segunda-feira, 8 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE SETEMBRO DE 2025 (Romanos 15:12)

 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE SETEMBRO DE 2025
OS GENTIOS NO PLANO DA SALVAÇÃO

Romanos 15:12 “Outra vez diz Isaías: Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão. ”

 

“Outra vez diz Isaías: ”

Paulo via as Escrituras como o fim de toda a discussão. Os judeus organizaram as Escrituras em três divisões: a Lei (o Tora), os Profetas e os Escritos. Essa citação de Paulo foi dos Profetas (Isaias 11) e antes dessa, duas foram dos Escritos (Salmo 18.50; Salmo 117.1) e uma da Tora (Deuteronômio 32.43). Ao usar essa variedade de fontes, o apóstolo enfatizou que todas as Escrituras confirmam a aceitação divina tanto de judeus como de gentios. Os cristãos judeus deveriam, portanto, aceitar os cristãos gentios, e vice-versa.

William Barclay explica que o argumento de Paulo é que podem existir muitas diferenças na igreja, mas há um só Cristo, e o laço de unidade entre os crentes na igreja é a sua comum lealdade a ele. A obra de Cristo foi a mesma para judeus e gentios.  Paulo está convencido de que, assim como Jesus Cristo veio a este mundo para salvar tanto judeus como gentios, a igreja deve acolher a todos os irmãos, a despeito de suas diferenças.

 

Uma raiz em Jessé haverá, ”

A “raiz de Jessé” diz respeito ao Messias que não só descende Jessé, pai de Davi, mas que é a real fonte da linhagem davídica (Salmo 110.1). Jessé teve oito filhos, e duas filhas (1 Samuel 17.12). Jessé viveu em Belém, e obtinha seu sustento do pastoreio de ovelhas e da criação de cabras.

A posição humilde de sua família é aludida pelo epíteto injurioso “filho de Jessé” dado a Davi por aqueles que não gostavam dele (1 Samuel 20.27,30; 22.7; 25.10; 2 Samuel 20.1). As expressões “brotará um rebento do tronco de Jessé” e “raiz de Jessé” aqui e em Isaías 11.1, indicam o passado insignificante e humilde da linhagem real de Davi, posteriormente tomaram-se símbolos de messianismo.

Davi “filho de Jessé” quer dizer “Amado”. Dessa forma, quando a voz do Pai vinda do céu identificou a Jesus como o seu “Filho amado” (Mateus 3.17), Ele estava insinuando que Jesus é o seu segundo Davi, o cumprimento do que Davi representava. Isaías já tinha profetizado que o Filho reinaria no trono de Davi (Isaías 9.7). Agora ele deixa claro que o Filho seria também um descendente de Davi.

 

“... e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão. ”

Isaías 11.10 diz que a raiz de Jessé se levantará como um estandarte ou bandeira quer dizer que Ele será a garantia de vitória e aquele ao redor de quem as nações se reunirão. “Pendão” (“bandeira”, NVI, KJV; “estandarte”, ARA) é a mesma palavra usada no nome de Deus em Exodo 17 .15: “O SENHOR é a minha Bandeira”. Esta é outra indicação do Velho Testamento de que o Rei messiânico não será um homem comum, mas será um ser divino.

A obra de Cristo foi a mesma para judeus e gentios. Ele nasceu judeu, esteve sujeito à lei judia; veio ao mundo como membro da raça judia. Fez com que se cumprissem todas as grandes promessas que tinham sido feitas aos pais da raça judia, e que a salvação viesse primeiro aos judeus. Mas veio não somente para os judeus, mas também para os gentios. Isaías profetizou que os gentios também iriam esperar e crer no messias.

Como Cristo reinaria sobre judeus e gentios, eles deveriam se aceitar mutuamente como membros da família de Deus: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;  Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2:14-18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200905_07.pdf

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. Tradução: Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/07/rute-422.html

 

domingo, 7 de setembro de 2025

LIÇÃO 11: UMA IGREJA HEBREIA NA CASA DE UM ESTRANGEIRO - 3 TRIMESTRE DE 2025

TEXTO ÁUREO

“Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?” (Atos 10.47).

 

“Respondeu, então, Pedro:”

O apostolo Pedro estava pregando a Cornélio e a todos os seus convidados. Isso ele fez de maneira relutante (v.28), tanto que só desceu a casa de Cornélio acompanhado com outros judeus de Jope que testemunharam o convite inesperado (v.23). Para a surpresa de Pedro e dos judeus que com ele estavam “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (v.44).

