes DiasEfésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO.

TEXTO ÁUREO Lição 8: Emoções e sentimentos — A batalha do equilíbrio int...


 TEXTO ÁUREO

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7). 

Lição 8 - Lições Bíblicas Adultos 4º Trimestre 2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE NOVEMBRO DE 2025 (Números 16:15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE NOVEMBRO DE 2025
MOISÉS, EMBORA MUITO MANSO, TEVE MOMENTOS DE IRA 

Números 16:15 “Então Moisés irou-se muito, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

 

“Então Moisés irou-se muito,”

Datã e Abirão, como Coré, também se opuseram à autoridade de Moisés e alegaram que ele procurava assenhorar-se deles. Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão. A ofensa deles era grave; eles receberam ordens para se apresentarem a Moisés e responderem por suas ações. Datã e Abirão desconsideraram a convocação de Moisés, dizendo: “Não subiremos” (v.12). Acusaram Moisés de não cumprir a promessa de levar Israel para uma terra que mana leite e mel e de não lhes dar os campos e vinhas em herança. E recusaram o pedido de Moisés, novamente dizendo: “Pois não subiremos!” (v.14).

Moisés reagiu à sua dupla resposta desdenhosa ficando muito irado, pois ela expressava o desprezo que eles tinham pelo plano de Deus. Era a espécie de incredulidade que condenara a nação a morrer no deserto: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto!” (Números 14:2). Roy Gane observou que: “Esse é o único lugar onde o Pentateuco diz que Moisés estava ‘muito irado”.

Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra: “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3). Mesmo assim diante da afronta dos seus perseguidores ele se irou. A Bíblia nos orienta a irar e não pecar (Efésios 4.26). Esse versículo não está nos autorizando a irar. Ira é uma obra da carne (Gálatas 5.22). Mas ele admite que quando chegamos ao limite poderemos sim se irar. Mas mesmo diante da ira não devemos reagir por ela: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

 

“... e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

Moisés rogou a Yahweh que não aceitasse os sacrifícios deles, por serem, por assim dizer, indivíduos imundos, que não podiam aproximar-se do tabernáculo. Jarchi afirmou que o pedido era de que nenhuma das oferendas deles fosse aceita, supondo que alguns deles tivessem estado envolvidos nas oferendas diárias do culto, no tabernáculo.

Ele orou: Nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Essa declaração provavelmente visava asseverar que ele era inocente de qualquer delito nessa questão; ele não tinha provocado a rebelião por mau comportamento.

A semelhança de Neemias, Moisés, embora fosse um líder absoluto, nunca tinha exigido que o povo contribuísse para enriquecê-lo (Neemias 5.17-19). Moisés era o líder absoluto de Israel, o mediador entre Yahweh e o povo de Israel, mas de modo algum foi um tirano. Um tirano teria mandado executar há muito tempo aqueles rebeldes; mas Moisés não lhes fizera mal algum. Yahweh, porém, não haveria demostrar-se tão ameno com eles, conforme a narrativa logo nos haverá de mostrar. Foi com esse argumento que Moisés vindicou a si mesmo: não tinha sido um opressor, conforme costuma suceder à maioria do governantes, nem em um sentido econômico nem no tocante à integridade física de seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201708_02.pdf