segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Tiago 3.2

Tiago 3.2 “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”

 

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas.”

Aqueles a quem foi dado o “dom” de ensino têm uma terrível responsabilidade pelo exercício deste dom na instrução das pessoas na fé. Estes estão diante de um grande perigo de julgamento, visto que a principal ferramenta de seu ministério, a língua, é a parte de controle mais difícil no corpo. Até o historiador judeu Flávio Josefo emitiu uma opinião sobre esse assunto. Ele defendeu que a cabeça da serpente deveria ser esmagada (Gênesis 3:15) porque é da cabeça que emana a fala. Foi pela fala que a serpente enganou Eva.

A fim de acentuar o perigo peculiar que a língua representa, Tiago primeiro admite a preponderância do pecado: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas”. O verbo usado por Tiago para indicar o fracasso espiritual tanto no judaísmo como no Novo Testamento (Tiago 2.10; Romanos 11.11). Ele pode sugerir pecados de natureza “pequenos” ou inconscientes. Mas é provável que a ênfase de Tiago não esteja no número de pecados, mas na variedade deles.

 

“Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”

Tiago diz que, em contraste com isso, existe uma forma na qual todos pecamos com a língua. Tiago não é o primeiro a destacar o falar impuro como pecado. Provérbio tem uma grande preocupação em afirmar a importância e a força das palavras (Provérbios 10.8; 11; 16.27-28; 18.7-8).

Tiago se expressa de modo positivo: a pessoa que não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o seu corpo. O argumento é este: quem consegue fazer o que é mais difícil (controlar a língua) certamente conseguirá fazer o que é menos difícil. É muito difícil controlar a boca; ela é tão dada a expressar aquilo que é falso, calunioso, cortante, que a pessoa que a mantém sob controle, com certeza, tem a capacidade de dominar outros membros menos indóceis do corpo.

Tiago continua a se incluir em suas censuras (todos tropeçamos em muitas coisas), neste versículo ele ainda pode estar pensando especificamente nos mestres. Mas o restante da passagem não faz referência a mestres, e certamente a advertência de Tiago a respeito da língua tem uma aplicação geral. Assim, é provável que Tiago pretenda incluir todos os seus leitores nesse verso, pois este é um problema que afeta a todos na igreja.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202210_03.pdf

Romanos 6.12

Romanos 6.12 “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”

 

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal,”

O apóstolo destaca aqui o uso dos nossos corpos para servir a Deus ou ao pecado: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal”. “Mortal” vem de thnetos, que significa “sujeito... a morte”. “Desde que nascemos, começamos a morrer”, conforme o que foi determinado por Deus no jardim: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3:19).

A conjunção “portanto” indica que Paulo estava pronto para tirar conclusões práticas do que acabara de dizer. Visto que seus leitores haviam morrido para o pecado e visto que ressuscitaram para uma nova vida em Cristo, deveriam se comportar de determinada maneira. Segundo James R. Edwards, esta é a “primeira exortação moral em Romanos”. Aqui, a ênfase do apóstolo não era informar, mas exortar.

Os cristãos estão livres, ou justificados, do pecado (v. 7), já não servem o pecado como escravos (v. 6). Isso poderia deixar a impressão de que o pecado já não representava uma ameaça — mas não era esse o caso. Assim como um escravo liberto podia continuar a servir como escravo, uma pessoa liberta da escravidão do pecado ainda pode servir ao pecado. Paulo estava praticamente rogando aos seus leitores: “Não deixem que isto aconteça!”

Quando Paulo exorta os que já haviam experimentado a regeneração, dizendo: “Não reine o pecado em vosso corpo mortal”, ele estava mostrando aos crentes romanos que, uma vez que foram justificados, resta-lhes agora viver como tais, na santificação do Espírito.

 

“... para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”

A palavra traduzida por “paixões” (epithumia) refere-se a “aquilo sobre o qual o coração está estabelecido” (epi, “sobre” e thumos, “alma” ou “mente”). A palavra refere-se a fortes desejos de qualquer tipo, sejam bons ou maus, mas geralmente denota desejos maus o mesmo que “concupiscência”. Deus planejou que nossos corpos tivessem desejos, como o desejo pelo alimento. Deus colocou esses desejos dentro de nós para o nosso próprio bem e para realizar os Seus propósitos.