E isso foi percebido porque eles os ouviram falar línguas como havia acontecido com os judeus no dia de pentecostes: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (Atos 10:45). Diante desse sinal o apóstolo Pedro pergunta aos judeus de Jope que o haviam acompanhado:

 

“Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo? ”

O argumento de Pedro foi irrecusável. As palavras “como nós": E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio (Atos 11.15), forçaram os crentes judeus à seguinte conclusão: no que dizia respeito à salvação eterna, Deus não fazia diferença entre judeus e gentios. E se Deus já dera as boas-vindas aos gentios, derramando o seu Espírito neles, só faltava a igreja fazer o mesmo.

Visto que os gentios já tinham sido batizados no Espírito Santo, seguia-se que eram elegíveis para serem batizados na água. Assim, Pedro postulou sua pergunta aos cristãos judeus que o acompanharam, como representantes da igreja. O argumento de Pedro não levantou objeção alguma, e, assim, Pedro mandou que os convertidos fossem batizados (v.48).

O comum era a pessoa crer, ser batizada na água e depois receber o Espírito Santo (Atos 8.14,15; 19.1-6). No caso de Cornélio, porém, a conversão e o recebimento do Espírito foram simultâneos. A explicação é que, se os gentios somente cressem e recebessem o perdão de Deus, os crentes judeus não teriam crido no testemunho deles. E não lhes concederiam o batismo. Não havia, no entanto, como negar a prova do falar em outras línguas. O “porquê” comprova a conexão inabalável entre o receber o Espírito Santo e o falar em outras línguas para os crentes primitivos.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/06/atos-1046.html

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

sábado, 6 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE SETEMBRO DE 2025 (Atos 8.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE SETEMBRO DE 2025
PREGANDO EM TODO LUGAR E PARA TODAS AS PESSOAS

Atos 8.4 “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”.

 

“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”

Esse versículo nos leva de volta aos cristãos que foram dispersos. A palavra traduzida por dispersos é o termo usado para indicar “sementeira, semeadura, espalhar sementes. Warren Wiersbe acrescenta que a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. Daí nasceu o provérbio: “O sangue dos mártires é a sementeira da igreja”.

Gamaliel, o professor de Paulo, lembrou ao sinédrio anteriormente o efeito da dispersão sobre os seguidores de Teudas e Judas, galileu: “Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos” (Atos 5.36,37).

A dispersão dissipou os seguidores tanto de Teudas como de Judas, mas não foi capaz de dissipar os seguidores de Cristo. Entenda o motivo nas próprias palavras de Gamaliel: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la [...]” (Atos 5:38-39).

Esses cristãos perderam tudo que possuíam: casas, rebanhos, bens, tudo exceto o pouco que podiam carregar nas costas. Eles fugiram a pé pelas estradas da Palestina com medo do perseguidor Saulo. Mas ao passarem por outros viajantes, eram objeto de curiosidade. As pessoas indagavam: “O que aconteceu? Ao invés deles murmurarem que deixaram tudo para trás eles preferiam anunciavam a palavra de Deus. A palavra grega equivalente a “anunciando” significa “evangelizar”, contar as boas novas!

Esses cristãos perseguidos não saíram dizendo: “Vejam só para onde está indo este mundo! ”, mas, sim: “Vejam Aquele que veio ao mundo! ”.  Eles aprenderam com o exemplo de Estêvão: seus inimigos podiam ferir sua carne, mas não seu espírito; podiam abreviar suas vidas, mas não sua influência; podiam tomar suas casas, mas não seu lar celestial (João 14:1–3); podiam roubar seus bens, mas não seus tesouros (Mateus 6:20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Geográfica, Vol. 6. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

 

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE SETEMBRO DE 2025 (1 Coríntios 2.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE SETEMBRO DE 2025
PREGANDO O EVANGELHO DE PODER

1 Coríntios 2.4 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder. " 


“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana”.

Por mais que Paulo fosse instruído e inteligente, conhecedor de diversos idiomas e culturas o assunto principal de seu discurso era Cristo e este crucificado e ressuscitado, o que para os judeus era escândalo e para os gregos loucura. Até mesmo dentro da Igreja de Corinto havia aqueles que não acreditavam na ressurreição a estes Paulo respondeu: “se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé e permaneceis nos vossos pecados”. 