Todavia, como todo presente de Deus, esses desejos podem ser mal utilizados. Satanás nos incita a satisfazermos nossos desejos de maneiras pervertidas, maneiras que desagradam a Deus. Tiago escreveu que “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (Tiago 1:14).

Cada um de nós tem seus pontos fracos: em alguns, pode ser o álcool ou as drogas; em outros, o sexo ilícito ou a maledicência. Muitos têm o excesso de comida como ponto fraco. Qualquer que seja o seu ponto fraco entenda que você não tem que ceder a essa fraqueza; você não tem que “obedecer às suas paixões”. Quando você for tentado, Deus sempre lhe proverá “um livramento, de sorte que... possais suportar” (1 Coríntios 10:13). Agora, libertos da escravidão do pecado e com a ajuda de Deus (Romanos 8:13), conseguimos dizer “não” as concupiciencias.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_07.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

Provérbios 11.17

Provérbios 11.17 “O homem misericordioso faz o bem à sua alma, mas o cruel prejudica o seu corpo.”

 

“O homem misericordioso faz o bem à sua alma,”

Um homem misericordioso faz bem à sua própria alma, ele beneficia a si mesmo como beneficia ao seu semelhante. As pessoas são bondosas com ele; ele dá de seu tempo e de seu dinheiro; e as pessoas dão de seu tempo e de seu dinheiro para ele: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço...” (Lucas 6:38).

A palavra hesed também traduzida como bondade faz referência a um amor inabalável, como o de Deus. Quem transmite aos outros as boas coisas temporais que tem, descobrirá que Deus lhe transmitirá suas bênçãos espirituais, que farão o melhor bem para a sua própria alma: “E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam” (Isaías 58:10,11).

Adam Clarke diz que “Ninguém pode exibir um ato de misericórdia desinteressada sem beneficiar a própria alma e melhorar os seus sentimentos morais”. Atos de misericórdia fornecerão às nossas almas esteios necessários para a nossa vida espiritual.

 

“... mas o cruel prejudica o seu corpo.”

Em contraste como o homem misericordioso, aquele que não é gentil, mas cruel, termina por prejudicar a si mesmo. Esse homem cruel perturba a sua própria carne e assim o seu pecado se torna a sua punição porquanto outras pessoas começarão a tratá-lo conforme ele as trata. Foi assim com Acã: “Por que nos perturbaste? O Senhor te perturbará neste dia. E todo o Israel o apedrejou; e os queimaram a fogo depois de apedrejá-los”(Josué 7:25).

Esse homem estará muito preocupado com a retribuição que outros lhe darão e viverá em estado de ansiedade, deprimente para sua mente e para o seu corpo. Quanto mais ficamos sabendo sobre a medicina psicossomática, mais essa declaração é confirmada.

Querendo tudo para si, o perverso a si mesmo se fere, pois os sentimentos dentro dele como a inveja, a maldade, e a avareza, são a podridão dos seus ossos e a destruição da carne: “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE OUTUBRO DE 2025 (2 Coríntios 4:10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE OUTUBRO DE 2025
A VIDA DE JESUS SE MANIFESTA EM NOSSO CORPO

2 Coríntios 4:10 "Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos. "


“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo,”

Dizendo que ele sempre trazia no corpo a mortificação, ou a morte, de Jesus, Paulo queria dizer que o mesmo tipo de sofrimento que provocou a morte de Jesus estava presente em seu corpo. Os açoites e apedrejamentos deixaram cicatrizes, de forma que Paulo podia dizer: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6.17). 

Paulo estava constantemente disposto a arriscar a vida por Jesus e pelo o que Ele morreu — a salvação das almas perdidas. Por isso, Paulo se via continuamente exposto à morte. Isso é o que lemos em Romanos 8:36: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro” . 

 

“... para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;”

Todavia, quando o apóstolo concorda em ser entregue “ à morte o dia todo”, ele passa a compartilhar, dessa maneira, o destino de Jesus: "Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja" (Colossenses 1:24), e ao mesmo tempo descobre que a vida oriunda da ressurreição do Senhor manifesta-se em seu corpo. Assim é que aquele que proclama o Senhor crucificado e ressurreto descobre que o que é proclamado em sua mensagem também se toma exemplificado em sua vida.

Por um lado, o pregador é diariamente submetido a forças que o arrastam para a morte, mas, por outro lado, ele é continuamente amparado, levado em triunfo, e toma-se mais do que vencedor, pela experiência da vida oriunda da ressurreição de Jesus que opera em seu corpo mortal. Vemos isso quando ele foi apedrejado e deixado como morto, ele levantou-se, curado, e continuou sua viagem missionária: “Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto. Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe” (Atos 14.19,20).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_02.pdf

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

 

domingo, 19 de outubro de 2025

Lição 4: O corpo como templo do Espírito Santo - 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6.19

 

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus,”

Anteriormente, Paulo havia incentivado a unidade da igreja lembrando os cristãos coríntios que eles eram, todos juntos, santuário de Deus: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). O apóstolo não fez distinção entre “santuário de Deus” e santuário do Espírito Santo. As duas expressões são intercambiáveis.

A habitação é uma confirmação de que os crentes estão saturados da presença e do poder do agente que habita. Seja a habitação da fé (2 Timóteo 1:5), de Deus (2 Coríntios 6:16), do Espírito (Romanos 8:11), da Palavra (Colossenses 3:16) ou de Cristo (Colossenses 1:17), está implícito o sentido dessa influência difusa.

O Espírito Santo veio não somente habitar em nós, mas estar em nós: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (João 14.17). 

O templo literal, segundo sabemos era lugar de santidade, reverência, adoração, consagração, contrição, arrependimento, altar, sacrifício, fogo contínuo, glória e presença de Deus. Assim deve ser a Igreja do Deus vivo.

No contexto atual, o apóstolo estava escrevendo a respeito do corpo literal do indivíduo. Ele estava mostrando que o corpo de uma pessoa não deve ser unido fisicamente com o de uma prostituta.

 

“... e que não sois de vós mesmos?”

Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”. Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.

A habitação do Espírito é a marca divina de posse ou propriedade. Tanto a igreja coletivamente como o crente individual podem ser chamados “santuário [templo] de Deus” ou “santuário [templo] do Espírito”. Em ambos os casos, o apóstolo julgou ser impensável uma pessoa na qual a Divindade habita unir-se a uma prostituta.

A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13).

 


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.

HORTON, Stanley M. I e II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. Rio de Janeiro, CPAD.

sábado, 18 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE OUTUBRO DE 2025 A (Jó 19.25)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE OUTUBRO DE 2025
A CONFIANÇA DE JÓ EM MEIO AO SOFRIMENTO

Jó 19.25 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.”

 

“Porque eu sei que o meu Redentor vive,”

Neste discurso, a fé audaciosa de Jó chega ao seu clímax nas palavras famosas: “Eu sei que o meu Redentor vive”. A partir de um estado de desespero causado pelas repreensões dos seus amigos: “Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?” (Jó 19:2); pela sua devastação por Deus: “Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou” (Jó 19:21); e pelo seu sentimento de total abandono : “Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim” (Jó 19:14). Sua certeza da vindicação final brilha com maior fulgor ainda contra este fundo escuro.

Se lermos os salmos de Davi, ou as cartas de Paulo, verificaremos que ambos os santos, quanto mais atribulados, mais ardentemente esperavam em Deus. Davi, quando sofria com perseguição professou: “Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho” (SaImo 4.7). O apostolo escreveu “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20).

Mesquita diz que a palavra hebraica redentor (go’el) é a que determina o processo civil de um parente consangüíneo remir o seu irmão ou parente mais próximo, como foi o caso de Rute e Boaz (Rute 3). Esta prescrição mosaica tinha em mira a perpetuidade da família. No caso vertente, parece que o termo Go'el deve ter outro sentido, o de Remidor, Justificador ou vindicador.