Quanto a sabedoria humana ela deve ser buscada: “Tomai-vos homens sábios e entendidos, experimentados entre as vossas tribos, para que os ponha por chefes sobre vós. (Deuteronômio 1:13), pois, testemunhamos muitas vezes até mesmo Paulo a usando de maneira eficaz, porém, ela pouco acrescenta a lógica divina da morte e ressurreição do nosso Salvador. Quando essas sabedorias são paralelas há o que acrescentar, porém, quando são conflitantes devemos rejeitar a humana, pois a loucura de Deus é mais sabia do que a sabedoria dos homens.


“..., mas em demonstração do Espírito e de poder” 

Nicodemos apesar de ir ter tido de noite com Jesus e inicialmente não entender as coisas terrenas pregadas por Cristo reconheceu que ninguém podia fazer os sinais que Ele fazia se Deus não fosse com ele. Os dons espirituais servem a igreja a fim de que o poder de Deus seja demonstrado através deles. Onde Jesus andava alguma coisa acontecia, quando o tocavam virtude saía dele. 

Os apóstolos foram revestidos de poder na ocasião da descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste e este poder espiritual era ferramenta indispensável na salvação de almas. Pedro pregava e dizia: recebereis o dom do Espírito Santo e este servia de sinal quando pela imposição de mãos era repartido. Apesar de não vivenciar dos milagres de Cristo Paulo foi usado da mesma forma, diz a palavra que até os lenços e aventais de Paulo eram distribuídos e pessoas eram curadas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/04/2021

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012.

OUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ: CPAD, 1987.

 

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE SETEMBRO DE 2025 (Atos 8:12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE SETEMBRO DE 2025
PROCLAMANDO AS BOAS-NOVAS DO REINO DE DEUS

Atos 8:12 “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.”

 

“Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo,”

Antes de Filipe chegar à cidade, ela se encontrava sob uma influência muito diferente. Certo homem, chamado Simão... praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, e até da circunvizinhança da cidade, não só com sua mágica (v. 11), mas também com suas afirmações extravagantes (v. 9). Pois insinuava ser ele grande vulto ou "alguém importante" (BJ). E todos, cidadãos proeminentes e pessoas comuns, ao que parece um grupo ingênuo, realmente afirmavam: este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder (v. 10). Agora, porém, em Samaria, Simão é desafiado por Filipe; não apenas porque os milagres de Filipe concorriam com a sua mágica; mas especialmente porque Simão também creu em Filipe quando evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo.

Filipe pregou sobre o reino de Deus. Esta é a primeira vez que vemos o termo “reino” desde o capítulo 1 de Atos. O termo “reino de Deus” literalmente refere-se ao “governo de Deus”, quer na terra quer no céu (Tiago 2:5). Desde o estabelecimento da igreja no capítulo 2, lemos muito sobre a “igreja” (Atos  5:11; 8:1, 3), mas pouco sobre o reino. Filipe usou o termo “reino” sabiamente aos Samaritanos porque os samaritanos esperavam um Messias que estabeleceria um reino (João 4:25).

Nem sempre o Reino de Deus diz respeito à Igreja na Bíblia, mas neste contexto, a ênfase de Filipe era sem dúvida a igreja. Afinal, não se pode “pregar Cristo” totalmente sem pregar a respeito da igreja, pois Cristo é o construtor da igreja (Mateus 16:18), Cristo morreu pela igreja (Atos 20:28), Cristo é o cabeça da igreja (Efésios 1:22, 23) e Cristo é o sustentador e salvador da igreja (Efésios 5:23– 25).

Filipe “anunciou a Cristo” aos samaritanos, sem dúvida, ele pregou as grandes verdades a respeito de Cristo que outros pregadores inspirados pregaram: o fato de Jesus ter cumprido as profecias (2:16; 8:35), os detalhes de Sua vida e de Seus milagres (2:22; 10:38), Sua morte na cruz por todos (2:23; 8:32; 10:39), Sua ressurreição dos mortos (2:32; 10:40), Sua ascensão à direita de Deus e Seu reinado nos céus (2:30–36) e Sua volta prometida (10:42).

Trata-se de uma combinação interessante de temas (Reino e Cristo), o que mostra como a igreja primitiva via a mensagem de Cristo continuada na sua própria mensagem, mas, ao mesmo tempo, falava mais e mais acerca do meio através do qual o poder real de Deus estava sendo manifestado na época dela, a saber: através do poderoso nome de Jesus.