Jó tem confiança de que tem testemunha no céu: “Eis que também agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas o meu testemunho está” (Jó 16:19). A identidade de que assim advoga a sua causa tem sido procurada com cuidado. Jó claramente está esperando que haja algum agente para ajudá-lo a resolver sua disputa e manter o direito do homem contra o próprio Deus.

 

“... e que por fim se levantará sobre a terra.”

Pensam alguns comentadores que Jó espera a sua redenção depois de ir ao Sheol, mas, se isso for aceito, então ele ainda espera outra coisa melhor, que é o revestimento de seu corpo com a sua pele. Uma referência à ressurreição! Se for assim, Jó tinha começado a ver uma vida pós-túmulo, embora não a visse, exatamente, no modo e com os propósitos que a vemos hoje, exceto que ele sabia que seu caso seria finalmente vindicado.

Admitimos também que ele espere pelo Remidor antes de morrer. Dessa maneira a honra de Jó seria restaurada, e seu nome seria limpo, e sua pele voltará ao que era antes.  O redentor se levantaria para vindicar Jó e corrigir os seus atormentadores. Quaisquer das duas suposições nos consolam.

Este texto tem sido cristianizado para apontar para Cristo, o Redentor que se fez carne para nos remir dos nossos pecados. Se for, parece até que Jó estava lendo as páginas do Novo Testamento, em que Jesus se nos apresenta como o Único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). O máximo que podemos dizer é que Jó estava “chegando perto” de grandes realidades, embora as compreendesse de maneira preliminar e fragmentar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

ANDRADE, Claudionor. Jó O problema do sofrimento do justo e seu propósito – Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no livro de Jó – uma interpretação do sofrimento humano. Rio de Janeiro: Juerp, 1979.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ANDERSEN, Francis I. Jó – introdução e comentário. São Paulo: Edições. Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1984.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Timóteo 5.23)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE OUTUBRO DE 2025
ESTAMOS SUJEITOS ÀS ENFERMIDADES

1 Timóteo 5.23 “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.”

 

“Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho,”

Qualquer evangelista que faz tudo o que é preciso fazer enfrenta pressão, estresse e provações na área da saúde. Paulo, conhecendo Timóteo como a um filho, ofereceu algumas sugestões práticas para que o rapaz resistisse aos futuros dias de trabalho.

Paulo fez a seguinte recomendação: “…beba um pouco de vinho” [gr.: oinos]. Oinos poderia se referir a vinho fermentado, como é evidente em Efésios 5:18, ou poderia se referir a vinho não fermentado, como é evidente em Marcos 2:22 (gr.: oinon neon — vinho novo). A mesma palavra é usada em 1 Timóteo 3:8 e Tito 1:7, onde é feita uma advertência contra o uso excessivo de vinho. Independentemente do tipo de vinho que Paulo menciona, não era o abuso, mas o uso apropriado dele que estava em discussão aqui.

Provavelmente, Paulo tinha conhecimento que Timóteo tivesse distúrbios gástricos, devido ao álcalis na água. A alcalinidade da água poderia ser amenizada com o uso de um pouco de vinho. O Comentário Judaico do Novo Testamento, que diz: “A água era muitas vezes impura, transmitindo doenças; já com o vinho, a possibilidade de acontecer isso era menor. O próprio vinho era em geral diluído em três a seis partes de água”

Por isso fez recomendação informal sobre uma terapia alternativa para aliviar seus problemas estomacais. O apóstolo aconselha Timóteo a tomar “um pouco de vinho”, por causa de suas enfermidades gástricas.

Esse texto não deve ser usado para justificar a ingestão de bebidas alcoólicas. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, “se Timóteo tivesse o costume de beber vinho, não teria sido necessário Paulo aconselhá-lo a tomar um pouco de vinho com propósitos medi­cinais”.

 

“... por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.”