 

“...se batizavam, tanto homens como mulheres.”

Os samaritanos creram no evangelho, em outras palavras, se converteram, pois iam sendo batizados, assim homens como mulheres. Quando Filipe “pregou Cristo” aos samaritanos, ele pregou sobre a necessidade do batismo. Para os cristãos o batismo é uma ordenança divina, ou seja, uma ordem direta do Salvador. Sendo ela uma ordem se espera que todos os que aceitarem a fé sejam batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28:19), a fim de que sejam salvos da condenação do mundo. Pedro diz em seu sermão: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados” (Atos 2:38).

Jesus foi batizado (Mateus 3:13–17). Ele ordenou o batismo (Mateus 28:19; Marcos 16:16). O batismo é a semelhança da Sua morte, sepultamento e ressurreição (Romanos 6:3–6). Somos batizados em Cristo (Gálatas 3:26, 27). Para você e eu “pregarmos Cristo” totalmente, a necessidade do batismo deve fazer parte da nossa mensagem. Se “anunciar a Cristo” não incluísse o batismo, os samaritanos nunca teriam sido batizados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_06.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/mateus-2819.html

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

TEXTO ÁUREO LIÇÃO 10: A EXPANSÃO DA IGREJA. Atos 8.4-5

TEXTO ÁUREO

“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.” ”(Atos 8.4,5).

Lição 10 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE SETEMBRO DE 2025 (1 Coríntios 9.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE SETEMBRO DE 2025
A NECESSIDADE DE PREGAR O EVANGELHO

1 Coríntios 9.16 “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ”


“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar,”

A pregação do apóstolo não era motivo para ele se gloriar, ou se gabar.  Houve um momento em sua vida em que ele achava que ser sábio era se gloriar nas coisas que tinha: “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Filipenses 3:4-7). 

Mas ele considerou todas essas glórias do seu passado como esterco, como lixo, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo:  “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7,8)

Visto que tudo que conseguimos e somos é o resultado da morte sacrifical de Cristo na cruz, não devemos nos gloriar nelas ou em nós mesmos como se as possuíssemos alguma coisa: Gaiatas 6.14 "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo."

Podemos apenas seguir a ordem formal de Jeremias de nos gloriarmos no Senhor: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jeremias 9:23,24)

Toda jactância ou vanglória só pode trazer dano à Igreja, mas gloriar-se no Senhor significa que colocamos nossa confiança nele e somente nele.


 “... pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ”

Paulo sente uma compulsão interior (que sem dúvida vinha da comissão que Jesus lhe dera na estrada de Damasco, uma comissão confirmada por Ananias como também pelo Espírito Santo: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:15,16).

Ele deve ter se sentido como Amós, quando disse: “Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor JEOVÁ, quem não profetizará?” (Amós 3-8), ou como Jeremias, ao dizer que a palavra de Deus “foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso mais” (Jeremias 20.9).

Paulo não pretendia pregar o Evangelho quando partiu tomando a estrada de Damasco. Estava apenas satisfazendo um encargo que Jesus lhe tinha entregado (quando Ele o chamou para ser apóstolo aos gentios).

Essa obrigação pesa sobre ele. E essa obrigação deve também pesar sobre todos os que experimentaram o poder do Evangelho em suas vidas.

Paulo pensa em alguma desgraça vindo sobre ele, se não pregar. “Ai de mim” é, normalmente, um grito de dor diante do castigo. Falar de castigo não é algo agradável na sociedade moderna. Todavia, a Bíblia apresenta claramente a verdade da prestação de contas e do castigo de Deus àqueles que são infiéis na obediência aos seus mandamentos.

A natureza do ai não é explicada no contexto imediato. Mas se lembramos das palavras de Deus a Ezequiel fará sentido:  “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão” (Ezequiel 33:8)

A vontade de Deus é a salvação do pecador, por isso o objetivo da mensagem é que o ímpio tenha consciência do perigo em que se encontra, e que se desperte para buscar a Deus e seja salvo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55.7).

 Essa parte do discurso revela a responsabilidade do Profeta em se tratando do destinatário original dessa mensagem e a nossa responsabilidade como cristãos que recebemos do Senhor Jesus a incumbência de anunciar o evangelho ao pecador (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15-20; Lucas 24.46-49). Não pregar o evangelho é colocar-se na posição de experimentar o castigo de Deus.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/12/2023

 

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Esequias e Daniele. A justiça divina – A preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro do profeta Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

https://gilvanbarbosa.wordpress.com/2009/07/23/ai-de-mim-se-nao-pregar-o-evangelho/ 

 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE SETEMBRO DE 2025 (Lucas 4:18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE SETEMBRO DE 2025
A SUBLIME MISSÃO DE PREGAR O EVANGELHO

Lucas 4:18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,”

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim,”

Após ser batizado por João na Judéia, Jesus retornou para a Galiléia (v.14). Chegando em Nazaré foi conforme o seu costume na sinagoga. Na sinagoga Jesus teve oportunidade para ler em voz alta o rolo do profeta Isaías (v.17). Então Jesus leu o texto de Isaías que diz: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor....” (Isaías 61:1,2a)

O Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, ele viveu as limitações que a encarnação lhe proporcionou. Na condição de Servo necessitou e dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo. Ou seja, ele foi ungido. Pedro pregou essa condição aos da casa de Cornélio: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).

Todos os dons e graças do Espírito foram outorgados a Ele, não por medida, como a outros profetas, mas sem medida, João 3.34. Ele veio pela virtude do Espírito, v. 14.

 

“...pois que me ungiu para evangelizar os pobres.”

Jesus veio pregar o evangelho aos pobres. Os pobres sempre foram desfavorecidos nas sociedades humanas e é digno de nota que Lucas relata uma bem-aventurança para os pobres: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20); ao passo que Mateus fala dos “pobres de espírito” (Mateus 5:3). Pregar as boas-novas aos pobres é característica do ministério de Jesus: “Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres anuncia-se o evangelho” (Lucas 7:22). O termo evangelho significa “boas-novas” ou “boas notícias”. Os pobres sempre estavam mais dispostos a ouvir Jesus. As suas necessidades faziam com que eles se voltassem para o Salvador

Os pastores, aos quais vieram os anjos (Lucas 2:7ss.) pertenciam a uma classe pobre. Na realidade até a família do próprio Jesus era pobre, pois a oferta feita na ocasião do nascimento da Criança era a dos pobres (Lucas 2:24; cf. Levitico 12:8). De modo geral, Jesus preocupa-se com os interesses dos pobres: “Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos” (Lucas 14:12-14).

 

“Enviou-me a curar os contritos de coração,”

A ERC acrescenta uma expressão em relação ao Messias “curar os quebrantados do coração”. Esse acréscimo provavelmente foi feito para fazer a citação de Lucas conformar-se com a de Isaías 61:1: “enviou-me a restaurar os contritos de coração”. Embora não se encontre nos manuscritos originais do Livro de Lucas, essa era uma obra que o Messias deveria realizar.

Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados. “Coração quebrantado” é uma expressão que implica tristeza profunda que amarga a própria vida. Deus se agrada desses, pois eles confessam do fundo da alma que não merecem o menor olhar da bondade de Deus. Mas Deus agirá em favor deles como Ele mesmo, ou seja, como Deus de amor, misericórdia e bondade, e que são eles em quem Ele põe o coração:

 Ele os carregará no colo, nunca os deixará, nem os abandonará. Ainda que esses contritos se considerem muitas vezes perdidos, Deus os salvará: Pois “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas” (Salmos 147:3).

Um coração quebrantado faz da alma um receptáculo adequado para Deus habitar: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15).  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200704_07.pdf

 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE SETEMBRO DE 2025 (Mateus 28.19)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
1 DE SETEMBRO DE 2025
RESPONDENDO AO “IDE” DE JESUS

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.


“Portanto, ide,” 

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). 

Cristo foi o enviado do Pai, agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós“ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz: ”E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo “ (Filipenses 3:8). 


“... ensinai todas as nações,” 

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o Messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores ” (Salmos 25:8), e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (Mateus 7:29). 

Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...”se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). 

Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. 

Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28). 


“batizando-as” 

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. 

Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. 

Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém a nós gentios é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos. 


“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” 

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que convence o homem do pecado que o separa de Deus.. 

A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gênesis 1.26; 3.22; 11.6, 7; Isaías 6.8). 

Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Marcos 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. E o Novo Testamento revela de maneira explicita que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Efésios 4.4-6; 1 Pedro 1.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
17/03/2021 

FONTES: 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.