O uso correto do vinho é apresentado como uma sugestão de se fazer o possível para curar enfermidades físicas. Paulo não só mencionou o estômago de Timóteo, mas insistiu em que ele fizesse alguma coisa pelas freqüentes enfermidades. A declaração de Cristo em Lucas 5:31 de que “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” confirma que o extremismo de recusar atendimento médico não se harmoniza com o ensino de Cristo nem a prescrição de Paulo a Timóteo. Esconder-se de um problema não ajuda a resolvê-lo. A demora pode ser perigosa. Tiago 5:14 comprova que, independentemente da visão que se tenha do assunto, quando alguém está doente, algo deve ser feito para sanar o problema.

Vivemos num tempo em que muitos remédios podem ser tomados para nossas enfermidades, sem que isso gere influências maléficas nem levante questões conflitantes. O cristão deve viver de modo que nada de mal se diga a respeito dele (2 Coríntios 8:20, 21; 1 Coríntios 10:28–33; 1 Pedro 3:15–17; Romanos 14:16, 21). E é claro que quem deseja viver dessa maneira, reconhece que bebidas fortes (vinho ou similares) são totalmente desaconselháveis!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200312_01.pdf

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE OUTUBRO DE 2025 (Efésios 6.4)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE OUTUBRO DE 2025
A EDUCAÇÃO E O CUIDADO DOS PAIS EM RELAÇÃO AOS FILHOS 

Efésios 6.4 “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. ” 


“E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos” 

O sentido da palavra "ira" nesse versículo é represália ou repulsa. Um tipo de exigência irracional e incompreensível não oferece aos filhos a condição espontânea de obedecer. Ao contrário, cria neles a revolta e uma espécie de antipatia em relação ao tipo de obediência exigida. Não provocar "a ira" a nossos filhos equivale a reconhecer que eles são iguais a nós como pessoas dotadas de sentimentos. A ira pode ser representada por aqueles sentimentos que criam o ódio, a amargura, o rancor. Os pais, quando tratam com os filhos, devem lembrar-se de que eles são seres humanos, não máquinas nem robôs. Deve-se respeitar o sentimento deles. A provocação da ira nos filhos afasta-os da comunhão com os pais e os torna, muitas vezes, alienados dentro do lar. Os pais podem facilmente abusar da autoridade, ou por fazerem exigências irritantes ou absurdas que não levam em conta a inexperiência, ou por severidade e crueldade num extremo, ou por favoritismo e agrados exagerados no outro, ou por humilhar e oprimir os filhos, ou por fazer uso de duas armas vingativas: a ironia e a ridicularizarão. Estas são algumas das atitudes dos pais que provocam ressentimento e ira nos filhos. O mesmo versículo apresenta o caminho para que os pais levem seus filhos à obediência, que é a disciplina:


"..., mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor". 

A disciplina deve ser coerente com os padrões familiares expostos na Bíblia. A disciplina deve ser consistente, ainda que flexível, isto é, ela deve ser aplicada com firmeza e não deve sofrer alteração depois de emitida uma ordem disciplinar. Entretanto, a disciplina deve ser flexível quanto ao método aplicado. Os pais não devem persistir num método cujo efeito não alcance o objetivo educacional. Os filhos devem sentir a força e o peso da disciplina aplicada e mantida, para que os pais não caiam em descrédito perante eles.A disciplina feita na "admoestação do Senhor" formará personalidades fortes e sadias, moral e espiritualmente. A disciplina dentro dos padrões bíblicos corrige não só os filhos, mas também os pais quanto aos métodos aplicados. O padrão bíblico de disciplina familiar equilibra os métodos aplicados. Esses métodos não devem ser excessivos nem permissivos. A disciplina excessiva traz amargura e alienação dentro do lar. A disciplina permissiva satisfaz todos os desejos dos filhos maus ou bons, e os transforma em tiranos e libertinos. A Bíblia também é instrumento de correção, conforme está escrito: "Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir e para instruir em justiça" (2Timoteo 3.16).

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/04/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201312_03.pdf

STOTT, Jonh. A mensagem e Efésios – A nova sociedade de Deus. São Paulo:  Abu editora, 2001.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.